André Lotterer na F1

Publicado agosto 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

Tags: , , , , , , , ,
André Lotterer vai correr na Caterham em Spa

André Lotterer vai correr na Caterham em Spa

Quando um grupo formado por investidores árabes e suíços assumiu o comando da Caterham antes do GP da Inglaterra, escrevi aqui no World of Motorsport que Colin Kolles foi chamado para a escuderia para fazer o que sabe de melhor: apagar incêndios.

Só que, para isso, o dirigente nem sempre aplica métodos populares. Ele já começou demitindo parte dos funcionários para diminuir os custos, retirou dos carros os patrocinadores que não contribuíam financeiramente e reformulou o programa de jovens pilotos, trazendo garotos – Nathanael Berthon e Kevin Giovesi – que não são os mais talentosos do mundo.

Outra característica de Kolles é de estar cercado sempre pelas mesmas pessoas. O dirigente, por exemplo, trabalhou com Christijan Albers na Spyker e no WEC e agora o trouxe para ser o novo chefe de equipe da Caterham. Sakon Yamamoto, por sua vez, também passou por Spyker e HRT, sempre no comando de Kolles.

Quem também passou a figurar entre os amigos do romeno foi André Lotterer. Principal figura na renovação da Audi no endurance, o alemão teve justamente com Kolles a primeira oportunidade nas corridas de longa de duração.

Foi em 2009, quando o romeno descolou uma parceria com a própria montadora de Ingolstadt para inscrever dois carros defasados – os megavitoriosos R10 TDI – nas 24 Horas de Le Mans. Naquela época, Lotterer já tinha deixado o automobilismo europeu, tendo sido piloto reserva da Jaguar na F1 e enveredado para o Japão, mas tendo passado também pela Indy e pela A1GP sem sucesso. No oriente, o germânico foi vice-campeão da F-Nippon em 2004 e campeão do SuperGT em 2006, o que acabou garantindo a chance com Kolles.

E em Le Mans, o piloto impressionou. Competindo em dupla com Charles Zwolsman Jr – já que Narain Karthikeyan, o terceiro piloto do trio, acabou vetado pelos médicos por lesionar os ombros –, Lotterer chegou na sétima colocação, tendo guiado mais de 12 horas. O resultado, claro, chamou a atenção da Audi, que o contratou.

Depois disso, o piloto ainda continuou no Japão por mais algumas temporadas, conquistando outro título do SuperGT e um na F-Nippon. Também disputou o WEC, garantindo mais um caneco, e foi três vezes vencedor em Le Mans.

No entanto, apenas ser amigo de Kolles não seria suficiente para arrumar uma vaga na F1, mesmo que por uma etapa. O veredito é que Lotterer também é um piloto melhor que Kamui Kobayashi. O nipônico teve algumas boas corridas pela Sauber e pela Toyota, mas é conhecido por ter um temperamento mais parecido com o de Kimi Raikkonen, ao preferir aproveitar a vida ao invés de desenvolver um carro. Tudo o que uma equipe pequena, em 11º no Mundial de Construtores não precisa.

Como a Caterham deve estrear um pacote de atualizações neste fim de semana, a solução encontrada foi trazer alguém com ampla experiência no automobilismo e que possa ajudar a escuderia a melhorar o carro.

Para isso, ele vai competir em Spa-Francorchamps, pista que conhece desde criança. É que apesar de ser alemão, Lotterer cresceu na Bélgica, a apenas 150 km do tradicional circuito. É nisso que a Caterham e Kolles apostam para este fim de semana. Uma cartada tão surpreendente quanto genial.

Domínio argentino na F4 Sudamericana

Publicado agosto 19, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

Tags: , , , , , , ,
Dessa vez a Argentina usou a experiência e terminou no alto do pódio

Dessa vez a Argentina usou a experiência e terminou no alto do pódio

Depois de um intervalo de longos três meses sem disputa, a F4 Sudamericana voltou às pistas neste fim de semana para a terceira etapa da temporada 2014. Ao contrário das primeiras duas rodadas do ano, dessa vez apenas dois brasileiros viajaram até o Uruguai: Bruno Baptista e Felipe Ortiz. Enzo Bortoleto optou por não competir.

Com isso, o grid em El Pinar também diminuiu. Se oito carros participaram das duas primeiras etapas, dessa vez apenas seis estiveram presente. Na verdade, levando em conta a etapa anterior, somente três pilotos foram os mesmos neste fim de semana: além de Baptista e Ortiz, Nicolás Muraglia também retornou a categoria.

Para a terceira rodada, a F4 teve três novas aquisições. Federico Ensslin voltou após ter participado da etapa de abertura, enquanto Miguel Wholer e Martín Ponte estrearam no certame. Essa reformulação do grid pode ser uma resposta à indefinição quanto ao calendário de 2014.

O problema é que os dois novatos também não fazem exatamente o perfil de um piloto de categoria de base. Enquanto Wholer tem 35 anos e disputa categorias do próprio Uruguai, Ponte tem 29 e uma ampla experiência nos monopostos. Tanto que em 2004 ele foi campeão da extinta F-Renault Norte-Americana – vencendo Marcos Gomes, Katherine Legge, Colin Braun e o saudoso Gustavo Sondermann – e vice do campeonato de inverno da F-Renault dos Estados Unidos.

