Nova varrida de Pietro Fittipaldi

Publicado setembro 1, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Pietro Fittipaldi segue vencendo na F-Renault Inglesa

Pietro Fittipaldi segue vencendo na F-Renault Inglesa

Pietro Fittipaldi segue imbatível na F-Renault Inglesa. Com mais três vitórias conquistadas neste fim de semana em Snetterton, o brasileiro chegou a oito triunfos consecutivos e se colocou em uma boa posição para garantir o título do certame, faltando apenas mais duas etapas a serem disputadas.

A rodada de Snetterton, na verdade, acabou sendo um resumo do que já havia acontecido no restante do ano. Pietro mais uma vez não conseguiu aproveitar na classificação o bom desempenho já mostrado e só garantiu a pole-position para a terceira bateria. Nas outras duas provas, o piloto da MGR ficou com o terceiro tempo, largando atrás dos britânicos Alex Gill e Piers Hickin.

Só que partir fora da pole não tem sido exatamente um problema para Fittipaldi em 2014. Em boa parte das vitórias até aqui, o brasileiro fez boas largadas e conseguiu assumir a primeira colocação antes mesmo da primeira curva.

Ou seja, para evitar um novo triunfo de Pietro, Gill e Hickin precisavam tentar algo novo. E isso quase deu certo na primeira corrida, disputada no sábado. Os dois britânicos mantiveram as primeiras posições no apagar das luzes, enquanto Fittipaldi continuou com o terceiro posto. No entanto, pouco tempo depois, a direção de prova anunciou que os dois europeus estavam punidos por queimar a largada, fazendo com que o brasileiro herdasse a ponta.

Sem os principais adversários, o neto de Emerson Fittipaldi cruzou a linha de chegada com 9s de vantagem para o companheiro de equipe Tarun Reddy.

A largada da segunda bateria aconteceu sem nenhum problema. Todos os competidores tracionaram na hora certa, e Pietro conseguiu pular de terceiro para primeiro, beneficiado pelo carro parado do pole Gill. Hickin até tentou dar o troco no brasileiro, mas viu Pietro cruzar a linha de chegada com 7s de vantagem.

Depois de dominar as duas primeiras baterias, teoricamente Fittipaldi teria vida mais fácil na terceira corrida, já que dessa vez largaria na posição de honra, certo? Mas não foi isso o que aconteceu. Embora tenha liderado de ponta a ponta, o líder do campeonato recebeu a bandeira quadriculada pela oitava vez seguida com uma vantagem de apenas 0s547 para Gill.

Com esses resultados, Pietro disparou ainda mais na liderança do campeonato, com 338 pontos. Matteo Ferrer, também da equipe MGR, tem 268, enquanto Gill soma 262. Faltam duas etapas para o fim da temporada – Croft, nos dias 21 e 22 de setembro e Silverstone, no fim de semana seguinte – e o vencedor de cada corrida marca 30 pontos.

O regulamento da F-Renault, no entanto, determina que cada competidor descarte o pior fim de semana da temporada, por isso ainda é cedo para falar das chances de título do brasileiro já na próxima etapa.

E, para não ser repetitivo, vou apenas deixar aqui o link para outro texto aqui do World of Motorsport, no qual digo que os resultados de Pietro Fittipaldi na F-Renault Alps são mais importantes que essa sequência imbatível de vitórias no campeonato inglês.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F-Renault em Snetterton, assim como das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

Will Power é o campeão da Indy 2014

Publicado agosto 31, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Indy

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Wil Power é o campeão da Indy

Wil Power é o campeão da Indy

Uma coisa para se admirar em Will Power é a ética de trabalho. Lembro quando fui escalado para cobrir a etapa brasileira da Indy pelo Grande Prêmio, o site em que eu trabalhava na época. Embora os treinos começassem apenas no sábado, a gente ia para a pista do Anhembi a partir da quinta-feira para começar as primeiras matérias.

No geral, era um dia geralmente parado. Os pilotos costumavam apenas dar uma rápida passada pelo circuito e depois ficavam à disposição dos eventos dos patrocinadores. Mas não Will Power. O australiano passava a tarde na garagem da Penske, acompanhando a montagem do equipamento. Qual o resultado disso? Três vitórias em quatro corridas no Brasil.

Só que, em 2014, Power se afastou dessa postura meticulosa e se envolveu em diversas polêmicas. Logo na abertura do campeonato, o australiano resolveu frear mais cedo quando puxava a fila em uma relargada e quase provocou um acidente envolvendo a maioria dos demais competidores. Não houve punição.

A má fase continuou em Long Beach. O piloto da Penske tocou em Simon Pagenaud, fazendo com que o francês deixasse a briga pela vitória. Assim como em São Petersburgo, não houve nenhuma sanção, o que fez as demais equipes da categoria cobrarem um maior rigor quanto às ações do australiano, ainda mais após as lambanças no fim do ano passado.

Daí veio o GP de Indianápolis e o início de uma sequência de cinco punições em oito provas. No circuito misto de Indy, o piloto da Penske recebeu um drive-through por atropelar um equipamento de outra equipe durante a parada nos boxes. Duas semanas depois, nas 500 Milhas, Power novamente foi penalizado, dessa vez por excesso de velocidade no pit-lane.

O piloto ainda foi punido por tirar Justin Wilson, Josef Newgarden e Graham Rahal da segunda bateria de Detroit, voltou a ser multado por ultrapassar o limite de velocidade dos boxes no Texas e perdeu a chance de lutar pelo pódio em Pocono ao bloquear o companheiro de equipe Helio Castroneves em uma luta por posição.

As punições de WIll Power

As punições de Will Power

Como resultado dessas infrações, Power viu Castroneves empatar na tabela de pontos. Era difícil defender o australiano na luta interna da Penske pelo título.

