Problema para formar o grid da F3 Inglesa 2018

Uma polêmica de difícil solução está tomando conta da pré-temporada da F3 Inglesa.

É que a Carlin, uma das principais equipes da categoria, quer inscrever quatro carros para a temporada 2018, mas o regulamento limita os times a terem apenas três.

O problema é que a esquadra britânica já tinha assinado com seus três pilotos quando foi procurada por Billy Monger, o jovem de 18 anos que teve as duas pernas amputadas em um grave acidente, em abril do ano passado, em uma etapa da F4 Inglesa.

Desde então Monger tem feito de tudo para voltar a correr. Primeiro recuperou sua licença de piloto, no fim do ano passado, ao participar de um teste no Reino Unido com um Fusca modificado. Depois conseguiu que a FIA mudasse uma regra que impedia pilotos com deficiência de dirigirem monopostos e, por fim, foi atrás da Carlin para desenvolver um carro adaptado para ele.

No equipamento, o britânico acelera com a mão direita e usa a parte da perna direita que não foi amputada para frear.

A escolha pela Carlin não foi por acaso. Afinal, o time venceu, no ano passado a F4 Inglesa, a F3 Inglesa e a F3 Euro, além de neste ano ter ido para a Indy.

Pela escuderia, Monger não só voltou a pilotar no simulador, como também completou uma série de testes na pista. Na última semana, no lançamento da temporada 2018 da F3 Inglesa, foi o sexto mais rápido dos 16 carros que participaram da sessão com pista molhada em Donington Park. O anúncio oficial ainda não aconteceu, porque o piloto ainda precisa confirmar alguns patrocinadores.

Quem não gostou de ver o acordo de Monger com a Carlin foram os outras equipes, que preferiam a manutenção do limite de três carros.

Não é que para elas a Carlin não deveria ter assinado com o piloto de 18 anos. Era só ter dispensado um dos outros três que já tinham contrato ou tentar emprestar um deles em um acordo com outra escuderia.

Além de Monger, a Carlin terá o badalado Clement Novalak, que chega aos monopostos após uma carreira de bons resultados no kartismo, o chinês Sun Yue Yang, que conta com o apoio da Renault, e o dinamarquês Nicolai Kjaergaard.

Economicamente, é complicado para equipes como Lanam, Douglas e Chris Dittmann, que estão desde a época que o campeonato era uma F4, terem apenas um ou dois pilotos, enquanto a adversária poderá ter quatro. Significa menos dinheiro para elas e enfraquecimento da categoria como um todo.

E a expansão da Carlin foi justamente um dos motivos que levou ao fim a versão anterior da F3 Inglesa, organizada até 2014 pela SRO. Naquela época, o time inscrevia cinco ou seis carros todos os anos. Uma hora os pilotos não quiseram assinar com outra equipe, e o resultado foram etapas com cerca de cinco competidores no último ano de existência.

 

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