Desde então, ele tem se dedicado ao Turismo Carretera na Argentina, além de participar regularmente da Formula Enterriana, um campeonato menor de monopostos do país albiceleste. Ou seja, conhecimento em carros de fórmula não era problema para o estreante.

E Ponte fez valer todo o talento ao longo dos anos para dominar a rodada dupla, conquistando duas vitórias. No sábado, o argentino largou na pole-position e venceu de ponta a ponta, enquanto no domingo, saindo da terceira colocação no grid, conseguiu ultrapassar Baptista antes mesmo da primeira curva para triunfar novamente.

Baptista segue com 100% de pódios em 2014

Baptista segue com 100% de pódios em 2014

Para o brasileiro, no entanto, o resultado não foi ruim. Tendo somado um segundo e um terceiro lugares, ele aumentou a vantagem na liderança do campeonato para 106 pontos, contra 93 de Ortiz. Com os dois triunfos, Ponte assumiu a terceira colocação, com 53.

Tendo ido ao pódio em todas as seis corridas disputadas até agora, é claro que Bruno Baptista é favorito a ficar com o campeonato, mas é muito difícil falar em título agora. Em primeiro lugar, ninguém sabe ao certo quantas etapas ainda restam. Mais duas estão garantidas, embora a direção do certame trabalhe para incluir outras três datas.

E, em segundo, resta saber quem vai continuar competindo. Se nas primeiras três etapas de 2014 apenas os dois brasileiros estiveram em todas elas, o que garante que Ponte, Ensslin ou até mesmo os garotos daqui do país vão estar presentes nas provas finais?

Por isso mesmo, para Baptista e Ortiz, o mais importante agora é pensar um pouco menos no campeonato e focar no próprio desempenho. Como eles estão competindo contra pilotos mais velhos e com experiência em diversos certames do mundo, é a chance de ver o que cada um deles tem de positivo e tentar aplicar no próprio trabalho. Isso sem falar em aprender com os erros que os colegas-adversários cometeram ao longo da carreira.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F4 Sudamericana neste fim de semana, assim como das demais principais categorias. A classificação do campeonato está aqui.

Max Verstappen na Toro Rosso

Publicado agosto 18, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

Tags: , , , , , ,
Max Verstappen será piloto da Toro Rosso em 2015

Max Verstappen será piloto da Toro Rosso em 2015

18 de agosto de 2014. Nesta segunda-feira, o mundo da F1 descobriu Max Verstappen. Completando 17 anos de idade no próximo dia 30 de setembro, o holandês anunciou que vai ser companheiro de Daniil Kvyat, na Toro Rosso, na temporada 2015 da principal categoria do automobilismo mundial.

A negociação, na verdade, já havia sido revelada há algumas semanas pela revista italiana ‘Autosprint’. A publicação dizia que o garoto estava sendo disputado entre Mercedes e Red Bull, e o trunfo de Helmut Marko para afastá-lo dos alemães era oferecer uma vaga de titular na Toro Rosso já no próximo ano.

Dito e feito. Verstappen não só foi confirmado como integrante do Red Bull Junior Team, como também garantiu presença na F1. Quando o próximo campeonato começar, em março, o holandês será o piloto mais jovem da história a estrear na categoria, aos 17 anos e mais ou menos 150 dias. O recorde atual ainda pertence a Jaime Alguersuari, que disputou o GP da Hungria de 2009 pela mesma Toro Rosso aos 19 anos e 125 dias.

E é justamente essa diferença de idade que importa. Quando Alguersuari debutou no campeonato, ele já tinha quatro anos e meio de experiência nos monopostos, incluindo o título da F3 Inglesa de 2008 e o vice-campeonato da F-Renault Italiana no ano anterior.

Verstappen, por sua vez, teve uma ascensão meteórica até mesmo para os padrões das ascensões meteóricas. Neste mesmo momento do ano passado, ele ainda estava no kartismo e começava ainda a fazer os primeiros testes de F-Renault. Depois disso, participou da Florida Winter Series, um campeonato de inverno da Ferrari, no começo do ano e estreou na F3 Europeia pela mediana Van Amersfoort. Foram oito vitórias até agora no certame, além do título do Masters de F3, em Zandvoort.

Por causa da pouca experiência, há quem critique um piloto de apenas 17 anos competir na F1. Mas essa é uma polêmica já superada. Foi a mesma ladainha quando Kimi Raikkonen estreou em 2001 vindo da F-Renault Inglesa. Também aconteceu a mesma coisa quando a Toro Rosso trouxe Alguersuari e novamente neste ano com Daniil Kvyat, campeão da GP3 na última temporada.

Todos eles correram direitinho na F1 e, com mais ou menos destaque, conseguiram bons resultados. Evidentemente, o mesmo vai acontecer com Max Verstappen. É natural que ele vá cometer erros como novato – assim como aconteceu neste ano na F3 –, mas nada que faça a FIA mudar de ideia de ter lhe dado a superlicença.

