Agenda da velocidade (34)

Publicado novembro 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Está na hora de conhecer o campeão da F1

Está na hora de conhecer o campeão da F1

Você já teve aquela sensação de ainda estarmos em setembro e, de repente, a decoração de Natal começa a se espalhar por aí? Tudo bem, é verdade que estamos no fim de novembro, mas já dá para avistar Papai Noel, árvores de natal, renas e luzinhas. Como o ano passa rápido, não?

Por que estou dizendo isso? É que chegamos à penúltima Agenda da velocidade de 2014. Nos últimos 34 fins de semanas, você pôde conferir aqui os horários, resultados e programação das principais categorias do automobilismo mundial. Desde as mais importantes, como a F3 e a F4, até esses campeonatos menores, como a Indy, a Stock Car ou o Brasileiro de Marcas.

Como só restam dois fins de semana com diversas categorias, a agenda continua só mais um pouco. Mas não é preciso ficar preocupado. Ainda que não haja um post formal com os horários e resultados com o que ainda está para acontecer, a cobertura segue no World of Motorsport com textos separados para os campeonatos que ainda não acabaram ou para eventos sozinhos, como a Corrida dos Campeões.

Neste fim de semana, quem se despede é a F1. Chegou a hora de conhecer qual piloto da Mercedes ficará com o título. Para isso, Lewis Hamilton pode ser o segundo colocado em Abu Dhabi. Se ele abandonar, Nico Rosberg será o vencedor. Se os dois não completarem a prova, vantagem para o britânico. Na verdade, há algumas outras combinações de resultado, mas vendo o domínio da escuderia germânica neste ano e o advento da asa móvel, é difícil que haja um novo Vitaly Petrov para bagunçar a classificação final.

Ainda falando sobre o circuito de Yas Marina, Jolyon Palmer chega ao Oriente Médio como campeão da GP2, enquanto a luta pelo vice segue entre Stoffel Vandoorne e Felipe Nasr. A tarefa do brasileiro é complicadíssima, já que detém uma vantagem de apenas quatro pontos, e o belga garantiu a quarta pole seguida em 2014, um recorde na categoria.

Alex Lynn, por sua vez, garantiu o bicampeonato da Red Bull na GP3, pois Dean Stoneman precisava largar na pole para evitar o título do compatriota, mas acabou ficando com o segundo posto no grid.

A outra grande atração do fim de semana vem de Putrajaya, onde a F-E disputa a segunda etapa da temporada. Após o acidente entre Nick Heidfeld e Nicolas Prost na corrida de abertura, a expectativa agora é ver se a categoria continua com boas disputas, assim como teve em Pequim, mas também se houve uma evolução no espetáculo no geral.

Deste lado do mundo, a F3 Brasil encerra 2014 em Goiânia. Pedro Piquet e Vitor Baptista foram campeões por antecipação e, assim, a luta ficou pelo vice-campeonato. Lukas Moraes, Bruno Etman e Artur Fortunato estão na briga pelo segundo posto na divisão A, enquanto Matheus Leist, Victor Miranda e Matheus Iorio fazem o mesmo na Light. Já Ricardo Maurício pode ser tri no Brasileiro de Marcas.

Para encerrar, quatro brasileiros – Bruno e Rodrigo Baptista, Felipe Ortiz e Lucas Kohl – andam na F4 Sudamericana em Tarumã e Gaetano Di Mauro tenta conquistar o título do campeonato de inverno da F4 Inglesa em Brands Hatch. O outro piloto do país por lá é Enzo Bortoleto.

Como vários campeonatos estão terminando, você pode clicar aqui e conferir a Galeria dos campeões do blog. Isto é, um resumo – incluindo o desempenho dos brasileiros – das temporadas que já acabaram, além da pontuação final.

Você já sabe, mas não custa lembrar: conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você voltar ao World of Motorsport, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de verão de Brasília.

A principal categoria do Brasil encerra 2014 neste fim de semana - foto de carsten horst/hyset

A principal categoria do Brasil encerra 2014 neste fim de semana – foto de carsten horst/hyset

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 21 de novembro:
4h00 – GP3 – Abu Dhabi – treino livre
5h15 – GP2 – Abu Dhabi – treino livre
7h00 – F1 – GP de Abu Dhabi – Yas Marina – TL1
9h00 – GP3 – classificação
11h00 – F1 – treino livre 2
13h10 – GP2 – classificação
16h30 – F4 Sudamericana – Tarumã – treino livre 1
17h30 – F4 Sudam – treino livre 2
21h45 – Formula E – Putrajaya – treino livre

Sábado, 22 de novembro:
0h00 – Formula E – classificação
4h00 – Formula E – corrida
6h05 – GP3 – corrida 1
7h25 – F4 Inglesa Winter Series – Brands Hatch – classificação 1
8h00 – F1 – treino livre 3
9h00 – F3 Brasil – Goiânia – treino livre 1
9h50 – Brasileiro de Marcas – Goiânia – treino livre 1
10h00 – F4 Inglesa – corrida 1
11h00 – F1 – classificação
11h20 – F4 Sudam – classificação
11h40 – F3 Brasil – treino livre 2
12h30 – F4 Inglesa – corrida 2
12h30 – Brasileiro de Marcas – treino livre 2
12h40 – GP2 – corrida 1
14h20 – F3 Brasil – classificação
14h45 – F4 Sudam – corrida 1
16h10 – Brasileiro de Marcas – classificação
16h55 – F3 Brasil – corrida 1
17h55 – F4 Sudam – corrida 2

Domingo, 23 de novembro:
7h00 – GP3 – corrida 2 – season finale – SporTV
8h00 – F4 Inglesa – classificação 2
8h20 – GP2 – corrida 2 – season finale – SporTV
9h30 – Brasileiro de Marcas – corrida 1
10h00 – F4 Inglesa – corrida 3
10h45 – F3 Brasil – corrida 2 – season finale
11h00 – F1 – GP de Abu Dhabi – season finale – Globo
12h35 – F4 Sudam – corrida 3
12h47 – Brasileiro de Marcas – corrida 2 – season finale – Band
13h05 – F4 Inglesa – corrida 4 – finale

O que aprendemos com o novo Chase da Nascar?