Só que aí o piloto sossegou. É verdade que foram apenas dois pódios na fase final do campeonato, graças ao terceiro lugar na bateria complementar de Toronto e a vitória no oval de Milwaukee. Mas foi um período longe das punições, em que Power pôde capitalizar os pontos em uma boa sequência de top-10.

E quis a ironia do automobilismo que a o campeonato fosse decidido justamente por uma punição. Não do australiano, mas de Castroneves. Na noite deste sábado, dia 30, em Auto Club, o brasileiro foi flagrado por excesso de velocidade na última parada nos boxes e acabou terminando apenas em 14º.

Power perdeu rendimento nas voltas finais, mas já não tinha mais o principal rival na luta pelo título. Com isso, o australiano terminou em nono e conquistou o título da Indy em 2014.

Em um campeonato no qual nenhum piloto conseguiu ser constante do começo ao fim, Power fez valer o bom desempenho nas corridas iniciais e a recuperação após a sequência de punições. Foi o suficiente para um título mais do que merecido, ainda mais pelas derrotas de partir o coração nas últimas temporadas.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Indy no fim de semana, assim como das principais categorias do automobilismo.

Gaetano Di Mauro vence na F4 Inglesa

Publicado agosto 30, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Gaetano Di Mauro é o terceiro brasileiro a vencer em Brands Hatch na F4

Gaetano Di Mauro é o terceiro brasileiro a vencer em Brands Hatch na F4

Brands Hatch certamente é um lugar especial para os brasileiros na F4 Inglesa. Foi lá onde Pietro Fittipaldi conquistou a primeira vitória de um estrangeiro no certame e onde Gustavo Lima celebrou o primeiro triunfo da carreira no automobilismo internacional. Neste sábado, dia 30, foi a vez de outro piloto do país comemorar por lá.

Em um circuito de difícil ultrapassagem, Gaetano Di Mauro fez valer a pole-position conquistada para a sexta etapa da temporada 2014 e triunfou pela primeira vez nos monopostos ao segurar Struan Moore e Arjun Maini, da forte escuderia Lanam, até a bandeirada. O resultado também marca a primeira conquista da equipe brasileira Petroball.

A vitória de Gaetano acabou coroando a evolução que ele já vinha mostrando em 2014. Considerado como uma das boas promessas do kartismo, o brasileiro teve um começo difícil na estreia na Inglaterra. Tanto que nas primeiras sete corridas da temporada da F4, o piloto só havia chegado uma vez no top-10, graças ao nono lugar obtido na terceira bateria da primeira rodada de Brands Hatch, disputada em maio.

De lá para cá, aos poucos Di Mauro foi melhorando. Tendo sempre o melhor rendimento na última bateria dos fins de semana, o piloto chegou em quinto em Snetterton e em sexto em Oulton Park.

No entanto, ainda faltava um resultado que o colocasse entre os principais pilotos da categoria. E ele veio há duas semanas, em Silverstone. Na segunda corrida daquela etapa, o brasileiro apostou em largar com pneus para pista seca em um asfalto ainda molhado. Como a pista foi secando, a tática deu resultado, e Gaetano rapidamente avançou do 11º para o segundo lugar em oito voltas.

No último giro, ele colou em Sennan Felding na luta pela liderança e até mesmo conseguiu assumir a ponta por alguns metros. O britânico, entretanto, deu o troco e cruzou a linha de chegada com uma vantagem de apenas 0s157.

Agora, no retorno da categoria em Brands Hatch, nada deu errado. Gaetano largou na frente, não se intimidou com a pressão dos adversários e recebeu a bandeira quadriculada com uma diferença de 0s647 para Moore.

Há dois aspectos que contribuíram para a evolução do brasileiro em 2014. O primeiro é voltar a circuitos que ele já conhece. Tanto Silverstone quanto Brands Hatch já tinham sediado outras etapas da temporada, por isso a adaptação foi mais rápida, e ele pôde pensar em um bom resultado desde o primeiro momento.

O outro é ter um pouco mais de continuidade na. Além da F4, Gaetano já disputou em 2014 corridas da F3 Brasil e do Mercedes Challenge, além de algumas provas do kartismo no começo do ano. Como ele acabou forçado a se dedicar apenas aos monopostos ao menos neste momento devido à proibição de pilotos ‘profissionais’ no Mercedes, ele não precisa mais ter que se dividir entre as diversas modalidades.

Com a vitória deste sábado, Gaetano pulou para a oitava colocação na tabela, com 198 pontos. O líder é George Russell, com 328. Mais duas corridas serão disputadas neste domingo. Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F4 Inglesa neste fim de semana, bem como das demais principais categorias do automobilismo mundial.

Agenda da velocidade (22)

Publicado agosto 29, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A Indy chegou ao fim de semana da decisão

A Indy chegou ao fim de semana da decisão

Quando a Indy anunciou o compacto calendário da temporada 2014, o mais estranho seria acompanhar um campeonato que terminaria em agosto. A ideia da categoria fazia todo o sentido. Com mais corridas em poucos meses, o certame conseguiria ganhar momentum tanto dentro das pistas quanto com os fãs, além de evitar a concorrência da audiência com a NFL.

Só que agora chegamos ao fim de agosto e, enquanto Helio Castroneves, Will Power e Simon Pagenaud lutam pela taça, estamos a sete meses do início da nova temporada. E olha que na Indy nem tem um draft para esse período sem atividades. Assim, o que fazer nesse tempo todo até o começo do próximo campeonato? Ler o World of Motorsport, é claro, e ficar sabendo o que acontece nas principais categorias do mundo.

