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O WEC escapou de um vexame na estreia dos hipecarros em 2021

Sébastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley evitaram que o WEC, o Mundial de Endurance, passasse por um enorme vexame na rodada de abertura da temporada 2021, disputada em Spa-Francorchamps. Os três pilotos garantiram que um hipercarro triunfasse na estreia do novo regulamento da principal divisão das provas de longa duração.

Com apenas uma semana separando os treinos de pré-temporada do WEC, o chamado Prologue, do início do campeonato, começou a surgir a suspeita que os hipercarros talvez não fossem tão rápidos assim.

Desde o começo, não era uma surpresa os hipercarros serem mais devagar que os antigos LMP1. Eles já foram desenhados para serem mais lentos. Era uma forma de conter custos, com a parte híbrida do motor simplificada, assim como com menos desenvolvimento aerodinâmico.

Fora que haverá a convergência com os LMDh, a nova geração dos protótipos da Imsa que deve estrear em 2023.

Os LMDh são derivados dos atuais LMP2. Como os LMDh e os hipercarros serão equalizados (a partir do Balance of Performance), daí já era esperado que os tempos fossem parecidos aos dos LMP2.

Por essa razão, os LMP2 passaram por uma série de mudanças durante a inter-temporada para ficarem mais devagar: o peso mínimo foi aumentado, foram feitas restrições no motor, e os carros agora são obrigados usar a aerodinâmica de pouca downforce (normalmente presente somente em Spa-Francorchamps e Le Mans) em todas as etapas do campeonato.

Mas mesmo com essas restrições, os LMP2 foram mais velozes no Prologue e também nos primeiros treinos livres em Spa, acendendo o sinal amarelo para os hipercarros.

Já pensou o vexame que seria caso, justamente na estreia dos hipercarros, regulamento que no futuro também terá a Peugeot e a volta da Ferrari aos protótipos, todo mundo descobrisse que bom mesmo são os LMP2?

Como foi a estreia dos hipercarros no WEC 2021

Para o alívio do WEC e dos organizadores das corridas de longa duração, a Toyota se recuperou no último treino livre e cravou a pole-position na Bélgica.

Só que a montadora nipônica enfrentou muitos problemas na corrida. O carro número 8, de Buemi/Nakajima/Hartley, recebeu uma punição logo no começo da prova por desrespeitar o tempo mínimo de reabastecimento. Já o 7, de Kamui Kobayashi/Mike Conway/Pechito López, também perdeu tempo em uma das paradas, depois foi parar na caixa de brita em um erro de Kobayashi e ainda acabou punido por se envolver em um toque com um Porsche.

Nesse momento, os LMP2 já tinham ficado para trás. Mas aí surgiu outra ameaça: e se o Alpine terminasse com a vitória?

Apesar de competir na divisão destinada aos hipercarros, o equipamento da marca francesa é um LMP1. Inclusive, é o mesmo veículo que no ano passado era inscrito pela Rebellion. Ele só foi adaptado para andar no mesmo ritmo da Toyota.

Um triunfo da Alpine não seria tão feio quanto o de um LMP2, mas ainda assim seria uma derrota para os hipercarro.

O trio da Alpine, formado por Nicolas Lapierre, Matthieu Vaxiviere e André Negrão, até chegou a liderar a parte intermediária da corrida, após todos os problemas enfrentados pela Toyota, mas Buemi/Nakajima/Hartley conseguiram retomar a liderança e o controle da prova logo depois. Por fim, um pneu furado no Alpine, nas horas finais, assegurou que um hipercarro ganhasse na estreia do regulamento.

A tendência é que o susto não se repita, e os hipercarros tenham vida mais fácil a partir de agora. Primeiro que é questão de tempo a Toyota entender como seu novo veículos funciona e como desenvolvê-lo. E, segundo, o kit aerodinâmico de baixa downforce deve atrapalhar mais os LMP2 na próxima etapa, no Algarve, um circuito mais sinuoso que Spa-Francorchamps.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da rodada de abertura da temporada 2021 do WEC, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

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Largada da temporada 2021 do WEC, com a estreia dos hipercarros, em Spa-Francorchamps – fotos do post: toyota gazoo racing/divulgação

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