5 jovens promessas para ficar de olho em 2018

Não dá para dizer que 2017 foi um ano bom para os pilotos que fizeram a transição do kartismo para os monopostos.

Salvo Marcus Armstrong, campeão da F4 Italiana e vice da F4 Alemã, a maior parte dos estreantes sofreu contra pilotos mais experientes e/ou teve problemas de adaptação com os carros maiores.

Também não ajudou a diminuição da idade mínima para participar da divisão OK, a principal do kartismo internacional, que foi para 14 anos, fazendo com que alguns pilotos mais velhos “atrasassem” a transição para os monopostos para enfrentar essa garotada que estava chegando.

Por isso, nem sempre é fácil apontar e acertar jovens pilotos que devem brilhar no próximo ano.

Como todos os anos, eu tentei no fim do ano passado. E me saí bem ao falar de Armstrong e também posso dizer que Callum Ilott foi outro bom palpite, embora o britânico tenha sido apenas o quarto colocado na F3 Euro, onde era um dos favoritos à taça.

Agora, Marta Garcia, apenas nona colocada na F4 Espanhola, e David Beckmann, 16º na F3 Euro sem um nem um único pódio sequer, foram dois erros tenebrosos.

Quanto a Felipe Drugovich, apesar de o título da F4 Alemã ter escapado, ele foi o piloto brasileiro com mais vitórias no ano, com 17. Foram oito na F4 (incluindo uma na Italiana), uma na Euroformula Open e oito no MRF Challenge, campeonato do qual deve ser campeão, em fevereiro, quando a última etapa for disputada na Índia.

Depois desse balanço sobre 2017, é hora de pensar na próxima temporada e conferir cinco pilotos que devem brilhar nos próximos meses:

5) Gianluca Petecof

Gianluca Petecof 2

Talvez você já tenha lido que este brasileiro de apenas 15 anos foi selecionado pela Academia da Ferrari após uma boa sexta colocação no Mundial de Kart.

O problema é que o Mundial acontece em um só fim de semana. Ou seja, é muito pouco para avaliar o desempenho de Petecof no kartismo apenas por ele. E no resto do ano o brasileiro não foi bem, principalmente em campeonatos mais longos.

No Europeu, por exemplo, disputado ao longo de cinco etapas, o terminou em 21º (entre os mais de cem participantes). E no Super Master Series, com quatro rodadas, foi o 33º. Longe do Mundial, o melhor resultado de Petecof foi o quinto posto na Winter Cup, realizada em fevereiro, e também com só um fim de semana de duração.

Mas vale alguns poréns. É comuns pilotos terem dificuldade na transição da divisão júnior para a OK, ainda mais porque não há teto de idade e o investimento das fábricas é muito maior. O mesmo já havia acontecido com Armstrong em 2016. E Petecof disputará a F4, em 2018 pela Prema e com apoio da Academia da Ferrari. É verdade que ainda faltam alguns anúncios para a montagem do grid, mas é inegável que com esse pacote o brasileiro esteja entre os favoritos.

Bônus: Richie Stanaway

richie stanaway

Com 26 anos, títulos na F3 e vitórias na F2 e no WEC, nem era para Richie Stanaway aparecer na lista, por isso ele entre como bônus.

É que o neozelandês assinou com a Prodrive para disputar a temporada completa da Supercars, na Austrália.

Até agora, ele participou apenas das corridas em duplas nos dois últimos anos, até porque o foco era o WEC, onde corria pela Aston Martin. Mesmo se dividindo e sem experiência na Austrália, o desempenho de Stanaway não foi nada mau. Neste ano, ao lado de Cam Waters, venceu a etapa de Sandown, liderou boa parte da prova em Bathrust e foi o segundo em Gold Coast.

O desempenho o promoveu ao posto de titular da Prodrive, onde substitui Jason Bright, que se aposentou ao fim da última temporada. O único problema é que a Penske, e não mais a Prodrive, é a principal equipe da Ford.

4) Logan Sargeant

logan sargeant

Campeão mundial júnior de kart em 2015, este americano é um bom exemplo de como a transição para os monopostos pode ser complicada.

Tendo disputado a F4 Inglesa em 2017, ele precisou dividir a equipe Carlin com o veterano Jamie Caroline, que se sagrou campeão. Também terminou atrás de Oscar Piastri, novato da Arden, na classificação. Ao menos, Sargeant foi o maior pontuador da segunda metade da temporada, quando conquistou duas vitórias.

Se continuasse na F4 em 2018, ele seria considerado o favorito absoluto ao título. Mas a expectativa é que ele dispute a F-Renault, categoria da qual disputou as últimas etapas deste ano.

3) Ulysse de Pauw

ulysse de pauw

Este jovem piloto belga já é considerado o novo Stoffel Vandoorne para quem acompanha o kartismo.

Mas a comparação é exagerada. O motivo é que De Pauw, assim como aconteceu com Vandoorne há alguns anos, ganhou a bolsa dada pela federação belga de automobilismo para disputar a F4 Francesa no ano que vem.

Todos os anos, a RACB faz uma seletiva entre alguns nomes promissores e dá a um escolhido a temporada toda paga na F4. Para ficar com o prêmio, De Pauw venceu, entre outros nomes, Ugo de Wilde e Gilles Magnus, belgas com experiência na F4.

Agora resta a ele igualar a marca de Vandoorne, campeão da F4 em 2010 com cinco vitórias e cinco poles em 14 corridas, em um grid que também contava com Norman Nato e Mathieu Jaminet, hoje piloto da Porsche.

2) Max Fewtrell

Max Fewtrell

Nas redes sociais, volta e meia uma curiosa foto de uma equipe britânica de kart, tirada há quatro anos, aparece. Nela estão Lando Norris (campeão da F3 Euro), Enaam Ahmed (campeão da F3 Inglesa), Dan Ticktum (vencedor em Macau) e Jehan Daruvala (apoiado pela Force India), todos na época companheiros de equipe.

O quinto integrante é Max Fewtrell, campeão da F4 Inglesa em 2016 e apoiado pela Renault, mas que ficou nas sombras dos antigos companheiros neste ano.

Por causa do apoio da montadora francesa, Fewtrell disputou a F-Renault Eurocup em 2017 e, como qualquer novato, teve dificuldades. Com uma vitória, terminou em sexto, mas passou longe da briga pelo título.

Pelo vínculo com a Renault, deve continuar na categoria no ano que vem, sendo um dos favoritos a ficar com a taça.

1) Neil Verhagen

Neil Verhagen

De uma forma até mesmo surpreendente, este jovem piloto americano conseguiu uma segunda chance e permanecerá no Red Bull Junior Team em 2018.

Isso porque foi o 11º colocado na F-Renault Eurocup, terminando atrás de Ticktum e de Richard Verschoor, seus colegas no programa.

Tendo antes disputado apenas um ano de uma categoria semiamadora dos EUA e dominado os treinos de pós-temporada do Road to Indy, Verhagen foi descoberto pela Red Bull e lançado no automobilismo europeu sem nenhuma experiência neste ano.

Daí faz sentido Helmut Marko ter dado mais uma chance para ele mostrar resultado, embora também dê para argumentar que tanto Verschoor quanto Niko Kari, da GP3, não deviam ter sido dispensados pelo programa rubro-taurino.

Para 2018, Verhagen deve continuar na F-Renault Eurocup, onde a cobrança será por vitórias e pelo título. E ele já começou bem, tendo sempre estado entre os mais rápidos nos treinos de pós-temporada.

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