Má notícia para João Paulo de Oliveira

Publicado março 2, 2015 por Felipe Giacomelli
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João Paulo de Oliveira passará por cirurgia

João Paulo de Oliveira passará por cirurgia

João Paulo de Oliveira está fora da pré-temporada da Super Formula.

O atual vice-campeão do principal certame japonês de monopostos sofreu uma fratura no dedão da mão esquerda durante o inverno no hemisfério norte e precisará passar por uma cirurgia nesta terça-feira, dia 3.

Por causa da operação, o brasileiro não vai participar dos treinos coletivos da categoria, que estão marcados para os dias 9 e 10 de março, em Suzuka. Ele também não tomará parte dos ensaios em Okayama, no fim do mês.

Nas duas atividades, JP será substituído por um velho conhecido. Hironobu Yasuda, que divide o carro número 12 com o brasileiro no Super GT, entrará no lugar.

O nipônico disputou a Super Formula em 2012 e 2013, obtendo o sexto lugar, justamente em Suzuka, como melhor resultado.

A temporada 2015 da Super Formula começa dia 19 de abril, também na pista sede do GP do Japão de F1. O Super GT vai à pista um pouco mais cedo, no dia 5 de abril, em Okayama.

Você poderá acompanha todos os resultados de JP no Japão na Agenda de velocidade aqui no World of Motorsport. A seção estará de volta junto com a F1.

O maior prejuízo da McLaren na pré-temporada da F1

Publicado março 1, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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A McLaren pouco andou durante a pré-temporada

A McLaren pouco andou durante a pré-temporada

Testes de pré-temporada geralmente não dizem nada como será o campeonato. Algumas equipes preferem esconder o jogo, enquanto outras aproveitam pneus novos e tanque vazio para dar voltas voadoras, marcar ótimos tempos e tentar descolar um patrocinador ou outro antes da primeira corrida.

A F1 na Espanha não fugiu a essa regra do mistério. Ferrari, Lotus, Williams e Sauber dividiram a primeira posição nas últimas semanas, mas quem impressionou mesmo foi a Mercedes.

A equipe atual campeã do Mundial de Construtores deu mostras do que é capaz no sábado, dia 28, ao colocar Lewis Hamilton na primeira colocação. O britânico estava com pneus mais duros que os adversários e mesmo assim conseguiu fechar na ponta.

Por outro lado, na parte debaixo da tabela, a situação é um pouco mais clara. Tendo retomado a parceria com a Honda, a McLaren praticamente não conseguiu andar. O time de Woking deu 380 voltas entre as atividades em Jerez e em Barcelona, acumulando 1750,9 km.

Em comparação, a Force India, que estreou o VJM08 apenas na última sexta, deu 365 voltas com o novo bólido, tendo percorrido 1699 km.

A diferença é que a Force India conta com o bom motor Mercedes – dominante na última temporada –, enquanto a McLaren ainda precisa desenvolver o propulsor da Honda, que estreia neste ano.

O principal prejuízo da McLaren pela falta de quilometragem é o que o chefe do time, Eric Boullier, chamou de “corrente de consequências” em entrevista à revista inglesa Autosport.

É fácil entender a corrente de consequências. Quando a McLaren é obrigada a recolher o carro às garagens por alguma falha, ela precisa gastar algumas horas para consertá-lo. Muitas vezes, é preciso improvisar para solucionar algum problema, já que a F1 estava em um momento de pré-temporada, e o número de peças de reposição é pequeno.

Com soluções de última hora, o carro acabava quebrando de novo, recomeçando o processo. Sem poder percorrer muitas voltas de uma vez só, a McLaren mal foi capaz de ver o que acontece com o equipamento em uma situação desgastante como uma corrida. Da mesma forma, não conseguiu conferir como os pneus se comportam durante uma prova nem avaliar o verdadeiro rendimento do equipamento.

É por esse atraso que a previsão da McLaren é só conseguir extrair todo o potencial do MP4/30 a partir do começo da temporada europeia, no GP da Espanha, em 10 de maio.

O campeonato começa em duas semanas, no dia 15 de março, em Melbourne. O próprio GP da Austrália é uma preocupação para o time de Woking, uma vez que a reestreia de Fernando Alonso não está confirmada. O espanhol sofreu um forte acidente nos testes em Barcelona e passou alguns dias internados no hospital.

