O treino dos campeões da F-Renault

Publicado outubro 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Pietro Fittipaldi foi o único brasileiro em Jerez

Pietro Fittipaldi foi o único brasileiro em Jerez

Um dos segredos do crescimento da popularidade da F-Renault é o chamado treino dos campeões. Como o próprio nome indica, para essa atividade a montadora francesa convida pilotos que venceram torneios menores – ou se destacaram – ao redor do mundo para terem o primeiro contato com o equipamento do certame.

No geral, dá certo. Os pilotos ficam impressionados com o que encontram e começam a trabalhar juntos com os empresários para fechar um acordo para disputar a categoria. O treino dos campeões acontece um dia após o encerramento da temporada, o que diminui o custo, uma vez que todo o equipamento já está no circuito.

Neste ano, o treino aconteceu nesta segunda-feira, em Jerez de la Frontera, e contou com a presença de Pietro Fittipaldi como único brasileiro. Após ser campeão da F-Renault Inglesa pela equipe MGR, o brasileiro disputou algumas etapas da Alps tanto pela escuderia inglesa quanto pela Koiranen e fez a estreia na Eurocup no mesmo circuito andaluz no fim de semana.

Por isso, era natural que Fittipaldi já tivesse uma vantagem na adaptação com relação aos novatos. Testando pela Fortec, o brasileiro não decepcionou e fechou os testes com o terceiro tempo na parte da manhã. Durante a tarde, o neto de Emerson focou nas simulações de corrida, caindo para 26º. Na soma dos tempos, ficou com o oitavo lugar.

O mais rápido acabou sendo Jake Hughes. Primeiro campeão da história da F4 Inglesa, o britânico demorou a se encontrar em 2014. Ele começou o ano correndo pela equipe de Mark Burdett na F-Renault Norte-Europeia, mas a limitação do equipamento o impediu de disputar pódios, vitórias e o título.

A evolução só começou a aparecer quando o piloto mudou de casa e assinou com a ART Junior. Para os treinos da pós-temporada, Hughes seguiu com a esquadra francesa e dominou ao cravar 1min41s044, sendo quase 0s6 mais rápido que Seb Morris. O galês, aliás, foi o destaque parte final do ano da F-Renault NEC, tendo fechado com o terceiro lugar. A exemplo de Hughes, Morris também teve passagem pela F4 Inglesa.

Jake Hughes, da BMW, colocou a ART Junior na frente

Jake Hughes, da BMW, colocou a ART Junior na frente

O resto do top-5 da atividade foi dominado por pilotos mais experientes. Vice-campeão da F-Renault Eurocup, Dennis Olsen terminou em terceiro ao fazer o shakedown do equipamento da nova equipe Strakka, que pretende disputar a temporada completa no ano que vem. Vice-campeão da NEC, Louis Délétraz foi o quarto, com Callan O’Keeffe, bancado pela Lotus, concluindo em quinto após trocar a KTR pela Prema para os ensaios.

Outro piloto da Lotus foi o sexto colocado. Apontado como a grande revelação da escuderia inglesa desde Esteban Ocon, Dorian Boccolacci deixou o ano não tão bom na F4 Francesa para trás e foi o melhor novato das atividades no segundo carro da Prema. Também vindo do campeonato francês, o australiano Joseph ‘Mawesome’ Mawson foi o sétimo, uma posição à frente de Fittipaldi, sendo que ambos andaram com a Fortec.

A nona posição foi de Patricio O’Ward, provavelmente o novo grande nome do automobilismo mexicano. O garoto começou a carreira apenas no mês de maio, ao completar 15 anos, e nunca decepcionou. Mesmo tendo perdido duas rodadas da F4 Francesa por causa da idade, ele é o sétimo na tabela e esteve entre os mais rápidos quando testou nos Estados Unidos pela USF2000 e pela Pro Mazda. Aqui, um conselho: olho nele. Com o apoio certo, ele pode chegar longe.

Outro australiano completou o top-10. Campeão da F-Renault 1.6 NEC, Anton de Pasquale andou com o carro da Josef Kaufmann e, ao lado de Mawson, quer provar que o sucesso do distante país da Oceania no automobilismo não está restrito apenas à geração de Daniel Ricciardo, Mark Webber e Will Power.

Entre os outros vencedores, Harrisson Scott, que briga nos tribunais pelo título da F-Ford, foi o 13º, uma posição à frente de Lasse Sorensen, ganhador da F4 Francesa. O curioso é que o campeão do certame gaulês nunca teve sucesso na F-Renault, e o desempenho do dinamarquês neste primeiro treino indica que o tabu ainda deve ser mantido. Já Joonas Lappalainen, vencedor da F-Renault 1.6 Nórdica, não foi além do 20º lugar.

Para encerrar, três destaques finais. Vice-campeão europeu de kart, Nicklas Nielsen foi o melhor entre os kartistas, com o 22º lugar. Só que o desempenho não é tão bom em comparação com o ano passado, quando George Russell foi o quarto e Max Verstappen, o sétimo, sendo que ambos também estavam fazendo a transição para os monopostos.

