Agenda da velocidade (17)

Publicado julho 25, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A F1 vai para a última etapa antes das férias de verão

A F1 vai para a última etapa antes das férias de verão

É um pouco injusto que o GP da Hungria seja o último antes das férias de verão da F1. Em uma temporada com algumas boas corridas, a prova que todo mundo vai lembrar durante as próximas quatro semanas de prova é justamente aquela realizada em uma pista sem pontos de ultrapassagem e com pouca emoção.

Isso sem falar no domínio da Mercedes em 2014. Com os carros prateados sendo uma classe à parte do grid, a briga pela vitória – se é que podemos chamar assim – ficará apenas entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, caso a previsão de chuva para o fim de semana não se confirme.

Além da F1, Hungaroring também recebe as etapas da GP2, GP3 e Porsche Supercup antes de essas categorias também entrarem em férias. A prova húngara é a melhor chance que Felipe Nasr tem de se aproximar de Jolyon Palmer na luta pelo título, já que a Carlin mostrou na última temporada que tem o melhor carro do grid em pistas com alta downforce. Na GP3, por outro lado, Victor Carbone não competirá dessa vez após ter ficado sem pontuar nas primeiras corridas do ano.

Ainda que as principais atenções do esporte a motor europeu estejam na Hungria, é na Bélgica onde as coisas vão acontecer de verdade. É que as 24 Horas de Spa-Francorchamps estão marcadas para este sábado e domingo e contarão com os principais pilotos do mundo em GTs, defendendo fábricas como BMW, Mercedes, Audi, Nissan, Ferrari, McLaren, Porsche e Aston Martin. Augusto Farfus será o único brasileiro presente. A F3 Inglesa e a F-Renault Norte-Europeia fazem as provas preliminares nesta sexta-feira e sábado.

Do outro lado do oceano Atlântico, o tradicional Indianápolis Motor Speedway receberá a Nascar. Nesta sexta é a United Sportscar – com Bruno Junqueira, Christian Fittipaldi e Oswaldo Negri – que corre no misto. Depois, Nationwide e Sprint Cup dominam o autódromo no fim de semana, já no oval que todos conhecemos.

Mas a principal notícia do fim de semana, claro, é o retorno da F3 Brasil após a pausa em decorrência da Copa do Mundo de futebol. A categoria tem Pedro Piquet na liderança, mas com Bruno Etman e Lukas Moraes tentando tirar a diferença para o piloto da Cesário. Na divisão Light, Vitor Baptista ainda não soube o que é perder em 2014. Brasileiro de Marcas – com um novo Ford Focus – e Mercedes Challenge também estão em Curitiba.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

A F3 está de volta! - foto de luca bassani

A F3 está de volta! – foto de luca bassani

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 25 de julho:
4h05 – F3 Inglesa – Spa-Francorchamps – classificação
5h00 – F1 – GP da Hungria – treino livre 1
5h40 – F-Renault NEC – Spa-Francorchamps – classificação
7h00 – GP2 – Hungaroring – treino livre
7h45 – F3 Inglesa – corrida 1
9h00 – F1 – treino livre 2
9h55 – F-Renault NEC – corrida 1
10h55 – GP2 – classificação
11h45 – Porsche Supercup – Hungaroring – treino livre
12h30 – F3 Inglesa – corrida 2
12h50 – GP3 – Hungaroring – treino livre
13h50 – BSS – 24 Horas de Spa-Francorchamps – super pole
16h00 – F3 Brasil – Curitiba – treino livre 1
18h45 – United Sportscar – Indianápolis – corrida