Publicado novembro 18, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

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Kevin Harvick e Ryan Newman tiveram abordagens opostas em 2014

Kevin Harvick e Ryan Newman tiveram abordagens opostas em 2014

Ao longo dos anos, Kevin Harvick ganhou o apelido de ‘The Closer’ na Nascar pela habilidade de ganhar corridas com ultrapassagens nas voltas finais, mesmo tendo largado apenas no meio do grid. Em 2014, a situação mudou um pouco. O americano passou a se classificar bem – 9,1 de posição média de largada –, mas não conseguia transformar esse ritmo em vitórias, fosse por problemas mecânicos, acidentes ou erros tanto do piloto quanto da equipe nos boxes.

Na verdade, Harvick não deixou o apelido para trás. Se antes ele era especialista em chegar forte nas voltas finais de uma corrida, agora ele mostrou que não amarela nos momentos de decisão de um campeonato. Com vitórias nas duas últimas etapas do ano, em Phoenix e em Homestead-Miami, o americano garantiu o primeiro título da carreira na principal divisão da Nascar.

A campanha, aliás, foi irretocável. Após as 36 corridas, o piloto da Stewart-Haas obteve cinco vitórias, oito poles e liderou 2137 voltas, mais do que qualquer outro competidor. A última dessas voltas foi a decisiva em Homestead, quando recebeu a bandeira quadriculada com uma vantagem de 0s5 para Ryan Newman, o vice em 2014.

Ao contrário de Harvick, o novo piloto da RCR teve uma temporada mais modesta. Não largou na frente, não ganhou e só liderou 41 giros no ano. Se tivesse liderado uma 42ª – a última da decisão –, a história teria sido outra. Por isso, quando os quatro finalistas do Chase foram conhecidos, a presença de Newman foi a que gerou maiores reclamações. Afinal, como pode um piloto que sequer venceu em 2014 estar na luta pela taça, enquanto nomes como Brad Keselowski (seis triunfos no ano), Jeff Gordon (quatro) e Jimmie Johnson (quatro) ficaram fora da disputa?

Mas essa crítica é um pouco surpreendente. Imagino que venha de alguém que não acompanhe automobilismo tão de perto. A história do esporte a motor está repleta de exemplos de pilotos que tinham carros imbatíveis, mas não conseguiam terminar todas as corridas contra adversários mais cerebrais, que não venciam muito, mas estavam sempre somando pontos importantes.

E não dá para dizer que Newman foi à decisão em Homestead por sorte. O americano conquistou 16 top-10 na temporada e, quando o corte do Chase aconteceu após a prova de Richmond, ele era o oitavo na tabela, apenas seis pontos atrás de Harvick. E isso num ano que Clint Bowyer, o 11º, sequer chegou à fase final da temporada. Por isso, se houver alguma correção para fazer no formato dos playoffs para o ano que vem, certamente não é evitar que um novo Ryan Newman esteja na decisão.

A última das 2137 voltas lideradas por Harvick no ano

A última das 2137 voltas lideradas por Harvick no ano

Talvez o maior problema do formato da fase final da Nascar é que é praticamente impossível se recuperar – salvo uma vitória – em caso de abandono. Basta ver que Gordon conquistou dois segundos lugares em três corridas da semifinal, mas ainda assim acabou eliminado graças ao 29º posto no Texas, onde havia dominado a prova, mas se envolvido em um toque com Keselowski nas voltas finais.

Quem também sofreu com esse sistema foi Kyle Busch. Ele era o terceiro dos 12 do Chase após a corrida de Charlotte, mas a batida em Talladega acabou com as chances de avançar à semifinal. Até Harvick correu o risco de ficar de fora da decisão, caso não tivesse vencido em Phoenix, em virtude da batida em Martinsville.

Para evitar que isso aconteça no ano que vem, a Nascar pode alterar o formato dos playoffs. Gordon, por exemplo, já sugeriu à categoria que os pilotos não tivessem a pontuação igualada após cada grupo de três etapas. Assim, quem foi bem no começo poderia ter uma gordura para queimar em caso de problema mecânico ou acidente. O problema dessa ideia é chegar a Homestead com alguém precisando apenas largar para ser campeão.

Uma alternativa seria mudar o formato de 3-3-3-1 para 2-3-4-1 no Chase. Isto é, ao invés cortar os pilotos a cada três corridas, a primeira fase – com 16 competidores – seria mais curta, enquanto a semifinal – com oito – levaria quatro provas. Há duas vantagens aí. Com 16, mesmo que um piloto tenha um mau resultado, a chance de isso também acontecer com os adversários é maior. Daí ele pode conseguir se recuperar para avançar. Uma prova a menos na primeira fase também significa que Talladega deixa de ser a corrida de eliminação na fase seguinte, o que dá uma margem menor pra a sorte. E ter quatro provas na semifinal acaba premiando a regularidade e permitindo que, mesmo quem abandonar alguma, ainda tenha uma alcançar a final.