Já o príncipe Ferdinand Habsburg, da dinastia dos Habsburgo, que ouvimos falar em algum momento das aulas de história de Portugal fechou em 28º, entre os 30 competidores.

Abaixo você pode conferir os tempos de Jerez. A origem de cada um dos pilotos está antes do nome da equipe pela qual testou. Quem está marcado como Eurocup é que continua na F-Renault depois de ter disputado o certame em 2014:

temposrenaultjerez

Casa nova, vida nova

Publicado outubro 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Uma corrida pode ter salvado o ano de George Russell

Uma corrida pode ter salvado o ano de George Russell

Bicampeão europeu de kart, George Russell teve uma transição para os monopostos mais complicada do que esperava. Aos 16 anos de idade, o britânico chegou a superar Max Verstappen em algumas sessões de treinos coletivos durante o inverno europeu e apareceu como favorito para vencer tanto a F4 Inglesa quanto a F-Renault Alps neste ano, mas o plano não saiu como esperado.

Inscrito inicialmente para defender a Prema na Alps, o garoto acertou a ida para a Koiranen nas vésperas do início da temporada. Se na escuderia inglesa ele seria o primeiro piloto, na finlandesa ele encontrou um time montado em torno de Nyck De Vries, disposto a fazer de tudo para garantir o título no holandês.

Assim, Russell não conseguiu repetir os resultados do inverno. Quando foi para valer, o britânico obteve um único pódio ao longo do ano e fechou o ano apenas na quarta colocação na classificação final, com 123 pontos, bem longe dos 300 de De Vries.

Na F4 Inglesa, a situação foi só um pouco melhor. Correndo pela Lanam, vencedora do ano passado, o britânico liderou o campeonato da primeira etapa até a penúltima, tendo triunfado quatro vezes nesse período. O problema é que na terceira corrida da rodada de Donington Park, ele foi tirado da pista por Raoul Hyman, que também luta pelo título, e ficou sem pontuar. Pior que isso, o companheiro Arjun Maini não só venceu a prova, mas também assumiu a liderança do campeonato com 21 pontos de vantagem.

Apesar de os resultados não serem de todo ruim, 2014 vinha sendo um ano decepcionante para o garoto, pelo potencial mostrado nos últimos anos. Assim, ele precisava de algo novo, algum grande feito para que o ano não ficasse perdido.

E ele veio neste domingo, dia 19, na etapa da F-Renault Eurocup em Jerez de la Frontera. Competindo como convidado, Russell trocou a equipe Koiranen pela Tech 1, e os resultados não demoraram a aparecer. No sábado, ele já havia fechado a corrida na sexta colocação. Na bateria complementar, o desempenho foi ainda melhor. Pole, melhor volta, recorde da pista e vitória, deixando De Vries e a Koiranen no segundo lugar.

É claro que uma única vitória não salva uma temporada. Mas foi o suficiente para que o britânico lembrasse a todos – incluindo às equipes da F1 – o talento que tem e mostrar que não desaprendeu a correr após um ano abaixo do esperado.

Thiago Vivacqua foi outro que mudou de casa em Jerez

Thiago Vivacqua foi outro que mudou de casa em Jerez

Mudar de equipe também foi a solução encontrada por Thiago Vivacqua. Depois de fechar a temporada da F-Renault Alps pela Fortec sem marcar pontos, o brasileiro voltou à Eurocup, mas dessa vez correndo pela JD. O grande objetivo do carioca neste fim de semana era ser tão competitivo quanto os demais pilotos do grid.

No sábado, a tarefa se mostrou complicada. Vivacqua se classificou em 24º e terminou a prova em 18º, embora apenas 19 carros tenham recebido a bandeira quadriculada. Mas no domingo ele confirmou a evolução esperada. O piloto obteve o 17º posto na classificação – superando nomes como Aurélien Panis, Andrea Pizzitola e o ex-companheiro de Fortec Ben Barnicoat – para encerrar a corrida duas posições à frente.

A exemplo de Russell, o brasileiro também teve que conviver com um time montado para outros pilotos. No caso dele, a situação era ainda mais complicada, uma vez que a Fortec tinha oito carros inscritos entre as diversas F-Renault.

Agora cabe aos dois garotos a continuar o desempenho crescente em 2015 para que os resultados obtidos em Jerez não sejam a exceção.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F-Renault Eurocup em Jerez, assim como das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

Rush 2

Publicado outubro 19, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Mathias Lauda e Freddie Hunt são rivais no MRF Challenge

Mathias Lauda e Freddie Hunt são rivais no MRF Challenge

A temporada 1976 da F1 foi marcada pelo confronto entre o boêmio James Hunt e o perfeccionista Niki Lauda. Naquele ano, o austríaco sofreu um gravíssimo acidente no GP da Alemanha, conseguiu se recuperar em tempo recorde, mas não foi capaz evitar o título do rival, obtido por um único ponto de vantagem. A história desse duelo foi contada pelo filme ‘Rush’, de Ron Howard, lançado no ano passado.

Quase 40 anos depois, Hunt e Lauda voltam a dividir a pista. Isso porque o MRF Challenge, um campeonato indiano de monopostos, disputado durante o inverno europeu, apostou em uma estratégia ousada. Para divulgar o certame, eles convidaram Mathias Lauda e Freddie Hunt, filhos dos ex-pilotos de F1, para participar da temporada 2014/2015.

