foto Gabriel Bortoleto

A novíssima geração do automobilismo brasileiro

Gabriel Bortoleto, João Matos e João Pedro Maia. Esses são os até agora três brasileiros que estrearão na F4 em 2020, fazendo a transição do kartismo para os carros de fórmula.

Do trio, Bortoleto é sem dúvidas o mais badalado. Terceiro colocado no Mundial de Kart, na divisão OKJunior, em 2018, e considerado a principal promessa do Brasil no kartismo desde Caio Collet, ele vai tomar parte da F4 Italiana e disputar algumas etapas da F4 Alemã pela poderosa equipe Prema, sempre favorita por onde passa.

Só que terá concorrência pesada dentro da própria escuderia italiana, uma vez que seus companheiros também são donos de bons resultados no kartismo.

Junto com ele vão andar o sueco Dino Beganovic (mais novo integrante da Academia da Ferrari), o italiano Gabriele Mini (cujo empresário é Nicolas Todt, o mesmo de Charles Leclerc, Felipe Massa e Caio Collet, entre outros) e o colombiano Sebastián Montoya (filho do ex-F1 Juan Pablo Montoya).

Matos, por sua vez, fez carreira nos kartismo nacional e no fim do ano passado participou da seletiva da Toyota valendo uma vaga na Stock Light em 2020. Foi derrotado e optou por passar aos monopostos na F4 USA.

Por lá, ele competirá pela equipe DEForce, que já está bastante acostumada com brasileiros em seu plantel. Em 2019, o time teve Kiko Porto e Guilherme Peixoto, na mesma F4, enquanto inscreveu um carro para Dudu Barrichello nas últimas etapas da USF2000.

Neste ano, Porto segue na esquadra, mas na USF2000, enquanto Matos ao menos por enquanto será o único representante brasileiro na F4 dos EUA.

F4 na América do Sul

Por fim, Maia é o mais experiente do trio, tendo já participado de corridas com carros de fórmula em campeonatos regionais do país. De olho em uma vaga na F4 Brasil, cuja criação foi adiada para 2021, ele assinou para correr na F4 da Argentina, aqui mesmo na América do Sul.

A principal vantagem do campeonato argentino é o custo. Um piloto precisa desembolsar US$ 7 mil para participar de uma etapa, valor bem inferior ao que é cobrado na Europa e nos EUA. Mesmo em uma época de dólar alto no câmbio, o orçamento necessário para participar do torneio no país ao lado não é elevado, se levarmos em conta todo o contexto do automobilismo.

A própria organização da F4 Argentina já afirmou que negocia com outros pilotos brasileiros e espera mais algum representante do país na estreia, marcada para o dia 25 de março, em Buenos Aires.

Ter ao menos três brasileiros fazendo a transição do kartismo para os monopostos em 2021 é bastante importante pensando na renovação do automobilismo do país, ainda mais em uma época sem uma categoria de base forte por aqui.

E olha que na conta acima não entraram os brasileiros que vão disputar os campeonatos regionais como a F3 Paulista (inaugurada no último fim de semana a partir do espólio da F3 Brasil) e F-Vee e 1.6.

O cenário para 2020, aliás, é melhor que o do ano passado quando somente Roberto Faria e Peixoto começaram a carreira nos carros de fórmula.

Além disso, a tendência é que nos próximos anos tenhamos ainda mais brasileiros saindo do kartismo. Rafael Câmara – vice-campeão mundial no ano passado – e Matheus Morgatto, há algumas temporadas, militam nas competições internacionais com bons resultados e já estão se preparando para a ida para os monopostos.

Isso sem falar de quem tem feito carreira nas competições do kartismo nacional e podem usar a chegada das F4 da Argentina e possivelmente do Brasil para dar o pontapé inicial de suas carreiras.

Você pode clicar aqui para ver como está sendo formado o grid da F4 Italiana 2020. E aqui para ver quem está confirmado na F4 Argentina.

foto do topo: prema/divulgação

foto João Pedro Maia
João Pedro Maia vai estrear na F4 Argentina, campeonato conhecido por seu baixo custo – foto: kgcom/divulgação

Um comentário sobre “A novíssima geração do automobilismo brasileiro

  1. OIá, Felipe!

    Muito bom o texto. Queria saber se ainda fará algum outro sobre o desempenho dos brasileiros nos testes da F2 e F3? Foram bem interessantes os desempenhos do Pedro Piquet e do Felipe Drugovich na F2, por exemplo.

    Abraço.

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