Mais F3 e (muito) mais F4

A F3 ganhou um novo campeonato no Oriente Médio
A F3 ganhou um novo campeonato no Oriente Médio

A primeira corrida da história da F-E não foi a única coisa importante que aconteceu em Beijing neste fim de semana. Enquanto as equipes deixavam os carros na tomada, se preparando para a prova, o Conselho Mundial da FIA se reuniu para definir algumas diretrizes do esporte a motor para 2015.

O Conselho Mundial é a entidade responsável por dar a última palavra nas regras, calendários e outras decisões dos diversos campeonatos europeus e mundiais organizados pela FIA. Um desses certames é a F1, que conheceu a agenda definitiva do ano que vem, com 20 etapas. Mais uma vez o GP da Austrália abre a temporada, enquanto o GP do Brasil acontece em novembro, antecedendo a prova de Abu Dhabi.

Diversas categorias menores também são regidas pelo Conselho Mundial da FIA e não ficaram fora das decisões. A começar pela F3, a entidade confirmou a criação de um campeonato da modalidade no mês de janeiro, no Oriente Médio, para preencher o buraco no calendário causado pelo inverno europeu e pela neve.

O novo torneio deve se tornar um concorrente às diversas categorias que andam no início do ano, como a Toyota Racing Series, o F3 Brazil Open e a MRF Challenge. Como esses certames conseguiam atrair pilotos dos campeonatos europeus, agora ficará mais difícil chamar competidores desse nível. Afinal, para alguém que planeja seguir carreira na F3 Europeia, faz mais sentido já conhecer o carro e as equipes dessa modalidade ao invés de andar com equipamentos alternativos.

A grande perdedora, porém, deve ser a Florida Winter Series. O certame criado pela Academia da Ferrari estreou neste ano, nos Estados Unidos, e era operado pela Prema. Só que a escuderia de base italiana possivelmente vai estar envolvida na nova F3, o que pode acabar com o torneio americano ou ao menos torná-lo menos interessante.

O número de etapas, datas e equipes participantes da F3 ainda não foram anunciados, mas a FIA prometeu maiores informações em outubro.

Esses carros da F4 poderão ser visto na Alemanha, Reino Unido, Japão, China, Austrália...
Esses carros da F4 poderão ser visto na Alemanha, Reino Unido, Japão, China, Austrália…

Outra categoria de base que ganhou destaque é a F4. O Conselho Mundial anunciou que a modalidade ganhará versões na Austrália, China, Alemanha, Japão, Reino Unido e norte da Europa. Isso sem falar no italiana, já disputada em 2014.

Na realidade, não dá para dizer que são novos campeonatos, já que a maioria dessas F4 entra no lugar de certames já existentes ou recém-extintos. A F4 Australiana, por exemplo, substituirá a F-Ford no país da Oceania, da mesma forma que a F4 Inglesa MSA fará o mesmo no Reino Unido. Na Alemanha, a Adac Masters correrá com um novo equipamento e será chamada de F4 Adac. No Japão, sai a F-Challenge Japan e entra a F4 Japonesa. Novidade mesmo, apenas na China e no norte da Europa.

Assim, grande vantagem do projeto da F4, criado pela gestão de Gerhard Berger como responsável das categorias de base da FIA, foi dar uma uniformidade nas categorias menores em todo o mundo. Ou seja, a partir de agora, um garoto que quiser começar a carreira na Austrália, no Japão ou na China sabe que terá à disposição o mesmo equipamento que está sendo usado em grandes centros, como Alemanha, Itália e Inglaterra.

No Brasil ainda é um pouco diferente. A exemplo do que acontece com a F4 Francesa, o certame sul-americano usa um equipamento defasado ao regulamento da FIA e por isso não é tido como uma F4 oficial.

E se o Brasil ainda não está no calendário das F4 da FIA, o país foi confirmado como sede da versão sul-americana do Troféu Academia de kart, uma competição entre países e com todos os participantes usando o mesmo equipamento. Foi numa etapa do Troféu Academia que Pedro Piquet surgiu. O brasileiro ganhou uma corrida na Europa e ganhou destaque antes de fazer a transição para os monopostos.

A próxima reunião do Conselho Mundial da FIA está marcada para o dia 3 de dezembro no Qatar. Você pode clicar aqui para ver tudo o que a entidade decidiu na China, não só a respeito das categorias menores.

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