Assim como aconteceu com os pais, o novo duelo entre as famílias Hunt e Lauda também vai virar filme. Será em um documentário chamado ‘Os Filhos da Velocidade’, que contará o passo a passo dos dois no campeonato.

As filmagens começaram neste fim de semana, quando a dupla de sobrenomes famosos se juntou a outros 12 pilotos no circuito de Losail, no Qatar, para as primeiras quatro corridas da temporada. Entre os adversários estão dois brasileiros: Pedro Cardoso, que disputou a Ginetta Junior e a F-Junior em 2014, e Vinícius Paparelli, fazendo a transição do kartismo para os monopostos.

Em outros anos, os dois brasileiros teriam mais dificuldades nessa primeira aventura internacional da carreira nos monopostos. O MRF Challenge já contou com a participação de pilotos vindos da GP2, GP3 e World Series by Renault, tendo visto Jordan King, Conor Daly e Tio Ellinas, entre outros, lutarem pela taça.

Mas muitos desses competidores chegaram ao campeonato indiano por bolsas, tanto da própria MRF como da Renault. Dessa vez, o dinheiro gasto para atrair pilotos diminuiu, e os principais nomes foram mesmo Hunt e Lauda. Só que a dupla, apesar do pedigree, jamais chegou perto do sucesso alcançado pelos pais. Enquanto Freddie desistiu do automobilismo após não ir muito bem nas categorias de base, Lauda chegou à F3000, teve uma passagem sem brilho pelo DTM e hoje se dedica a carros GT e à Nascar Europeia.

Com isso, consequentemente, o nível dos pilotos caiu. Prova disso é que duas das quatro baterias realizadas no Qatar foram vencidas pelo jovem britânico Toby Sowery, que disputa um campeonato amador de F3 no Reino Unido.

Pedro Cardoso (6) ficou próximo do pódio

Pedro Cardoso (6) ficou próximo do pódio

Os brasileiros, por sua vez, mostraram evolução na estreia. Pedro Cardoso conquistou um quarto lugar na última das quatro corridas, sendo o melhor resultado ao longo do fim de semana. O brasiliense ainda teve um quinto, um oitavo e um 11º lugares. Já Paparelli, a exemplo do compatriota, também andou melhor na bateria final, quando foi o oitavo colocado. Ele também acumulou um nono, um décimo e um abandono.

Talvez a melhor forma de avaliar o desempenho deles é comparar com Nikita Mazepin, o russo de apenas 15 anos, que também está fazendo a estreia nos monopostos. Atual vice-campeão mundial de kart, o garoto apoiado pelo banco SMP está se preparando para dar o próximo passo da carreira e, no Qatar, logo de cara obteve um segundo lugar na corrida 2. Ele ainda garantiu um quinto e um sexto e teve um abandono.

O outro destaque no grid é o indiano Tarun Reddy, um velho conhecido de brasileiros. Companheiro de equipe de Pietro Fittipaldi durante a campanha vitória do neto de Emerson na F-Renault Inglesa neste ano, ele também participou de um certame menor organizado pela MRF em 2014, sendo o campeão.

Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos da MRF Challenge, assim como das demais principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana. De antemão, porém, lamento que a qualidade da imagem dos resultados não seja boa, mas é o que foi possível conseguir de forma mais rápida após cada atividade no Qatar.

F3 Inglesa (1951 – 2014)

Publicado outubro 18, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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F3 Inglesa agora só nos livros de história

F3 Inglesa agora só nos livros de história

Ainda não é oficial, mas a F3 Inglesa acabou. Neste sábado, dia 18, a revista ‘Autosport’ publicou uma reportagem dizendo que os planos de fusão da categoria com a F3 Alemã para o ano que vem não deram certo. Por isso, os organizadores do certame decidiram extingui-la neste momento, devido à falta de interesse de pilotos e equipes. Para se ter ideia, o grid de 2014 contou com apenas cinco carros em algumas etapas.

O plano, de fato, não era muito bom para os alemães. A proposta feita pela SRO, organizadora da F3 Inglesa, era um calendário com oito etapas, sendo quatro no Reino Unido e outras quatro na Alemanha, e um pacote de regras que contemplaria o regulamento de ambos os campeonatos, diminuindo a necessidade de as equipes fazerem alterações nos carros que já possuem.

O problema é que o grid da F3 Alemã este ano foi ao menos duas vezes maior que o da colega inglesa. E as equipes germânicas sairiam em desvantagem com a fusão. Elas não só seriam obrigadas a correr quatro vezes na casa das adversárias, mas também teriam um equipamento defasado, pois alinham o modelo F308 da Dallara contra os novos F312 dos britânicos. Desse jeito, elas não quiseram nem saber da união.

Só que também não dá para colocar a culpa nos germânicos pela extinção da colega. Trevor Carlin, dono da equipe de maior da história do certame britânico, disse que a F3 Inglesa era como um idoso nas últimas forças. Ou seja, todo mundo já sabia que mais cedo ou mais tarde ia padecer.