Alguma ação para Pizzonia

Publicado fevereiro 28, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Antonio Pizzonia vai testar pela Auto GP nesta semana

Antonio Pizzonia vai testar pela Auto GP nesta semana

Antonio Pizzonia terá um começo de mês de março cheio. Enquanto se prepara para a abertura da temporada 2015 da Stock Car, o brasileiro foi convidado para participar dos treinos coletivos da Auto GP, nesta segunda e terça-feira, dia 2 e 3, em Vallelunga, pela equipe Zele.

Essa será a segunda vez que o amazonense andará com o equipamento do time austríaco. No fim do ano passado, Pizzonia disputou a etapa do Estoril pela Zele e obteve um pódio e uma volta mais rápida.

Por causa da experiência do piloto de 34 anos, ele foi novamente chamado pela escuderia para ajudar a acertar o equipamento. Por enquanto, não há nenhuma indicação que o teste possa levar o brasileiro a disputar a temporada completa da Auto GP, concomitantemente à Stock Car.

O que beneficiaria Pizzonia a optar por disputar ambas as categorias se tiver a chance é que há apenas um choque de datas entre elas. Será nos dias 3 e 4 de outubro, quando a Stock estará em Santa Cruz do Sul, enquanto o campeonato de monopostos correrá em Barcelona, na decisão da temporada.

E é fácil resolver esse tipo de situação. Basta correr no certame em que há maiores chances de título.

No ano passado, o amazonense chegou à corrida decisiva da Stock Car com possibilidades matemáticas de ficar com a taça, mas acabou caindo para a nona colocação na tabela. Ele renovou contrato com a equipe Prati-Donaduzzi Mico’s para este ano.

Até o momento, a Auto GP tem apenas dois pilotos confirmados para 2015. O colombiano Andrés Méndez acertou com a própria Zele, enquanto o russo Nikita Zlobin será piloto da Virtuosi. A temporada começa no dia 18 de abril, em Marrakesh.

Carmen Jordá na Lotus

Publicado fevereiro 27, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Carmen Jordá será pilota em desenvolvimento da Lotus

Carmen Jordá será pilota em desenvolvimento da Lotus

Uma das principais notícias da F1 nesta semana foi a contratação de Carmen Jordá como pilota em desenvolvimento da Lotus.

A polêmica envolvendo o acerto se deu devido aos maus resultados obtidos pela espanhola nos últimos anos. Entre 2012 e 2014, ela competiu na GP3, mas não conseguiu marcar pontos. A melhor posição de chegada nesse período foi o 13º em Valência, no ano de estreia na categoria.

Carmen também disputou a Indy Lights e a F3 Espanhola no começo da carreira, mas jamais esteve na luta pelas primeiras colocações.

Para piorar a situação da espanhola, ela chegou à Lotus no mesmo momento em que a equipe poder perder Esteban Ocon, atual campeão da F3 Europeia. Como o time britânico não tem dinheiro para bancar uma temporada do francês na GP2, já há rumores da rescisão do contrato. Assim, o garoto deve passar a ser empresariado por Nicolas Todt – o mesmo de Felipe Massa – e correr na GP3 pela ART.

Apesar das reclamações quanto à chegada de Jordá à F1, se olharmos o contexto, tudo faz sentido.

Para entender a crise da Lotus, basta ver o macacão usado pela pilota na apresentação. Há apenas dois patrocinadores com destaque. O primeiro é a Microsoft Dynamics, que não contribui com muito dinheiro para o orçamento – o acordo é mais de cooperação tecnológica –, e o outro é a PDVSA. Só que a Venezuela vive uma crise econômica muito séria, causada entre outros motivos pela queda do preço do barril de petróleo.

Como os custos da F1 estão aumentando, a Lotus fez o que qualquer empresa faria. Cortou gastos que não são prioridade – pagar para Ocon correr na GP2 – e arrumou uma nova fonte de renda ao trazer Carmen como pilota em desenvolvimento.

Mais do que o dinheiro pago pela espanhola, o acordo também pode render publicidade para o time. Afinal, o público que não acompanha o automobilismo tão de perto não sabe ou não se importa com os resultados obtidos pela pilota na GP3 e nas demais categorias de base.

Obviamente, o ideal seria que todas as escuderias tivessem condições de participar da F1 sem precisar recorrer a pagantes, mas ver a Lotus arrumando uma nova fonte de renda antes do início do campeonato parece no curto prazo um bom sinal.

Agora, se a Lotus tivesse contratado para a vaga um Chanoch Nissan, Adderly Fong ou qualquer piloto homem que tenha somado pouco mais de uma dezena de pontos nas últimas três temporadas, o tom das críticas teria sido o mesmo? Eu acredito que não.

