5 opções caseiras para a Haas na F1

Gene Haas escolheu um dia pouco movimentado para falar da nova equipe...
Gene Haas escolheu um dia pouco movimentado para falar da nova equipe…

Dono da mais nova equipe da F1, Gene Haas resolveu marcar para esta segunda-feira, dia 14, uma coletiva de imprensa e explicar melhor essa nova empreitada. Parecia uma decisão inteligente, afinal, com a Nascar tendo corrido em Darlington no sábado à noite, ele pegaria um dia sem maiores assuntos na imprensa e teria o merecido destaque.

Só que na F1 o buraco é mais embaixo, e as coisas acontecem quando você menos espera. Enquanto Haas falava em Charlotte, o noticiário foi inundado com a demissão de Stefano Domenicali da Ferrari, a saída de Bob Bell da Mercedes e o embate entra a montadora alemã e a Red Bull acerca da desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália.

Se mesmo com todos esses acontecimentos alguém prestou atenção no que Haas disse, não ficou muito impressionado com o novo time. O americano afirmou que acredita contar com as condições necessárias para fazer parte da F1, está negociando com as fornecedoras de motor e espera estar no grid do ano que vem, embora considere o tempo curto.

O sócio de Tony Stewart também disse que a maior ambição na nova categoria é aproveitar o marketing do campeonato para expandir os negócios e afirmou que idealmente planeja colocar um jovem americano para correr ao lado de algum veterano da F1.

Quando questionado se algum piloto da equipe na Nascar poderia fazer o pulo para a F1, Haas foi direto. O chefão disse que não que acredita que algum deles possa sobreviver a isso. Nas entrelinhas, um recado claro que não teremos Danica Patrick no principal campeonato do mundo.

Uma pena. Talvez Danica não fosse a melhor opção para uma vaga na F1, mas a americana certamente ajudaria o novo time a ganhar torcedores, arrumar patrocinadores e ter um destaque a mais no grid. Caso Haas mude de ideia, o World of Motorsport listou cinco pilotos da Nascar que fariam sentido receber essa chance.

Casey Mears

5) Casey Mears

Mears é uma daquelas provas de que ter um sobrenome famoso nem sempre é sinônimo de sucesso no esporte. Sobrinho do tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis, Rick Mears, Casey está com 36 anos e só agora parece ter conseguido se firmar como um confiável piloto da segunda metade do pelotão da Nascar.

Só que nem sempre o turismo foi a ambição do americano. De olho em repetir o sucesso do tio, Casey começou a carreira nos monopostos, passando pelos campeonatos menores e tendo relativo sucesso na Indy Lights, conquistando o vice em 1999. Ao todo, foram 48 corridas, uma vitória, mas dez pódios, sendo que a grande maioria veio em circuitos mistos.

Mears ainda fez três corridas na IRL e quatro na Cart, incluindo um quarto lugar na estreia, em Fontana, competindo pela Rahal. O problema é que, mesmo com bons resultados para um novato, ele nunca conseguiu o patrocínio suficiente para fazer uma temporada completa e ainda não se classificou para a Indy de 500 de 2001. Depois disso, mudou-se para o turismo, onde está até hoje. Quem sabe o que a mudança de ares para a F1 seja o que ele precisa para atingir o estrelato.

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4) AJ Allmendinger

Allmendinger talvez fosse a escolha mais óbvia para que um piloto da Nascar tivesse uma chance na F1. Afinal, toda a carreira deste californiano de 32 anos foi feita pensando nos monopostos. Foram duas conquistas internacionais no kartismo, títulos na Barber Pro e na F-Atlantic, ambos como novato, com direito a 13 vitórias nas primeiras 25 provas da carreira.

O fenômeno continuou na Champ Car. Estreando pela RuSPORT, AJ levou a pequena equipe ao sexto lugar em 2004. Ele ainda ficou no time mais um ano e meio, mas acabou demitido para a chegada de Cristiano da Matta. Contratado em seguida pela Forsythe, Allmendinger aproveitou a nova oportunidade, vencendo cinco vezes em oito corridas e desafiando Sébastien Bourdais na luta pelo título. No entanto, quando ele estava prestes a estourar, acabou fechando contrato com a Red Bull para andar na Nascar.