A Indy, obviamente, não é o único certame neste fim de semana. Com as principais categorias europeias de folga, a base é quem ganha destaque. E, você sabe, se Max Verstappen foi do kart à F1 em um ano, vai saber onde os outros jovens pilotos vão parar em 2015.

Na pista, serão três brasileiros. Gustavo Lima volta ao palco da primeira vitoria na F4 Inglesa, em Brands Hatch, enquanto Gaetano Di Mauro segue em plena evolução no mesmo certame após o segundo lugar obtido na última rodada. Quem também estará na tradicional pista é a F3 Inglesa, mas com apenas sete competidores.

O outro piloto do país é Pietro Fittipaldi. O brasileiro corre na F-Renault Inglesa, em Snettetton, vai defender uma invencibilidade que já dura cinco corridas e tenta deixar a conquista do título de 2014 bem encaminhada, enquanto também se prepara para focar apenas na transição para os certames europeus. Não muito longe dali, em Nurburgring, é a vez da Adac Masters e da F3 Alemã voltarem à ação após as férias de verão. Já em Most, na República Tcheca, corre a F-Renault NEC.

No Brasil, o Vicar Tour retorna à Curitiba com Rubens Barrichello na luta pelo título da Stock Car e Guilherme fazendo do Brasileiro de Turismo as Salas de visitas. A Nascar, por fim, estará em Atlanta, enquanto a Truck Series atravessa a fronteira canadense para competir em Mosport.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Gaetano Di Mauro segue em evolução no automobilismo inglês

Gaetano Di Mauro segue em evolução no automobilismo inglês

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 29 de agosto:
5h20 – Adac Masters – Nurburgring – treino livre
8h15 – F3 Alemã – Nurburgring – treino livre
10h35 – Adac Masters – classificação
14h00 – Indy – Auto Club – treino livre 1
15h30 – Stock Car – Curitiba – treino livre 1
18h15 – Indy – classificação
20h10 – Nascar – Atlanta – classificação
22h15 – Indy – treino livre 2

Sábado, 30 de agosto:
3h30 – F3 Alemã – classificação
5h00 – F-Renault Inglesa – Snetterton – classificação 1
5h30 – F4 Inglesa – Brands Hatch – treino livre
5h50 – Adac Masters – corrida 1
6h50 – F-Renault NEC – Most – classificação
7h10 – F3 Inglesa – Brands Hatch – treino livre
8h10 – F-Renault Inglesa – classificação 2
9h20 – F3 Alemã – corrida 1
9h30 – F4 Inglesa – classificação
9h35 – F-Renault NEC – corrida 1
10h10 – Stock Car – treino livre 2
10h30 – F3 Inglesa – classificação
11h40 – F4 Inglesa – corrida 1
11h40 – Adac Masters – corrida 2
12h30 – BR de Turismo – Curitiba – classificação
12h30 – F-Renault Inglesa – corrida 1
13h10 – F3 Inglesa – corrida 1
15h00 – Stock Car- classificação
16h35 – BR de Turismo – corrida 1
20h46 – Nationwide – Atlanta – corrida
23h20 – Indy – corrida – season finale

Domingo, 31 de agosto:
4h30 – F-Renault NEC – corrida 2
5h55 – F3 Alemã – corrida 2
6h55 – F3 Inglesa – corrida 2
8h05 – F4 Inglesa – corrida 2
8h20 – F-Renault Inglesa – corrida 2
8h35 – Adac Masters – corrida 3
9h15 – BR de Turismo – corrida 2
10h15 – F3 Alemã – corrida 3
11h00 – Stock Car – corrida 1
11h10 – F-Renault NEC – corrida 3 – cancelada pela chuva
11h20 – F4 Inglesa – corrida 3
11h40 – F-Renault Inglesa – corrida 3
12h13 – Stock Car – corrida 2
12h35 – F3 Inglesa – corrida 3
14h51 – Nascar Truck Series – Mosport – corrida
20h46 – Nascar – corrida

Treinos da F-Renault Alps em Mugello

Publicado agosto 27, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Charles Leclerc foi o mais rápido na Itália na F-Renault

Charles Leclerc foi o mais rápido na Itália na F-Renault

É verdade que a F-Renault Alps está vivendo longos dois meses de férias de verão. Mas isso não significa que os pilotos foram obrigados a ficar todo esse tempo longe dos carros. É que nos dias 26 e 27 de agosto, nesta terça e quarta-feira, a categoria se reuniu em Mugello, sede da penúltima etapa do campeonato, para dois dias de testes coletivos.

As atividades mais uma vez foram organizadas pela empresa Marzi Sports, o que permitiu a times de outras categorias estarem presentes. Fora o grid da F-Renault, quatro carros da Euroformula Open e um da F4 Italiana também deram voltas no traçado italiano.

E quem levou a melhor foi justamente o equipamento da DAV na Euroformula. A equipe não divulgou que piloto estava em qual bólido, mas um dos competidores foi Leonardo Pulcini, que disputada a F4 Italiana e teve a primeira oportunidade em uma máquina de F3. Além do italiano, a esquadra inscreve carros regulamente para Henrique Baptista e Gerardo Nieto.

O principal adversário da DAV foi Christopher Höher, da BVM. O austríaco, no entanto, não conseguiu fazer frente aos adversários e fechou apenas com a quarta melhor marca na Itália.

Indo direto à F-Renault Alps, o melhor tempo ficou com Charles Leclerc, da Fortec. Depois de conquistar duas vitórias na etapa passada, em Monza, o monegasco dominou os treinos e foi quase 1s mais rápido que o restante do grid. O garoto da Fortec liderou duas das quatro sessões de pista, sendo superado por Alessio Rovera, na primeira manhã de atividade, e por George Russell, na última ida à pista.

