A volta de Matt Kenseth

A Roush precisava de uma mudança drástica, e os números já indicavam.

Trevor Bayne e Ricky Stenhouse Jr, os dois titulares da equipe na Nascar, caíram de produção na comparação com o ano passado. Nas primeiras nove provas deste ano, Bayne tem terminado em uma posição média de 23,9, contra 19,5 em 2017.

O piloto não liderou nenhuma volta nem obteve top-10 neste ano. Está em 26º na tabela de pontos.

Stenhouse saiu de 17,1 para 21 de posição média de chegada neste ano, incluindo o quarto lugar conquistado em Bristol, há dois fins de semana.

Sua fama de batedor, que havia ficado para trás, voltou. Neste ano, já se envolveu em acidentes em treinos ou em corrida nas etapas de Richmond, Phoenix, Atlanta e Martinsville, além de Daytona.

E a queda de rendimento dos pilotos acontece em uma temporada na qual, teoricamente, a Ford tem o melhor equipamento. Kevin Harvick já venceu três vezes pela montadora, enquanto Clint Bowyer tem um triunfo. Ambos competem pela Stewart-Haas.

Então, era questão de tempo para que a Roush percebesse a necessidade de mudar, e a novidade foi o retorno de Matt Kenseth da aposentadoria. Ele vai dividir o carro de número 6 com Bayne até o fim da temporada. Sua primeira prova será no Kansas, em maio e também está escalado para a All Star race. O resto das corridas de que vai participar ainda está sendo definido.

Esse é o retorno do americano de 46 anos à esquadra onde conquistou o título de 2003. Ele permaneceu por lá até 2012 e depois assinou contrato com a Joe Gibbs, time pelo qual competiu até o fim da temporada passada.

Talvez o melhor para a Roush fosse substituir os dois titulares logo de uma vez. A queda no desempenho desse ano foi só a cereja do bolo de uma equipe cada vez mais longe de lutar por títulos e vitórias de maneira constante.

Em três anos com a escuderia, Bayne acumulou quatro top-5 e 13 top-10, nunca indo além da 22ª colocação na tabela. Stenhouse teve, de 2013 a 2017, duas vitórias (ambas em super-ovais), 11 top-5 e 26 top-10, sendo 13º no ano passado.

Na comparação, o que os dois titulares levaram anos para conquistar, Kenseth fazia em uma única temporada pela equipe. Para pegar como exemplo, em em seu pior ano pela Roush (sem contar quando foi novato), obteve duas vitórias, 7 top-5 e 12 top-10. Aconteceu em 2009, quando terminou em 14º na tabela e nem sequer foi aos playoffs.

Mas como a equipe preferiu não recomeçar do zero neste momento, sobrou para Bayne por três razões principais: Stenhouse venceu duas corridas no ano passado e avançou à segunda fase dos playoffs, causou uma boa impressão recentemente com o quarto lugar em Bristol (pista na qual é especialista), e o carro número 6 só tinha patrocinador para mais dez das 26 etapas restantes deste ano.

Assim, com quase cinco meses de atraso, a Roush decidiu que era hora de reformular sua equipe. E olha que oportunidades para mudar não faltaram nesse período. O time perdeu Bubba Wallace, um dos pilotos mais populares da categoria, que assinou com a RPM, enquanto Chris Buescher, campeão da Xfinity em 2015,  foi emprestado para JTG.

Isso sem falar que, no fim de 2017, nomes como Kenseth, Kasey Kahne (dono de 18 vitórias na Nascar) e Kurt Busch (campeão de 2004) ficaram sem contrato com suas equipes. E a Roush não acertou com nenhum deles.

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