Os melhores de 2017

Uma das coisas boas de deixar virar o ano para escolher quem se destacou no automobilismo nos últimos 12 meses é que não há risco de precisar fazer alguma mudança de última hora.

E olha que teve corrida até o penúltimo dia do ano. É que a última rodada do campeonato chinês de TCR aconteceu justamente nos dias 29 e 30, daí vai que acontecesse alguma coisa que me obrigasse a mudar esta lista.

Mas podem ficar tranquilos. Os premiados aqui no World of Motorsport não mudaram de última hora, apesar do título de Andy Yan, no TCR chinês. Confira abaixo os melhores pilotos de 2017:

Revelação do ano: Pierre Gasly. Assim como Stoffel Vandoorne no ano anterior, o francês foi correr na Super Formula, no Japão, por não ter vaga na F1, apesar de ser campeão da GP2. Mesmo com a categoria japoneses sendo complicada para novatos, Gasly conquistou duas vitórias e chegou à última etapa, em Suzuka, como o único piloto da Honda que poderia ficar com o título. No entanto, embora Gasly sido promovido ao posto de titular da Toro Rosso na F1 nesse meio tempo e perdido o GP dos EUA para disputar a final japonesa, a etapa decisiva da Super Formula foi cancelada por causa do mau tempo, e o francês não pôde lutar pela taça.

No Brasil: Felipe Drugovich. As 17 vitórias conquistadas em 2017 falam por si só. Foram sete na F4 Alemã, uma na Italiana (da qual só disputou duas etapas), outra na Euroformula Open e oito no MRF Challenge, categoria de que pode ser campeão em fevereiro, quando a última etapa for realizada na Índia.

Piloto de turismo de 2017: Martin Truex Jr. Com oito vitórias (incluindo na decisão em Homestead-Miami) e 19 triunfos em estágios, o americano foi dominante na Nascar. Pilotando o carro de número 78, da Furniture Row (única equipe sediada no Colorado), ele destruiu adversários de times mais conhecidos como a Penske, Hendrick, Stewart/Haas e Joe Gibbs.

No Brasil: Daniel Serra. Se não contarmos as corridas com o grid invertido, das 12 etapas do ano, o piloto da RC terminou no pódio em nove. Nas outras três, jamais ficou fora dos oito primeiros. Além do título da Stock Car, Serra venceu as 24 Horas de Le Mans na divisão GTE-Pro, pela Aston Martin, em sua primeira aparição na tradicional prova de longa duração.

WTR

Piloto de endurance de 2017: Ricky Taylor. Há três nomes que se destacaram mais que os outros nas corridas de longa duração do último ano: o americano da WTR, Bruno Senna e Mirko Bortolotti. Seria justo eleger qualquer um deles. Mas Taylor conquistou cinco vitórias no ano na principal divisão da Imsa, incluindo em Daytona e Sebring, por isso fica como o ganhador aqui.

No Brasil: Bruno Senna. Nos dois últimos anos, tem sido constantemente um dos mais rápidos na LMP2. Melhor para a Rebellion, que o percebeu dando sopa no mercado, e o resultado foi o título no WEC. Para se ter ideia da façanha, a Rebellion tinha um piloto amador no trio campeão, enquanto a DC, vice, usava um super-silver (piloto profissional que foi categorizado pela FIA como amador). Ou seja, em cada corrida significava cerca de um minuto de vantagem para o time chinês. Mesmo assim, o trio de Bruno Senna conseguiu virar o jogo, ganhou quatro das últimas cinco provas, incluindo a decisão no Bahrein, quando o brasileiro guiou o último stint sem direção hidráulica.

Melhor kartista: David Vidales. A última temporada foi estranha no kartismo mundial. Por causa da diminuição de idade mínima na principal divisão, a OK, uma série de jovens badalados passou a disputá-la. Daí, ninguém conseguiu se destacar o ano todo. Tanto que o campeão mundial, Danny Keirle, já era um veterano que havia abandonado o automobilismo profissional para ser coach no Reino Unido. Quem mais chegou perto de andar bem durante toda a temporada foi Vidales, vice mundial pelo segundo ano consecutivo.

No Brasil: Rafael Câmara. Internacionalmente, 2017 foi um bom ano para os pilotos brasileiros no kartismo. Kiko Porto venceu uma das etapas do Troféu Academia, Gianluca Petecof e Gabriel Bortoleto fecharam o mundial entre os dez primeiros e Caio Collet assinou com Nicolas Todt, mesmo empresário de Felipe Massa. Escolhi Câmara o vencedor pela consistência ao longo do ano, que incluiu vitória numa das etapas do WSK Master Series, na divisão 60 Mini.

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Surpresa do ano: René Rast. Dá para dividir a temporada do DTM em antes e depois dos lastros. Com a polêmica medida de distribuição de pesos tendo sido abandonada nas etapas finais do campeonato, ficou claro que a Audi tinha o melhor carro. E coube a Rast conquistar uma vitória no Red Bull Ring e ver Mattias Ekström ter uma péssima etapa em Hockenheimring (com só quatro pontos somados) para ser o campeão em seu ano de estreia.

No Brasil: Igor Fraga. Não dá para dizer que algum piloto brasileiro tenha surpreendido positivamente em 2017. É claro que Lucas Di Grassi, Matheus Leist, Victor Franzoni, entre muitos outros, foram muito bem, mas já era esperado. O diferente foi Fraga. No começo do ano, ninguém conhecia o piloto da F3 Brasil. Agora, 12 meses depois, ele foi campeão da divisão Academy da F3, venceu duas corridas da F4 Mexicana e chegou à final mundial do game da F1.

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Piloto de monopostos: Lewis Hamilton. Além da temporada cheia de recordes, o piloto da Mercedes mostrou não se abalar mesmo quando a Ferrari parecia o melhor carro do grid. No fim, o quarto título mundial veio após luta com Sebastian Vettel que durou praticamente o ano todo.

No Brasil: Lucas Di Grassi. A única coisa que impede a última temporada da Formula E, com a batalha entre o brasileiro e Sébastien Buemi, de se tornar um clássico igual Niki Lauda contra James Hunt é que nenhum dos dois pilotos da atualidade tem uma personalidade parecida com a do britânico. De resto, emoção, drama, suspense e surpresas até o último minuto marcaram a virada do piloto da Audi para ficar com o título.

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Piloto do ano: Lewis Hamilton. Pelo recorde de poles e o tetracampeonato em um ano que a Mercedes não foi tão dominante quanto nas temporadas anteriores.

No Brasil: Bruno Senna. Por ao lado de Nicolas Prost precisar descontar cerca de um minuto por corrida para o outro carro que concorria ao título da LMP2 no WEC – o que incluiu um último stint, no Bahrein, sem direção hidráulica.

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