Até porque a crise não é nova. Durante toda a década de 2000, pilotos e equipes fizeram de tudo para fortalecer o campeonato. Recusaram a ajuda da Toca – a Vicar inglesa –, mas conseguiram atrair Red Bull, Telmex e Racing Steps Foundation, entre outras empresas. O problema é que a maior parte dos investimentos sempre se concentrou na Carlin, que desandou a ganhar títulos.

Depois, com o plano da FIA de fortalecer a F3 Europeia em detrimento dos campeonatos nacionais, a conta chegou na F3 Inglesa e aí já era tarde demais. Em 2012, eu escrevi um texto resumindo a crise que a categoria viveu nos últimos anos, basta clicar aqui para relembrar.

Felipe Nasr

Felipe Nasr foi o último brasileiro a triunfar na Inglaterra

Assim, sem outra alternativa, a escolha da organização do campeonato foi fechar as portas. E junto com a F3 Inglesa morre também uma parte da história do automobilismo brasileiro. Afinal, que outro certame teve 12 brasileiros diferentes campeões e ainda revelou vários outros nomes, como Ricardo Maurício, Helio Castroneves, Oswaldo Negri e Lucas Di Grassi, que não conseguiram levantar a taça?

Consequentemente, esse é um momento que também atinge os pilotos daqui. Se por 50 anos os brasileiros sabiam que o melhor caminho para a carreira era ir para o Reino Unido, agora chegou a hora de desbravarem novos caminhos.

Ou não. Apesar de a F3 Inglesa ter acabado, alguns campeonatos estão surgindo na Ilha da Grã-Bretanha. A F-Renault UK retorna no ano que vem, ao mesmo tempo em que surgirá a MSA F4, que já conta com o atual campeão mundial de kart, Lando Norris. Isso sem falar da F4 Inglesa, que revelou bons nomes nos dois primeiros anos de vida.

Assim, se há alguma chance de a F3 Inglesa um dia voltar é a partir destes campeonatos. É haver uma demanda por parte de pilotos e equipes de dar o próximo passo da carreira ainda na Inglaterra antes de se mudar para as categorias europeias. O problema é que se isso não aconteceu até agora, nada garante que no futuro acontecerá.

Agenda da velocidade (29)

Publicado outubro 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A World Series by Renault terá um novo campeão neste fim de semana

A World Series by Renault terá um novo campeão neste fim de semana

O ano de 2014 no automobilismo já vai se despedindo das pistas e entrando nos livros de história. Mas isso não quer dizer que o fim de semana seja de poucas corridas. Pelo contrário, embora a maior parte dos campeonatos já tenha sido definida por antecipação, os principais jovens pilotos do automobilismo europeu seguem brigando por pódios e vitórias.

O carro-chefe da programação, assim, é a World Series by Renault. O campeonato decide a temporada em Jerez de la Frontera com os espanhóis Roberto Merhi e Carlos Sainz Jr na luta pelo título. O curioso é que ambos vivem a expectativa de estrear na F1 no ano que vem, por Caterham e Toro Rosso, respectivamente, mas sabem que os acordos não estão garantidos.

Enquanto o time anglo-malaio vive uma profunda crise financeira e, se estiver no grid de 2015, deve recorrer a pilotos endinheirados, a Toro Rosso ainda não escolheu o companheiro de Max Verstappen. Alex Lynn, Pierre Gasly e até mesmo Jean-Éric Vergne (continuando no time após ser dispensado) são os outros candidatos.

Falando em Verstappen, o holandês está em Hockenheimring para a disputa da última etapa da F3 Euro. Com Esteban Ocon já sagrado campeão, a rodada alemã servirá para definir quem vai ganhar a premiação destinada ao resto do top-5 da classificação. Sergio Sette Câmara, que estreou no certame no último fim de semana, dessa vez só assistirá às corridas pela internet, já que viajou para Curitiba para andar na F3 Brasil.

O principal campeonato do automobilismo brasileiro, aliás, já conheceu os campeões, com Pedro Piquet e Vitor Baptista garantindo as taças. E quem também estará em Curitiba é o Brasileiro de Marcas e a Mercedes Challenge.

Neste fim de semana, outras duas categorias estreiam na Agenda da velocidade. A primeira é a Auto GP, cuja última etapa do ano acontece no Estoril. Como Antonio Pizzonia retorna ao campeonato, colocarei aqui os resultados para acompanharmos o desempenho do ex-piloto da F1.

A outra é a MRF Challenge. O torneio da Índia terá a primeira etapa disputada no Qatar e terá a presença de dois brasileiros: Pedro Cardoso e Vinícius Paparelli. Além deles, Nikita Mazepin, apontado como a nova promessa do automobilismo russo, está no grid cujo grande destaque é o revival do duelo entre Hunt e Lauda.

Para terminar, Pipo Derani retorna à ELMS, enquanto a Nascar terá a corrida de eliminação de Talladega, com diversos favoritos, como Brad Keselowski, Jimmie Johnson, Matt Kenseth e Dale Earnhardt Jr, precisando de um ótimo resultado para não ficar de fora das semifinais dos playoffs.