Aliás, foi com o tempo obtido na quarta à tarde que o britânico conseguiu o sexto lugar na tabela. Depois de ficar de fora da categoria em Monza devido a um problema de saúde, Russell tenta acabar com um jejum de pódios que já dura desde a etapa do Red Bull Ring, disputada em maio. Para isso, o garoto conta com o bom desempenho da equipe Koiranen e da boa fase na F4 Inglesa, categoria que também disputa e é líder.

A sétima posição foi de Matevos Isaakyan. O russo, que perdeu a vice-liderança do campeonato para Leclerc em Monza, mais uma vez se colocou na parte da frente da tabela de tempos, mas em momento algum conseguiu ser páreo para o monegasco.

Martin Kodric, no segundo carro da Fortec, foi o oitavo. O croata, que teve uma difícil adaptação aos monopostos, tem começado a andar bem, principalmente pelo tempo extra de pista, uma vez que disputa tanto a F-Renault Alps quanto a Norte-Europeia. Prova disso é que ele ficou em segundo entre os carros da modalidade em Mugello em metade das sessões.

Rovera, que pode ficar de fora da próxima etapa da categoria devido a problemas financeiros, foi o nono ao tomar parte apenas dos treinos da terça-feira. A décima colocação ficou com o estreante Paul Hökfelt Jr, vindo da F4 Francesa. O novato andou pela Tech 1, o que pode ser uma prévia do que vai acontecer em 2015.

George Russelll tenta dar a volta por cima na temporada

George Russelll tenta dar a volta por cima na temporada

O suíço, aliás, não foi a única novidade do grid. A própria esquadra ainda deu oportunidades para Bryan Elpitiya – também da F4 Francesa – e para o kartista Julien Falchero. Já a Fortec teve o irlandês Charlie Eastwood – que compete na F4 Inglesa – em um dos carros.

Quem também teve novidades foi a Cram, que testou o brasileiro Vitor Baptista, atual líder da divisão Light da F3 Brasil. O paulista teve o 13º lugar na última sessão como melhor resultado, mas acabou caindo para 19º na soma dos tempos. Baptista já havia andado com a escuderia italiana na pré-temporada, mas optou por correr no Brasil em 2014.

O país, aliás, ainda teve mais dois pilotos em Mugello. Competindo pela MGR, Pietro Fittipaldi foi presença constante no top-10, mas caiu para 14º no combinado, uma vez que não conseguiu ter um bom desempenho na manhã de quarta, justamente quando as condições da pista estavam melhores.

Já Thiago Vivacqua chegou a andar em 16º na última sessão, mas fechou apenas em 23º na soma dos tempos.

A F-Renault Alps agora não tem muito tempo para avaliar os resultados da atividade, uma vez que a etapa de Mugello está marcada para os dias 6 e 7 de setembro. Vale lembrar que o grid nesta semana esteve desfalcado do líder do campeonato, Nyck de Vries, que também disputa a F-Renault Eurocup e por isso não pode participar dos testes coletivos. (clique na tabela para ampliar, se necessário).

Confira os tempos dos treinos em Mugello:

tempos mugello

O sabadão da GP2

Publicado agosto 25, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: GP2

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Felipe Nasr e Jolyon Palmer tiveram um bom duelo na Hungria

Felipe Nasr e Jolyon Palmer tiveram um bom duelo na Hungria

Já faz algum tempo que as disputas de posição na GP2 são alvo de polêmicas. Sem contar com os mesmos artifícios da F1, os jovens pilotos são obrigados a superar os rivais da forma antiga, obviamente também mais complicada. Para completar essas manobras, os garotos passaram a adotar uma nova tática: fazer uma trajetória mais aberta nas curvas, não deixando qualquer espaço para os adversários.

Não se trata de evitar que um rival tenha a melhor trajetória ou mover o carro para bloquear a ultrapassagem. É ir até o fim da curva, confiando que o outro piloto vá tirar o pé ou fará uso da área de escape para evitar uma batida.

Como os comissários da GP2 – e de outras categorias – não estão punindo esse tipo de ação, alguns garotos chegam à F1 com esse vício. Um bom exemplo é Kevin Magnussen. Tendo feito carreira na World Series by Renault, o dinamarquês foi penalizado no GP da Bélgica ao bloquear Fernando Alonso em uma tentativa de ultrapassagem, obrigando o espanhol a tirar o pé para que não houvesse o contato. Como resultado, o estreante teve 20s acrescidos ao tempo de prova e acabou caindo para fora da zona de pontos.

Nas categorias menores, alguns pilotos também já estão reclamando dessa postura. Lutando pela taça de 2014, Felipe Nasr não gostou da maneira como foi ultrapassado na Hungria pelo líder do campeonato, Jolyon Palmer. Após superar o inglês na Bélgica, o brasileiro disse que ao menos ele é capaz de ganhar posições de uma forma limpa.

Apesar de Nasr ter vencido na Bélgica, o inglês segue na ponta da tabela

Apesar de Nasr ter vencido na Bélgica, o inglês segue na ponta da tabela

O problema para Nasr é que, se quiser ser campeão, vai precisar mais do que boas ultrapassagens em cima do rival. Com 32 pontos de déficit na tabela, o reserva da Williams já disse que o segredo para o título é vencer corridas. Em Spa, Nasr de fato ganhou a prova curta, mas não foi além do quarto lugar na bateria principal.

E esse tem sido o ponto fraco do brasileiro. Em oito etapas disputadas até agora, Nasr chegou seis vezes atrás de Palmer aos sábados. Além de Spa-Fracorchamps, apenas no Red Bull Ring (onde venceu) o piloto da Carlin levou vantagem. Por isso que o britânico tem uma boa diferença na tabela, mesmo tendo a metade das vitórias do rival.