Acho mais provável vê-lo brigando pelo Q3 no GP da Austrália de 2015 que parado em algum muro do circuito de Albert Park ainda no Q1. No restante, ainda é impossível falar o que o futuro reserva ao holandês. Ele ter potencial para ser campeão do mundo e quebrador de recordes é uma coisa, mas resta ver se ele vai se desenvolver o suficiente para isso.

A única certeza é que a promoção de Verstappen complicou a vida dos outros integrantes do Junior Team. Com a Toro Rosso sem vagas no ano que vem, a única chance de Alex Lynn, Pierre Gasly e Carlos Sainz Jr de chegar à F1 em 2015 é por outra equipe. O espanhol, aliás, volta e meia é especulado na Caterham. Pode acontecer.

Pensando um pouco mais adiante, tudo está em aberto. O contrato de Sebastian Vettel com a Red Bull termina no fim de 2015, e o alemão é alvo de Ferrari e da Mercedes. Se ele sair, a tendência é que alguém da Toro Rosso seja promovido para ser companheiro de Daniel Ricciardo. Kvyat está bem cotado para isso, mas será que alguém ainda dúvida da capacidade de Verstappen?

Kimiya Sato é o campeão da AutoGP 2014

Publicado agosto 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

Tags: , , , , , ,
Kimiya Sato é o campeão da AutoGP

Kimiya Sato é o campeão da AutoGP

Ainda estamos praticamente na metade do mês de agosto, mas já tem gente comemorando título em 2014. Por causa do calendário concentrado no primeiro semestre do ano, a AutoGP viu neste domingo, dia 17, Kimiya Sato vencer o campeonato com uma rodada de antecipação, em Nürburgring.

O japonês – que não tem parentesco com Takuma Sato da Indy – conquistou uma vitória e um terceiro lugar na etapa da Alemanha, o suficiente para abrir 50 pontos na classificação e garantir matematicamente a taça, uma vez que apenas 49 estarão em jogo no Estoril.

Só que para terminar como campeão, o nipônico precisou trabalhar duro neste fim de semana. Tudo começou no treino classificatório, realizado na sexta-feira debaixo de forte chuva. Enquanto a sessão acontecia, Sato foi obrigado a ficar parado nos boxes, com a equipe Euronova tentando consertar um problema no freio no equipamento.

Assim, o piloto só conseguiu ir à pista nos instantes finais da atividade. Mas, para piorar, ele acabou rodando e sequer marcou tempo. Dessa forma, o japonês foi obrigado a largar da última colocação na primeira bateria. Só que isso não o impediu de reagir. Fazendo uma boa corrida de recuperação, ele já ocupava a quarta colocação – atrás de Kevin Giovesi, Tamás Pal Kiss e Markus Pommer – antes do pit-stop obrigatório.

A reação, no entanto, sofreu um baque quando o nipônico acabou punido por não ter respeitado uma bandeira amarela. Aliás, Giovesi e Pommer também foram penalizados pelo mesmo motivo. Com os três principais rivais fora da briga, Pal Kiss cruzou a linha de chegada na frente e pôde celebrar a vitória.

A comemoração do húngaro, porém, não durou muito tempo. A direção de prova anunciou que ele também foi punido por não respeitar as bandeiras amarelas, o que fez Sato herdar a vitória após largar em último.

No domingo, o japonês teve um dia um pouco mais tranquilo. Mesmo em uma bateria marcada pela regra do grid invertido, o piloto conseguiu terminar em terceiro, atrás de Pal Kiss – que enfim venceu oficialmente – e de Pommer. Sato também marcou a volta mais rápida da prova, o que lhe garantiu os 50 pontos de vantagem na tabela e o título antecipado da AutoGP.

O nipônico deu uma de Scott Dixon e venceu após largar em último

O nipônico deu uma de Scott Dixon e venceu após largar em último

Bem na verdade, o japonês foi o piloto dominante em toda a temporada, e o caneco acabou mais do que merecido. O asiático venceu seis corridas, marcou uma pole e foi o autor da melhor volta em sete das 14 baterias disputadas até aqui.

Aliás, o nipônico participou de apenas 12, já que acabou ficando de fora da rodada de Monza devido a um conflito de data com o calendário da GP2, categoria na qual ele também compete.

E se há alguma desconfiança acerca do desempenho dele é justamente a campanha na GP2. Estreando na categoria neste ano pela Campos, ele disputou seis das sete etapas – ficou de fora da rodada da Alemanha por um conflito de datas com a AutoGP –, ainda não pontuou e tem o 14º lugar em Mônaco como melhor resultado.

Como são categorias bem diferentes, e os novatos costumam ter problemas de adaptação na GP2, pode ser que os resultados de 2014 não façam justiça o talento do japonês. Ou seja, a partir de agora, sem a Auto GP, ele já pode focar na melhora também no outro campeonato.

Sato chegou a testar o carro da Sauber no ano passado, mas uma promoção à F1 parece distante. O único campeão da AutoGP a ter conseguido chegar à categoria principal foi Romain Grosjean, que usou o certame italiano como o primeiro passo para recuperar a carreira depois de ser dispensado pela Renault. Kevin Ceccon, Adrian Quaife-Hobbs e Vittorio Ghirelli foram os outros campeões da categoria.