Como vários campeonatos estão terminando, você pode clicar aqui e conferir a Galeria dos campeões do blog. Isto é, um resumo – incluindo o desempenho dos brasileiros – das temporadas que já acabaram, além da pontuação final.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Vinícius Paparelli vai catar muita experiência na estreia no automobilismo

Vinícius Paparelli vai catar muita experiência na estreia no automobilismo

Agenda do fim de semana:

Quinta-feira, 16 de outubro:
15h30 – MRF Challenge – Qatar – classificação

Sexta-feira, 17 de outubro:
4h00 – F-Renault Eurocup – Jerez – treino livre 1
5h10 – World Series by Renault – Jerez – treino livre 1
7h15 – F3 Europeia – Hockenheimring – treino livre 1
8h00 – F3 Europeia – treino livre 2
8h30 – F-Renault Eurocup – treino livre 2
9h40 – World Series by Renault – treino livre 2
10h05 – F3 Europeia – classificação 1
12h40 – F3 Europeia – classificação 2
12h40 – F3 Europeia – classificação 3
13h35 – MRF Challenge – corrida 1
15h55 – MRF Challenge – corrida 2
16h00 – F3 Brasil – Curitiba – treino livre 1

Sábado, 18 de outubro:
3h50 – F-Renault Eurocup – classificação 1
4h00 – DTM – Hockenheimring – treino livre 1
4h15 – Blancpain Sprint Series – Zolder – classificação
4h40 – F4 Francesa – Jerez – classificação
5h25 – World Series by Renault – classificação 1
5h25 – F3 Europeia – corrida 1
6h15 – DTM – treino livre 2
7h00 – ELMS – Estoril – treino livre 1
7h35 – F-Renault Eurocup – corrida 1
8h00 – F3 Brasil – treino livre 2
8h50 – Brasileiro de Marcas – Curitiba – treino livre 1
9h00 – World Series by Renault – corrida 1
9h15 – BSS – corrida de classificação
9h45 – DTM – classificação
10h35 – Auto GP – Estoril – classificação
11h10 – F3 Europeia – corrida 2
11h30 – ELMS – treino livre 2
11h45 – F4 Francesa – corrida 1
11h50 – F3 Brasil – classificação
12h20 – Brasileiro de Marcas – treino livre 2
12h35 – MRF Challenge – corrida 3
14h22 – Nascar Truck Series – Talladega – corrida
15h35 – F3 Brasil – corrida 1
16h05 – MRF Challenge – corrida 4
16h20 – Brasileiro de Marcas – classificação
16h35 – Mercedes Challenge – Curitiba – classificação
17h40 – Nascar – Talladega – classificação

Domingo*, 19 de outubro:
4h45 – F-Renault Eurocup – classificação 2
5h30 – World Series by Renault – classificação 2
6h20 – F4 Francesa – corrida 2
6h30 – ELMS – classificação
7h05 – F3 Europeia – corrida 3 – season finale
8h30 – F-Renault Eurocup – corrida 2 – sesason finale
8h50 – AutoGP – corrida 1
9h00 – Brasileiro de Marcas – corrida 1
9h45 – BSS – corrida
9h45 – World Series by Renault – corrida 2 – season finale
10h03 – DTM – corrida
10h30 – ELMS – corrida – season finale
11h10 – Mercedes Challenge – corrida
12h47 – F3 Brasil – corrida 2
12h55 – F4 Francesa – corrida 3
14h05 – Brasileiro de Marcas – corrida 2
15h30 – AutoGP – corrida 2 – season finale
16h19 – Nascar – corrida

*Os horários de domingo já estão no horário de verão de Brasília.

A estreia de Pietro Fittipaldi na F-Renault Eurocup

Publicado outubro 14, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Como nesta foto, a Koiranen é uma equipe montada e torno de Nyck De Vries, com Fittipaldi em segundo plano

Como nesta foto, a Koiranen é uma equipe montada e torno de Nyck De Vries, com Fittipaldi em segundo plano

A temporada 2014 do automobilismo ainda não terminou, mas já tem muita gente pensando em 2015. Um desses é Pietro Fittipaldi. Após conquistar o título da F-Renault Inglesa e participar de metade da temporada da Alps, agora o brasileiro terá um novo desafio. Neste fim de semana, ele estreia na sempre competitiva F-Renault Eurocup, em Jerez de la Frontera, pela equipe Koiranen.

Na verdade, esse é o retorno de Pietro e da escuderia finlandesa ao traçado espanhol. No começo de outubro, eles já estiveram por lá para a etapa final da Alps e não foram bem. Na primeira bateria, o brasileiro fechou apenas na 19ª posição, melhorando para o décimo posto no domingo, mas em uma prova que contou com um acidente na largada, eliminando vários adversários.

Esse resultado, porém, precisa ser colocado em perspectiva. Se nas primeiras etapas na F-Renault Alps Fittipaldi contava com uma equipe – a MGR – que trabalhava em torno dele, na Koiranen ele encontrou um time voltado para Nyck De Vries, da McLaren, e com outros dois carros. Além disso, ele também não participou dos treinos coletivos em Jerez, precisando conhecer a pista já no fim de semana da corrida.