A chave do desempenho de Palmer também não é nenhum segredo. O inglês faz uso o bom acerto do carro da Dams em ritmo de classificação. Em 2014, o piloto já conseguiu três poles e esteve na primeira fila na maior parte das provs. Nasr, por sua vez, não foi além do 11º lugar na classificação na Bélgica e também precisou fazer uma corrida de recuperação para fechar nos pontos em Mônaco.

Faltando três etapas para o fim da temporada, não é exatamente necessário que o brasileiro mude de postura e passe a focar nos sábados para ficar com o título. Na última etapa, mesmo saindo da sexta fila e vencendo no domingo, ele conseguiu tirar 11 pontos. Como a diferença é de 32, é tempo mais do que suficiente para assumir a ponta se mantiver o mesmo desempenho.

Mas que a chave do título pode estar nos sábados, isso ela está.

Mercado de pilotos da F1 2015 – parte 2

Publicado agosto 23, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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A Toro Rosso já escolheu quem vai ocupar os carros em 2015. Agora falta definir todo o resto da equipe

A Toro Rosso já escolheu quem vai ocupar os carros em 2015. Agora falta definir todo o resto da equipe

Nesta segunda parte do mercado de pilotos da F1, a Toro Rosso saiu na frente e já garantiu Max Verstappen e Daniil Kvyat para 2015. A contratação do holandês, aliás, acabou sendo a grande movimentação do verão europeu, uma vez que provavelmente tenha envolvido a vaga na equipe de Faenza como trunfo para afastar o garoto da Mercedes.

Já os demais times menores ficam no eterno dilema envolvendo talento e dinheiro, o que pode levar as discussões para os últimos momentos da pré-temporada.

Toro Rosso
Max Verstappen e Daniil Kvyat

O desempenho da Toro Rosso em 2014 não tem sido bom. A equipe até mostrou potencial ao colocar os dois carros no Q3 do GP da Austrália e ter pontuado tanto com JEV quanto com Kvyat na abertura do campeonato, mas desde então a coisa parece ter desandado, e a dupla se envolveu em diversos incidentes.

Com toda a cúpula do time reclamando do rendimento, a saída de Vergne era certeza. A surpresa foi a contratação de Max Verstappen, de 16 anos. Talvez o holandês não fosse a melhor escolha neste momento, mas era a única opção que a Red Bull tinha para afastá-lo da Mercedes. Deu certo.

Com os dois pilotos já decididos, a expectativa é de mudanças dentro do departamento de engenharia e, quem sabe, um investimento maior por parte da Red Bull.

Lotus
Romain Grosjean e Pastor Maldonado

A Lotus já confirmou a renovação de Pastor Maldonado e o dinheiro da PDVSA para o ano que vem. O problema agora é definir quem será o parceiro do venezuelano. O contrato de Grosjean acaba neste ano, e o francês está livre para negociar com outro time. A McLaren aparece como favorita devido à ligação do piloto com Eric Boullier, desde o tempo em que ambos estavam na Dams, nas categorias menores.

Se Grosjean realmente sair, quem aparece com alguma chance é o malaio Jazeman Jaafar. Apoiado pela Petronas, o asiático teria sido a condição da empresa petroleira para apoiar financeiramente a troca de propulsores do time de Enstone da Renault para a Mercedes.

Quem também pode pintar na escuderia é Esteban Ocon. Líder da F3 Europeia, o francês é apoiado pela Genii – dona da Lotus – desde o início da carreira. Como a Mercedes também está interessada no garoto, a mudança de propulsores pode ser o empurrão que faltava para que ele entre na F1. Se Max Verstappen estará na categoria em 2015, por que ele não pode?

Marussia
Jules Bianchi e Max Chilton

A Marussia é outro time que só deve definir os pilotos depois do fim do campeonato. Com o bom desempenho de Bianchi após ter pontuado em Mônaco, o francês pode garantir uma promoção para a Ferrari – caso Raikkonen caia fora – ou ao menos para algum time da metade do grid, como a Sauber.

Mas como a concorrência na equipe suíça é grande, não é difícil que Bianchi fique na Marussia por um terceiro ano. O companheiro de equipe pode ser Max Chilton ou qualquer um que pague mais que ele. Alexander Rossi recentemente assinou para ser reserva da escuderia, embora não tenha o orçamento necessário para ser titular e Jolyon Palmer, atual líder da GP2, também é especulado.

Você sabe, quando o carro aparece pintado com as cores do patrocinador é porque tem coisa...

Você sabe, quando o carro aparece pintado com as cores do patrocinador é porque tem coisa…

Sauber
Adrian Sutil e Esteban Gutiérrez

O péssimo ano da Sauber, que não marcou pontos até agora, pode custar a cabeça dos dois pilotos para 2015. E candidatos não faltam para isso. O time tem uma longa lista de reservas – Simona de Silvestro, Giedo van der Garde e Sergey Sirotkin – e pode escolher qualquer um para ser titular.

Neste momento, Simona é apontada como favorita e pode se tornar a primeira mulher a competir em um GP em mais de duas décadas. Sirotkin vem tendo um ano de altos e baixos na World Series by Renault, ocupando a quinta colocação na tabela e já tendo vencido uma vez, enquanto Van der Garde conta com a experiência de já ter sido titular de outra escuderia na F1. Todos eles também são impulsionados por bons patrocinadores pessoais.

Além disso, por causa do vínculo com a Ferrari, não é impossível que Bianchi ganhe a promoção. De qualquer forma, a menos que a Sauber tenha uma reação impressionante nesta segunda metade da temporada, muito possivelmente as vagas para o ano que vem sejam definidas pela melhor relação dinheiro/desempenho dos candidatos.