Enquanto a Nascar não anuncia se haverá alguma novidade em 2015, o novo Chase deixou claro que o mais importante para avançar até a final é ter regularidade. Mas, como Newman mostrou, nada feito se você não tiver velocidade o suficiente para liderar ao menos a última volta da temporada.

Xô, zica

Publicado novembro 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Maro Engel levou a Mercedes ao degrau mais alto do pódio em Macau

Maro Engel levou a Mercedes ao degrau mais alto do pódio em Macau

Maro Engel tinha negócios inacabados com Macau. Piloto da Mercedes e com passagem pelo DTM e pela V8 Supercars, o alemão havia liderado a corrida de carros GT do ano passado, no Circuito da Guia, de forma dominante até sofrer um problema mecânico e ser obrigado a abandonar. Pior para a montadora de Stuttgart, que ainda viu a rival Audi ficar com a taça em nova vitória de Edoardo Mortara, a sexta do italiano desde 2009.

Em 2014, o drama parecia ainda maior. Dessa vez, Mortara era quem tinha o carro mais rápido do grid e, assim, conquistando a pole-position para a prova. O segredo da Audi era um acerto com mais downforce, melhor para o setor da montanha. Nas retas, as Mercedes levariam a melhor, mas a ideia era que o carro das quatro argolas fosse capaz de abrir uma diferença suficiente para evitar os ataques dos rivais.

Ou seja, a pior coisa que poderia acontecer para Mortara e a Audi era ser ultrapassado logo na primeira volta. Se isso acontecesse, dificilmente teria condições de retomar a posição, uma vez que a máquina não teria velocidade suficiente nas retas, e na parte montanhosa não há pontos de ultrapassagem.

Sabendo disso, assim que as luzes verdes foram apagadas, o piloto italiano fez de tudo para manter a ponta. Ao perceber que Earl Bamber, da Porsche, havia tracionado melhor, Edo bloqueou o avanço do neozelandês enquanto rumava para a primeira curva. O único problema é que ele se esqueceu das Mercedes.

Enquanto o italiano fechava a porta do atual campeão da Porsche Supercup, Maro Engel e o companheiro de equipe Renger van der Zande aproveitaram o espaço aberto para pular na frente. A partir daí, a corrida se tornou uma verdadeira disputa entre gato e rato. Os dois carros prateados abriam na reta, mas viam Mortara se aproximar perigosamente no setor mais sinuoso, embora não fosse capaz de tentar uma manobra.

A largada acabou decidindo a corrida

A largada acabou decidindo a corrida

Assim, para que o italiano do DTM mantivesse a sequência de vitórias, ele precisava contar com a sorte. Ou Engel voltaria a enfrentar o pesadelo de uma quebra enquanto estivesse na frente, ou os carros mais lentos do GT asiático – que competem em um regulamento um pouco diferente do GT3 – poderiam atrapalhar o líder o suficiente para lhe tirar velocidade e permitir uma ultrapassagem.

A edição de 2013 da prova, aliás, foi decidida justamente assim. Mortara estava em segundo, mas ainda precisava superar o Porsche de Alexandre Imperatori. O suíço fez de tudo para manter a ponta, mas perdeu momentum ao tentar ultrapassar um retardatário justamente no início das retas e viu o italiano assumir a liderança antes de abrir a última volta.

Dessa vez, Engel realmente teve muitos adversários mais lentos pelo caminho. É verdade que a diferença dele para Van der Zande e para Mortara chegou a cair pele metade, mas nada que o impedisse de receber a bandeira quadriculada e, enfim, acabar com o reinado do italiano no Circuito da Guia.

A quarta colocação ficou com o Audi Laurens Vanthoor, parceiro de Cesar Ramos nas corridas da Blancpain. O brasileiro Augusto Farfus conseguiu levar a BMW à quinta posição após ultrapassar Bamber, mas não sendo capaz de manter o mesmo ritmo dos líderes.

Além da vitória de Engel, o outro destaque da corrida de Macau foi a presença maciça de pilotos reconhecidos mundialmente. Mesmo em um fim de semana com conflito de agenda com o WEC, a prova também teve nomes como o atual campeão do DTM, Marco Wittmann, e Jean-Karl Vernay pilotando um Bentley.

A expectativa da organização da prova é que ano que vem todos os carros estejam dentro do regulamento GT3, aproximando um pouco mais os pilotos do campeonato asiático do resto do grid e também atraindo ainda mais nomes internacionais. Ou seja, vai estar cada vez mais difícil para Mortara tentar recuperar a coroa.

Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos de Macau no fim de semana, assim como das principais categorias do automobilismo mundial.

Lauda 1 x 0 Hunt

Publicado novembro 15, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Um Lauda voltou ao alto do pódio

Um Lauda voltou ao alto do pódio

Não foi só o Mundial de Endurance (WEC) que correu neste fim de semana no Bahrein. Enquanto Toyota, Porsche e Audi faziam os últimos preparativos para encarar a corrida de seis horas de duração, quem ia à pista era o MRF Challenge, campeonato indiano pré-F3, que foi encarregado de fazer a preliminar do evento.

Depois de dois anos reunindo bons pilotos da Europa, Ásia e Estados Unidos, o certame de base ganhou destaque em 2014 ao reeditar a briga entre Niki Lauda e James Hunt na temporada 1976 da F1 e retratada recentemente no filme ‘Rush’. Para isso, os organizadores do campeonato convidaram os filhos dos ex-pilotos de F1, Mathias Lauda e Freddie Hunt, para competirem.

Só que o novo embate vai tendo um resultado um pouco diferente do que aconteceu há quase 40 anos. Se James Hunt conquistou o título da F1 em 1976, desta vez é a família Lauda que vai comemorando. É verdade que Mathias está longe da luta pelo título do MRF, mas o austríaco – com passagens pela F3000, DTM e Nascar Europeia – teve motivos para celebrar neste sábado, dia 15.