E a experiência no turismo não foi das melhores. Sem vitórias na divisão principal, o piloto ainda foi pego no antidoping no ano retrasado. Desde então, fez o possível para retornar à categoria e, enquanto isso, até recebeu uma oportunidade de Roger Penske para disputar as 500 Milhas em 2013, além de mais algumas etapas da Indy, para ver se ainda estava afiado nos monopostos.

Em Indianápolis, as coisas saíram de acordo com o plano, e Allmendinger até se colocou na luta pela vitória. O problema é que ele se acidentou na primeira volta das duas baterias da rodada dupla de Detroit e só voltou a aparecer no campeonato na decisão, em Fontana, onde bateu novamente. Ao menos a F1 não tem tantos circuitos de rua assim.

Michael McDowell

3) Michael McDowell

Quem vê o carro 95 da Leavine Family brigando para chegar entre os 25 primeiros colocados nas corridas da Nascar pode achar que não estou falando sério ao citar Michael McDowell na F1. Ok, eu realmente não estou, mas isso não quer dizer que o piloto de 29 anos não tenha experiência nos monopostos. Pelo contrário.

Antes de competir na Nascar, o americano seguiu o tradicional caminho nos monopostos, se destacou internacionalmente no kartismo, passou pela F-Renault e pela Star Mazda, onde foi o novato do ano em 2003 e campeão com sete vitórias em 2004 antes de chegar à Champ Car, estreando no fim daquele ano pela Rocketsports.

McDowell disputou apenas as etapas de Surfers Paradise e Cidade do México, conseguindo um 11º lugar como melhor resultado. Contudo, ele resolveu aceitar a pressão do investidor e se mudou para a Grand-Am, em 2005, tendo relativo sucesso e até descolando uma bolsa com a Dodge para seguir carreira rumo à Nascar, onde compete até hoje.

parker kligerman

2) Parker Kligerman

Desde que Haas afirmou que planeja dar oportunidade a um jovem americano, Alexander Rossi, reserva da Caterham e hoje na GP2, apareceu como favorito. Mas que tal colocarmos o cara que destruiu o badalado californiano nas categorias de base?

Competindo na F-Renault 1.6 nos Estados Unidos em 2006, com apenas 15 anos de idade, Kligerman não deu chances aos adversários. Foram 16 corridas, 11 vitórias e cinco segundos lugares, além de oito poles. E olha que aquele grid ainda contava com Rossi e Tayler Malsam, que chegou a ser protegido de Kyle Busch há alguns anos.

O desempenho foi tão bom que o americano acabou chamando a atenção da Penske, com quem assinou um contrato de desenvolvimento. Só que ao invés de correr nos monopostos, ele recebeu a oportunidade no turismo. Foi vice-campeão da Arca, conquistou a pole na estreia na Nationwide e disputou a Truck Series.

Dispensado para a chegada de Ryan Blaney, Kligerman hoje disputa a Sprint Cup pela pequena Swan Racing e tem contrato com a Toyota. Talvez ao invés de ficar tentando a sorte com times minúsculos, o americano pudesse considerar o retorno aos monopostos. Ele tem apenas 23 anos! Tem tempo suficiente para aprender o necessário.

Kasey Kahne

1)      Kasey Kahne

Kahne está chegando a um momento complicado da carreira. Aos 34 anos, ele foi contratado pela Hendrick para ser o futuro da escuderia na Nascar. Desde então, Jimmie Johnson venceu o sexto título, Dale Earnhardt Jr ganhou a Daytona 500 em 2014 e Jeff Gordon é o atual líder do campeonato. Quanto a Kahne? Bom, talvez a gente o encontre ajudando a consertar o carro na garagem após algum acidente.

Nada melhor que deixar essa má fase para trás e tentar novos ares na carreira. E a F1 pode ser um bom lugar para isso. Kahne é um dos pilotos mais admirados pelas torcedoras da Nascar, o que pode significar um novo mercado para a F1. Mas não é isso o que o credencia à vaga.