Caterham
Marcus Ericsson e André Lotterer

Eu realmente gostaria de ver Lotterer efetivado na Caterham para 2015. Na verdade, ele merece um carro melhor por tudo o que já fez na carreira, mas correr com o time malaio também seria uma boa oportunidade. Só que duvido que a Audi vá liberá-lo – mesmo apenas para as etapas em que não haja conflito de datas com o WEC – ou a Caterham esteja disposta a pagar o preço para tirá-lo de Ingolstadt.

Conhecendo Colin Kolles, as vagas para 2014 estão indefinidas e devem ser preenchidas por uma combinação de dinheiro dos candidatos e chances para velhos conhecidos do dirigente, como Sakon Yamamoto, Giorgio Mondini, Narain Karthikeyan e Adrian Sutil… que coincidentemente deverá estar no mercado.

Para ver a primeira parte do mercado de pilotos da F1 2015 basta clicar aqui.

Mercado de pilotos da F1 2015

Publicado agosto 22, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Será que o inferno astral nas duas últimas etapas é o suficiente para tirar Lewis Hamilton da Mercedes?

Será que o inferno astral nas duas últimas etapas é o suficiente para tirar Lewis Hamilton da Mercedes?

O mercado de pilotos para a temporada 2015 da F1 não está muito agitado. Com as principais estrelas do esporte tendo vínculo com as equipes até o fim do ano que vem, a menos que haja alguma contratação bombástica, a tendência é que tudo continue como está. Enquanto isso, os times menores já estão se movimentando e próximos de definir as novas duplas.

Por isso, confira aqui no World of Motorsport nos próximos dois dias um resumo de todo os rumores que já apareceram e das negociações em curso na F1.

Mercedes
Lewis Hamilton e Nico Rosberg

Favorita ao título da F1 em 2014, a Mercedes não deve ter mudanças para a próxima temporada. Há uma conversa de que a Honda está interessada em levar Hamilton de volta para a McLaren no ano que vem, principalmente com o inglês tendo enfrentado corridas bastante tumultuadas nas últimas etapas.

Tanto na Alemanha quanto na Hungria, o campeão de 2008 foi obrigado a largar do fim do grid e, na última prova, ainda recebeu uma bisonha ordem de equipe para deixar Rosberg passar.

Apesar disso, a única chance de Hamilton sair da Mercedes é acreditar que o motor da Honda lhe dará uma chance melhor de vencer títulos. Como ninguém sabe o real desempenho do propulsor, é mais provável que ele fique em Brackley até o fim do contrato, ao término da próxima temporada e veja o real potencial do equipamento nipônico, antes de cogitar mudar de casa.

Enquanto isso, o que a Mercedes precisa evitar é começar a perder engenheiros para as outras equipes visto o domínio no atual campeonato.

Red Bull
Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo

A Red Bull é outra equipe que só em caso de emergência vai mudar a dupla de pilotos para 2015. Sebastian Vettel tem contrato até o fim do próximo ano e ficará livre da esquadra de Milton Keynes no mesmo momento em que Hamilton, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen também estarão disponíveis. Ou seja, quente mesmo vai ser o mercado de pilotos para 2016, quando as grandes escuderias poderão se reforçar com os principais nomes da modalidade. Por enquanto, tudo continua como está.

A grande perda para a Red Bull a partir do próximo campeonato será Adrian Newey. O projetista vai assumir apenas uma função apenas de consultor e se dedicar a outros trabalhos. Os rubro-taurinos já anunciaram que não vão indicar um substituto e vão dividir o trabalho entre os diversos setores de engenharia.

A Red Bull muito provavelmente segue com Vettel e Ricciardo

A Red Bull muito provavelmente segue com Vettel e Ricciardo

Ferrari
Fernando Alonso e Kimi Raikkonen

Eu diria que existe 99% de chance de a Ferrari manter os dois campeões do mundo para o próximo campeonato. Mas isso não quer dizer que a escuderia italiana esteja longe do mundo dos boatos. De acordo com o jornalista inglês Joe Saward, Alonso tem uma cláusula que o libera do último ano de contrato – em 2015 – se a equipe não estiver nos três primeiros lugares do Mundial de Construtores.

A chave aqui é saber o prazo dessa cláusula. Com o segundo lugar obtido pelo espanhol em Hungaroring, a equipe retomou o terceiro posto no Mundial, o que pode ter segurado Alonso por mais um ano. Como a Williams é favorita aos GPs da Itália e da Bélgica, essa situação pode novamente mudar. Mas talvez aí já seja tarde demais para algum time abrir negociações com o veterano…

Ao mesmo tempo, algumas reportagens apontaram o asturiano pedindo 30 milhões de euros para renovar o contrato por mais três temporadas com a escuderia de Maranello. O piloto, porém, nega.

Raikkonen, por sua vez, vem fazendo um campeonato medíocre, tendo somado apenas 27 pontos até agora. Por isso, volta e meia é especulado fora da Ferrari para a promoção de Jules Bianchi ou a contratação de alguém promissor, como Nico Hulkenberg. O finlandês já disse que pretende cumprir o contrato até o fim, e a equipe italiana precisaria novamente pagar uma boa multa se quiser dispensá-lo.

Williams
Felipe Massa e Valtteri Bottas

Chefe da escuderia inglesa, Claire Williams já afirmou que tem a intenção de manter a dupla de pilotos para o próximo ano. Apesar de ter se envolvido em quatro acidentes em 2014, Felipe Massa vem fazendo um bom campeonato e não deve ter a vaga ameaçada, a menos que o time precise arrumar um dinheiro que o brasileiro não tenha como trazer.