Isso porque ele conquistou de ponta a ponta a primeira vitória da carreira no campeonato. Lauda, na verdade, foi beneficiado pela regra do grid invertido. Tendo chegado em sexto na terceira bateria, ele foi promovido à pole-position, tendo o brasileiro Vinicius Papareli largando ao lado. Hunt, por sua vez, alinhou apenas em 14º devido a um acidente na prova anterior.

A partir daí, o filho do agora dirigente da Mercedes não teve problemas para controlar o ritmo. Após as 12 voltas da disputa, ele recebeu a bandeira quadriculada com uma vantagem de 0s6 para o sul-africano Kyle Mitchell. Papareli abandonou enquanto brigava para manter a segunda colocação, enquanto Hunt deixou a disputa ainda na segunda volta, quando já havia ganhado algumas posições.

Mesmo com a derrota – ainda que momentânea – de Hunt, os britânicos têm motivos para comemorar, uma vez que Toby Sowery lidera o campeonato. O irlandês Ryan Cullen vem logo atrás.

Desta vez o MRF Challenge teve apenas Papareli como representante do Brasil. Pedro Cardoso, que havia participado da primeira etapa, ficou de fora. Outra ausência importante no grid foi o badalado jovem russo Nikita Mazepin. A última etapa da temporada está marcada para os dias 24 e 25 de janeiro, em Madras, na Índia.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do MRF Challenge neste fim de semana, assim como das principais categorias do automobilismo mundial.

Capitão América em Macau

Publicado novembro 14, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Gustavo Menezes é o Capitão América em Macau

Gustavo Menezes é o Capitão América em Macau

Você se lembra daquele épico capacete de Sebastian Vettel, no GP dos Estados Unidos, com o escudo do Capitão América no topo? Então veja o layout do americano Gustavo Menezes para o GP de Macau de F3, que está sendo disputado neste fim de semana. Além de ter um carro com as cores do vingador, o piloto levou para o Circuito da Guia um macacão igual ao uniforme do super-herói.

Apesar de o garoto não ter conseguido um bom resultado no GP, o visual ganhou destaque. Afinal, onde mais podemos encontrar um carro com as cores do Capitão América e patrocinado pelo Snapchat andando em altíssima velocidade por uma sinuosa encosta de montanha?

Menezes, aliás, não foi o único piloto em Macau com um esquema de pintura diferente do usado no restante do ano. É comum patrocinadores asiáticos fecharem contrato com as equipes apenas para este fim de semana, aproveitando toda a exposição que o GP tem naquele lado do mundo.

Até o ano passado, quem se aproveitava disso eram os cassinos. No entanto, o governo de Macau tem tentado cada vez mais desassociar a imagem do local com a jogatina e, por isso, proibiu a publicidade de jogos. Só que isso não impediu a chegada de novos patrocinadores à F3, fazendo com que diversos carros tivessem visuais novos.

Abaixo você pode ver todos os novos layouts diferentes, incluindo o do carro de Menezes. As fotos são da F3 Euro e da organização do GP de Macau.

O carro Capitão América

O carro Capitão América

Pelo segundo ano, a Prema imita o icônico layout da Marlboro

Pelo segundo ano seguido, a Prema imita o icônico layout da Marlboro

A Double R trocou o azul pelo preto no carro de Roberto Merhi

A Double R trocou o azul pelo preto no carro de Roberto Merhi

O carro de Max Verstappen tem uma presença ainda maior da Red Bull (se é que isso é possível)

O carro de Max Verstappen tem uma presença ainda maior da Red Bull (se é que isso é possível)

Yu Kanmaru e o sol nascente

Yu Kanmaru e o sol nascente

A Signature está de azul e com sua marca asiática

A Signature está de azul e com sua marca asiática

Felix Rosenqvist de dourado ao invés de laranja

Felix Rosenqvist de dourado ao invés de laranja

Nick Cassidy tem um novo patrocinador

Nick Cassidy tem um novo patrocinador

As cores da Gulf com Jordan King

As cores da Gulf com Jordan King

Felix Serralles com patrocinador chinês

Felix Serralles com patrocinador chinês

Ué, que circuito é esse desenhado ao lado do carro de Markus Pommer? Oh, wait...

Que circuito é esse desenhado ao lado do carro de Markus Pommer? Oh, wait

Agenda da velocidade (33)

Publicado novembro 13, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Macau, só digo isso

Macau, só digo isso

Depois de quase onze meses e milhares de corridas em todo o mundo, chegamos ao fim de semana mais importante do ano. Claro, estou falando do GP de Macau de F3, uma espécie de mundial da modalidade. A prova é disputada todos os anos por jovens pilotos em busca de glória na carreira no desafiador Circuito da Guia, um traçado que mistura retas largas, onde o uso do vácuo é obrigatório, com um sinuoso trecho de montanha. É como sair de Monza e cair em Mônaco em apenas duas ou três curvas.

Campeão da F3 Europeia em 2014, Esteban Ocon é o favorito a ficar com a taça, mas isso não é garantia de título. Pelo contrário, nos últimos anos, ou uma zebra venceu, ou um piloto que não estava entre os mais cotados. Quem quer se aproveitar disso é Max Verstappen, que está fazendo a despedida das categorias de base antes de assumir a vaga de titular da Toro Rosso no ano que vem.

O grid de Macau ainda conta com nomes conhecidos nos certames menores, como Tom Blomqvist, Félix Rosenqvist, Roberto Merhi e Stefano Coletti. Dessa vez, nenhum brasileiro vai participar da prova de F3. O único representante do país na Ásia é Augusto Farfus, que compete na corrida para carros GT.