Daí, o resultado foi parecido com o que aconteceu na F-Renault Inglesa durante o ano. O piloto não foi bem na classificação, mas teve um bom ritmo de corrida, similar ao dos outros carros da equipe, com exceção de De Vries.

Agora pela F-Renault Eurocup, a própria equipe Koiranen já disse que a expectativa é ver uma evolução de Fittipaldi. Se ele chegou a Jerez, na Alps, precisando aprender tanto o modo de trabalho da escuderia quanto o traçado, agora é ele quem está em vantagem. Afinal, o piloto acabou de competir no autódromo espanhol, enquanto os adversários do certame europeu só tiveram alguns dias de testes coletivos, ainda na pré-temporada em março.

Claro que isso não quer dizer que Pietro será um candidato à vitória. Pelo contrário. Uma boa abordagem para este fim de semana é ter resultados melhores que os obtidos na etapa da F-Renault Alps, além de poder se comparar aos principais jovens pilotos do continente europeu. Com isso, será possível tomar uma decisão sobre onde correr o ano que vem sem o risco de queimar etapas ou ficar preso em um lugar onde não tem mais nada a aprender.

P.S.: Fittipaldi não é o único brasileiro neste fim de semana na F-Renault Eurocup. A lista de inscritos para a prova também conta com Thiago Vivacqua, estreando na equipe JD, e Bruno Bonifacio, que dominou os testes da pré-temporada em Jerez e o único que disputa a temporada regular.

O campeão europeu da Nascar

Publicado outubro 12, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

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Anthony Kumpen garantiu o título da Nascar Europeia

Anthony Kumpen garantiu o título da Nascar Europeia

A família Verstappen esteve em festa no último fim de semana. Mas não foi por causa da vitória de Max na etapa de Ímola da F3 Euro. Enquanto o holandês de apenas 17 anos via Esteban Ocon garantir matematicamente o título do certame, quem também ia às pistas era o tio Anthony Kumpen.

Veterano de carros GT e de turismo, o belga de 35 anos de idade é irmão da mãe de Max – Sophie – e, em 2014, disputou a Nascar Europeia. O piloto não fez feio e manteve a fase vitoriosa da família nos últimos anos. Para isso, Kumpen superou Ander Vilariño – campeão do ano passado – por apenas um único ponto para se sagrar vencedor da temporada 2014.

Apesar de o belga ter sido o piloto mais regular do ano, tendo terminado todas as 12 corridas no top-10 e dez delas no top-5, ele chegou a Le Mans na segunda colocação na tabela. A única vitória da campanha, aliás, veio na bateria do sábado na França. Depois, no domingo, embora Vilariño tenha largado na pole-position, ele não conseguiu fazer o carro de número 2 render na pista molhada e perdeu três posições, incluindo para Kumpen, que chegou em segundo e garantiu o título.

Após a corrida, o belga disse que sempre gostou de assistir às corridas da Nascar dos Estados Unidos e, quando soube que a categoria teria uma divisão na Europa, decidiu fazer de tudo para participar do certame.

Agora o belga viajará para os EUA para participar das cerimônias de premiação das categorias regionais da Nascar. Além dele, os vencedores dos certames mexicano e canadense, os vitoriosos nas duas divisões de Modifieds, na Nascar East, na West e na All American Series também estarão presentes. Ele também pode competir em alguma prova da East ou da West no ano que vem.

A Nascar Europeia ainda contou com dois pilotos brasileiros durante toda a campanha. Victor Guerin disputou a divisão para pilotos profissionais e foi o 11º, tendo obtido dois top-5 e quatro top-10. Já Marçal Melo dividiu o carro com Guerin e terminou na quarta colocação na segunda prova em Le Mans entre os amadores.

Você pode clicar aqui para ver a classificação completa da temporada 2014 da Nascar Europeia.

A recuperação de André Negrão na GP2

Publicado outubro 11, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: GP2

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André Negrão pulou do zero para a 12ª colocação na GP2

André Negrão pulou do zero para a 12ª colocação na GP2

André Negrão não era o novato mais badalado no início da temporada 2014 da GP2. Em uma classe liderada por Stoffel Vandoorne e Raffaele Marciello, o brasileiro aparecia ao lado de bons nomes vindos da World Series by Renault, como Arthur Pic e, mais tarde, Marco Sorensen e Pierre Gasly.

Por causa disso, é até natural que o paulista tenha demorado um pouco para se adaptar ao novo certame. Nas primeiras sete rodadas de 2014, Negrão sequer marcou pontos e teve o 14º lugar na segunda bateria da etapa da Áustria como melhor resultado. Para piorar o processo de aclimatação, ele ainda perdeu as provas de Barcelona devido a uma lesão.

Mas tudo mudou nas férias de verão da GP2. Nas quatro semanas de agosto em que a categoria não vai às pistas, tanto o brasileiro quanto a equipe Arden resolveram recuperar o tempo perdido e entender o que estavam fazendo de errado. Fosse em termos de desempenho, fosse nas estratégias, fosse na economia dos pneus, algo fundamental na GP2.

