O primeiro dia do Road to Indy 2015

Parker Kligerman, da Nascar, foi a grande estrela dos treinos
Parker Kligerman, da Nascar, foi a grande estrela dos treinos

Com a temporada 2014 da Indy já tendo terminado, chegou o momento de as equipes curtirem as férias prolongadas e, claro, começar a pensar no próximo campeonato. E quem deu o pontapé inicial nas preparações para o ano que vem foram as categorias do programa Road to Indy, que estiveram no último fim de semana em Indianápolis para dois dias de testes coletivos.

Esse treino anual leva o nome de Chris Griffis Memorial Test, em homenagem a um antigo membro da equipe de Sam Schmidt, que morreu há alguns anos, e marca a primeira atividade dos times da USF2000, Pro Mazda e Indy Lights já de olho na nova temporada.

O problema é que, como o campeonato 2014 da Indy acabou muito cedo, os testes aconteceram no mês de setembro, em um fim de semana que também teve corridas da F-Renault Eurocup, World Series by Renault, F3 Inglesa e F3 Alemã. Ou seja, as equipes dos Estados Unidos perderam a chance de atrair pilotos de outros continentes, uma vez que eles ainda estão focados no fim da temporada europeia.

A efeito de comparação, desta vez 25 carros estiveram presentes nos treinos em Indianápolis. No ano passado, com as atividades tendo sido realizadas em dezembro, foram 46. Consequentemente, o número de brasileiros também caiu. Se em 2013, Victor Franzoni, Gustavo Myasava, Pipo Derani, Nicolas Costa e Yann Cunha competiram, agora apenas Franzoni repetiu a participação.

Victor Franzoni foi o único brasileiro presente
Victor Franzoni foi o único brasileiro presente

USF2000

A categoria de entrada do Road to Indy desta vez contou com somente dez pilotos, após ser dona dos maiores grids nos últimos anos. E quem levou a melhor nos testes foi Nico Jamin. O francês, do programa 13em Avenue, substituiu o compatriota Florian Latorre no carro campeão da Cape Motorsports w/ Wayne Taylor Racing e não fez feio, concluindo as atividades com o melhor tempo.

Jamin marcou 1min26s330 na manhã do domingo e superou o tempo obtido por Franzoni, na tarde do sábado, em apenas 0s057. Enquanto o brasileiro foi o mais veloz nas duas sessões do primeiro dia de atividades, o francês deu o troco e liderou nas duas vezes que os carros foram à pista no domingo.

A terceira colocação ficou com Jake Eidson, que trocou a Cape pela Pabst para os treinos coletivos. Protegido de Buddy Race, Parker Thompson – que está fazendo a transição do kartismo para os monopostos – fechou em quarto, enquanto Adrian Starrantino foi o quinto. Os dois, curiosamente, dividiram o carro da Cape usado por Eidson ao longo da temporada regular. Enquanto Starrantino andou no sábado, Thompson teve a oportunidade no domingo.

temposusf2000

Pro Mazda

A Pro Mazda parece estar deixando para trás os dias de grids pequenos. No Chris Griffis Memorial Test não foi diferente, e o certame foi o com maior número de participantes, tendo levado 11 competidores ao circuito de Indianápolis. E quem levou a melhor foi Pato O’Ward, que anotou 1min23s652.

De todos os pilotos presentes nos treinos, o mexicano é o único que também compete em uma categoria europeia. Ele aproveitou o intervalo na F4 Francesa para atravessar o Oceano Atlântico e poder conferir de perto como funciona o Road to Indy.

O’Ward, na verdade, foi o mais veloz apenas na manhã de domingo. Mas como neste momento as condições da pista estavam melhores, ele terminou com o melhor tempo no geral. Vencedor da última corrida do ano, em Sonoma, o compatriota José Gutierrez ficou com o melhor tempo em duas sessões e terminou as atividades com um déficit de 0s291.

Mais veloz na manhã do sábado, Neil Alberico, agora na Andretti, foi o terceiro na soma dos tempos, repetindo a posição em que concluiu a temporada regular. Vindo da USF2000, Peter Portante encerrou em quarto, seguido por Austin Cindric, filho do presidente da Penske, Tim Cindric. Atual campeão da USF2000, Florian Latorre decepcionou e completou somente em oitavo, embora tenha sido o terceiro na sessão disputada na tarde do domingo.

tempospromazda

Indy Lights

Mesmo com apenas quatro competidores, a Indy Lights acabou sendo a categoria mais importante dos treinos devido à presença de Parker Kligerman, da Nascar. Sem patrocínio necessário para competir no principal certame dos EUA, o americano acertou com a Sam Schmidt para participar dos treinos de olho em retornar aos monopostos.

Embora tenha andado na Nascar nos últimos anos, o piloto tem um título nos carros de fórmula ao vencer uma categoria equivalente à F-Renault 1.6 em 2006, tendo obtido 11 vitórias e 16 pódios em 16 corridas em um grid que também contava com Alexander Rossi, hoje reserva da Marussia na F1. O desempenho foi tão bom que Kligerman acabou contratado pela Penske, mas para correr no turismo e nos ovais.

Na pista, o americano foi o segundo, tendo obtido a melhor marca justamente na última sessão, deixando claro o processo de aprendizagem. O piloto, porém, terminou 0s715 atrás do atual campeão da Pro Mazda, Spencer Pigot. Megaveterano, Alan Sciuto foi o terceiro após ter disputado apenas uma corrida na carreira desde 2008 e Dalton Kellett completou em quarto.

O reduzido grid da Indy Lights – que nos últimos anos foi pequeno mesmo – pode ser explicado pela estreia do novo carro, o IL-15, no ano que vem. Por isso, equipes e pilotos podem ter preferido economizar uma graninha e deixar para andar apenas quando tiverem com o novo modelo em mãos.

temposindylights

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