No começo da carreira, o americano se dividia entre Sprint Cars e monopostos, algo comum para a época. Foi dessa forma, por exemplo, que Tony Stewart acabou descoberto pela IRL, onde se sagrou campeão antes de se mudar em definitivo para a Nascar.

Em 2001, Kahne disputou quatro corridas da USF2000 e três da F-Atlantic, sendo rival do brasileiro Hoover Orsi, campeão daquele ano. Sem o sucesso esperado, o americano resolveu se dedicar apenas aos ovais, seguindo para a Nationwide e finalmente chegando à principal divisão da Nascar. Ele foi especulado para retornar aos monopostos como um dos convidados naquela corrida que matou Dan Wheldon, em Las Vegas, mas acabou recusando a oferta.

8 comentários sobre “5 opções caseiras para a Haas na F1

  1. Rossi na cabeca. E comprando a Marussia, senao vai ser mais uma Lola F1/Campos suspensao de aco/USF1 bico de F1 no youtube e Cristina Kichner.

    Nao há ninguém nos EUA que consiga assumir a bronca, nem piloto parado que vá voltar ao topo. Kovalainen que o diga.

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  2. Nenhum piloto americano correndo nos EUA tem condições de correr num F1, é uma diferença técnica absurda e a responsabilidade é outra. Mesmo pilotos experientes correndo na F-Indy teriam dificuldades de guiar um carro tão sensível como estão os F-1 nessa nova era.

    Pilotos e corridas na Nascar são legais mas a preparação de um garoto até chegar na F-1 é longa, cruel, dificil e mto específica, passar por essas etapas faz parte do processo.

    Claro tem uns caras como Jacques Vilenueve que são exceção … mas hj existe alguem assim pilotando nos EUA?

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  3. Se sair mesmo essa equipe,o piloto americano vai ficar mesmo entre Rossi e Daly.

    Quem for melhor na GP2 esse ano leva.

    Ou melhor,quem mandar menos mal leva.

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  4. Acho que vai ser o Alexander Rossi mesmo…apesar de ele não ser um puta destaque.

    Outros podem ser o Newgarden e (pra mim o favorito) Marco Andretti.

    Mas não descartaria também uma piloto europeia que já correu nos EUA – Simona de Silvestro.

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  5. Talvez fosse uma boa, o Gene Haas ter em um de seus carros, o Nelsinho Piquet. É um piloto acima da média, com currículo super vitorioso em monopostos, com conhecimento e desenvolvimento em equipe de ponta na F1 (aceitando-se ou não, ele foi um piloto Renault, equipe de ponta na época), além, claro, dele conhecer o o automobilismo americano e o jeito deles trabalharem. Seria um facilitador para ambas as partes e com chances de retorno rápido, se o carro não for dos piores. Enfim, apostaria em uma dupla Nelsinho/Rossi ou Nelsinho/Conor Daly.

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      1. E já acredito mais na parte “emocional” da situação em si. O Nelsinho (por tudo o que ocorreu) teria o que mostrar ainda e muito mais gana para isso do que qualquer outro piloto. Diferentemente do Barrichello, que teve todas as oportunidades que um piloto de F1 pode sonhar (correr com carros campeões como os da Ferrari da última década, além da também campeã Brawn) e não agarrou nenhuma. Além disso, lembro de ter lido em algum lugar, que o Nelsinho era um grande acertador de carro (acredito que continue sendo), tendo seus setups em algumas ocasiões, copiados pelo Alonso, “O Perfeito”.

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      2. Eu já acredito mais na parte “emocional” da situação em si. O Nelsinho (por tudo o que ocorreu) teria o que mostrar ainda e muito mais gana para isso do que qualquer outro piloto. Diferentemente do Barrichello, que teve todas as oportunidades que um piloto de F1 pode sonhar (correr com carros campeões como os da Ferrari da última década, além da também campeã Brawn) e não agarrou nenhuma. Além disso, lembro de ter lido em algum lugar, que o Nelsinho era um grande acertador de carro (acredito que continue sendo), tendo seus setups em algumas ocasiões, copiados pelo Alonso, “O Perfeito”.

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