foto F3 Asiática

Pietro Fittipaldi pode se recuperar na F3 Asiática?

Pietro Fittipaldi segue em busca dos cinco pontos, que, segundo as contas do próprio piloto, faltam para obter a superlicença, documento obrigatório para correr na F1.

Para obtê-los, o brasileiro está participando da F3 Asiática, campeonato que acontece nos primeiros meses de 2020, em pistas do outro lado do mundo.

A boa notícia para ele é que a tarefa não é das mais complicadas. Terminar em quinto no campeonato garante seis desses pontos. Ser o sexto valem quatro. Lembrando que neste ano, se um piloto participar de algum treino livre da F1 ele recebe mais um ponto. E Fittipaldi é piloto de testes da Haas.

A má notícia é que o desempenho até agora não tem sido bom. Após duas das cinco rodadas realizada, o brasileiro é o 12º na tabela, com 14 pontos marcados.

Na primeira etapa, em Sepang, ele teve problema com o equipamento e nem sequer marcou pontos. Na segunda, em Dubai, o desempenho melhorou. Fittipaldi foi o terceiro colocado nos treinos coletivos e repetiu o resultado em uma das atividades que definem o grid de largada. Nas corridas, enfrentou o desgaste excessivo dos pneus e obteve dois sétimos lugares como melhores resultados.

A comparação com os companheiros de equipe Pinnacle também não ajuda. Jack Doohan, que faz parte do Red Bull Junior Team, já venceu duas vezes na temporada e é o segundo colocado na tabela.

E no outro carro da esquadra está o espanhol Sebastián Fernández, que não havia participado das corridas em Sepang e estreou no certame em Dubai, onde já obteve dois pódios.

Otimismo para Pietro Fittipaldi

Em defesa de Fittipaldi, estamos falando de dois pilotos que têm experiência com o equipamento. Doohan tinha tomado parte da F3 Asiática no ano passado, quando terminou a temporada como vice-campeão, com direito a cinco vitórias. E Fernández  disputou parte da F-Renault Eurocup em 2019, cujo equipamento é similar ao usado agora na Ásia.

Enquanto isso, o brasileiro não andou de monopostos na temporada passada, com exceção dos testes que fez pela Haas. Sua principal campanha tinha sido no DTM. Fittipaldi não entrava em um carro de F3 desde 2015, quando corria da versão europeia do certame.

Mas mesmo que a necessidade de se readaptar aos monopostos seja um problema real, a 12ª colocação entre 17 pilotos é muito pouco para alguém que está em busca dos pontos que faltam para subir à F1.

Seus adversários, em comparação, estão bem longe da principal categoria do automobilismo mundial. Boa parte deles está aproveitando a F3 Asiática para se preparar para a F3, na Europa, ou então para saltar para a F2.

Um lado positivo é que Fittipaldi poderá iniciar já sua recuperação. É que a terceira das cinco etapas da F3 Asiática 2019-2020 acontece neste fim de semana em Abu Dhabi, pista onde o brasileiro inclusive testou pela Haas, no fim do ano passado. Se a adaptação ao equipamento pode estar sendo um problema para ele, dessa vez terá a vantagem de conhecer o circuito muito bem.

Você pode clicar aqui para ver todos os horários e resultados da etapa da F3 Asiática no circuito de Yas Marina.

foto do topo: f3 asia

foto Pietro Fittipaldi
Pietro Fittipaldi testou com a Haas em Abu Dhabi, no fim do ano passado, mesma pista em que correrá pela F3 Asiática – foto: haas/rf1/divulgação

2 comentários sobre “Pietro Fittipaldi pode se recuperar na F3 Asiática?

  1. Nesse fim de semana ele até que melhorou, um quarto lugar e dois quintos, subiu para sexto na tabela, ajudado pela perda da vitória da Chadwick na corrida 2. Porém ele está bem atrás do quinto colocado, não sei se vai dar para ele. De toda forma, é bem vergonhoso um piloto se colocar nessa situação para a busca de pontos da SL. De toda essa galera que está aí buscando um lugar na F1 com certeza ele é um dos que menos merece

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    1. Já se falou aqui sobre as injusticas que o sistema de pontos pra SL cometem com pilotos. Isso é um fato.
      Agora, no caso do Pietro, acho que conta mais a maneira como ele administrou sua carreira, sempre se escondendo em fórmulas menores ou menos competitivas pra obter pontos, sem correr diretamente contra aspirantes mais bem cotados na F1. O resultado é que ele é colocado como aspirante à categoria apenas pelos pontos que tem, mas nem a equipe dele o coloca como candidato a uma vaga sua.
      Tem sobrenome, tem patrocínios, mas sua carreira não deixa avaliar qual o tamanho do seu talento.
      Devia ter focado na Nascar.

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