Agenda da velocidade (20)

Publicado agosto 15, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

Tags: , , , , , , , , , , , ,
Infelizmente, quase metade do grid da F3 Inglesa em Thruxton está nesta foto

Infelizmente, quase metade do grid da F3 Inglesa em Thruxton está nesta foto

Com as férias de verão no hemisfério norte chegando ao fim e a volta às aulas marcada para esta segunda-feira, diversas categorias estão aproveitando este fim de semana para irem à pista e tentar se aproveitar de uma fatia desse público desocupado.

O grande destaque, no entanto, não está na Europa. Com um calendário mais enxuto em 2014, a Indy visita Milwaukee para a primeira das três corridas que vão definir o campeão dessa temporada. Ano passado, essa prova teve Ryan Hunter-Reay, Helio Castroneves e Will Power no pódio, justamente os três – ao lado de Simon Pagenaud – que estão na briga pelo caneco.

Além disso, a Pro Mazda – apenas com Nicolas Costa de brasileiro – e a Indy Lights, de Luiz Razia, também estarão no tradicional oval de uma milha.

Para terminar o que acontece nos Estados Unidos, a Nascar corre em Michigan, enquanto a Nationwide estará em Mid-Ohio. Essa é uma pista que geralmente não tem muitas emoções nas provas da Indy, mas no turismo até que rende boas disputas, até devido ao contato entre os carros.

Falando ainda em categorias de turismo, o DTM, de Augusto Farfus, compete em Nürburgring, com Marco Wittmann dominando a temporada 2014. A F3 Euro mais uma vez faz a preliminar com Max Verstappen sendo o nome a ser batido justamente na semana em que assinou para fazer parte do Red Bull Junior Team.

Não muito longe dali, a F4 Inglesa – com Gaetano Di Mauro e Gustavo Lima – visita Silverstone, enquanto a F3 Inglesa, servida de um péssimo grid de apenas cinco carros, viaja a Thruxton, em um dos traçados mais perigosos e desafiadores dos Reino Unido.

Para terminar as categorias de base, a F4 Sudamericana – lembra dela? – volta depois de um hiato de mais de três para a etapa de El Pinar. Novamente, apenas seis carros vão participar da etapa, com os brasileiros Bruno Baptista e Felipe Ortiz na luta pelo campeonato. Já o Vicar Tour estará em Cascavel, a Paul Ricard brasileira, com mais duas corridas da Stock Car e uma do Brasileiro de Turismo.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

A F4 Sudamericana está de volta. Lembra dela?

A F4 Sudamericana está de volta. Lembra dela?

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 15 de agosto:
7h25 – F3 Europeia – Nürburgring – treino livre 1
8h10 – F3 Europeia – treino livre 2
13h15 – F3 Europeia – classificação 1
15h30 – Stock Car – Cascavel – treino livre 1
17h40 – Nascar – Michigan – classificação
17h50 – F4 Sudamericana – El Pinar – treino livre 1

Sábado, 16 de agosto:
3h00 – DTM – Nürburgring – treino livre 1
5h10 – DTM – treino livre 2
6h10 – F3 Inglesa – Thruxton – classificação
6h35 – F4 Inglesa – Silverstone – classificação
6h40 – F3 Europeia – corrida 1
8h45 – DTM – classificação
9h20 – Stock Car – treino livre 2
9h40 – F4 Sudamericana – treino livre 2
10h15 – Pro Mazda – Milwaukee – treino livre 1
10h35 – F4 Inglesa – corrida 1
11h00 – Indy Lights – Milwaukee – treino livre 1
11h05 – F3 Inglesa – corrida 1
12h00 – Indy – Milwaukee – treino livre 1
12h10 – F4 Sudamericana – classificação
13h00 – Brasileiro de Turismo – Cascavel – classificação
13h15 – Pro Mazda – treino livre 2
13h35 – F3 Europeia – classificação 2 e 3 – adiadas para domingo
13h49 – Nascar Truck Series – Michigan – corrida
14h00 – Stock Car – classificação
14h30 – Indy Lights – treino livre 2
15h30 – Indy – treino livre 2
15h35 – F4 Sudamericana – corrida 1
16h03 – Nationwide – Mid-Ohio – corrida
16h45 – Pro Mazda – classificação
18h05 – Indy Lights – classificação
19h00 – Indy – classificação
20h30 – Pro Mazda – corrida

Domingo, 17 de agosto:
3h10 – F3 Europeia – classificação 2
3h10 – F3 Europeia - classificação 3
6h00 – F3 Europeia – corrida 2
6h20 – F4 Inglesa – corrida 2
8h30 – F3 Inglesa – corrida 2
8h33 – DTM – corrida
9h15 – Brasileiro de Turismo – corrida
10h25 – F3 Europeia – corrida 3
11h00 – Stock Car – corrida 1
11h00 – F4 Sudamericana – corrida 2
11h05 – F4 Inglesa – corrida 3
11h50 – F3 Inglesa – corrida 2
12h13 – Stock Car – corrida 2
14h00 – Indy Lights – corrida
14h16 – Nascar – corrida
16h45 – Indy – corrida

Este post estará fixado na home durante todo o fim de semana. Para ler os demais textos, basta descer um pouco.