Pietro Fittipaldi na F3 Europeia 2015

Publicado fevereiro 26, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Pietro Fittipaldi já havia treinado com a Fortec em 2014

Pietro Fittipaldi já havia treinado com a Fortec em 2014

Pietro Fittipaldi vai disputar a F3 Europeia em 2015 pela equipe Fortec.

Após vencer a F-Renault Inglesa no ano passado de forma dominante, com dez vitórias em 15 corridas, o brasileiro testou com diversas equipes da F3 durante o inverno europeu e acabou fechando com a Fortec.

O time inglês tem um histórico recente de sucesso com brasileiros. Em 2013, levou Pipo Derani ao pódio no GP de Macau, além do oitavo lugar na F3 Europeia. Com Felipe Guimarães, a escuderia alvirrubra venceu duas vezes na F3 Inglesa no mesmo ano.

O problema para Pietro é que a Fortec tem apostado na F3 cada vez menos. O time começou o 2014 com Mitchell Gilbert e John Bryant-Meisner, mas os dois deixaram a categoria na metade da campanha para correr na GP3. No fim, a esquadra inglesa terminou a temporada com Santino Ferrucci e Martin Cao nos carros.

Fora a instabilidade no plantel, a equipe também tem concentrado as forças na F-Renault – tendo vencido a Norte-Europeia (com Ben Barnicoat) em 2014 – e na atual temporada aparece como uma das favoritas à taça da World Series by Renault, com o experiente Oliver Rowland. E as atenções vão se dividir ainda mais por causa da estreia na F4 MSA.

Outro problema para Pietro é a saída do engenheiro Mick Kouros, um dos principais responsáveis pelo rápido desenvolvimento de Derani como piloto e conhecido por conseguir dar confiança e extrair velocidade dos jovens talentos. Desde o ano passado, Kouros trabalha na West-Tec.

Por outro lado, o brasileiro estreia numa equipe com um imenso know-how de F3 e que mostrou ainda ser competitiva.

Outro trunfo para o neto de Emerson na mudança para a Fortec é aproveitar um time que será montado pensando no desenvolvimento dele. É o contrário da Carlin, por exemplo, que inscreve seis carros na F3 ou da Prema, essa conhecida por priorizar os representantes da Academia da Ferrari.

Chilton na frente

Publicado fevereiro 22, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Indy

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Max Chilton está sobrando nos treinos da Indy Lights

Max Chilton está sobrando nos treinos da Indy Lights

Max Chilton vive uma situação curiosa em 2015. Sem saber se vai correr nesta temporada, o inglês já tem uma vaga garantida no grid da Indy no ano que vem, quando espera estrear junto com a Carlin na categoria norte-americana.

Até lá, o ex-piloto da Marussia fechou uma parceria com a escuderia inglesa para conduzir o programa de testes na Indy Lights, como forma de se adaptar mais rápido ao automobilismo norte-americano.

O problema é que os resultados estão melhores que o esperado. Na última semana, o britânico esteve no circuito de New Orleans para dois dias de treinos coletivos. Mais acostumado ao equipamento da Lights, Chilton não deu chances aos adversários.

Na última das três sessões de pista, o piloto cravou 1min24s120, sendo quase 0s5 mais veloz que o jovem Kyle Kaiser, o segundo colocado. O detalhe é que o britânico deu a melhor volta com pneus velhos e sem fazer uso do push-to-pass, ao contrário dos demais competidores.

É verdade que treinos de pré-temporada não contam a realidade do campeonato, mas o bom desempenho até aqui pode fazer com que Chilton considere disputar as corridas do certame de acesso em 2015.

A Carlin já anunciou que vai inscrever dois carros, sendo que apenas Ed Jones – o quarto mais veloz em New Orleans – está confirmado.

Confira abaixo a soma dos tempos do treino:

tempos lights nola

Grid vazio

Apesar da chegada da Carlin e do retorno da Juncos, a Indy Lights ainda conta com poucos pilotos confirmados para 2015. Até agora, apenas 11 pilotos foram anunciados. O número de participantes é maior que o das últimas temporadas, mas ainda é pequeno.

O lado bom é que os dois últimos campeões da categoria, Gabby Chaves e Sage Karam, estão confirmados na rodada de abertura da Indy em São Petersburgo.