A prova de gran-turismo, aliás, tem um grid lotado de grandes pilotos. Além do paranaense, entre os inscritos estão Marco Wittmann (campeão do DTM), Laurens Vanthoor (campeão do Blancpain Endurance Series), Earl Bamber (campeão da Porsche Supercup) e Edoardo Mortara (vencedor da prova nos últimos três anos). Isso sem falar em Maro Engel, que liderava a corrida do ano passado, mas foi forçado a abandonar após um problema mecânico na Mercedes.

A outra categoria importante deste fim de semana é a Nascar, que finalmente conhecerá o campeão de 2014, em Homestead-Miami. A regra da decisão é simples. Quem chegar na frente entre Kevin Harvick, Joey Logano, Ryan Newman e Denny Hamlin ficará com a taça. A Nascar Truck Series também poderá coroar Matt Crafton com o segundo caneco seguido.

Entre os demais certames, o WEC está no Bahrein, com Lucas Di Grassi e Fernando Rees como representantes brasileiros, com o MRF Challenge fazendo a preliminar do evento. Enquanto o duelo entre os filhos de Lauda e Hunt continua, Vinícius Papereli é o único piloto do país por lá.

Com Rubens Barrichello na luta pelo título, a Stock Car chega a Salvador para a única etapa em circuito de rua da temporada. Na preliminar, Pedro Piquet anda no Mercedes Challenge, o que pode levar alguém a supor que o filho de Nelsão – já tendo corrido na Porsche Cup na semana passada – busca participar de todas as categorias brasileiras neste ano. Ou algo assim.

Por fim, o WTCC também está em Macau, enquanto a luta pelo título da V8 Supercars esquenta em Phillip Island. Já João Paulo de Oliveira, correndo ao lado de Hironobu Yasuda, precisa descontar sete pontos para James Rossiter, em Motegi, para ficar com a taça do Super GT.

Como vários campeonatos estão terminando, você pode clicar aqui e conferir a Galeria dos campeões do blog. Isto é, um resumo – incluindo o desempenho dos brasileiros – das temporadas que já acabaram, além da pontuação final.

Você já sabe, mas não custa lembrar: conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você voltar ao World of Motorsport, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de verão de Brasília.

A taça da Nascar. Desejo de 4 em cada 4 pilotos do Chase

A taça da Nascar, desejo de 4 em cada 4 pilotos do Chase

Agenda do fim de semana:

Quinta-feira, 13 de novembro:
0h55 – GP de Macau de F3 – treino livre 1
4h45 – GP de Macau de F3 – classificação 1
5h45 – MRF Challenge – Bahrein – treino livre 1
7h15 – MRF Challenge – treino livre 2
9h30 – MRF Challenge – classificação
10h15 – WEC – 6h do Bahrein – treino livre 1
14h30 – WEC – treino livre 2

Sexta-feira, 14 de novembro:
1h10 – GP de Macau de F3 – treino livre 2
3h10 – Taça GT Macau – classificação 1
4h05 – GP de Macau de F3 – classificação 2
5h10 – WTCC – Macau – classificação
7h30 – MRF Challenge – corrida 1
11h10 – MRF Challenge – corrida 2
11h20 – Stock Car – Salvador – treino livre 1
12h00 – WEC – classificação
14h20 – Stock Car – treino livre 2
16h00 – Mercedes Challenge C250 – Salvador – classificação
16h30 – Mercedes Challenge AMG – Salvador – classificação
21h15 – Nascar – Homestead-Miami – classificação
22h50 – V8 Supercars – Phillip Island – classificação 1
23h10 – V8 Supercars – classificação 2
23h18 – Nascar Truck Series – Homestead – corrida - season finale

Sábado, 15 de novembro:
1h30 – V8 Supercars – corrida 1
2h30 – Super GT – Motegi – classificação
2h50 – Taça GT Macau – classificação 2
3h35 – V8 Supercars – corrida 2
3h45 – GP de Macau de F3 – corrida classificatória
4h15 – MRF Challenge – corrida 3
6h15 – MRF Challenge – corrida 4
9h00 – Stock Car – classificação
10h00 – WEC – 6 Horas do Bahrein - corrida
13h35 – Mercedes Challenge AMG – corrida
16h00 – Stock Car – corrida 1
17h10 – Stock Car – corrida 2
19h45 – Nationwide – Homestead – corrida – season finale
23h00 – Taça GT – Macau – corrida

Domingo, 16 de novembro:
0h05 – V8 Supercars – classificação 3
1h15 – WTCC – corrida 1
2h00 – Super GT – corrida – season finale
2h30 – WTCC – corrida 2 – season finale
2h55 – V8 Supercars – corrida 3
5h30 – GP de Macau de F3 – corrida
18h16 – Nascar – corrida – season finale

GP de Macau de F3 2014

Publicado novembro 12, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Uma das coisas mais legais de Macau é o layout da Prema imitando o icônico patrocínio da Marlboro

Uma das coisas mais legais de Macau é o layout da Prema imitando o icônico patrocínio da Marlboro

Antes de a F1 existir, havia diversas corridas mundo afora, chamadas Grand Prix. Quando o Mundial foi criado, em 1950, o calendário nada mais era que a unificação desses GPs em um só campeonato, com o vencedor sendo o piloto que somasse mais pontos. A partir daí, a FIA – que organizava a F1 – trabalhou para restringir o uso do nome Grand Prix. Ou seja, apenas as etapas da F1 oficialmente podem ser chamadas assim.

