Jerome D'Ambrosio em Mônaco
Jerome D'Ambrosio, enfim, conquistou o principado

Jerome D’Ambrosio é um daqueles caras que quando não estão a caráter, passariam totalmente despercebidos em uma reunião de pilotos. É um piloto quieto, um tanto introvertido e que tem os resultados fruto do trabalho. Talvez por não ter tanto lobby por aí, ainda esteja na GP2. O belga não foi protagonista da prova de Mônaco dois anos atrás, mas hoje o destino fez sua parte e D’Ambrosio finalmente saiu com a vitória do principado.

Na época, 2008, o piloto fazia a primeira temporada na GP2, vindo de um título na International Formula Master. Depois de duas etapas, D’Ambrosio só tinha emplacado um 15º lugar e três abandonos e estava devendo uma boa apresentação. Aí chegou Mônaco.

Enquanto Bruno Senna e Pastor Maldonado brigavam curva a curva na pista de difícil ultrapassagem, o belga era nono colocado, fazendo uma boa prova em se tratando do grau de dificuldade do lugar. Só que o carro da DAMS era muito lento perto da iSport de Bruno. D’Ambrosio, na penúltima volta, gentilmente cedeu a ultrapassagem ao brasileiro, que venceu a corrida.

O britânico Mike Conway, com o fraco carro da Trident era o quarto. Até chegar a saída do túnel, errar a freada da chicane e destruir o carro. Fim de corrida para ele. Só que a batida aconteceu na última volta e como D’Ambrosio, o nono, estava uma volta atrás, Conway foi declarado o oitavo colocado e largou na pole position na corrida curta.

Enquanto o inglês comemorava a vitória na segunda corrida, o belga terminou em sétimo e continuava sem marcar pontos. Para piorar, não escondia a frustração de ter deixado o sobrinho de Ayrton Senna passar a poucos metros do final da corrida, perdendo assim a chance de largar na frente e, quem sabe, conseguir a vitória.

Hoje, dia 15 de maio, a situação foi diferente. D’Ambrosio finalmente conseguiu largar na primeira posição no mesmo principado. O belga não partiu bem e quase foi ultrapassado por Luiz Razia na largada. O carro da DAMS novamente se mostrou lento se comparado ao Addax de Giedo van der Garde e ao ART de Jules Bianchi.

Nada que abalasse Jerome. O piloto não deu nenhum espaço aos adversário e, quase dois anos depois, pode enfim celebrar a primeira vitória na GP2, independente de deixar o líder passar ou não.