Pietro Fittipaldi como piloto de testes da Haas

Na falta de um, agora o Brasil tem dois competidores na F1. Depois de Sergio Sette Câmara ter sido anunciado como piloto de testes e em desenvolvimento da McLaren, agora é a vez de Pietro Fittipaldi ocupar uma função similar na Haas.

Mas se ainda falta saber quando Sette Câmara de fato vai entrar no carro, Fittipaldi fará sua estreia em um teste de pneu da Pirelli, neste mês, após o GP de Abu Dhabi.

E quais são as chances de o neto de Emerson Fittipaldi ser titular da Haas no futuro?

Próximas de zero. O principal problema é a superlicença, documento obrigatório para que um piloto possa correr na F1. Para obtê-la, é preciso somar 40 pontos nas categorias de acesso em três anos.

Ou seja, Fittipaldi teria seus resultados de 2017, 2018 e 2019 levados em conta na hora de tentar obter a licença.

Aí é que está a complicação. O ano de 2018 foi perdido nesse sentido, já que ele não disputou a temporada completa de nenhum campeonato e, portanto, não somou pontos para obter o documento. Ele ainda teve o ano prejudicado pela lesão após o grave acidente, na etapa de Spa-Francorchamps do WEC, que o deixou fora das pistas por meses.

Assim, na matemática da superlicença, o brasileiro tem 20 pontos do título da World Series, conquistado em 2017, e precisaria, no ano que vem, de outros 20 para sonhar com a vaga de titular na F1.

E 20 pontos significa: terminar entre os cinco primeiros da F2, ficar no top-3 da Indy ou ser campeão da Super Formula – outros campeonatos, como GP3 e F3 Euro, também dão esses pontos, mas é improvável que Fittipaldi corra em algum deles tendo já se profissionalizado. Nenhuma tarefa fácil, portanto.

No fim, podemos concluir que há um problema de foco. Se o brasileiro tinha como objetivo um dia chegar à F1, foi um erro deixar as categorias de acesso em 2018 e assinar com três campeonatos diferentes e não disputar a temporada completa de nenhum deles.

Por outro lado, se a meta é seguir carreira em outra categoria grande, como Indy ou WEC, ser piloto de testes na F1 pode ser uma distração, ainda mais para alguém que teve problemas de adaptação pelos certames em que passou.

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