Valorizado pelos três pódios obtidos, Bottas é especulado como alvo da Mercedes, afinal foi Toto Wolff que bancou a efetivação do finlandês na Williams, na época que o alemão era sócio da equipe. A McLaren também está de olho no nórdico como uma alternativa mais barata a Alonso e Hamilton para o próximo ano.

Felipe Nasr atualmente ocupa a posição de reserva no time e só deve ter condições de fazer o pulo para titular caso Massa ou Bottas deixem Grove, o que não deve acontecer neste momento. Apesar disso, o brasileiro disse que o empresário, Steven Robertson, está em negociações com todas as equipes com vagas disponíveis, sem dar maiores detalhes. Para isso, o brasileiro conta com o bom desempenho na GP2 e o apoio financeiro do Banco do Brasil.

Felipe Massa está praticamente seguro na Williams

Felipe Massa está praticamente seguro na Williams

Force India
Nico Hulkenberg e Sergio Pérez

A equipe de Vijay Mallya tipicamente é uma das últimas a anunciar a dupla de pilotos. Por isso, ainda deve demorar para que eles entrem – e saiam – do mercado.

Tendo pontuado em todas as corridas até abandonar na Hungria, Hulkenberg é sempre especulado em um time maior, embora neste momento a melhor opção pareça ser cumprir o segundo ano de contrato com o time asiático. Como o mercado de pilotos deve ferver para 2016, ele poderá ser uma boa opção para os times grandes.

Além disso, Hulk nunca passou duas temporadas na mesma esquadra. Um pouco de continuidade talvez seja o necessário para que ele conquiste o primeiro pódio da carreira. O germânico é o piloto que mais marcou pontos na história da F1 sem chegar no top-3.

Pérez, por sua vez, também tem contrato com a Force India e conseguiu um pódio logo na terceira prova com o time, no Bahrein. Mas como o mexicano tem apenas 29 pontos até agora e é dono de um temperamento difícil, se alguém oferecer mais dinheiro que ele, então não é impossível que Vijay Mallya considere uma mudança de pilotos.

McLaren
Jenson Button e Kevin Magnussen

Se eu fosse apostar, diria que a McLaren vai manter a mesma dupla para 2015. Jenson Button tem experiência de ter trabalhado com a Honda, já foi campeão mundial e pode dar o feedback necessário tanto para a equipe quanto para a fornecedora de motores desenvolverem o equipamento.

Magnussen, por sua vez, está estreando na F1 neste ano, já conseguiu um pódio, mas vem tendo um campeonato de altos e baixos, ocupando apenas a décima colocação na tabela.

Como a McLaren não anda bem há alguns anos e a Honda quer brigar pelas primeiras colocações na próxima temporada, os dois pilotos estão ameaçados, ainda mais com nomes como Hamilton, Alonso, Bottas e Romain Grosjean sendo especulados no time.

A grande questão aqui é se a McLaren vai ser capaz de atrair algum desses nomes apenas pagando muito dinheiro e sem a certeza comprovada de que o equipamento Honda será competitivo. Por isso, o próximo campeonato deve servir para os nipônicos mostrarem do que são capazes e, sendo assim, as maiores mudanças deverão vir apenas para 2016.

Para ver a segunda parte do mercado de pilotos da F1 2015 basta clicar aqui.

Agenda da velocidade (21)

Publicado agosto 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A F1 está de volta neste fim de semana!

A F1 está de volta neste fim de semana!

Passadas as férias de verão da F1, finalmente teremos um fim de semana cheio no esporte a motor. Enquanto a principal categoria do mundo visita Spa-Francorchamps para o GP da Bélgica – onde Kimi Raikkonen é sempre favorito –, a Indy, em clima de decisão, estará em Sonoma, pista em que o líder do campeonato, Will Power, é um especialista, apesar de ter sofrido um forte acidente há alguns anos.

Fora a F1, a pista belga como sempre terá a GP2 – com Felipe Nasr na luta pelo título –, GP3 e Porsche Supercup. Já Sonoma conhecerá os campeões da Indy Lights, Pro Mazda e USF2000. Luiz Razia na primeira e Victor Franzoni na última têm chances remotas de terminar com a taça. Gustavo Myasava, Nicolas Costa e Felipe Donato são os demais pilotos do país.

Sem categorias andando aqui no Brasil, o fim de semana ainda será completado pela Blancpain Sprint Series, na Eslováquia. Cacá Bueno, Nelsinho Piquet, Matheus Stumpf e Sergio Jimenez são os representantes do país. Ainda terá a Nascar, BTCC, V8 Supercars e Ginetta Junior, possivelmente novamente sem Pedro Cardoso.

E atenção: devido a um compromisso, não poderei atualizar a agenda com os resultados durante o fim de semana. Mas tudo estará aqui na segunda-feira, só conferir! Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Está na hora de conhecer os campeões do Road to Indy

Está na hora de conhecer os campeões do Road to Indy

Agenda do fim de semana:

Quarta-feira, 20 de agosto:
21h46 – Nascar Truck Series – Bristol – corrida

Sexta-feira, 22 de agosto:
5h00 – F1 – GP da Bélgica – Spa – treino livre 1
7h00 – GP2 – Spa-Francorchamps – treino livre
9h00 – F1 – treino livre 2
10h55 – GP2 – classificação
11h45 – Porsche Supercup – Spa – treino livre
12h15 – USF2000 – Sonoma – treino livre
12h50 – GP3 – Spa-Francorchamps – treino livre
13h00 – Pro Mazda – Sonoma – treino livre
13h45 – Indy Lights – Sonoma – treino livre
15h45 – USF2000 – classificação
16h30 – Pro Mazda – classificação
17h15 – Indy Lights – classificação
18h40 – Nascar – Bristol – classificação
19h20 – USF2000 – corrida 1
20h20 – Pro Mazda – corrida 1
20h43 – Nationwide – Bristol – corrida
23h30 – V8 Supercars – Eastern Creek – classificação 1
23h50 – V8 Supercars – classificação 2

