Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya
Kimi Raikkonen resolveu seguir os passos do antigo companheiro Juan Pablo Montoya e se mandou para a Nascar

Abril é um mês especial. Começa com o dia da mentira, que é quando jornalistas, blogueiros, desocupados ou todas as anteriores inventam histórias sem pé nem cabeça para tentar arrancar um riso dos leitores. Eu fiz isso. Escrevi o post sobre o Marcello Antony ter fechado com a equipe de Laerte Zatta na Nascar East e posso dizer que foi um sucesso.

Se você não leu nos comentários lá, eu coloquei que algum leitor aqui do blog leu aquele post e resolveu mandar um e-mail para o canal Speed, durante a corrida da Truck Series em Martinsville, perguntando da veracidade do acordo entre o engenheiro brasileiro e o ator global.

Evidentemente, a história foi uma criação minha de primeiro de abril e, portanto, é falsa. Só que separei aqui três causos do automobilismo nesses últimos dias. Será que elas são verdade? Ou são invenções também? Você consegue adivinhar?

1)      Kimi Raikkonen trocou o WRC pela Nascar para correr pela equipe de Kyle Busch. O acordo diz que o piloto tem que pagar US$ 100 mil para o patrão toda vez que disputar uma corrida. Esse tipo de negociata foi a mesma utilizada por Jacques Villeneuve, em 2007, e serve para captar patrocínio, algo que o ex-piloto de F1 não tem desde que deixou a equipe júnior da Citroen no rali.

 

Kimi Raikkonen chorando
Kimi Raikkonen chorou quando soube o quanto teria que pagar para Kyle Busch. Peraí, Kimi demonstrando emoções? Deve ser fake..

Pois é. Essa foi fácil. A notícia é verdadeira. O jornal canadense Rue Frotenac revelou esse detalhe do contrato de Raikkonen com Busch. O finlandês está ‘alugando’ uma vaga na Truck Series apostando em fazer boas corridas para fechar com um patrocinador para correr a temporada 2012 da Nationwide ou mesmo da Sprint Cup.

2)      Mike Coughlan, o engenheiro da McLaren que recebia as informações da Ferrari no Spygate em 2007 – que culminou na saída de Alonso da equipe inglesa e na desclassificação do time no campeonato – resolveu largar a vida de engenheiro automobilístico e foi trabalhar na criação de carros militares, inspirados no filme Transformers, para o governo dos Estados Unidos. Só que ele também se encheu dessa vida e resolveu ir para a Nascar, onde será engenheiro do time de Michael Waltrip.

 

Ocelot
Esse Transformer aí em cima é o Ocelot, criado pelo Mike Coughlan. Perceba a peça ali em cima é o símbolo dos Autobots

Engenheiro banido na F1 ir para o governo americano para criar Transformers. Difícil acreditar nessa. Só que é verdade. Mike Coughlan estava desenvolvendo um veículo chamado de Ocelot para as forças militares americanas, cujo objetivo é matar geral poder auxiliar, entre outras coisas, no acesso e resgate em áreas de difícil acesso. Por isso, o carro é mais maleável que o normal.

3)      Rodrigo Pessoa, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Atenas de 2004, resolveu trocar o hipismo pelo automobilismo. Mas ao contrário de Marcello Antony, Kimi Raikkonen  e Mike Coughlan, o cavaleiro não foi para a Nascar. Mesmo com experiência de ter andado no DTM, Pessoa vai disputar algumas provas da Porsche Cup, aqui no Brasil.

 

Rodrigo Pessoa
O cavaleiro Rodrigo Pessoa e um carro patrocinado pela Mobil 1. Será um Porsche? Será o Mercedes do DTM? Será o transportador de cavalos?

Eu sei que meus leitores são espertos e não iriam cair nessa pegadinha. Como as outras duas eram verdade, essa deve ser também. Só que a parte do DTM pode ter te confundido. Pois é. Mas é realmente verdade isso. O cavaleiro vai correr nas etapas de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo da Porsche Cup neste ano. Mas bem antes disso, em 2006, ele testou um Mercedes  do DTM supervisionado por Bernd Schneider.

Conclusão: a vida real é tão estanha, mas tão estranha que saber quando é 1º de abril e quando não é ficou realmente muito difícil. Reflexos de 2012.