2017 World of Motorsport Rookie of the Year

Quando criei o World of Motorsport, em 2010, me inspirei nos esportes americanos para montar um sistema de pontuação para analisar o desempenho dos pilotos novatos na F1, já que a principal categoria do automobilismo mundial não tem uma classificação à parte para os estreantes.

Assim, após cada GP do ano, tenho pontuado os novatos no clássico 10-6-4-3-2-1, que foi usado pela F1 na década de 1990, além de dar bônus para cada ponto que marcassem no campeonato normal.

Um piloto que chegasse em nono e fosse o mais bem classificado entre os calouros, por exemplo, leva 12 pontos: dez referentes à liderança entre os novatos e mais dois pelo nono posto.

O curioso é que nessas regras foram poucos os piloto que realmente vingaram na F1 que se saíram como campeões.

Em 2010, por exemplo, Vitaly Petrov – então na Renault – superou Nico Hülkenberg e Kamui Kobayashi para terminar como novato do ano e, no campeonato seguinte, Paul Di Resta venceu Sergio Pérez e Pastor Maldonado.

Nem precisa dizer que Hulk, Kobayashi e Pérez tiveram vida mais longa na F1 que Petrov ou Di Resta.

Dois pilotos já fora da principal categoria do automobilismo mundial disputaram o prêmio no ano seguinte, e Jean-Éric Vergne, hoje na Formula E, bateu Charles Pic, da fraca Marussia, em 2012 .

Em 2013, mais uma vez o piloto que deu certo acabou derrotado: Esteban Gutiérrez, que agora disputa uma vaga na Indy, foi o Rookie of the Year, embora Valtteri Bottas tenha terminado na frente na pontuação oficial da F1. A explicação é que naquele ano tanto a  Williams de Bottas quanto Sauber de Gutiérrez tinham carros muito ruins, e o finlandês acabou prejudicado também pela mudança de composto da Pirelli no meio do campeonato.

Em 2014, Kevin Magnussen superou Daniil Kvyat e Marcus Ericsson fazendo uso de uma McLaren capaz de chegar constantemente no top-10. Enquanto, em 2015, sem nenhuma surpresa, Max Verstappen venceu o prêmio, disputando contra Carlos Sainz Jr. e Felipe Nasr. Os três curiosamente correram com o apoio da Red Bull em categorias menores.

E, no ano passado, foi a vez de Jolyon Palmer levar a taça contra Pascal Wehrlein, Esteban Ocon e Rio Haryanto, uma vez que seus adversários todos corriam de Manor, disparada a pior equipe do grid.

Vendo como os novatos do ano raramente vingam na F1, talvez o mais importante na F1 seja estrear por uma equipe com um projeto de longo prazo a apostar todas as fichas em impressionar na primeira temporada da categoria.

Neste ano, antes mesmo de atribuir as pontuações aos pilotos, era preciso definir se Ocon seria novamente considerado um novato. Em anos anteriores, se um competidor já tivesse disputado uma etapa ou outra, o mantive como estreante em sua primeira temporada completa na F1.

Mas no caso de Ocon não era uma etapa ou outra. Ele tinha participado de nove das 21 corridas da 2016. Por esse motivo, ficou de fora da premiação.

Assim, 2017 começou com três novatos no grid: Lance Stroll, Stoffel Vandoorne e Antonio Giovinazzi, que substituiu um lesionado Pascal Wehrlein nas primeiras etapas.

O curioso é que nos três primeiros GPs do ano foi complicado escolher o melhor novato. Como os três pilotos abandonaram com certa frequência, quem cruzasse a linha de chegada, independentemente da posição, recebia os dez pontos deste ranking.

Depois, Stroll se firmou como um piloto competitivo, tendo inclusive conquistado o único pódio do ano de um piloto que não corria para Mercedes, Ferrari ou Red Bull. Enquanto isso, Vandoorne até conseguiu pontuar com alguma frequência, mas os abandonos causados pelo motor Honda o prejudicaram.

No fim, outros dois novatos apareceram: Pierre Gasly e Brendon Hartley, ambos da Toro Rosso. É verdade que eles não chegaram no top-10 nenhuma vez, mas o francês foi o melhor estreante em duas das cinco etapas das quais tomou parte neste ano.

Aliás, como eles participaram de poucas provas em 2017 – assim como Giovinazzi – vão manter o status de novato para o ano que vem, quando devem disputar o prêmio com Charles Leclerc, da Sauber, e Sergey Sirotkin, caso o russo seja o escolhido pela Williams.

Lance Stroll
Lance Stroll nas cores da Williams

Assim, com 195 pontos marcados, Lance Stroll conquistou o prêmio World of Motorsport Rookie of the Year de 2017.

Confira abaixo a pontuação etapa por etapa do Rookie of the Year:

rookie 2017

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