Vice-campeão

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Foi de partir o coração ver Helio Castroneves sair do carro número 3 da Penske após a etapa de Fontana sabendo que novamente tinha conquistado o vice-campeonato. Ainda mais neste ano, em que o título esteve tão próximo, mas acabou escapando devido a dois problemas mecânicos na etapa de Houston, onde praticamente não pontuou.

De qualquer forma, o esporte é assim. Para que um vença, é preciso que um monte de competidores perca. É menos justiça – já que nem sempre o mais aclamado ganha – e mais competência é um pouco de sorte.

E não dá para negar que Scott Dixon contou com esses dois fatores em 2013. O neozelandês, que chegou a estar mais de 100 pontos atrás do brasileiro na classificação, conseguiu se reerguer no campeonato ao vencer três corridas seguidas entre Pocono e Toronto, além de somar vários outros pódios, incluindo o triunfo em Houston. Além disso, ele também viu o carro da Penske quebrar duas vezes consecutivas na segunda etapa texana para assumir a liderança do campeonato.

Quanto à corrida de Fontana, os dois candidatos ao título tiveram problemas. Enquanto Castroneves precisou recolher aos boxes para trocar a asa do carro em decorrência de um toque com Charlie Kimball, Dixon teve um contato com Carlos Muñoz, sofreu com um carro que não andava nas primeiras voltas e ainda viu o equipamento superaquecer nas voltas finais.

Não culpe a asa para justificar a derrota de Castroneves
Não culpe a asa para justificar a derrota de Castroneves

O brasileiro, no entanto, acabou tendo um pouco mais de azar, pois precisou fazer a troca da asa instantes antes de a bandeira amarela ser acionada. Como alguns pilotos decidiram não parar mais, ele jamais teve a chance de recuperar a volta do líder e, consequentemente, ultrapassar Dixon e tentar brigar pela vitória.

Mas não use isso para justificar a derrota de Helio. Mesmo que ele tivesse ganhado a corrida, o adversário teria sido sexto colocado, conquistando o título da mesma forma. O importante aqui é mostrar que o piloto da Ganassi fez o que precisava e o título deste ano é inquestionável.

Quanto a Castroneves, é claro que ele deve ter ficado frustrado com mais um vice-campeonato, mas vida que segue. Pode até soar estranho, mas o piloto da Penske de certa forma é especialista nessas situações. Não é a primeira vez que ele termina um campeonato com a segunda colocação, e penso que ele já passou por situações mais traumáticas, como na F3 Sul-americana, ao ver todos os argentinos estacionarem para que ele perdesse o título.

O gosto amargo, dessa vez, é pensar que dificilmente uma situação tão boa no campeonato possa se repetir. Sempre favoritos, Dario Franchitti e Will Power se colocaram fora da briga pelo título muito cedo, e também não dá para negar que Ryan Hunter-Reay e o próprio Dixon se envolveram em diversos incidentes esquisitos ao longo do ano.

Ano que vem, com Franchitti recuperado da lesão, Power mostrando que pode vencer também em oval, Juan Pablo Montoya de volta à categoria e Tony Kanaan na Ganassi, o cenário é muito mais complicado. Assim, cabe a Helio não só mostrar que pode repetir a regularidade deste ano, mas também evitar velhos problemas.

2 comentários sobre “Vice-campeão

  1. Hélio pecou ao correr o ano todo em agua morna….seria injusto Hélio ser campeão com apenas uma vitória….foi conservador demais….campeão se faz com poles, voltas rápidas, regularidade mas PRINCIPALMENTE COM VITORIAS……Parabéns Dixon, mereceu ser campeão, mais que qualquer um dos 30 pilotos…..Hélio, volte a ser o piloto que sempre foi, de garra e determinação.

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  2. Penso que o Helinho deu muito mole no meio do campeonato, ao tentar administrar a liderança com corridas visando apenas pontuar, cujos resultados foram pífios. Deu no que deu, veio liderando aos trancos e barrancos, mas foi atropelado por Dixon no final, pois o piloto da Ganassi arriscou mais e se deu bem, com quatro vitórias, fora aqueles dois incidentes que o prejudicaram.
    Ao perder a liderança na penúltima etapa, só restou ao Helinho partir para o tudo-ou-nada na loteria de Fontana. Ruim para o brasileiro e para sua torcida, mas acho que o título ficou em boas mãos, nas mãos de alguém que incorporou mais um “racer” de verdade

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