Claro que nem todo mundo obedece à entidade mundial. A Indy, por exemplo, reviveu o GP de Indianápolis este ano. Aqui no Brasil, a F-Truck disputa o GP Lubrax que passa longe do que eram os Grand Prix da primeira metade do século passado. Apesar disso, há exceções. Poucas corridas são autorizadas pela FIA a serem chamadas de GP mesmo fora da F1. Uma delas é o GP de Macau, que será realizado neste fim de semana.

A corrida no Circuito da Guia está na 61ª edição e desde 1983 é disputada por carros de F3. Durante muitos anos, ela servia como um mundial, já que reunia equipes dos campeonatos europeu, alemão, francês, inglês, italiano e japonês. Mas como a F3 Euro se tornou a principal categoria da modalidade nos últimos anos, hoje a prova de Macau é disputada praticamente pelos mesmos pilotos e equipes da temporada regular europeia, com apenas algumas mudanças pontuais no grid.

Dessa forma, nada mais natural que colocar o campeão da F3 Europeia como favorito para vencer em Macau, certo? Mas aí que está o problema. Apenas uma vez o primeiro colocado no certame continental foi o vencedor do GP asiático. Foi em 2010, quando Edoardo Mortara – um dos maiores especialistas da história no Circuito da Guia – fez a dobradinha.

Desde então, o campeão da F3 vem enfrentando algum problema durante a prova. Ano passado, por exemplo, Raffaele Marciello estava na terceira colocação e tentava se aproximar da luta pela liderança quando rodou na entrada da reta, bateu no muro e deus adeus às chances de título.

Assim, a pressão em 2014 está em Esteban Ocon. Piloto em desenvolvimento da Lotus, o francês ganhou a F3 Europeia com dez vitórias e agora retorna à Macau para tentar acabar com esse tabu. O garoto, porém, terá um trabalho difícil pela frente, uma vez que já se envolveu em um acidente no treino livre desta quinta-feira e ficou apenas com a décima colocação no classificatório.

Max Verstappen pode unificar os títulos do Masters de F3 e de Macau no mesmo ano

Max Verstappen pode unificar os títulos do Masters de F3 e de Macau

Quem está de olho no fracasso do francês é Max Verstappen. Já confirmado na Toro Rosso em 2015, o holandês está fazendo a despedida das categorias de base neste fim de semana e espera conquistar mais um título. Ele já havia ganhado o Masters de F3, em Zandvoort, no meio do ano, e pode ser um dos poucos que unificaram essas duas taças.

O que favorece o neerlandês é o retrospecto. As duas últimas edições do GP foram vencidas por pilotos da Red Bull. Enquanto António Félix da Costa chegou na frente em 2012, Alex Lynn segurou o luso para ganhar no ano passado. É verdade que o britânico ainda não fazia parte da escola rubro-taurina na época, mas foi justamente a conquista no Circuito da Guia que o catapultou para o esquema de Helmut Marko.

E repetir Lynn é o desejo de diversos pilotos. Nomes como Tom Blomqvist, Felix Rosenqvist e Lucas Auer, que já estão há algum tempo militando nas categorias de base, sabem que uma vitória em Macau pode ser a oportunidade da vida de garantir contrato com alguma equipe de F1, montadora ou programa de jovens pilotos.

É por isso que o GP sempre atrai gente de outras categorias. Após testar pela Caterham, Roberto Merhi foi convidado pela Double R para disputar a prova e lutar pela vitória. Stefano Coletti, por sua vez, trocou a GP2 pela F3 pelo segundo ano seguido por um fim de semana para tentar chegar ao degrau mais alto do pódio.

Aliás, o curioso da lista de inscritos deste ano é que ninguém fez o caminho contrário. Isto é, não há pilotos vindos de campeonatos ainda menores – como a F-Renault – de olho em ganhar experiência tanto no Circuito da Guia quanto com o maquinário de F3, já pensando no ano que vem. No ano passado, o próprio Ocon foi um dos destaques da prova ao fechar em décimo, mesmo recém-saído da F-Renault.

Ainda falando na corrida de 2013, a terceira colocação ficou com o brasileiro Pipo Derani, que neste ano se dividiu entre o automobilismo norte-americano e provas de endurance na Europa. Para o 61º GP, nenhum piloto do Brasil está inscrito, embora seja mais uma questão de entressafra que declínio do automobilismo daqui. Só há um alemão – Markus Pommer – inscrito em 2014, mas ninguém vai dizer que o esporte a motor esteja em crise no país europeu.

O único brasileiro que estará por Macau neste fim de semana é Augusto Farfus, mas o paranaense vai defender a BMW na cada vez mais prestigiada corrida de carros de GT.

Você pode clicar aqui para ver a programação para o fim de semana em Macau, assim como todos os resultados.

F4 MSA

Publicado novembro 10, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 4

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A F4 MSA mira grids cheios ao permitir que pilotos de 15 anos corram

A F4 MSA mira grids cheios ao permitir que pilotos de 15 anos corram

Como chamar uma categoria que corre com o regulamento da FIA para a F4 e as corridas acontecem na Inglaterra? Alguém pode responder que a melhor alternativa é ‘F4 Inglesa’, mas a situação não é tão simples assim. O problema e que já existe um campeonato com esse nome, embora o regulamento ainda não seja exatamente o mesmo da FIA.

Assim, a solução adotada pelos britânicos foi chamá-lo de MSA Formula, o que equivaleria a Fórmula CBA para nós brasileiros. É um belo jeito de promover quem está por trás da categoria – a MSA –, mas não deixa claro que tipo de equipamento está sendo usado. Por isso, por enquanto vou adotar aqui no World of Motorsport o nome de F4 MSA para esse novo campeonato e mudo caso algum outro apelido pegue por aqui.

