‘Irmãos’ Rodríguez

Se alguém perguntar para você qual música mais tocou no México no último fim de semana, responda o hino nacional brasileiro.

É que só no autódromo Hermanos Rodríguez, foram quatro vezes.

A primeira delas aconteceu com Igor Fraga, piloto da F3 Brasil e que estreou na F4 Mexicana pela equipe também brasileira Prop Car. Ele foi o segundo colocado no grid de largada, mas recebeu a bandeira quadriculada na frente, com 0s3 de vantagem para Moisés de la Vara, que havia partido na pole.

No domingo, Fraga ainda conquistou um terceiro lugar, ficando atrás de De la Vara e de Alexandra Monhaupt.

Mais tarde, no mesmo traçado da capital mexicana, foi a vez de Pietro Fittipaldi obter dois importantes triunfos na World Series. Além das duas primeiras colocações conquistadas, o neto de Emerson viu seus principais adversários na luta pelo título terem problemas.

Egor Orudzhev, por exemplo, abandonou duas vezes logo no comecinho das corridas, incluindo em um curioso acidente, na primeira volta da segunda bateria, no qual tentou pegar o vácuo de Álex Palou para ultrapassá-lo no fim da reta, mas acabou acertando a traseira do piloto espanhol.

E Matevos Isaakyan, que chegou ao México na ponta da tabela, ficou parado no grid da segunda corrida. Ele até conseguiu fazer uma boa prova de recuperação (contando ainda com os acidentes à frente), mas não foi além do quarto posto.

Com os resultados do fim de semana, Fittipaldi, que também alcançou o recorde de dez poles em uma mesma temporada da World Series, retomou a liderança da tabela, com 208 pontos, 15 a mais que Isaakyan. Faltam duas etapas: no Circuito das Americas, daqui a dois fins de semana, e no Bahrein, em novembro.

O último triunfo brasileiro no México aconteceu na divisão LMP2 do WEC, na qual o carro de Bruno Senna, Julien Canal e Nicolas Prost chegou na frente.

E Senna acabou tendo papel fundamental na vitória. Ele foi o responsável por largar e fazer o primeiro stint. Quando parou nos boxes para entregar o carro para um companheiro, já tinha 30s de vantagem para Nicolas Lapierre, o segundo colocado.

À imprensa americana, Senna disse que a estratégia era fazer voltas rápidas no começo e abrir a maior distância possível para o caso de a chuva aparecer no México. Mas que 30s era mais do que a equipe havia imaginado.

Levando em conta a média das 20 voltas mais rápidas de cada piloto na etapa, Senna foi o mais veloz na LMP2.

O resultado fez com que os pilotos da Rebellion cortassem pela metade a diferença que os separam do trio da equipe DC (Ho-Pin Tung, Thomas Laurent e Oliver Jarvis) na luta pelo título. Agora 23 pontos separam as duas esquadras.

Com tantos triunfos do país assim em uma mesma pista, já dá para mudar o nome de Hermanos Rodríguez para algo mais brasileiro, como Irmãos Rodriguez.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da World Series e do WEC no México, além dos das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

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