O futuro de Pietro Fittipaldi

Publicado agosto 14, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

Tags: , , , , ,
O bom desempenho de Pietro Fittipaldi chamou a atenção do avô

O bom desempenho de Pietro Fittipaldi chamou a atenção do avô

O bom desempenho de Pietro Fittipaldi em 2014 chamou a atenção do avô, Emerson. Com seis vitórias em oito corridas na atual temporada da F-Renault Inglesa – sendo as últimas cinco consecutivas –, já está na hora de o piloto brasileiro sonhar com voos mais altos no esporte a motor.

Enquanto o garoto também disputa algumas etapas da F-Renault Alps, Emerson Fittipaldi deu uma entrevista – você pode clicar aqui pra lê-la – e disse que o neto deve chegar à F1 em dois ou três anos devido ao bom desempenho até agora.

Nem sempre o que é dito nessas entrevistas precisa ser levado ao pé da letra. Dois ou três anos acabam sendo apenas uma previsão. Se o garoto precisar de mais tempo para se desenvolver, não muda muito o que o bicampeão da F1 disse.

Mas essa não deixa de ser uma expectativa otimista. Para se chegar à F1 em duas ou três temporadas, Pietro precisaria disputar a F-Renault Eurocup ou a F3 por um ou dois campeonatos e pular para World Series para mais um ou dois anos. O tempo em cada uma dessas categorias, claro, seria determinado pelos resultados obtidos.

Além disso, a efeito de comparação, Sergio Pérez passou sete temporadas em campeonatos menores antes de entrar na F1 pela Sauber. Ele estreou nos monopostos em 2004, na escola de pilotagem da Skip Barber, e depois ficou dois anos na F-BMW, outros dois na F3 Inglesa e mais dois na GP2.

Esteban Gutiérrez, outro do programa de pilotos de Carlos Slim, teve uma carreira um pouco mais curta. O mexicano levou seis temporadas para chegar à F1. Foram dois anos de F-BMW, um de F3, outro na GP3 e mais dois na GP2.

Se Pietro Fittipaldi levar os três anos previstos pelo avô, ele então terá cinco temporadas ao todo nos monopostos quando debutar na F1. Seria, portanto, mais rápido que os colegas mexicanos. Mas se contar também os dois anos na Nascar, aí o número de campeonatos no esporte a motor chegaria a sete.

O que pode acabar sendo mais importante que esses números é se a resposta de Emerson teve endereço. Quer dizer, caso o bicampeão saiba de algo, mas não tenha dado mais detalhes. Foi isso o que aconteceu há alguns anos, quando ele disse que Pietro ia correr na Inglaterra pela então recém-criada F4.

Na época, muita gente nem sabia que esse campeonato ia ser lançado. O garoto não só trocou a Nascar por ele como também conquistou uma vitória.

A primeira vitória de Pedro Cardoso nos monopostos

Publicado agosto 13, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

Tags: , , , ,
Pedro Cardoso competiu com o número 43 pra variar

Pedro Cardoso competiu com o número 43 pra variar

Um dos pilotos mais badalados da novíssima geração do automobilismo brasileiro, Pedro Cardoso fez a estreia nos monopostos neste último fim de semana. O garoto de apenas 15 anos de idade foi a grande novidade da F-Junior, que começou em Brasília a chamada Copa Brasil, uma série de três etapas realizadas fora do Rio Grande do Sul como uma forma de expandir a categoria.

Para Cardoso, essa também era a chance de se recuperar após um início não tão bom no automobilismo. É que desde o começo do ano o brasiliense estava participando da Ginetta Junior, na Inglaterra, onde viveu de altos e baixos. Em dez corridas, o garoto conquistou dois oitavos e um nono lugares como melhor resultados.

Em Brasília, esse desempenho irregular começou a dar as caras logo no sábado. Pedro marcou o segundo melhor tempo no treino classificatório, ficando atrás apenas do companheiro de equipe Rodrigo Elger, que está no segundo ano na categoria. O problema é que o drama começou aí.

Antes de alinhar para a primeira bateria, o equipamento do estreante sofreu com uma falha mecânica, o que o impediria de correr. Cardoso, assim, foi obrigado a trocar de carro no último minuto e precisou da ajuda de integrantes de diversas outras equipes para deixar o novo bólido pronto a tempo, com os pneus, banco e sensores antigos.

Largando dos boxes, o brasiliense até tentou fazer uma corrida de recuperação, mas a reação acabou não sendo o suficiente, e ele foi obrigado a se contentar com o quinto lugar. A vitória ficou com Matheus Rouver, outro veterano da F-Junior.

Sem contar com os mesmos problemas na segunda bateria, o brasiliense fez o que se esperava: venceu com uma vantagem de 1s4 para Franco Pasquale, mais um no segundo ano da categoria. Lucas Koll completou o pódio.

Após o primeiro triunfo desde que deixou o kartismo, Cardoso está confirmado para participar das três etapas restantes do campeonato. A próxima está marcada para o dia 28 de setembro, em Riviera, no Uruguai.

