Mick Schumacher F3 Prema

Ano decisivo para Mick Schumacher chegar à F1

Mick Schumacher, filho do piloto mais vitorioso da história da F1, começa neste fim de semana, nas ruas de Pau, na França, uma temporada decisiva para suas pretensões de um dia chegar à principal categoria do automobilismo mundial.

Ele inicia seu segundo ano na F3 Euro como um dos favoritos ao título e, ao mesmo tempo, pressionado para ir bem. É que no ano passado o alemão foi apenas o 12º na tabela de pontos, com só um pódio obtido e sendo o último colocado entre os pilotos da Prema.

Além disso, o filho de Michael Schumacher ainda não conquistou nenhum título desde que fez a transição para os monopostos, embora tenha sido vice da F4 Alemã e da F4 Italiana, além de vice do MRF Challenge.

O que ameniza as críticas a ele é que a F3 Euro pode ser uma categoria complicada para novatos, especialmente os que estreiam pela Prema. É que a principal equipe do grid, salvo quando teve Estaben Ocon em 2014, sempre priorizou seus veteranos, deixando seus estreantes em segundo plano.

Felix Rosenqvist, por exemplo, levou o time italiano ao título em 2015 quando estava em sua quarta temporada na F3 Euro e em seu quinto ano na F3. Na época, Lance Stroll, cujo pai era um dos sócios da Prema, que estava no posto de novato (parcialmente) ignorado.

Voltando a Schumacher, neste ano a situação parcialmente se inverteu e ele é um dos veteranos, enquanto Marcus Armstrong e Robert Shwartzman, ambos da Academia da Ferrari, é que são os novatos da esquadra italiana.

Também no time, o chinês Guanyu Zhou e o estoniano Ralf Aron, estão no terceiro ano na categoria e, assim como Schumacher, pretendem usar a experiência para ficar com a taça.

A favor do alemão pesa o bom desempenho na pré-temporada. Schumacher foi o mais rápido em dois dos seis dias de treinos coletivos, que passaram por Paul Ricard, Hungaroring e Red Bull Ring, isso sabendo que a Prema é uma equipe que costuma esconder o jogo nesse tipo de treinamento.

Desde seus dias na F4, Mick já havia demonstrado que não é tão bom em uma única volta rápida – diferentemente do pai, especialista em classificações -, mas que costuma ter bom ritmo de corrida e consegue fazer as ultrapassagens necessárias.

Ou seja, se o equipamento da Prema ajudá-lo nas tomadas de tempo, então ele poderá ser um forte concorrente às vitórias.

Ele também mostrou evolução quando teve continuidade na carreira. Em seu primeiro ano de F4, em 2015, venceu uma vez, subiu ao pódio em outra oportunidade e terminou em décimo na tabela de pontos, apesar de ter perdido uma rodada por te se machucado em um acidente.

No ano seguinte, venceu cinco vezes e foi ao pódio em mais sete corridas para ficar com o vice.

Ou seja, é esse tipo de evolução que se espera de Schumacher neste ano. Vencer agora, contra adversários também altamente qualificados em um ano que terá experiência e bom equipamento à disposição é fundamental para ele se quiser chegar à F1 por méritos próprios.

Uma terceira temporada na F3 Euro, em 2019, pode ser terrível para suas pretensões, já que as equipes da principal categoria do automobilismo mundial não costumam olhar para pilotos que ficam muitos anos em um mesmo campeonato, como Rosenqvist, do exemplo lá de cima, mostrou.

É verdade que ter um sobrenome famoso pode ajudar a Schumacher, mesmo se ele não fizer um bom 2018. Mas com apenas 20 vagas no grid da F1, é cada vez mais complicado pensar em fazer carreira nela apenas se apegando ao passado, que o diga Bruno Senna, Nico Prost, Greg e Leo Mansell, Mathias Lauda, entre muitos outros…

Talvez o ideal para Mick fosse se espelhar em Nico Rosberg. Correndo na F3 Euro em 2003 e 2004, seu compatriota não impressionou muito, conquistando um oitavo e um quarto lugares na classificação final, com apenas quatro vitórias no período. Depois, mudou-se para a GP2 no ano seguinte, onde foi campeão, e garantiu passagem rumo à F1, sendo o melhor do mundo em 2016.

Só que se Schumacher vai apostar na experiência para ser campeão da F3 Euro, é bom ficar de olho em três estreantes: Dan Ticktum (vencedor do GP de Macau do ano passado e principal piloto do Red Bull Junior Team), Sacha Fenestraz (atual campeão da F-Renault Eurocup e do programa de jovens da Renault) e Álex Palou (mega-experiente, tendo passado por Euroformula, GP3 e F3 Japonesa nos últimos quatro anos).

Você pode clicar aqui para ver como ficou o grid da F3 Euro 2018.

E clicar aqui para ver os resultados completos da etapa de abertura da F3 Euro, em Pau, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

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