Mick Schumacher na F1 2019?

Filho de Michael Schumacher, piloto de maior sucesso na história da F1, Mick Schumacher pode estrear na principal categoria do automobilismo mundial já na próxima temporada.

Segundo uma reportagem publicada pela versão italiana do site Motorsport, a Toro Rosso teria oferecido um de seus carros ao alemão, mas no momento ele está pendendo a disputar a F2 em 2019.

Independentemente de em qual categoria Schumacher for correr no ano que vem, já dá para afirmar que parece ser questão de tempo para que ele chegue à F1.

É uma mudança de status significativa que aconteceu em menos de dois meses. Até o começo de julho, não eram poucos os que questionavam se Mick um dia alcançaria o mundial. A desconfiança vinha dos resultados modestos do alemão até então. Em uma temporada e meia de F3 Euro, ele tinha alcançado um 12º lugar na classificação final do ano passado e apenas dois pódios nas primeiras quatro etapas de 2018.

Parecia que o caminho mais provável seria correr no DTM – embora a saída da Mercedes, marca que seu pai defendeu na F1, pudesse atrapalhá-lo – ou em provas de carros GT.

Mas o convite da Toro Rosso o colocou definitivamente no radar da principal categoria do automobilismo do mundo.

O interesse da Red Bull por Schumacher não é por acaso. Além do sobrenome famoso, ele tem sido o competidor de maior destaque nas últimas provas da F3 Euro. Desde a etapa de Spa-Francorchamps, acumula seis vitórias em dez corridas, incluindo tendo varrido as três baterias de Nurburgring no último fim de semana.

Com a boa fase, o alemão se tornou o novo favorito ao título, mesmo estando três pontos atrás de Dan Ticktum, do Red Bull Junior Team, o líder do campeonato. Outros quatro pilotos – Juri Vips, Marcus Armstrong, Ralf Aron e Robert Schwartzman – também brigam pela taça. E faltam duas etapas, no Red Bull Ring e em Hockenheimring, para conhecermos o campeão.

Mas será que faz sentido ir para a F1 neste momento?

De um lado, Schumacher é um piloto de adaptação complicada. Não foi bem no seu ano de estreia na F3 nem no começo na F4 – terminou em décimo na temporada 2015.

Antes da sequência arrasadora deste ano, ele era mais conhecido por não conseguir ter bons resultados em classificações – quando precisa de uma única volta rápida -, mas compensando por ser bom de ultrapassagens e tendo forte ritmo de prova.

E na F1 largar no fim do grid pode ser um problema. Além de ser complicado ultrapassar em diversas pistas do calendário, como Mônaco, Cingapura ou Hungaroring, pega mal para um piloto ser constantemente superado pelo companheiro de equipe aos sábados. Não ajudou nada a Stoffel Vandoorne, neste ano, largar atrás de Fernando Alonso em todas as corridas, por mais que o espanhol tivesse a prioridade na hora de receber o melhor equipamento.

Assim, realmente faz mais sentido para Mick ir à F2 em 2019 e tentar mostrar que os problemas em classificações ficaram para trás. Ele ainda é jovem – tem só 19 anos -, então ainda tem tempo para subir para a F1. Seu pai, em comparação, só estreou no mundial aos 22 anos.

Claro que o caso de Schumacher-pai é uma exceção, e na segunda corrida da carreira ele já estava em uma equipe grande. Mick ainda passaria alguns anos na Toro Rosso antes de talvez ter uma oportunidade em algum dos principais times.

No entanto, por outro lado, há quem defenda que não se recusa um convite da F1. Pergunte a Robin Frijns ou Antonio Félix da Costa se eles diriam não para alguma equipe na época que eram considerados alguns dos nomes mais promissores das categorias menores.

Ou se Esteban Ocon, George Russell e Vandoorne abririam mão de um convite da Toro Rosso neste momento que suas carreiras na F1 estão ameaçadas.

É que nunca dá para prever se haverá uma nova oportunidade. Muita coisa pode dar errado em um ano, desde Schumacher ficar estagnado na F2 sem conseguir impressionar a enfrentar um mercado de pilotos mais complicado, concorrendo por poucas vagas com gente muito mais endinheirada que ele.

Talvez o melhor seja esperar neste momento. Vai que antes do GP da Bélgica do ano que vem Sergio Pérez ou Lance Stroll acabe preso por usar gás lacrimogêneo em um taxista, abrindo uma vaga na Racing Point. Seria uma ótima oportunidade para estrear assim na F1.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da etapa de Nurburgring da F3 Euro, assim como os das principais categorias do esporte a motor no último fim de semana.

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