Sábado, 26 de julho:
4h45 – GP3 – classificação
4h45 – F3 Inglesa – corrida 3
5h00 – F-Renault Inglesa – Brands Hatch Indy – classificação
5h35 – F-Renault NEC – corrida 2
6h00 – F1 – treino livre 3 – SporTV
7h25 – Porsche Supercup – classificação
8h00 – F3 Brasil – treino livre 2
9h00 – F1 – classificação – SporTV/Globo
10h40 – GP2 – corrida 1 – SporTV?
11h25 – F3 Brasil – classificação
11h30 – BSS – 24 Horas de Spa-Francorchamps – streaming?
12h20 – GP3 – corrida 1 – SporTV?
15h10 – Nascar – Indianápolis – classificação
15h45 – Brasileiro de Marcas – Curitiba – classificação
16h25 – F3 Brasil – corrida 1
17h49 – Nationwide – Indianápolis – corrida – FS2

Domingo, 27 de julho:
4h25 – GP3 – corrida 2 – SporTV?
5h35 – GP2 – corrida – SporTV?
6h45 – Porsche Supercup – corrida – SporTV?
9h00 – F1 – corrida – Globo
9h05 – Brasileiro de Marcas – corrida 1
9h40 – F-Renault Inglesa – corrida 1
11h20 – Mercedes Challenge – corrida
12h47 – Brasileiro de Marcas – corrida 2 – Band?
13h10 – F-Renault Inglesa – corrida 2
14h05 – F3 Brasil – corrida 2
14h19 – Nascar – corrida – FS2

Este post ficará fixado na home durante todo o fim de semana. Para ler os demais textos, basta descer um pouco.

Nascar na lama

Publicado julho 24, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

Darell Wallace Jr venceu no oval de terra de Eldora

Darell Wallace Jr venceu no oval de terra de Eldora

A Nascar Truck Series é uma espécie de meio termo entre o profissionalismo da principal categoria do automobilismo norte-americano e os pilotos amadores que competem em ovais curtos dos Estados Unidos praticamente todos os dias da semana. Enquanto o certame visita locais como Daytona, Michigan e Las Vegas, ele também tem paradas em pistas menores, como Gateway e oval de terra de Eldora.

Assim como acontece em circuitos bem menos conhecidos de todo o país da América do Norte, a etapa de Eldora também é disputada em um dia de semana. Aconteceu nesta quarta-feira, dia 23, na semana que antecede a visita da Sprint Cup a Indianápolis.

O grande atrativo da corrida de Eldora é ser completamente diferente de qualquer outra etapa da Nascar. Além de ser disputada numa quarta, acontece num oval de terra, tem baterias eliminatórias e repescagem, além de até mesmo uma formação de largada com quatro carros lado a lado – o four-wide salut –, uma tradição típica dos campeonatos amadores, que serve para cumprimentar o público presente.

A troca do asfalto pela terra também significa que alguns dos favoritos penam para conseguir um bom desempenho. É parecido com o que acontece em um circuito misto. Pilotos que fizeram a carreira toda em ovais de asfalto sofrem para conseguir acompanhar os mais experientes na superfície escorregadia.

Matt Crafton é o maior exemplo disso. Atual campeão da Truck Series, o americano foi apenas o nono colocado, tendo sofrido durante quase toda a prova para entrar no top-10. Do outro lado da moeda, o veterano Ken Schrader, de 59 anos – e que está em uma maratona de cinco corridas em seis dias –, usou toda a experiência para salvar um quarto lugar.

Ty Dillon e Kyle Larson se envolveram em um bom duelo (e num acidente)

Ty Dillon e Kyle Larson se envolveram em um bom duelo (e num acidente)

O destaque da noite, no entanto, foi Kyle Larson. Um dos três pilotos da Sprint Cup no grid – os outros dois foram Austin Dillon e Michael Annett –, o garoto também aproveitou todo o conhecimento que tem dos ovais de terra para ganhar posições. Com o equipamento mais rápido da pista, não demorou para que ele colasse no líder, Darrell Wallace Jr, e disputasse a ponta.

Antes disso, no entanto, Larson já havia se envolvido em um acidente com Ty Dillon. Ao perder aderência em uma curva – algo normal na terra – o piloto da Ganassi acabou sendo tocado de pelo adversário, rodou e acertou Dillon na volta.

