E se a World Series V8 2018 tivesse acontecido?

Onze pilotos se reuniram, no fim de novembro de 2017, para participar de dois dias de treinos coletivos da World Series V8 no Bahrein. Seria uma atividade comum de pós-temporada se não fosse um pequeno detalhe: o campeonato já tinha anunciado que fecharia as portas e não seria disputado no ano seguinte.

O baixo números de competidores interessados, problema agravado desde que a Renault deixou a organização, dois anos antes, fez com que a família Alguersuari decidisse colocar um ponto final em seu certame.

Mesmo assim, 11 competidores levaram os carros para uma última atividade em pista, em Sakhir, como uma forma de acumularem quilometragem tanto no circuito do Oriente Médio quanto com equipamentos mais potentes.

Apesar de a categoria ter acabado, é divertido imaginar o que teria acontecido caso esses pilotos tivessem voltado e participado de uma hipotética temporada 2018. Abaixo, falo como eles se saíram no último ano, e cada um de nós poderá pensar o que teriam feito em uma World Series V8 2018 que nunca aconteceu:

1) Pedro Piquet (AVF)

A participação do brasileiros nos treinos em Sakhir foi uma surpresa, já que apenas dois dias antes ele tinha disputado o tradicional GP de Macau de F3. Mas a longa viagem e a mudança de fuso horário não prejudicaram Piquet, que registrou a volta mais rápida da atividade, em 1min43s623, andando pela equipe espanhola AVF.

Sem a World Series, o filho do tricampeão da F1 estreou na GP3, conquistou duas vitórias – sempre com o grid invertido – e terminou em sexto na tabela de pontos, embora tenha brigado pelo quarto posto no meio do ano.

Caso Piquet vencesse a World Series em 2018, seria o segundo brasileiro campeão em sequência, já que Pietro Fittipaldi havia levantado a taça em 2017.

2) Jehan Daruvala (Fortec)

Dá para dizer que 2018 foi um pesadelo para este piloto indiano. Ele começou o ano como um dos favoritos ao título da F3 Euro, mas acabou somente com a décima colocação na tabela e uma única vitória conquistada. Ainda perdeu a vaga no programa de pilotos da Force India com a venda da equipe para Lawrence Stroll. Em 2019, ele espera dar a volta por cima, já que vai correr na F3 pela poderosa equipe Prema.

3) Yan Leon Shlom (Fortec)

Apesar de ter sido o terceiro colocado nos treinos do Bahrein, o russo não disputou nenhum campeonato em 2018.

4) Henrique Chaves (AVF)

Sem a World Series em 2018, este piloto português fez a transição para as corridas de longa duração, tendo tomado parte a ELMS. Mas fechou o ano em 23º, com seis pontos marcados.

5) Harrison Scott (RP)

O britânico chegou aos treinos do Bahrein em alta, após dominar a Euroformula Open, ganhando 12 das 14 provas de que participou pela equipe RP. No entanto, nos testes, não foi além do quinto lugar. Em 2018, ele continuou com a esquadra italiana, mas foi correr na Pro Mazda, nos EUA. Finalizou em oitavo na tabela de pontos, com dois triunfos e tendo ficado de fora de quatro corridas.

6) Lirim Zendeli (Lotus)

Zendeli é quem teve um dos melhores 2018 entre aqueles que estiveram no circuito de Sakhir. Sem a World Series, ele permaneceu na F4 Alemã por uma terceira temporada, sendo campeão com dez primeiros lugares.

Mas fica a dúvida se ele conseguiria repetir esse desempenho em outro campeonato, sem a mesma experiência acumulada. Em 2019, deve correr na F3, o que de pode ajudar a responder a essa questão.

7) Rinus VeeKay (Fortec)

Dificilmente este piloto holandês teria disputado toda a temporada da World Series em 2018 caso o campeonato tivesse acontecido. É que desde o começo da carreira ele tem como objetivo correr na Indy, nos EUA.

No que depender de 2018, está no caminho certo. Foi o campeão da Pro Mazda, com sete vitórias, sendo cinco delas seguidas. Neste ano estará na Indy Lights, pela Juncos, e já pode ser considerado um dos favoritos ao título.

8) Diego Menchaca (Lotus)

Menchaca estreou na World Series em 2017 e, mesmo com um ano de experiência, foi somente o oitavo nas atividades no Oriente Médio. No ano passado, subiu para a GP3, marcou três pontos, o suficiente para terminar o campeonato em 19º na tabela.

9) Tatiana Calderón (RP)

Sem a World Series, a colombiana permaneceu na GP3, fechando 2018 ano na 16º posição, e 11 pontos obtidos. Enquanto isso, testou o carro da Sauber, na F1, e o da Techeetah, na Formula E. E a expectativa é que em 2019 ela participe da F2 pela Charouz.

10) Julien Canal (Lotus)

Veterano piloto de endurance só tomou parte dos testes no Bahrein, porque o WEC, onde corre regularmente, também estava no circuito após a etapa final daquele ano. Em 2018, participou da etapa da abertura do Mundial de Endurance, em Spa-Francorchamps, e depois se dedicou à ELMS, onde foi o nono com dois pódios obtidos.

11) Alex Karkosik (RP)

Correu em seis das oito etapas da Euroformula Open em 2018. Ainda assim, salvou um pódio e o oitavo lugar na tabela de pontos.

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