RP na Pro Mazda 2018

Equipe que levou Vitor Baptista ao título da Euroformula Open em 2015, a RP vai atravessar o oceano Atlântico em 2018 para disputar, nos EUA, a Pro Mazda, categoria intermediária do programa Road to Indy.

Serão dois carros inscritos pela escuderia italiana: um para Harrison Scott, atual campeão da Euroformula Open, e outro para o Lodovico Laurini, vindo do mesmo certame.

Scott, aliás, já pode ser considerado um dos favoritos ao título – em que pese a inexperiência tanto dele quanto da equipe nos circuitos americanos -, assim como o brasileiro Carlos Cunha Filho, o holandês Rinus VeeKay e os americanos Oliver Askew e David Malukas.

Quanto à expansão da RP da Europa para os EUA, é impossível não associar à Carlin, time inglês que estreou na Indy Lights em 2015 e, neste ano, subiu para a categoria principal. Quem sabe a RP não possa seguir o mesmo caminho?

Mas se Trevor Carlin nunca escondeu que planejava levar sua equipe para lutar por pódios e vitórias em alguma das principais categorias do automobilismo mundial – e em 2015 a Indy era bem mais acessível que F1 ou WEC -, a ida da RP está mais ligada ao esgotamento do modelo de categorias de base na Europa.

Pode parecer conflitante, mas, na Europa, o número de pilotos interessados pelos campeonatos menores diminuiu, assim como faltam vagas para eles.

Explico. A uma F1 com apenas 20 carros no grid só é possível chegar se fizer parte de algum programa júnior das equipes (como Charles Leclerc, da Academia da Ferrari) ou pagando dezenas de milhões de euros (como Sergey Sirotkin, novo titular da Williams).

Ou seja, a maior parte dos competidores (e que estão em número menor que há uma década) já sabe que não vai alcançar a F1. Então por que ir correr em uma F2 cujo grid é dominado justamente por pilotos em desenvolvimento das equipes da F1 e por jovens endinheirados? É pagar – caro – para ficar no meio do pelotão.

A alternativa, portanto, seria correr em outro lugar. Mas não existe uma categoria concorrente à F2. A World Series fechou as portas no fim do ano passado, e o mesmo aconteceu com a AutoGP em 2014.

O mesmo vem acontecendo no degrau abaixo. Para que hoje exista a F3 Euro e a GP3 (que vão se fundir no ano que vem), precisaram morrer F3 Inglesa, F3 Alemã, F3 Italiana, e International Formula Masters. É aqui que a Euroformula Open tem aparecido como praticamente única alternativa e atraindo grids cheios.

Como agora só existe um caminho – F3/GP3, F2 e F1 – para quem quer viver de automobilismo na Europa, o plano B se tornou correr em outro continente, daí os EUA aparecem como atrativo.

Daí vieram as expansões de Carlin e agora da RP, que correu na World Series no ano passado, então já tinha engenheiros, mecânicos e material para fazer a transição para os EUA.

E não será uma surpresa se a lista de times aumentar nos próximos anos.

Também será interessante ver como as escuderias europeias se saem contra as americanas. A Carlin, por exemplo, já tem um título da Indy Lights, conquistado por Ed Jones – hoje na Ganassi – em 2016.

Será que Harrison Scott, vencedor de 12 das 14 corridas de que participou na Euroformula Open no ano passado, conseguirá repetir o bom desempenho?

EM TEMPO:

A RP continua na Euroformula Open em 2018 e terá o brasileiro Guilherme Samaia, atual campeão da F3 Brasil, como um de seus pilotos. Matheus Iorio (Carlin) e Christian Hahn (Drivex) também já foram confirmados na categoria.

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