Vitória de Franzoni

Franzoni venceu uma das provas da USF2000

Franzoni venceu uma das provas da USF2000

Não foi só a Indy Lights que esteve na pista de New Orleans. A USF2000 realizou no traçado de 4,4 km a primeira etapa do Winterfest 2015, o torneio de inverno da categoria.

Victor Franzoni, da Afterburn, foi o único brasileiro na competição, e a disputa não começou bem para ele. Por causa de um problema elétrico na classificação, o garoto foi obrigado a largar do 14ª lugar na primeira bateria, entre os 18 competidores.

Apesar da má posição no grid, logo na primeira volta, ele já estava em sétimo. Depois, chegou a andar no quarto lugar antes de ser ultrapassado pelos australianos Jordan Lloyd e Anthony Martin, fechando em sexto. A vitória ficou com Jake Eidson.

Na segunda prova, Franzoni partiu da sexta posição e, novamente tendo tracionado bem, ocupava o terceiro posto ao fim da primeira volta. O brasileiro em seguida superou Eidson e Nico Jamin para assumir a liderança e receber a bandeira quadriculada com uma vantagem de 2s8 para o francês.

O piloto da Afterburn voltou a cruzar a linha de chegada na frente na terceira bateria, mas acabou desclassificado, pois o equipamento não foi aprovado na inspeção técnica. Com isso, Edison, que havia terminado logo atrás, acumulou o segundo triunfo no Winterfest. Você pode clicar aqui para ver os resultados completos.

Pro Mazda

Com os treinos na Europa ainda prejudicados por causa da neve, Jack Aitken viajou aos Estados Unidos para disputar o Winterfest da Pro Mazda pela equipe Pelfrey. O inglês já garantido na F-Renault Eurocup pela Koiranen não fez feio e venceu duas das três baterias. O outro triunfo ficou com Weiron Tan, da Andretti. Os resultados estão aqui.

A última etapa do Winterfest, tanto da USF2000 quanto da Pro Mazda, será disputada nesta quarta e quinta-feira, dias 25 e 26, em Barber, no Alabama. A Indy Lights mais uma vez estará apenas testando.

O número de pilotos brasileiros no exterior

Publicado fevereiro 21, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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legiao brasileira

Reportagem de 1991 sobre os jovens pilotos brasileiros

Já faz algum tempo que o Brasil vem passando por um período de poucos pilotos nas principais categorias do automobilismo mundial. Se antigamente os representantes do país conquistavam diversos campeonatos na Europa e nos Estados Unidos, agora não é tão fácil encontrar um brasileiro que faça sucesso.

Para exemplificar o bom momento do país há alguns anos, recebi uma imagem de uma reportagem feita antes da temporada 1991. Um jornal resolveu compilar todos os brasileiros que competiriam no exterior naquele ano para apresentá-los aos leitores.

Com nomes como Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi e Gil de Ferran, a lista chegou a impressionantes 25 representantes. É um ótimo número, claro. O problema é que a maior parte das informações está errada.

Não estou dizendo que o jornal errou. Contextualizando, a reportagem foi feita em 1991, quatro anos antes de haver internet comercial no Brasil. Não é que não havia Google. O único jeito de checar qualquer informação naquela época era pelo telefone, por livros ou por matérias antigas.

Ainda bem que mais de duas décadas depois a situação mudou, e agora é fácil encontrar a história desses pilotos. Dos 25 selecionados, a matéria acertou onde sete pilotos correram.

Eu ainda acrescentaria um oitavo. Acredito que o jornal tenha confundido o cineasta Walter Salles, que lançou um filme naquele ano, com Gualter Salles, sendo que este, sim, esteve na F-Opel Europeia. Além de os nomes serem parecidos, a reportagem ainda deu azar de o cineasta, muitos anos mais tarde, ter se dedicado ao automobilismo em corridas de carros GT.

Fora isso, ainda há o caso de Eduar Mehry Neto, que tomou parte somente de cinco das 16 etapas da F3 Inglesa de 1991. O jornalista acertou onde ele correu, mas a participação não durou muito tempo.

Além disso, em uma breve pesquisa não encontrei informações que comprovem Henrique Barcelos, Marcelo Petriccione, Walter Garcia, Kiko Cavalca e Álvaro Nassaralla tendo competido nas categorias as quais foram assinalados. Confira na tabela abaixo o que realmente aconteceu com os pilotos em 1991:

1991 real

Por outro lado, a notícia não colocou Pedro Paulo Diniz, Elio Seikel, Gualter Salles e Djalma Fogaça. Provavelmente, no momento da publicação, estes pilotos ainda não estavam fechados com os respectivos campeonatos. Assim, eles elevaram o número de brasileiros no exterior para 29 naquele ano.

