De Piquet a Petroball

Pedro Piquet vai correr na Toyota Racing Series
Pedro Piquet vai correr na Toyota Racing Series

Tirando o já esperado acerto de Ben Barnicoat com a Fortec para a disputa da F-Renault NEC e a opção de George Russel em competir na F4 Inglesa apesar do bom desempenho nos treinos coletivos da Renault, as principais notícias da última semana foram sobre o Brasil. E olha que eu nem estou falando do sorteio da copa do mundo de futebol.

Enquanto as bolinhas que decidiram o futuro das 32 seleções estavam sendo sorteadas, o país apareceu no noticiário do automobilismo mundial em dois momentos diferentes. Em primeiro lugar, na quinta-feira, dia 5, a equipe Petroball anunciou que estava expandindo as operações para a Inglaterra. Já na sexta-feira foi a vez de Pedro Piquet, filho mais novo de Nelsão, acertar a transição para os monopostos com a disputa da Toyota Racing Series, no início de 2014.

Começando pela escuderia, ela não é exatamente uma novidade no automobilismo. Depois de investir na disputa do Rali dos Sertões, o empresário José Gonsalves Rosate, do ramo de distribuição de combustíveis, resolveu expandir os negócios e participar da F4 Inglesa e da Ginetta Junior a partir do ano que vem.

Claro que a escolha do empresário não foi por acaso. Ele é pai do piloto de kart João Rosate, de 14 anos, por isso não deixa de estar pavimentando o caminho para o filho. No entanto, também não se trata apenas de montar uma equipe na Inglaterra para o garoto correr. Pelo contrário. O diferencial desse projeto é dar apoio aos jovens talentos fora da pista para que eles consigam seguir carreira no esporte a motor.

O carro da equipe brasileira na F4 Inglesa
O carro da equipe brasileira na F4 Inglesa

Para isso, ele montou uma residência na cidade de Milton Keynes, onde os garotos vão poder morar enquanto disputam os campeonatos. Fora isso, ele também está contratando profissionais de diversas áreas para comandar a operação.

A escolha pela Ginetta Junior e pela F4 também tem uma explicação. É que na Inglaterra os pilotos só podem disputar corridas de monopostos a partir dos 16 anos de idade. Assim, a solução que os meninos mais novos encontram é começar a carreira na Ginetta antes de fazer a transição. Foi isso o que aconteceu recentemente com nomes como Seb Morris, Charlie Robertson e até mesmo Will Palmer, irmão mais novo de Jolyon Palmer da GP2.

E é justamente nesse ponto que fica o grande ponto de interrogação. Embora a Petroball planeje inscrever dois carros nessa modalidade, tenho dúvidas se essa é a melhor escolha para os brasileiros. Há outros campeonatos no mundo que permite a presença de garotos de 15 anos, então dar quilometragem em monopostos desde cedo parece uma ideia melhor.

Quanto à F4, a própria organização da categoria já havia dito que o time brasileiro planejava estrear no ano passado, mas só agora reuniu os recursos necessários para o projeto. E a chance de dar certo é boa. Como não há nenhuma escuderia muito grande por lá (como é a Fortec na F-Renault, por exemplo), um bom investimento pode significar lutar pelas primeiras posições.

Mudando um pouco de assunto, quem também apareceu com destaque no noticiário foi Pedro Piquet. Embora o brasiliense tenha feito uma carreira inconstante no kart, ele chamou a atenção neste ano ao vencer uma das etapas do Troféu Academia, competição disputada entre países e realizada pela FIA.

Pedro já testou com um F3
Pedro já testou com um F3

Como Pedro tem 15 anos, dá para dizer que é até cedo para fazer a transição para os monopostos. O garoto, porém, não perdeu tempo e, após participar de diversos testes privados de F3, já acertou para competir na Toyota Racing Series pela equipe M2, a atual campeã do certame.

E é difícil prever o que vai acontecer a partir daí. Não há dúvidas de que a TRS é um ótimo lugar para que os garotos comecem no automobilismo por causa do calendário intensivo, com 15 corridas em cinco semanas. Apesar disso, o nível do certame foi tão alto nos últimos anos, que até mesmo kartistas badalados têm dificuldades de obter bons resultados por lá.

Encarando apenas como adaptação, não tem como o plano dar errado. O problema é que estamos falando de um Piquet. Alguns resultados no meio da tabela podem ser o suficiente para que a pressão aumente, até mesmo por parte da torcida, e aí vai caber ao garoto reagir da melhor forma possível para seguir no esporte.

Como Piquet só completa 16 anos em julho, é improvável no momento que ele seja um dos pilotos da Petroball neste ano, mas nunca se sabe. Enquanto isso, duas boas notícias. A organização da Toyota Racing Series disse que Nelson Piquet vai acompanhar o filho durante a campanha na Nova Zelândia, mostrando que ele está se recuperando bem da cirurgia que fez no coração.

A segunda notícia é que Pedro não será o único brasileiro na TRS. O também brasiliense Gustavo Lima será companheiro de equipe do garoto na M2.

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