A F4 MSA é um dos diversos certames da modalidade que estreiam em 2015. Além da Inglaterra, a F4 também terá campeonatos na Alemanha, no Japão, na Austrália, no norte da Europa, na China e na Itália.

Falando especificamente do Reino Unido, a categoria entra no lugar da tradicional F-Ford, que fechou as portas no fim de 2014, após alguns anos de grid mirrados e com pilotos veteranos usando-a apenas para serem campeões – principalmente pela experiência –, sem real ambição de um dia chegar à F1 ou até mesmo de fazer carreira fora da ilha da Grã-Bretanha.

A solução da MSA para apagar esse passado e conseguir novas equipes e competidores foi atender uma antiga reivindicação e diminuir a idade mínima para correr na Inglaterra para 15 anos. Com isso, as escuderias entendem que podem convencer os garotos que estão saindo do kart a andar primeiro no Reino Unido antes de seguirem carreira no continente europeu.

A tática deu certo. Nesta segunda-feira, dia 10, a MSA anunciou a lista de equipes para 2015, com diversos nomes conhecidos, além de uma expectativa de 32 carros para o ano que vem. Um desses times é a poderosa Carlin, presente na F3 Euro, GP2 e GP3 e que planeja ter quatro carros. A outra gigante é a Arden, equipe de Christian Horner na GP2 e também em outros certames menores. As demais escuderias garantidas são a Fortec e Double R, também da F3 Euro, Scorpio, vinda da F-Renault Inglesa, e MBM, Falcon, JTR, Richardson e SWB, todas remanescentes da F-Ford. A relação é completada por JHR e Pyro, campeãs da Ginetta Junior e da Copa Clio Inglesa, respectivamente.

Quanto aos pilotos, a diminuição do limite de idade começa a dar resultado. Campeão mundial de kart, Lando Norris – filho de Chuck Norris – anunciou que vai participar da F4 MSA em 2014. O garoto é especulado na Fortec, embora qualquer equipe grande tenha interesse a contar com um campeão mundial. Jack Butel, vindo da F-Renault, é outro que já declarou ter interesse de participar do campeonato.

Mesmo com todo esse interesse, a MSA pode ter um problema em mãos. É que a entidade precisa evitar que o certame se torne uma nova F3 Inglesa, isto é, um torneio em que todo mundo sabe que a Carlin será campeã. Até porque, há um grande abismo em termos de orçamento e estrutura entre os times vindos da GP2 e da F3 e os demais britânicos.

Mas isso não é uma novidade em se tratando de F4. Na Itália, aconteceu a mesma coisa deste ano, com a Prema monopolizando a disputa, e ainda assim a categoria conseguiu atrair bons nomes do esporte a motor. Só que com a popularização da F4 a partir de 2015, esses torneios vão encontrar concorrência na hora de atrair jovens pilotos de olho em uma situação mais justa para desenvolver a carreira.

P.S.: Quando a F3 Inglesa acabou, escrevi que a F4 MSA é o primeiro passo para que um dia a categoria possa voltar. Você pode clicar aqui para relembrar.

O terceiro lugar de Felipe Massa em Interlagos

Publicado novembro 9, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Felipe Massa terminou em terceiro no Brasil

Felipe Massa terminou em terceiro no Brasil

Felipe Massa conquistou um pódio emocionante neste domingo, dia 9, em Interlagos. Depois de se despedir da Ferrari justamente na pista brasileira no ano passado, o piloto retornou ao traçado com a Williams. Fazendo uso do bom motor Mercedes e do equipamento competitivo, chegou em terceiro, mesmo sendo punido por excesso de velocidade no pit-lane e até mesmo errando os boxes da escuderia inglesa.

Esse foi apenas o segundo pódio de Massa no ano – ele já havia sido terceiro em Monza –, mantendo-o na oitava colocação da tabela, com 98 pontos, oito a menos que Jenson Button, o sétimo.

Os números, no entanto, passam a impressão de que a temporada do brasileiro foi pior que a realidade. Ainda mais ao compará-lo ao companheiro de equipe, Valtteri Bottas, o sexto, com 156 pontos e cinco pódios.

Mas Massa tem alguns atenuantes. Enquanto o finlandês praticamente não se envolveu em toques ao longo do campeonato, o brasileiro abandonou três corridas – Austrália, Inglaterra e Alemanha – em primeiras voltas, além do acidente com Sergio Pérez no fim da prova no Canadá. Independentemente de quem foi a culpa nesses lances, Felipe perdeu chances valiosas de pontuar

O piloto da Williams também não foi bem na China, na Espanha, na Bélgica e na Rússia. Começando por Spa-Francorchamps, ele nada pôde fazer ao coletar um detrito que sobrou do acidente de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, o que prejudicou o desempenho do equipamento. Em Xangai, o piloto se enroscou com Fernando Alonso no começo e ainda viu a Williams errar a ordem dos pneus na parada nos boxes.

Em Sochi e em Barcelona, Massa e o time inglês não foram capazes de fazer a estratégia funcionar. Em ambas as provas, eles optaram por fazer uma parada a mais que os adversários diretos, mas o piloto acabou preso no tráfego e não tinha ritmo suficiente para escalar o pelotão e andar rápido por estar com pneus mais novos.

Mas mais importante que o pódio é a evolução mostrada pelo piloto ao longo de 2014

Mas mais importante que o pódio é a evolução mostrada pelo piloto ao longo de 2014

Assim, nas sete primeiras corridas do ano, o brasileiro conseguiu apenas três sétimos lugares, enquanto Bottas impressionou desde a Austrália. É verdade que Massa ainda largou na pole na Áustria, mas o bom desempenho na classificação foi ofuscado pelo início de uma sequência de quatro pódios em cinco corridas por parte do finlandês. E, para piorar, Felipe ainda precisou encarar os já citados abandonos precoces em Silverstone e em Hockenheimring.

