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Não esqueça, para cada estrela em uma equipa existem dezenas de anônimos por trás
Não esqueça, para cada estrela em uma equipa existem dezenas de anônimos por trás

O Conselho Mundial da FIA divulgou na sexta-feira, dia 27, o calendário da temporada 2014 da F1 com o recorde de 22 corridas. Por causa da chegada das etapas da Áustria, México, América (Nova Jersey) e Rússia e da saída apenas do GP da Índia, o programa do ano que vem possivelmente terá três etapas a mais que 2013.

Possivelmente porque há um impasse nas provas no México, Nova Jersey e Coreia do Sul, que ainda não estão confirmadas.

Com ou sem esses três GPs, a decisão do Conselho em colocar 22 corridas em um único ano dividiu opiniões nas redes sociais. De um lado, quem trabalha direta ou indiretamente com a F1 – como jornalistas, técnicos, narradores e especialistas em automobilismo em área diversos (médicos, por exemplo) – criticaram o aumento de etapas. Do outro, os fãs do esporte a motor comemoravam, afinal, quanto mais corrida melhor.

Por isso, fica a questão: 22 corridas é um exagero?

Só que essa pergunta está incompleta. É preciso responder também “exagero para quem?”. Se estamos falando de quem trabalha no meio, então é. Por outro lado, para os torcedores, não. Para esses últimos, ainda há espaço no calendário para outras etapas, ainda mais se elas acontecerem em circuitos clássicos como Estoril, Kyalami, Magny-Cours e tantos outros.

Mas a verdade é que pouco importa a opinião de imprensa e torcedores. Se existe alguma chance de a F1 diminuir o calendário é a partir das equipes. A grande reclamação dos times quanto à programação diz respeito ao tempo em que os integrantes precisam passar fora de casa.

Alguém pode argumentar que os pilotos ganham bem o suficiente para reclamar de uma ou duas corridas no calendário. É verdade, mas, quando falo dos integrantes das equipes, não me refiro aos figurões, mas de quem precisa viajar dias antes para preparar os equipamentos e verificar se está tudo certo e só vai embora um ou dois dias depois. E, obviamente, têm rendimentos mais próximo de salário mínimo que das fortunas milionárias.

Arquibancadas vazias também são um problema do excesso de provas
Arquibancadas vazias também são um problema do excesso de provas

E alguns pontos no calendário deixam claro como isso é complicado. O primeiro, obviamente, acontece no início do ano. As equipes embarcam para a Austrália, em março, para disputar a corrida de Melbourne no dia 16. Mas e depois? Compensa voltar à Europa por uma semana antes dos GP da Malásia e, em seguida, retornar ao Pacífico ou a melhor opção já é continuar do outro lado do mundo?

Enquanto os equipamentos ficam por lá, o material humano se divide. Pilotos e grandes dirigentes normalmente voltam à Europa. O problema é para grande parte dos empregados. Se algum time opta por deixá-los na Ásia e na Oceania, são quatro semanas seguidas longe de casa: a do GP da Austrália, a semana livre seguinte, e as corridas em Malásia e China.

E no fim do ano essa situação volta a se repetir. Ao término de uma sequência de seis corridas em oito semanas, a F1 retorna à América para os GPs dos Estados Unidos, México e Brasil. Novamente, alguns times podem tentar cortar custos e manter os funcionários na América.

De maneira geral, eu estou do lado dos que gostam de mais corridas. Um calendário de 22 etapas significa mais fins de semana de diversão e de trabalho relevante. Porém, não posso defender a expansão da F1 se isso significa piores condições de trabalho para os membros mais ralé das equipes. Com as mais de duas dezenas de provas, Bernie Ecclestone descobriu onde está o dinheiro. E certamente não é no bolso de quem realmente faz o show.

2 comentários sobre “22

  1. Eu não gostei de um calendário ode 22 corridas. Mesmo sendo fã de corridas não aprovo, pois penso nos Mecânicos que ficarão mais tempo longe da família. F1 não é NASCAR.
    Acho legal a volta de circuitos tradicionais como A1-Ring (agora Red Bull Ring) e o Hermanos Rodrigues. É melhor correr em países que já tenham uma ligação com o automobilismo, como Holanda, Suécia e França ( que deveria voltar em Magny Cours,
    China e Coréia do Sul deveriam cair fora. Um revezamento entre Bahrein e Abu Dhabi não seria nada mal, assim como entre Malásia e Cingapura. E para quê uma segunda corrida nos Estados Unidos, um país que prefere muito mais a NASCAR e a Indy do que a Fórmula 1. Uma já é suficiente

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