Como Matt Kenseth criou um mercado de pilotos na Nascar 2013

Matt Kenseth deixou claro que não é mais piloto da Roush. Assim, onde ele vai correr em 2013?

Para quem gosta de acompanhar contratações, boatos, imaginar futuros planteis e negociatas milionárias em busca de um reforço, a Nascar não é um bom lugar. Apesar das altas cifras presentes, a categoria americana é conhecida por ser bastante conservadora em termos de mudanças de equipe.

Para você ter uma ideia, dos 15 primeiros do campeonato de 2012, apenas Dale Earnhardt Jr, Tony Stewart, Clint Bowyer, Martin Truex Jr, Brad Keselowski, Kyle Busch e Ryan Newman já mudaram de equipe. Curiosamente, todos só mudaram uma única vez e estamos falando em mais de dez anos de história.

Mas nesta terça-feira, dia 26, um novo nome se juntou a esse grupo: Matt Kenseth anunciou que não vai retornar à Roush-Fenway na próxima temporada. É tão incomum esse tipo de transferência, que a decisão do piloto já está sendo comparada à saída de Ray Evernham da Hendrick, no auge da carreira de Jeff Gordon. Na época, Evernham era uma espécie de Chad Knaus do carro número 24, mas recebeu uma proposta da Dodge para iniciar a própria equipe na Nascar.

Kenseth, por outro lado, deixa a Roush, mas sem anunciar para onde vai. No momento, todas as especulações indicam que ele vai para a equipe de Joe Gibbs, onde pode assumir um quarto carro ou substituir Joey Logano no número 20. Levando em conta que o piloto está saindo da Roush-Fenway justamente pela falta de patrocínio – e lembrando que seu salário não é nada baixo – seria incoerente pensar que a Gibbs planeje adicionar um quarto carro sem a chegada de um investidor. Pode acontecer, mas o mais provável é que Logano deixe o time.

Apesar disso, praticamente todas as equipes da Sprint Cup – menos a Hendrick – têm espaço para o piloto. A Penske tem A.J. Allmendinger no último ano de contrato, na Stewart-Haas é Ryan Newman quem não tem vínculo para o próximo ano. A Earnhardt-Ganassi pode liberar Jamie McMurray, a Michael Waltrip não teria problemas em chutar Martin Truex Jr, enquanto a RCR pode optar por liberar Jeff Burton um ano antes para trazer o atual líder do campeonato. Com todos esses carros tendo patrocínios para o próximo ano, é questão apenas de Kenseth apontar o dedo e escolher um lugar.

Mas, no momento, tudo isso é especulação. Kenseth já afirmou que não vai falar de 2013 no momento, então ainda não saberemos da verdade. Apesar disso, não é impossível imaginar que o piloto já tenha assinado uma espécie de pré-contrato com outra equipe, levando um salário que a Roush-Fenway não poderia cobrir sem um novo investidor. E é aí que Gibbs sai na frente para recebê-lo.

Matt Kenseth pilotou o icônico carro de número 17 com o patrocínio da Dewalt por quase dez anos

Provavelmente, as negociações não começaram do dia para noite. Isto é, quando Logano venceu em Pocono, a Gibbs já devia estar conversando com Kenseth. Assim, pouco importou o resultado do jovem piloto, pois o time estava de olho em um substituto. Da mesma forma, a Penske negou, na segunda-feira, que estivesse negociando com Kenseth. Embora desmentir rumor verdadeiro seja uma prática bastante comum em qualquer esporte, a Penske deixou claro que não está conversando com o piloto ao dizer “podemos confirmar apenas que não estamos falando com Matt”.

A possível chegada de Kenseth à equipe de Joe Gibbs também mexe com o mercado de pilotos da Nationwide. Para começar, Ricky Stenhouse será o substituto na Sprint Cup, então possivelmente o atual campeão não continue também na categoria de acesso. Nesse momento, apesar de ainda não haver qualquer tipo de anúncio oficial, é provável que Trevor Bayne dispute a próxima temporada de forma integral, além de continuar correndo na Wood Brothers.

A outra vaga que pode sofrer alguma mudança é o carro de número 18. Eu não ficaria surpreso se Joe Gibbs decidisse rebaixar Logano para a Nationwide, fazê-lo conquistar um título, enquanto trabalhasse para inscrever um quarto carro para o piloto. Vale lembrar que a equipe tem alguns patrocinadores como a Dollar General, a Gamestop e Sports Clips, que poderiam ter uma participação maior na Sprint Cup.

Por fim, a decisão de Kenseth também afeta o mercado de pilotos dos supercampeões. Isto é, com ele disponível e próximo da Gibbs, é cada vez menos a chance de Kurt Busch retornar a uma equipe grande em 2013. Da lista de cima, obviamente ele não vai voltar para a Penske e é bastante improvável que assine com RCR, Stewart-Haas ou Michael Waltrip. Restaria a Earnhardt-Ganassi, mas eu duvido muito que esse tipo de negócio saia.

4 comentários sobre “Como Matt Kenseth criou um mercado de pilotos na Nascar 2013

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s