Mas a partir daí o brasileiro foi capaz de deixar a má-fase para trás. Desde as férias de verão, Massa entendeu o comportamento dos pneus no carro da Williams e, como ele mesmo disse, precisou “guiar feito uma vovó.” A partir daí, foi só o brasileiro combinar a administração da borracha com o bom equipamento que tinha à disposição para conquistar os resultados.

Desde o GP da Hungria, o piloto obteve os dois terceiros lugares, um quarto, dois quintos e um sétimo, totalizando 68 pontos marcados. No mesmo período, Bottas também teve dois pódios, mas ficou um pouco atrás do parceiro, somando 62.

A comparação com o companheiro, no entanto, é o de menos nesse momento. Peguei um período que favoreceu o brasileiro, mas no ano não há dúvidas de que o desempenho de Bottas foi melhor, como mostram os pódios obtidos e a grande diferença na classificação. Só que a evolução de Massa ao longo da temporada não deve ser descartada. Para quem saiu da Ferrari por não atravessar um bom momento, conseguir se reinventar assim não é pouca coisa.

Você pode clicar aqui para conferir todos os resultados da F1 em Interlagos, assim como tudo o que aconteceu nas principais categorias de automobilismo do mundo neste fim de semana.

Agenda da velocidade (32)

Publicado novembro 7, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A F1 chega a São Paulo neste fim de semana

A F1 chega a São Paulo neste fim de semana

A F1 chega a São Paulo para a penúltima etapa da temporada 2014. Curiosamente, dessa vez o mais importante não está dentro da pista, mas fora dela. Antes mesmo de os carros deixarem os boxes para o primeiro treino livre, já houve revelações de Rubens Barrichello ter negociado com a Caterham para as três últimas etapas deste ano, o anúncio do acordo entre Felipe Nasr e a Sauber, o fim da Marussia e o crowdfunding para levar a Caterham para Abu Dhabi.

Dentro da pista, o resultado de Interlagos pouco importa. Com 24 pontos de vantagem para Nico Rosberg, Lewis Hamilton não pode ser campeão no Brasil, mesmo se vencer na corrida e o rival abandonar. Tudo porque a prova na Yas Marina vale o dobro de pontos, quando 50 estarão em jogo.

Além da F1, outra categoria que está presente em Interlagos é a Porsche Cup brasileira, mais uma vez fazendo a preliminar do GP. Além dos pilotos de sempre, o grid também terá a presença do campeão da F3 Brasil, Pedro Piquet, e do ator-piloto Patrick Dempsey.

Se o resultado da F1 em Interlagos não é muito importante, o mesmo não podemos falar da Nascar. O campeonato norte-americano chega à penúltima etapa da temporada, em Phoenix, com nenhum dos oito pilotos garantidos na decisão em Homestead-Miami. Como Jeff Gordon, Matt Kenseth, Carl Edwards, Brad Keselowski e Kevin Harvick praticamente precisam vencer para evitar a eliminação, isso é certeza de uma prova bastante emocionante e com disputas por posição em cada centímetro da pista. Até porque as últimas brigas – literalmente – nos boxes mostraram que ninguém está disposto a perder.

Para terminar, Gaetano Di Mauro e Enzo Bortoleto começam a luta pelo título de inverno da F4 Inglesa, em um grid enxuto, mas que também conta Harrison Newey, filho do projetista da Red Bull, Adrian Newey. Já João Paulo de Oliveira chega a Suzuka para a última etapa da Super Formula, podendo ficar com a taça. O brasileiro é o segundo na tabela, com 29 pontos, e está apenas quatro atrás de Kazuki Nakajima. São duas corridas no fim de semana, e o vencedor marca oito pontos, enquanto o segundo soma apenas quatro, justamente a diferença que JP precisa.

Como vários campeonatos estão terminando, você pode clicar aqui e conferir a Galeria dos campeões do blog. Isto é, um resumo – incluindo o desempenho dos brasileiros – das temporadas que já acabaram, além da pontuação final.

Você já sabe, mas não custa lembrar: conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você voltar ao World of Motorsport, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de verão de Brasília.

A Nascar é promessa de muita briga na pista

A Nascar é promessa de muita briga na pista

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 7 de novembro:
10h00 – F1 – GP do Brasil – Interlagos – treino livre 1
14h00 – F1 – treino livre 2
21h45 – Nascar – Phoenix – classificação
22h15 – Super Formula – Suzuka – treino livre 1
23h48 – Nascar Truck Series – Phoenix – corrida

Sábado, 8 de novembro:
2h30 – Super Formula – classificação
7h30 – F4 Inglesa Winter Series – Snetterton – classificação 1
9h10 – F4 Inglesa – corrida 1
11h00 – F1 – treino livre 3
12h10 – F4 Inglesa – corrida 2
14h00 – F1 – classificação
16h35 – Porsche Cup brasileira – Interlagos – classificação
19h17 – Nationwide – Phoenix – corrida
23h10 – Super Formula – corrida 1

Domingo, 9 de novembro:
4h00 – Super Formula – corrida 2 – season finale
7h30 – F4 Inglesa – classificação 2
9h10 – F4 Inglesa – corrida 3
9h15 – Porsche Cup brasileira – corrida
12h10 – F4 Inglesa – corrida 4
14h00 – F1 – GP do Brasil – corrida
18h15 – Nascar – corrida


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