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Quem serão os pilotos da Peugeot na volta à Le Mans?

Depois de mais de dez anos de espera, a Peugeot já anunciou que voltará às corridas de longa duração e às 24 Horas de Le Mans a partir de 2022, quando a marca construirá um hipercarro (LMH) para concorrer com a Toyota.

Faltando por volta de um ano e meio para a montadora de fato colocar o equipamento na pista, ainda é muito cedo para que pilotos sejam contratados para essa empreitada.

Mas as especulações já começaram. Confira abaixo cinco opções para a Peugeot na hora de montar seu times para o retorno às 24 Horas de Le Mans:

1- Pilotos com experiência em Le Mans

Colocando de uma forma clara, a Peugeot terá um desafio gigantesco pela frente. A marca francesa está afastada das corridas de longa duração tem cerca de dez anos e precisará enfrentar a Toyota, uma das maiores fabricantes do mundo e que ganhou as últimas três edições das 24 Horas de Le Mans. E não ter um piloto veterano na prova e com experiência de andar em protótipos tornará essa tarefa ainda mais complicada, pois demandará mais tempo de adaptação.

Por isso, a tendência é que a Peugeot vá atrás de nomes que estiveram na LMP1 recentemente, como Bruno Senna, Gustavo Menezes, Norman Nato e Nathanael Berthon, que competiam pela Rebellion.

Ou até mesmo de alguns ex-Toyota. Para 2021, Nyck de Vries, Thomas Laurent e Kenta Yamashita são especulados na marca japonesa. E quem deixar o time para abrir espaço para eles deverá entrar na mira da concorrente francesa.

2- Ex-Fórmula 1

Em sua passagem anterior por Le Mans, a Peugeot usou e abusou de pilotos com passagem pela F1 em seus carros.

E eles nem precisavam ter alcançado sucesso na principal categoria do automobilismo mundial. Marc Gené, que ganhou em Le Mans em 2009 pela montadora francesa, disputou 36 GPs e somou somente cinco pontos na carreira. David Brabham, companheiro do espanhol no triunfo, foi ainda pior: 30 provas na F1 e jamais tendo pontuado. Isso sem falar em Pedro Lamy, com 32 participações e um único ponto na F1.

Assim, quem ficar sem vaga na F1 entre 2020 e 2021 pode virar candidato a um dos assentos na Peugeot. O que pode ser um alívio para Romain Grosejan, Kevin Magnussen, Sergio Pérez, Nico Hulkenberg e Daniil Kvyat, todos ameaçados na principal categoria do automobilismo mundial.

3- Jean-Éric Vergne e António Félix da Costa

A Peugeot faz parte de um grupo automotivo chamado PSA, que também é dono de outras marcas, como Citroën, Opel, Vauxhall e DS.

A DS atualmente está na Formula E em parceria com a Techeetah, escuderia que conquistou os últimos três títulos do campeonato com Jean-Éric Vergne (duas vezes) e António Félix da Costa.

Por fazerem parte do mesmo grupo, a DS pode facilitar a ida de seus dois pilotos para os hipercarros. Mas aí vai depender também de não haver choques de data entre o WEC e a Formula E. Do contrário, eles podem acabar chamados apenas para correr em Le Mans.

4- Simon Pagenaud

Antes de ter sucesso na Indy, Pagenaud disputou duas edições das 24 Horas de Le Mans pela Peugeot. Abandonou ambas as provas, mas foi bem avaliado pela montadora francesa.

Agora é a chance de ele retornar de onde parou e liderar a marca ao sucesso nos hipercarros.

Como a Penske está trazendo Scott McLaughlin da Supercars, da Austrália, para os EUA, a escuderia em algum momento vai precisar dispensar um de seus titulares. E defender a Peugeot pode ser a oportunidade de Pagenaud se manter em um equipamento competitivo quando sua carreira nos EUA tiver acabado.

5- Jovens revelações francesas

Pagenaud é um bom exemplo de piloto francês em que a Peugoet apostou e deu resultado. Depois de sua passagem por Le Mans, ele foi campeão da Indy em 2016 e venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 2019.

A marca pode buscar essa estratégia novamente. Gabriel Aubry, que tem se destacado na divisão LMP2, pode ser um forte candidato. Assim como Charles Milesi, que andou muito bem pela Graff nas 24 Horas de Le Mans deste ano.

Outra opção poderia ser Sacha Fenestraz, jovem que resolveu seguir carreira no Japão. O problema é que hoje ele tem contrato com a Toyota, que não deve estar tão disposta a liberá-lo justamente para reforçar sua concorrente nos hipercarros.

Por fim, vale o aviso: não estou dizendo que todos esses pilotos que citei aqui serão contratados pela Peugeot para a estreia no WEC em 2022. Mas a tendência é que essa seja a estratégia da marca na hora de montar seu plantel.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos das 24 Horas de Le Mans de 2020, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

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A Peugeot já anunciou que estreará seu hipercarro em 2022, quando também voltará às 24 Horas de Le Mans – foto: peugeot/divulgação

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