O pódio do domingo com o brasiliense no meio

O pódio do domingo com o brasiliense no meio

Para concluir, essa aparição de certa forma surpreendente do garoto na F-Junior acabou sendo boa para todo mundo. Para Pedro, porque foi uma excelente oportunidade de entrar em um campeonato não tão concorrido e conquistar um bom resultado para, de certa forma, justificar toda a expectativa depositada nele desde o kartismo após os altos e baixos na Inglaterra.

E também para o próprio certame. Se levar em conta que Cardoso, Giuliano Raucci, Sergio Sette Câmara e Vitor Baptista podem ser considerados alguns dos principais nomes dessa nova geração, dois deles acabaram indo para a F3 Brasil (Sette Câmara e Baptista), outro está testando na F4 Sudamericana (Raucci) e o campeonato gaúcho conseguiu garantir o último.

É o que eles precisavam para tentar deixar os grids mirrados para trás. Agora, na hora de apresentar o campeonato a garotos e garotas interessados, eles podem falar algo como “conseguimos atrair um dos grandes talentos do kart, somos uma boa escola, venha você também para cá.”

Max Verstappen no Red Bull Junior Team

Publicado agosto 12, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1, Fórmula 3

Tags: , , , , , ,
Max Verstappen é o novo piloto da Red Bull

Max Verstappen é o novo piloto da Red Bull

A F1 está nas férias de verão, mas isso não quer dizer que o noticiário tenha sossegado. Pelo contrário, enquanto as principais estrelas do grid não devem esquentar o mercado de pilotos até meados do ano que vem, a Red Bull se mexeu e assinou com o nome mais badalado das categorias de base: Max Verstappen.

Com apenas 16 anos de idade e tendo feito a transição do kartismo para os monopostos em 2014, o holandês era alvo de disputa entre os rubro-taurinos e a Mercedes e agora fará parte do Junior Team ao lado de Alex Lynn, Pierre Gasly e Carlos Sainz Jr.

O curioso é que a Mercedes aparecia como favorita em um primeiro momento por causa do mau momento dos motores Renault na F1 e da saída de Adrian Newey da Red Bull. No entanto, nada disso acabou pesando para o neerlandês, que optou por um programa de desenvolvimento mais estável.

É que enquanto a Mercedes tem um melhor carro em 2014, a chance de fazer carreira na Red Bull é melhor. Além da equipe principal, os austríacos contam com a Toro Rosso e, na última semana, já havia a especulação que Helmut Marko teria oferecido uma vaga de titular na equipe italiana para Verstappen já no próximo campeonato.

Isso ainda não está confirmado. De qualquer forma, estreando em 2015, 2016 ou 2017, dentro da Red Bull ele tem a chance de progredir até a equipe principal. Se o holandês superar os companheiros de equipe, não tem motivos para que não alcance uma vaga no time de Milton Keynes. Caso a escolha fosse a Mercedes, corria o risco de ficar para sempre nos times satélites – como Williams, Force India e Lotus –, se a montadora alemã continuasse contratando grandes estrelas.

O garoto já testou em um carro da World Series

O garoto já testou com um carro da World Series

Para a Red Bull, a assinatura da Verstappen também é importante. Eles venceram. Assinaram com a maior promessa que surgiu no automobilismo nos últimos anos e garantiram alguém que tem ao menos o potencial de se tornar um novo Sebastian Vettel.

Mas a contratação do holandês também significa a consolidação de uma mudança de posição no Junior Team. Levando em conta os quatro pilotos de Red Bull e Toro Rosso, todos já contavam com o apoio da fabricante de energéticos quando competiram na F-Renault ou na F-BMW. Enquanto Vettel e Daniil Kvyat já tinham o patrocínio ao sair do kart, Daniel Ricciardo foi recrutado em 2008, depois de surpreender na primeira temporada na Europa – ele corria na Ásia –, e Jean-Éric Vergne entrou junto com o australiano, mas era o então campeão da categoria que hoje é a F4 Francesa.

Só que desde o fim do ano passado os rubro-taurinos passaram a trabalhar com garotos com um pouco mais de experiência, até mesmo como uma forma de evitar tantas demissões. Para isso, eles mantiveram Sainz – outro com suporte desde o kart – e trouxeram Lynn e Gasly. O britânico já tinha dois anos de F3 nas costas, enquanto o francês é o atual campeão da F-Renault Eurocup.

Os três pilotos, claro, já formavam um plantel respeitável. Mas agora contam com a concorrência interna de Verstappen. Se Vettel, Ricciardo, Kvyat e Vergne ganharam fama quando já estavam no guarda-chuva da Red Bull, o holandês acabou sendo a primeira contratação mais badalada do programa nos últimos anos.

E consequentemente isso complica a ascensão para a F1. Vergne está ameaçado há algum tempo, mas isso significa apenas uma vaga para quatro pilotos. Os outros três, bom, não é por acaso que Sainz já tem falado com a Caterham há algum tempo…

P.S.: tá certo que o anúncio de Max Verstappen no Red Bull Junior Team aconteceu apenas nesta terça-feira, mas repare neste boné que o garoto estava usando em 2011… suspeito, muito suspeito.