E o resultado não demorou a aparecer. Na volta ao trabalho, em Spa-Francorchamps, é verdade que o piloto não foi bem na classificação, conquistando apenas o 20º posto no grid de largada. Mas as condições de pista molhada – em que é especialista – permitiram que ele terminasse a prova do sábado em nono, tendo perdido o oitavo posto e a pole para a corrida curta na última volta, ao ser ultrapassado por Daniel Abt.

Após somar os primeiros pontos na GP2, Negrão manteve a boa fase. No domingo belga, ganhou uma posição e terminou em oitavo. Duas semanas depois, na Itália, novamente o brasileiro andou no pelotão da frente, conquistando dois quintos lugares.

O cenário não foi muito diferente neste fim de semana, na Rússia. O piloto da Arden se classificou em uma boa nona colocação no grid de largada e avançou ao sexto posto na corrida do sábado, ao fazer uma prova sem erros no complicado traçado de Sochi, com muros pertos da pista e muito contato entre os carros devido às amplas áreas de escape.

No domingo, mais uma vez Negrão não teve um desempenho dominante, mas se aproveitou dos problemas dos rivais para se recuperar de uma largada não tão boa e repetir a sexta posição.

Como resultado, em três etapas, o brasileiro saiu do zero na tabela para acumular 31 pontos, ocupando a 12ª colocação. Mais do que isso, o paulista ajudou a Arden na briga entre as equipes, já que a escuderia agora está no décimo lugar, mas na luta com Rapax e MP pelo oitavo posto.

E dentro do próprio time, Negrão não vem dando chance para o companheiro René Binder. Embora o austríaco tenha estreado na GP2 em 2012, ele soma somente três pontos até aqui. Enquanto o brasileiro pontuou nas últimas seis corridas, o europeu não foi além do 20º lugar nesse período.

É verdade que Negrão ainda está longe de mostrar a mesma peformance que Vandoorne, Marciello ou Pic. Mas desde as férias de verão o brasileiro vem conquistando pontos de forma consistente, algo fundamental para quem quer ter uma carreira longeva no automobilismo.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da GP2 na Rússia, além das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

Agenda da velocidade (28)

Publicado outubro 10, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A F1 corre na Rússia pela primeira vez

A F1 corre na Rússia pela primeira vez

Menos de uma semana após o trágico GP do Japão, a F1 foi obrigada a deixar os eventos de Suzuka para trás e já pensar na próxima corrida, o novo GP da Rússia, disputada no Parque Olímpico de Sochi. E, pelo que se viu até agora, não será uma prova de grandes emoções, já que o traçado é similar aos sonolentos Abu Dhabi e Valência.

Por isso, a definição do grid de largada, nesta sábado, será ainda mais importante na luta pelo título. Afinal, além de ser um circuito com poucos pontos de ultrapassagem, Nico Rosberg e Lewis Hamilton certamente não vão querer arriscar uma manobra mais ousada em um autódromo cujos muros ficam muito perto da pista.

E enquanto a F1 ainda terá mais três etapas até o fim do ano, GP2 e GP3 chegam a Sochi podendo já conhecer o campeão. Jolyon Palmer e Alex Lynn precisam deixar a Rússia com uma vantagem de 49 pontos para garantirem a taça. No momento, o piloto da Dams na GP2 tem 41 de frente para Felipe Nasr, enquanto o recruta da Red Bull na GP3 detém uma diferença de 50 para Richie Stanaway.

Quem também pode conhecer o vencedor de 2014 é a F3 Europeia. Faltando duas etapas, a categoria visita Ímola e vê Esteban Ocon, da Lotus, com 77 pontos de vantagem para Max Verstappen. Assim, o francês ainda poderá perder um ponto com relação ao rival durante o fim de semana que mesmo assim terminará com a taça.

Na Inglaterra, é a vez da Ginetta Junior e do BTCC terminarem a temporada e conhecerem os ganhadores, uma vez que esses certames terão a etapa decisiva em Brands Hatch.

Mesmo com essa agenda cheia na Europa, a principal corrida do fim de semana será realizada bem longe dali. É que a V8 Supercars está no circuito de Mount Panorama para a disputa da tradicional Bathurst 1000, uma prova de 1000 km na encosta da montanha. Geralmente a Red Bull é favorita para esses eventos em dupla, mas o resultado em Bathurst nem sempre segue a lógica.

Para encerrar, a F4 Italiana, com João Vieira, também corre em Ímola, enquanto o WEC estará em Fuji, mais uma vez com Lucas Di Grassi e Fernando Rees como representantes brasileiros. Já a Nascar visita Charlotte na noite deste sábado, com vários dos favoritos – incluindo Jimmie Johnson e Brad Keselowski – precisando de um excelente resultado para não correr grandes riscos de eliminação em Talladega.

Com todos esses campeonatos terminando, você pode clicar aqui e conferir a Galeria dos campeões do blog. Isto é, um resumo – incluindo o desempenho dos brasileiros – das temporadas que já acabaram, além da pontuação final.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

É hora de visitar a montanha!

É hora de visitar a montanha!

