Decisão no automobilismo alemão

Marvin Kirchhöfer é o campeão da F3 Alemã
Marvin Kirchhöfer é o primeiro alemão campeão da F3 Alemã desde Peter Elkmann, em 2005

A temporada 2013 do automobilismo alemão nos monopostos terminou no último fim de semana. É verdade que oficialmente ainda falta uma rodada – marcada para os dias 28 e 29 de setembro, em Hockenheim –, mas todos os campeões já foram conhecidos, então as últimas corridas só vão servir para cumprir tabela.

E quem pôde comemorar foi Marvin Kirchhöfer. O piloto de 19 anos de idade fez, em 2013, a estreia na F3 Alemã. Após conquistar o título da Adac Masters no ano passado – quando debutava nos monopostos –, o piloto manteve a boa fase da carreira e levantou a segunda taça consecutiva.

A campanha do garoto foi irretocável. Em 23 corridas disputadas na F3, Kirchhöfer venceu 11 e subiu ao pódio em 22. Na outra etapa, foi o quarto colocado. Com essa regularidade impressionante, o piloto somou 450 pontos e garantiu o título ao superar o russo Artem Markelov, que atingiu 301, e há apenas 69 em jogo a partir de agora.

Alessio Picariello triunfou na Adac Masters
Alessio Picariello triunfou na Adac Masters

Kirchhöfer é o segundo piloto na história a vencer a Adac Masters e a F3 Alemã de forma consecutiva, o primeiro foi Richie Stanaway. Por isso, a expectativa com relação à carreira do garoto aumentou a partir de agora.

Na verdade, eu não esperava que ele terminasse o ano na frente. Na própria equipe Lotus, ele era o competidor com menos experiência. Além de Markelov, que já havia disputado o certame em 2012, o time contava com Emil Bernstorff, com passagem boa pela F3 Europeia e favorito. Apesar disso o britânico completou a temporada apenas em terceiro, com 291 pontos.

Se Kirchhöfer conseguiu ‘unificar’ os títulos da Alemanha, a Adac Masters também tem um novo campeão. Outro com desempenho dominante, Clemente Alessio Picariello, de 20 anos, garantiu a taça ao vencer dez das 21 provas disputadas.

Contudo, ao contrário de Kirchhöfer, o belga começou a temporada como favorito. Ele já havia disputado o certame no ano passado, pela pequena equipe G+J/Schiller, mas acabou contratado pela gigante Mücke para 2013. No novo time, correspondeu às expectativas. Aliás, talvez a grande decepção deste ano tenha sido a Lotus. Se na última temporada a escuderia foi campeã, dessa vez o melhor piloto deles foi Indy Dontje, apenas em sexto.

Descobrimos o segredo do bom desempenho de Picariello
Descobrimos o segredo do bom desempenho de Picariello

E isso com a escuderia alemã contando com o reforço de dois pilotos do Red Bull Junior Team. Mesmo assim, Beitske Visser, que competiu pelo segundo ano consecutivo, ocupa somente a nona posição, com uma vitória. Mas é verdade que a holandesa mostrou uma evolução considerável nas últimas duas etapas, lutando por pódios e top-5. Callan O’Keeffe, por outro lado, não foi bem e teve o sexto lugar, justamente na estreia, como melhor resultado.

Como pilotos com a mesma experiência tiveram desempenho muito melhores neste ano, fica o alerta para a Red Bull. Se a empresa austríaca concluir que o problema foi a Lotus – e não os pilotos – então talvez eles ganhem uma nova chance em 2014. Do contrário, pelo que já vimos do Junior Team, cabeças devem rolar.

O último campeão do fim de semana foi Robin Hansson, sueco de 16 anos de idade, que triunfou na BMW Talent Cup, uma competição criada pela montadora alemã para continuar a ajudar garotos e garotas no início da carreira.

Robin Hansson venceu na BMW Talent Cup
Robin Hansson venceu na BMW Talent Cup

Pelas regras do torneio, os pilotos disputam uma série de corridas preliminares ao longo do ano até que chegam a um fim de semana decisivo, realizado na melhor de três provas. Na finalíssima, Hansson e o alemão Nico Menzel dividiram as vitórias nas primeiras duas baterias e entraram na prova final com chances de serem campeões.

Na última corrida, os dois brigavam pela liderança quando acabaram se tocando. Menzel abandonou, o que garantiu a taça de Hansson. Como resultado, o sueco ganhou uma bolsa da BMW para dar o próximo passo da carreira. Das três categorias que conheceram os campeões neste fim de semana, a Talent Cup é a única que não corre no fim de setembro.

O mais legal de tudo isso é mostrar que a progressão dentro do automobilismo alemão funciona. É verdade que o interesse pelo esporte a motor aumentou muito no país por causa do sucesso de Michael Schumacher e de Sebastian Vettel, mas os dirigentes souberam preparar o terreno para que novos talentos surjam e ganhem a Europa e o mundo.

Se um campeão mundial vai surgir desses programas, é difícil dizer. Mas há alguma coisa sendo feita. Nomes como Marvin Kirchhöfer, Marvin Dienst, Maximilian Günther, Jason Kremer e Nico Menzel só têm a agradecer.

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