F4 USA começa com Barrichello e Leist

O sobrenome Barrichello está de volta aos autódromos neste fim de semana. Mas pela primeira vez não é com Rubens Barrichello, recordista de largadas na F1, tendo participado de 326 GPs.

Quem vai competir é o filho mais velho do piloto, Dudu, que estreia nos monopostos na F4 USA (ou F4 Americana).

Aliás, ele não é o único brasileiro de sobrenome famoso no grid da categoria. Arthur Leist, irmão mais novo de Matheus Leist (da Indy), também está confirmado.

Essa é a primeira vez que o país terá representantes na F4 USA, apesar de Vinicius Papareli ter sido campeão, em 2015, da F-Lites, categoria que antecedeu a F4 nos EUA e usava praticamente o mesmo equipamento.

Contando com Dudu Barrichello e Arthur Leist, neste ano o país tem quatro pilotos fazendo a transição do kartismo para os monopostos. Os outros dois são Caio Collet e Gianluca Petecof.

É um número é pequeno, ainda mais se levarmos em conta que Collet e Petecof, ambos estrelas no kartismo europeu, são pontos fora da curva. O primeiro é empresariado por Nicolas Todt (que também trabalha com Felipe Massa e com Charles Leclerc, entre outros pilotos), enquanto o segundo é apoiado pela Academia da Ferrari.

Não é todo ano que brasileiros terão nomes importantes, como Todt e Ferrari, os ajudando a dar os primeiros passos no automobilismo. Ou seja, levando em conta o processo normal de o kartismo do país revelar novos pilotos, apenas Leist e Barrichello estão fazendo a transição para os monopostos em 2018.

Havia um quinto piloto, Kiko Porto, que ganhou destaque no ano passado ao vencer uma das etapas do Troféu Academia, da FIA, no kartismo. Essa competição é disputada por equipamentos iguais e cada país pode indicar um ou dois pilotos para disputá-la.

Porto testou por duas equipes da F4 USA, a DeForce e a Group-A, mas não pode disputar a rodada de abertura do certame por ter 14 anos, enquanto a idade mínima é 15. Resta saber se ele estreará no campeonato neste ano, depois que fizer aniversário.

Lembrando que as temporadas da Super Fórmula Brasil (novo nome da F3 Brasil) e da recém-anunciada F-Academy Sudamericana ainda não começaram, então pode ser que mais alguns brasileiros façam a transição do kartismo para os monopostos ainda em 2018.

Ter só quatro pilotos do país começando nos monopostos neste ano – o primeiro sem brasileiro na F1 desde a década de 1970 – serve como luz amarela,  mas ainda não é preocupante. Havia indefinições sobre se a F3 Brasil seria realizada, e o plano da CBA é lançar a F4 Brasil no ano que vem. Então alguns competidores podem ter preferido esperar para fazer a transição só na próxima temporada.

O GRID DA F4 USA

Com 38 pilotos confirmados para a rodada de abertura deste fim de semana, a F4 USA é a maior do mundo. É quase o triplo dos 14 participantes que tomaram parte da rodada de abertura da F4 Inglesa.

O favorito absoluto é Dakota Dickerson, terceiro colocado na temporada passada, apesar de ter disputado apenas quatro das sete etapas realizadas.

Para 2018, ele assinou contrato com a Cape, o melhor time do campeonato e que levou Kyle Kirkwood ao título de 2017.

Barrichello será um dos companheiros de time de Dickerson (o outro é o veterano canadense Steve Bamford), então o brasileiro também deverá se aproveitar do bom equipamento à disposição e é possível que ele lute por pódios e vitórias.

Só que é muito difícil fazer qualquer prognóstico neste momento, porque o filho de Rubens nunca disputou uma corrida de monopostos até agora, e os tempos da pré-temporada não foram divulgados pela F4 USA.

Leist também está em um bom time: a Crosslink Kiwi, fusão de duas escuderias que venceram corridas no ano passado. Dickerson, inclusive, correu pela Kiwi em 2017.

O problema para o brasileiro é ter quatro companheiros de equipe, sendo alguns mais experientes: o americano Austin Kaszuba (que renovou com a Crosslink), o porto-riquenho José Blanco-Chock, o australiano Joshua Car (um ótimo nome para piloto) e o neozelandês Conrad Clark, que ganhou uma bolsa no seu país natal e fez a transição para a F4.

Outro competidor que merece destaque é Braden Eves, da equipe de Jay Howard (aquele do grave acidente de Scott Dixon nas 500 Milhas do ano passado). Ele participou de apenas três etapas em 2017 e nunca terminou abaixo do quarto lugar. Há ainda Kaylen Frederick, quarto colocado na USF2000 no ano passado, quando estreou na categoria.

Diversos pilotos de for dos EUA também fazem parte do grid, como os britânicos Oliver Clarke, Teddy Wilson e Matthew Cowley, atual vencedor dos SCCA Runoffs, uma competição que reúne praticamente todas as categorias do automobilismo norte-americano em uma mesma pista ao longo de uma semana e as corridas vão se sucedendo.

Da Dinamarca, Benjamin Pedersen retorna para sua terceira temporada na categoria – e pode ser considerado um dos favoritos pela experiência – e será acompanhado pelo novato Christian Rasmussen, vindo da F4 do país europeu. Completam o time de estrangeiros o sul-africano Cameron O’Connor e o irlandês Jordan Dempsey.

Você pode clicar aqui para ver o grid completo da categoria.

A F4 USA – única do mundo a usar chassis Crawford e motor Honda – será disputada ao longo de seis fins de semana, passando por Virginia International Raceway, Road Atlanta, Mid-Ohio, Pittsburgh, NJMP e terminando a temporada no Circuito das Americas, em Austin, como preliminar da F1 em outubro.

E você pode clicar aqui para ver os resultados completos da primeira etapa da F4 USA, com Leist e Barrichello.

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