Agenda do fim de semana:

Quinta-feira, 9 de outubro:
20h10 – Nascar – Charlotte – classificação

Sexta-feira, 10 de outubro:
1h00 – V8 Supercars – Bathurst – classificação
3h00 – F1 – GP da Rússia – Sochi – treino livre 1
4h00 – F4 Italiana – Ímola – treino livre 1
4h50 – F3 Europeia – Ímola – treino livre 1
5h00 – GP2 – Sochi – treino livre
5h40 – F3 Europeia – treino livre 2
7h00 – F1 – treino livre 2
7h30 – F4 Italiana – treino livre 2
9h00 – GP2 – classificação
9h20 – F3 Europeia – classificação 1
10h00 – GP3 – Sochi – treino livre
12h25 – F4 Italiana – classificação 1
12h40 -F4 Italiana – classificação 2
20h46 – Nationwide – Charlotte – corrida

Sábado, 11 de outubro:
1h20 – WEC – 6 Horas de Fuji – classificação
2h30 – GP3 – classificação
2h30 – WTCC – Xangai – classificação
3h10 – V8 Supercars – classificação 2
5h00 – F1 – treino livre 3
6h00 – F3 Europeia – corrida 1
6h40 – GP3 – corrida 1
6h50 – F4 Italiana – corrida 1
8h00 – F1 – classificação
9h40 – GP2 – corrida 1
10h00 – Ginetta Junior – Brands Hatch – classificação
11h35 – BTCC – Brands Hatch – classificação
12h10 – F4 Italiana – corrida 2
12h55 – F3 Europeia – classificação 2
12h55 – F3 Europeia – classificação 3
12h55 – Ginetta Junior – corrida 1
20h30 – V8 Supercars – corrida
20h46 – Nascar – corrida
23h00 – WEC – 6 Horas de Fuji

Domingo, 12 de outubro:
4h00 – GP3 – corrida 2
4h00 – WTCC – corrida 1
5h05 – GP2 – corrida 2
5h10 – F3 Europeia – corrida
5h10 – WTCC – corrida 2
7h32 – BTCC – corrida 1
8h00 – F4 Italiana – corrida 3 – season finale
8h00 – F1 – GP da Rússia
8h12 – Ginetta Junior – corrida 2 – season finale
10h22 – BTCC – corrida 2
11h00 – F3 Europeia – corrida 3
13h09 – BTCC – corrida 3 – season finale

Não é apenas mais um GP

Publicado outubro 9, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Esperando o dono...

Esperando o dono…

A Marussia vem vivendo dias bem difíceis na F1. Abalada pelo grave acidente sofrido por Jules Bianchi no GP do Japão, a equipe sequer teve tempo de assimilar tudo o que aconteceu e logo foi obrigada a trabalhar na preparação para o GP da Rússia, marcado para este fim de semana em Sochi.

Enquanto o francês segue em estado crítico em um hospital na cidade japonesa de Yokkaichi, a escuderia foi obrigada a tomar uma importante decisão: escolher o substituto de Bianchi.

Assim, o time tinha dois caminhos. O primeiro era inscrever um carro para o reserva Alexander Rossi – ou algum outro piloto disponível. Se fosse essa a decisão, dava para entender completamente. A escuderia tem patrocinadores, que pagam para ter o logo estampado em dois carros nos fins de semana, ainda mais no GP da Rússia, na corrida em casa da esquadra e de muito dos investidores.

Além disso, a Marussia também precisa se preocupar com o Mundial de Construtores e a consequente premiação no fim do ano. Atualmente, a esquadra ocupa a nona colocação com dois pontos marcados. Ou seja, no caso de uma prova com diversos abandonos em Sochi – algo possível por se tratar de um circuito novo na F1 – seria melhor que o time contasse com dois carros para não só aumentar a chance de pontuar, mas também para dificultar o trabalho de Sauber e Caterham de entrar no top-10.

Isso sem falar que os pontos marcados pela Marussia em Mônaco foram obtidos justamente por Bianchi. Ou seja, defender o árduo trabalho conquistado pelo francês também não deixa de ser uma forma de homenageá-lo.

Por outro lado, a equipe podia optar por alinhar só um carro em Sochi. Essa seria a forma de mostrar que o GP da Rússia não é apenas mais uma corrida. Além disso, sem nomear um substituto agora, a cúpula do time poderá aproveitar o intervalo de três semanas até o GP dos Estados Unidos para esperar a poeira baixar e ver o que acontece com Bianchi antes de tomar uma decisão sobre o companheiro de Max Chilton nas últimas etapas da temporada.

A Marussia esperou até o último momento, a poucos minutos do primeiro treino livre desta sexta-feira para desfazer o mistério e informar que apenas o inglês correria em Sochi. Enquanto isso, o resto do time deixou o carro número 17 montado e pronto para ir à pista, como se estivesse à espera de Bianchi. Uma homenagem simples, mas direta no ponto.

Seja qual fosse a decisão tomada para o GP, a Marussia soube como agir nesta situação. Em nenhum momento a equipe tentou se autopromover. Não houve um press-release bonitinho no meio da semana falando do tributo ao francês, não houve galerias de imagem com a equipe montando o segundo carro nem qualquer tipo de teatro para imprensa e fotógrafos. Nada. Houve apenas a homenagem. E uma breve nota de esclarecimento para acabar com rumores e informar que apenas Chilton estará participando das atividades deste fim de semana.


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