 

5 times nas 2 e nas 4 rodas

Publicado agosto 11, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

Tags: , , , , , , ,
Se Marc Márquez decidir se arriscar nas quatro rodas, ele tem 5 boas opções dentro da própria Motovelocidade

Se Marc Márquez decidir se arriscar nas quatro rodas, ele tem 5 boas opções dentro da própria Motovelocidade

Com as principais categorias do automobilismo mundial de folga, quem aproveitou o último fim de semana para emplacar foi a MotoGP. Correndo no tradicional circuito de Indianápolis, a categoria viu uma boa batalha entre Valentino Rossi e Marc Márquez, com o espanhol levando a melhor e conquistando a décima vitória em dez provas em 2014.

Sempre que vejo Márquez invicto, fico pensando o que ele pode fazer da carreira. Quer dizer, que tipo de motivação um garoto de 21 anos poderá ter caso conquiste o bicampeonato tendo vencido todas as provas? Não faço a menor ideia. Se fosse comigo, deixaria a modalidade com a sensação de ‘zerei o jogo’ e ia fazer outra coisa da vida.

O bom é que, se Márquez seguir minha ideia, ele nem vai precisar deixar o círculo da MotoGP. Listo aqui no World of Motorsport cinco equipes que participam do Mundial de Motovelocidade, mas também se aventuram no mundo das quatro rodas. Aí é só o espanhol escolher uma delas e mudar de modalidade.

mahindra psd

5) Mahindra

Os indianos estrearam na Motovelocidade ainda em 2011, na extinta divisão 125cc. Apesar disso, o equipamento não era lá muita coisa e não permitia que os pilotos brigassem por top-10. Na verdade, a situação do time só melhorou com a contratação de Miguel Oliveira, dois anos mais tarde. Com o luso em uma das máquinas, a fábrica asiática já garantiu dois pódios e uma pole-position e passou a figurar na parte de cima da tabela.

O desempenho é um pouco melhor no Campeonato Italiano de Velocidade, a outra categoria em que a montadora está presente. Contando com os jovens Andrea Locatelli e Michael Rinaldi, o time fez a dobradinha na temporada 2013 na mesma divisão Moto3.

Já nas quatro rodas, a fábrica anunciou no fim do ano passado a participação na temporada inaugural da F-E. Sendo uma das dez equipes selecionadas, a esquadra vai refazer a dupla Bruno Senna e Karun Chandhok e contará com o apoio da Carlin na tentativa de levantar a taça.

Caterham psd

4) Caterham

É verdade que a equipe de Tony Fernandes deixou a F1 no meio da atual temporada, mas isso não quer dizer o fim das atividades no esporte a motor. Neste ano, a escuderia malaia disputa a temporada completa da Moto2 com o americano Josh Herrin e o veterano francês Johann Zarco.

E é justamente o europeu que está levando a melhor até agora. Com direito a um pódio na Catalunha, ele ocupa a décima colocação na tabela, enquanto o companheiro – que já ficou de fora de duas corridas devido a uma lesão – ainda não pontuou.

No automobilismo, a Caterham continua com uma equipe na GP2, além de estar presente em diversas categorias amadoras da Inglaterra. A montadora também patrocinou um carro nas duas últimas edições das 24 Horas de Le Mans, mas isso pode não acontecer em 2015 por causa da saída de Fernandes da F1.

monlau psd

3) Monlau

Caso Márquez realmente queira fazer a transição para as quatro rodas, ele poderá escolher uma velha conhecida para isso: a escuderia espanhola Monlau Competición. O atual líder da MotoGP se juntou ao time em 2004, quando tinha apenas 11 anos, e seguiu com eles até 2012, quando conquistou o título da Moto2.

Sem Márquez, a equipe de Emilio Alzamora passou a se dedicar novamente apenas à Moto3 e a campeonatos da própria Espanha. Com o patrocínio da cerveja Estrella Galicia 0,0, o time inscreve máquinas para Álex Rins e Álex Marquez – irmão mais novo de Marc – e já conquistou duas vitórias na atual temporada.

Nos carros, a escuderia participa da renovada Seat León Eurocup. A categoria retornou em 2014 após um hiato de quatro anos e estreou um novo bólido feito pela fabricante ibérica. Contando com os espanhóis Fran Rueda – vindo da F4 Francesa –, Jaume Font e Alex Carbonell, o time já conquistou um pódio – graças ao terceiro lugar de Rueda em Nürburgring – e ocupa a oitava colocação na tabela de pontos.

pons psd

2) Pons

Conhecida por ter sido a escuderia de Alexandre Barros entre 1999 e 2002, quando o brasileiro estava no auge da carreira, a Pons tem um longo histórico no esporte a motor. Tudo começou em 1992, quando Sito Pons criou um time na então 500cc para Álex Crivillé. Sempre contando com o apoio da Honda, foram 16 vitórias até 2005, quando o dirigente resolveu deixar a categoria após perder o patrocínio da Camel, naquela proibição a marcas de cigarro.