Sábado, 23 de agosto:
1h25 – V8 Supercars – corrida 1
3h30 – V8 Supercars – corrida 2
4h45 – GP3 – classificação
5h00 – Blancpain Sprint – Slovakiaring – classificação
6h00 – F1 – treino livre 3
7h25 – Porsche Supercup – classificação
9h00 – F1 – classificação
9h45 – Blancpain Sprint Series – corrida de classificação
10h35 – Ginetta Junior – Knockhill – classificação
10h40 – GP2 – corrida 1
11h05 – BTCC – Knockhill – classificação
12h15 – United Sportscar – Virginia – classificação PC
12h20 – GP3 – corrida 1
13h30 – United Sportscar – classificação GTD/GTLM
13h40 – Ginetta Junior – corrida 1
14h00 – Indy – Sonoma – treino livre 1
15h05 – USF2000 – corrida 2 – season finale
16h15 – Indy Lights – corrida 1
17h15 – Indy – treino livre 2
18h15 – United Sportscar – corrida 1 PC
19h40 – Pro Mazda – corrida 2 – season finale
20h35 – Indy – classificação
20h43 – Nascar – corrida
23h40 – V8 Supercars – classificação 3

Domingo, 24 de agosto:
2h45 – V8 Supercars – corrida 3
4h25 – GP3 – corrida 2
5h35 – GP2 – corrida 2
6h45 – Porsche Supercup – corrida
7h00 – Ginetta Junior – corrida 2
7h40 – Blancpain Sprint Series – corrida
7h45 – BTCC – corrida 1
9h00 – F1 – GP da Bélgica
10h17 – BTCC – corrida 2
11h45 – United Sportscar – corrida 2 PC
13h07 – BTCC – corrida 3
15h00 – Indy Lights – corrida 2 – season finale
17h05 – United Sportscar – corrida GTLM/GTD
17h40 – Indy – corrida

André Lotterer na F1

Publicado agosto 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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André Lotterer vai correr na Caterham em Spa

André Lotterer vai correr na Caterham em Spa

Quando um grupo formado por investidores árabes e suíços assumiu o comando da Caterham antes do GP da Inglaterra, escrevi aqui no World of Motorsport que Colin Kolles foi chamado para a escuderia para fazer o que sabe de melhor: apagar incêndios.

Só que, para isso, o dirigente nem sempre aplica métodos populares. Ele já começou demitindo parte dos funcionários para diminuir os custos, retirou dos carros os patrocinadores que não contribuíam financeiramente e reformulou o programa de jovens pilotos, trazendo garotos – Nathanael Berthon e Kevin Giovesi – que não são os mais talentosos do mundo.

Outra característica de Kolles é de estar cercado sempre pelas mesmas pessoas. O dirigente, por exemplo, trabalhou com Christijan Albers na Spyker e no WEC e agora o trouxe para ser o novo chefe de equipe da Caterham. Sakon Yamamoto, por sua vez, também passou por Spyker e HRT, sempre no comando de Kolles.

Quem também passou a figurar entre os amigos do romeno foi André Lotterer. Principal figura na renovação da Audi no endurance, o alemão teve justamente com Kolles a primeira oportunidade nas corridas de longa de duração.

Foi em 2009, quando o romeno descolou uma parceria com a própria montadora de Ingolstadt para inscrever dois carros defasados – os megavitoriosos R10 TDI – nas 24 Horas de Le Mans. Naquela época, Lotterer já tinha deixado o automobilismo europeu, tendo sido piloto reserva da Jaguar na F1 e enveredado para o Japão, mas tendo passado também pela Indy e pela A1GP sem sucesso. No oriente, o germânico foi vice-campeão da F-Nippon em 2004 e campeão do SuperGT em 2006, o que acabou garantindo a chance com Kolles.

E em Le Mans, o piloto impressionou. Competindo em dupla com Charles Zwolsman Jr – já que Narain Karthikeyan, o terceiro piloto do trio, acabou vetado pelos médicos por lesionar os ombros –, Lotterer chegou na sétima colocação, tendo guiado mais de 12 horas. O resultado, claro, chamou a atenção da Audi, que o contratou.

Depois disso, o piloto ainda continuou no Japão por mais algumas temporadas, conquistando outro título do SuperGT e um na F-Nippon. Também disputou o WEC, garantindo mais um caneco, e foi três vezes vencedor em Le Mans.

No entanto, apenas ser amigo de Kolles não seria suficiente para arrumar uma vaga na F1, mesmo que por uma etapa. O veredito é que Lotterer também é um piloto melhor que Kamui Kobayashi. O nipônico teve algumas boas corridas pela Sauber e pela Toyota, mas é conhecido por ter um temperamento mais parecido com o de Kimi Raikkonen, ao preferir aproveitar a vida ao invés de desenvolver um carro. Tudo o que uma equipe pequena, em 11º no Mundial de Construtores não precisa.

Como a Caterham deve estrear um pacote de atualizações neste fim de semana, a solução encontrada foi trazer alguém com ampla experiência no automobilismo e que possa ajudar a escuderia a melhorar o carro.

Para isso, ele vai competir em Spa-Francorchamps, pista que conhece desde criança. É que apesar de ser alemão, Lotterer cresceu na Bélgica, a apenas 150 km do tradicional circuito. É nisso que a Caterham e Kolles apostam para este fim de semana. Uma cartada tão surpreendente quanto genial.


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