Mas e como esse número se compara a hoje?

Levando em conta apenas os pilotos já anunciados oficialmente para 2015, o Brasil terá 14 representantes no exterior. São eles: João Paulo de Oliveira, Victor Franzoni, Sergio Sette Câmara, Mauro Auricchio, Vinicius Papareli, Vitor Baptista, Bruno Baptista, João Vieira, Enzo Bortoleto, Gaetano Di Mauro, Bruno Bonifacio, Pietro Fantin, André Negrão e Henrique Baptista.

Não acrescentei competidores que já são profissionais, como os da F1, Indy ou DTM. A única exceção é JP de Oliveira, que disputa a Super Formula. Como a F3000 Japonesa entrou na relação da reportagem do século passado, acabei colocando também a categoria sucessora.

A relação pode aumentar para 16, se levar em conta Lukas Moraes e Gustavo Lima. Os dois vão disputar um reality show durante três meses valendo uma vaga nas 24 Horas de Le Mans. Não é um campeonato propriamente dito, mas eles não deixam de ser brasileiros no exterior, a premissa principal da matéria.

E esse número ainda deve crescer nas próximas semanas. Como ainda faltam quase dois meses para o início da temporada europeia do automobilismo, deve acontecer mais alguns anúncios envolvendo pilotos do país.

Um bom exemplo é Pietro Fittipaldi. O neto de Emerson venceu a F-Renault Inglesa no ano passado e treinou pela F3 Europeia, mas ainda não definiu os planos para 2015.

O fim da F4 Espanhola

Publicado fevereiro 20, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 4

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A F4 Espanhola ia usar as novas regras da FIA

A F4 Espanhola ia usar as novas regras da FIA

Menos de três meses. Foi esse o tempo que a F4 Espanhola durou.

Com a proposta de ser um campeonato de baixo custo (€140 mil ou cerca de R$ 450 mil por temporada), a ideia para o novo certame era permitir que os pilotos chegassem para a corrida e entrassem logo no carro, sem precisar gastar dinheiro com logística e equipamento.

Para diminuir os custos, toda a operação seria feita pela equipe Drivex, que vistoriaria e revisaria os bólidos entres as etapas.

Assim, os times receberiam os equipamentos no começo do fim de semana de corrida e precisariam devolvê-los após a terceira bateria. Qualquer gasto extra, como com engenheiros particulares, poderia ser feito, embora não fosse obrigatório.

A crise na F4, no entanto, ficou evidente no começo do ano, quando a Drivex abandonou a função de responsável técnica. Desde então, a organização da categoria não anunciou uma substituta.

Fora os problemas com o desenvolvimento do equipamento, a F4 também sofria em fixar uma sede. De acordo com o site espanhol Revista Scratch, o diretor do certame, José María Rubio, contava com o aporte de €5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) de investidores venezuelanos para levar o projeto do torneio adiante e fixá-lo no circuito de Navarra.

Ainda segundo a publicação, como o investimento não veio e o interesse dos pilotos não aumentava, Rubio foi forçado a renunciar ao cargo, com o cancelamento da F4 acontecendo alguns dias depois.

agora vai

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Um concorrente para a Autosport

Publicado fevereiro 19, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Jonathan Noble estará de casa nova a partir de maio

Jonathan Noble estará de casa nova a partir de maio

O mercado de transferências para a temporada 2015 da F1 foi tão intenso, que não ficou restrito apenas aos pilotos. Até quem integra as salas de imprensa do mundo todo se tornou alvo de rumor e especulações antes do novo campeonato.

Um dos jornalistas mais conhecidos do paddock e com fácil acesso às equipes da F1, Jonathan Noble anunciou na última terça-feira, dia 17, que está deixando a revista inglesa Autosport após 16 anos para se juntar ao site motorsport.com.

Se compararmos ao mercado brasileiro e ao futebol, a transferência de Noble equivale a quando o SporTV tirou o narrador Milton Leite da ESPN ou quando o jornalista PVC foi para a Fox Sports, também saído da ESPN.

O britânico é o terceiro jornalista a fazer a transição entre os dois veículos. No ano passado, o Motorsport já havia acertado com Charles Bradley, então editor da revista impressa da Autosport. Neste ano, foi a vez de Pablo Elizalde, conhecido pelo bom humor nas redes sociais, também trocar de publicação.