Mas isso não significou que a escuderia fechou as portas. É que desde 2004 ela tinha ampliado para as quatro rodas, disputando a World Series by Renault. E quem diria que logo no ano de estreia ela conseguiria a taça de campeão com Heikki Kovalainen?

Após dois anos longe do motociclismo, a Pons retornou em 2008, mas disputando apenas as 125cc. Agora ela se dedica apenas à Moto2, sendo inclusive a atual campeã da categoria, com Pol Espargaró.

Aliás, vale um detalhe curioso. Quando Espargaró garantiu a taça do ano passado, ele pediu a Sito Pons para testar um dos carros da World Series como prêmio. O dirigente, claro, concordou. Mas o que era para ser uma comemoração acabou doendo no bolso. Isso porque o espanhol bateu o equipamento, destruindo-o por completo.

marcvds

1) Marc VDS

Atual líder da Moto2, a escuderia de Marc van der Straten tem uma longa história nas corridas de GT. O time surgiu em campeonatos da própria Bélgica antes de descolar uma parceria com a Ford para participar do FIA GT. Foram cinco vitórias no certame antes de passar a correr no Blancpain Endurance Series, já com o apoio da BMW, contabilizando outros cinco triunfos e se consolidando em uma das principais forças da modalidade.

Em 2014, porém, os planos mudaram. A Marc VDS participa apenas do campeonato alemão de endurance – o VLN – e dá apoio a uma das equipes da Nascar Europeia.

Nas motos, a situação é melhor. Com Tito Rabat e Mika Kallio, os belgas são o time a ser batido na Moto2, tendo conquistado sete vitórias em dez provas em 2014 e ocupando os dois primeiros lugares na tabela de pontos. Agora só resta saber se Van der Straten está disposto a seguir Sito Pons e deixar um eventual campeão nas duas rodas testar uma das BMW…

Resposta na pista

Publicado agosto 10, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

Tags: , , , , ,
O duelo entre Allmendinger e Ambrose aconteceu principalmente nas relargadas

O duelo entre Allmendinger e Ambrose aconteceu principalmente nas relargadas

A 22ª etapa da temporada 2014 da Nascar, em Watkins Glen, ganhou contornos mais dramáticos do que precisava. Tudo por causa do acidente fatal de um piloto de apenas 20 anos de idade, que foi acertado pelo carro de Tony Stewart num oval de terra na noite do sábado.

A Nascar, que não tinha nada a ver com a fatídica prova, acordou no domingo precisando lidar com a crise. E a solução talvez tenha vindo mais rápido do que o esperado. Como Stewart decidiu não participar da corrida da Sprint Cup, o bicampeão conseguiu tirar as atenções do acidente de todos que estavam em Watkins Glen.

É verdade que uma vez ou outra Regan Smith – que entrara no carro de número 14 de últoma hora – aparecia na televisão, mas fora isso o foco acabou sendo a corrida em si.

E dentro da pista a Nascar conseguiu dar a melhor resposta possível ao episódio. Isso porque, com as novas regras, os pilotos especialistas em circuitos mistos sabiam que essa era a grande chance que tinham para ir ao Chase. Dessa forma, Marcos Ambrose e A.J. Allmendinger disputaram a vitória na parte final da prova com diversas disputas lado a lado, pequenos toques e indefinição até a bandeira quadriculada.

O resultado só ficou claro no começo da última volta. Na prorrogação, Allmendinger tracionou melhor que Ambrose e conseguiu manter a ponta até a saída da Bus Stop. Na curva seguinte, no entanto, o piloto acabou espalhando, permitindo que o australiano fizesse a passagem.

A.J., porém, não desistiu e conseguiu emparelhar antes da curva 6. Como quem não queria perder a vitória, o americano não deu espaço para que o adversário mantivesse a trajetória e saiu lançado para abrir a última volta. Ambrose ainda foi ameaçado por Kurt Busch, o que permitiu a Allmendinger seguir com certa tranquilidade rumo à bandeira quadriculada.

Foi a primeira vitória do piloto na Nascar

Foi a primeira vitória do piloto na Nascar

Não é nem preciso dizer como o resultado foi importante. Esse foi o primeiro triunfo tanto da equipe JTG-D na Sprint Cup quanto de Allmendinger, que de quebra está praticamente assegurado no Chase. Essa também foi a volta por cima do americano, pego no antidoping em 2012 e que desde então tenta voltar a se firmar na carreira.

Se esse triunfo pode significar o começo de uma nova fase para o americano, isso ainda não dá para dizer. Mas certamente ele veio num momento importante do campeonato. Curiosamente, desde o quinto lugar obtido em Talladega – o melhor da temporada até então –, A.J. não conseguiu emplacar uma boa prova. Nas últimas 11 etapas, o melhor resultado tinha sido dois 18º lugares – em New Hampshire e em Daytona – e com direito a quatro corridas terminando após o 30º posto.

Ah, um último detalhe curioso. Apesar da má fase de Allmendinger antes de Watkins Glen, este fim de semana também tinha sido marcado pelo anúncio da renovação de contrato do principal patrocinador da JTG-D. E não é que a recompensa não demorou a acontecer para eles?

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Nascar, assim como das principais categorias que foram à pista neste fim de semana.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 126 outros seguidores