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Será que foi uma boa ideia de Vandoorne dizer não à Red Bull?
Será que foi uma boa ideia de Vandoorne dizer não à Toro Rosso?

Campeão da F-Renault Eurocup em 2012, Stoffel Vandoorne nunca escondeu que Robin Frijns é uma espécie de inspiração. E não é por acaso. O holandês, em três temporadas, venceu a F-BMW, a mesma F-Renault, a World Series by Renault e tinha acertado com a Sauber, no início deste ano, para ser reserva na F1.

O belga, por sua vez, teve um caminho similar. Embora sem a mesma sequência vitoriosa, Vandoorne conquistou em 2010 a F4 Francesa, a F-Renault e, neste sábado, terminou como vice-campeão da World Series. Além disso, nos dois últimos anos, Stoffel correu pelas mesmas equipes – Josef Kaufmann e Fortec – com as quais Frijns triunfou.

O problema é que a carreira do holandês estagnou depois disso. Ele até chegou a disputar algumas etapas da GP2, mas acabou ficando de fora das corridas finais por falta de patrocínio. Para piorar, a vaga na Sauber também foi embora depois que a equipe suíça acertou com algumas empresas russas e foi obrigada a desenvolver Sergey Sirotkin.

É sempre bom lembrarmos que a culpa do insucesso de Frijns não foi dos russos. O próprio piloto já reconheceu que não conseguiu se adaptar à F1 atual – onde o dinheiro é importante na hora de fechar as negociações – e viu as oportunidades passarem. Para isso, ele já anunciou que vai mudar de empresário para o ano que vem.

Só que Frijns teve uma chance de chegar à categoria sem precisar de dinheiro. Quando estava no auge das conquistas, ele recebeu uma oferta da Red Bull pare fazer parte do Junior Team e a recusou. Como todo mundo sabe da fama de carrasco de Helmut Marko, o piloto e seu empresário acharam mais prudente entrarem no mercado sem vínculo com alguma equipe.

Não estou dizendo que o holandês errou ao recusar a Red Bull. Só lembrando que essa escolha trouxe consequências (ele fora da F1 neste momento).

Vandoorne sempre pegou ficas com Frijns
Vandoorne sempre pegou ficas com Frijns

Voltando a Vandoorne, talvez o belga devesse ter aprendido mais alguma coisa com o colega. É que o novo vice-campeão da World Series revelou nesta semana ter sido procurado pela Toro Rosso para ser o substituto de Daniel Ricciardo no ano que vem, mas também negou a proposta por julgar que era melhor continuar no programa de talentos da McLaren.

Novamente, não estou dizendo que essa é a decisão errada, mas que certamente vai trazer consequências. Uma delas é que Kevin Magnussen, do mesmo programa da equipe inglesa, corre o risco de não estrear na F1 no ano que vem por não contar com um forte patrocinador. Além disso, embora exista uma pequena chance de ser promovido à vaga de Sergio Pérez, a melhor chance do dinamarquês é na Marussia, nada muito espetacular. Consequentemente, dá para imaginar os perrengues que Vandoorne poderá passar no futuro.

E veja que curiosa essa declaração do piloto belga sobre os motivos que o levaram a recusar a Toro Rosso:

“Eu falei com o meus empresários, que me aconselharam a continuar na McLaren. Além disso, a proposta da Red Bull seria apenas por uma temporada, e nós buscamos algo de longo prazo. Acredito que a McLaren continue sendo a melhor escolha para a F1.”

E quem será esse tal empresário de Stoffel Vandoorne? Como dizem por aí, oh… I see what you did there!

Um comentário sobre “Xerox

  1. O Frijns, além de recusar a proposta da Red Bull, criticou severamente o programa de desenvolvimento de pilotos da empresa, o que é suicídio comercial, já que além de talento e grana, a F1 exige que os seus pilotos sejam politicamente corretos, exceto para realizarem “jogo de equipe”.

    O campeão e o vice-campeão da GP2 em 2012 não conseguiram vaga na F1 em 2013. O mesmo ocorreu com o campeão da WSR. Apenas o Bianchi, o vice campeão da WSR conseguiu uma vaga na Marussia.

    Ano que vem, 2014, talvez ocorra o mesmo. Os campeões e vice-campeões da GP2 e WSR terão dificuldades para arranjarem vagas na F1.

    Ainda assim, dos 22 pilotos que competem na F1 em 2013, além daqueles que treinam na primeira sessão das sexta-feiras, 14 pilotos vieram da GP2 e 5 passaram pela WSR, ou ambas.

    Portanto, essas duas categorias continuam sendo “o caminho” natural dos pilotos que almejam a F1.

    Por isso, o Vandoorne talvez tenha errado de forma crassa, pois não deve receber outro convite para integrar uma equipe de F1.

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