A expansão do Motorsport acontece após o americano Mike Zoi voltar a comandá-lo. O empresário o havia vendido, em 2012, para a empresa Net Elements, do ramo de pagamentos por celular, que resolveu investir no negócio.

A Net Elements também adquiriu a agência de notícias de F1 Global Motorsport Media (GMM), o que criou uma situação bastante curiosa. Afinal, não está errado pensar que foi o dinheiro pago pelos sites clientes da GMM que financiou os investimentos da Net Elements no Motorsport, uma página rival.

No ano passado, a Net Elements decidiu voltar a focar apenas no negócio para celulares e resolveu vender os sites que controlava para Zoi.

O americano, com o objetivo de rivalizar com a Autosport e criar um site economicamente viável, resolveu contratar Bradley para comandar a parte jornalística. Daí vieram Elizalde e Noble, que começa a trabalhar na nova casa em 14 de maio.

A grande questão é se o Motorsport conseguirá construir um modelo de negócios baseado basicamente na publicidade e em outros negócios de Zoi, como a GMM. A Autosport, por outro lado, tem a edição impressa – incluindo os classificados – como fonte de renda, além de praticamente todo o conteúdo do site ser baseado em paywall.

Red Bull Junior Team 2015

Publicado fevereiro 13, 2015 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Callum Illot é um dos novos contratado da Red Bull

Callum Illot é um dos novos contratado da Red Bull

A Red Bull anunciou nesta semana Pierre Gasly, Dean Stoneman e Callum Illot como integrantes do programa de desenvolvimento de pilotos, o Junior Team, em 2015.

Dos quatro integrantes do ano passado, o único a continuar no Junior Team é Gasly. O francês mais uma vez vai competir na GP2, mas dessa vez com a Dams. Ele é um dos favoritos ao título, embora precise superar Stoffel Vandoorne, Raffaele Marciello e o companheiro de equipe Alex Lynn se quiser ficar com a taça.

Apesar de Gasly ser o primeiro rubro-taurino na GP2 desde Sébastien Buemi, a equipe austríaca também continua focada na World Series by Renault. Tendo vencido o título do ano passado com Sainz, agora é a vez do novo recruta Stoneman ter uma chance no certame, também pela Dams.

Este, aliás, será o retorno de Stoneman à World Series. Em 2011, ele fechou contrato com a ISR para ser companheiro de Daniel Ricciardo, mas acabou diagnosticado com câncer e precisou deixar as pistas para se tratar. Agora curado, o britânico impressionou ao ser vice-campeão da GP3 na temporada passada e recebeu a grande chance da carreira na Red Bull.

Dean Stoneman finalmente teve o talento reconhecido

Dean Stoneman finalmente teve o talento reconhecido

O problema para Stoneman é que não existe qualquer possibilidade de uma promoção à F1.

Com Red Bull e Toro Rosso com novatos neste ano, a única chance de ele receber uma chance é se acontecer algo extraordinário, como Daniil Kvyat brigar com Christian Horner e deixar a equipe, Daniel Ricciardo ser contratado pela Mercedes ou Max Verstappen vencer uma corrida pela Toro Rosso e ser alçado à RBR.

Foi essa falta de perspectiva dentro do programa que fez Lynn deixar o Red Bull Junior Team e acertar com a Williams. Agora é a vez de Stoneman encarar esse mesmo problema.

Quem não está muito preocupado com as vagas na F1 por agora é Callum Illot. Atual campeão europeu de kart na divisão KF, o britânico de 16 anos se juntou à Red Bull e logo de cara vai competir na F3 Europeia, em um começo de carreira bastante similar ao de Max Verstappen.

Mas aqui é preciso deixar claro que Illot é Illot e Verstappen é Verstappen. O britânico teve uma carreira vitoriosa no kart, mas não foi um fenômeno como o holandês. Além disso, Max só conseguiu chegar à F1 neste ano porque a Red Bull enfrentava a concorrência da Mercedes para contratá-lo, e a vaga na Toro Rosso foi a cartada do consultor rubro-taurino, Helmut Marko para convencê-lo a assinar com os taurinos.

Sem a mesma pressa, Illot ainda terá tempo para se desenvolver nos monopostos antes de sonhar com campeonatos maiores. Assim, ao contrário do colega Stoneman, é possível que a Toro Rosso tenha uma vaga aberta quando ele estiver pronto.

O quarto integrante do Red Bull Junior Team em 2014 foi Carlos Sainz Jr, que também se graduou para a F1.


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