Mesmo com o equipamento avariado, Larson continuou a acelerar forte na caça a Wallace. O ritmo era tão intenso que ele acertava o muro em praticamente todas as curvas. Não foi uma nem duas vezes, o próprio piloto disse que sentiu umas 70 (!!!) pancadas nessa perseguição, sendo que ao menos duas foram bem fortes.

O mais incrível é que o truck número 32 parecia ficar mais rápido a cada toque. Com o equipamento todo desfigurado, Larson ainda tentou um último ataque nas voltas finais, mas o carro acabou quebrando faltando apenas dois giros. Um final frustrante para o que prometia ser uma briga acirrada pela vitória.

Assim, sem o principal adversário, Wallace recebeu a bandeira quadriculada pela segunda vez na temporada com uma ampla vantagem para Ron Hornaday, o segundo. Ryan Blaney completou em terceiro e assumiu a liderança da tabela de pontos, uma vez que Crafton teve problemas para se adaptar ao piso escorregadio.

Com a corrida de Eldora chegando ao fim, os resultados do último fim de semana estão atualizados. Para conferi-los, basta clicar aqui.

Os primeiros passos do mercado de pilotos da F1 2015

Publicado julho 23, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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O segundo lugar de Valtteri Bottas na Alemanha pode levar a mudanças profundas no grid da F1

O segundo lugar de Valtteri Bottas na Alemanha pode levar a mudanças profundas no grid da F1

A F1 chega neste fim de semana a uma das minhas pistas favoritas da temporada: Hungaroring. Conhecido pela dificuldade para ultrapassar, o circuito húngaro é bastante técnico e obriga os pilotos a estarem 100% concentrados o tempo todo. Por causa disso, vez ou outra temos alguns resultados bastante improváveis por lá, ainda que as corridas em si não tenham muita emoção.

A Hungria também marca o fim da primeira parte da temporada 2014. Com a prova deste domingo, 11 etapas já terão sido disputadas, faltando apenas mais oito para o término do campeonato. Não é a metade matemática, como dá para perceber, mas é agora que começam as férias de verão da categoria, já que o GP da Bélgica acontece apenas em 24 de agosto.

As férias da F1 também significam que a temporada de boatos da categoria se intensifica. E a mais nova onda de especulações tem um novo personagem: Fernando Alonso. De acordo com o jornalista inglês Joe Saward, o bicampeão, cujo vínculo com a Ferrari se encerra no fim de 2015, teria uma clausula no contrato o liberando no fim deste ano caso o time italiano não esteja entre os três primeiros colocados do campeonato.

Para desespero de todos em Maranello, com o segundo lugar de Valtteri Bottas em Hockenheimring, a Williams ultrapassou a Ferrari no Mundial de Construtores e agora está atrás apenas da Mercedes e da Red Bull. Ou seja, caso as coisas terminem assim, o espanhol não precisara cumprir o último ano do vínculo.

Com isso, Saward aponta três futuros prováveis para o bicampeão. Se o piloto considerar que a Ferrari terá o melhor motor e o melhor equipamento em 2015, então ele deve continuar na equipe e cumprir o contrato até o fim, quiçá até mesmo renová-lo. Caso a Honda dê sinais de ser o propulsor dominante, então a McLaren seria o melhor caminho.

Já no caso de Alonso fazer questão de andar com o poderoso motor Mercedes, aí a situação complica. O contrato de Lewis Hamilton com o time germânico também vai até o fim de 2015, enquanto Nico Rosberg recentemente renovou o vínculo com a escuderia por mais alguns campeonatos. Ou seja, para contar com a máquina alemã só existe uma alternativa: a Williams.

Em Grove, o espanhol reencontraria Pat Symonds, com quem venceu dois títulos na época da Renault, mas teria que competir por uma equipe com orçamento menor que os times de fábrica e que tem alternado temporadas boas com resultados extremamente decepcionantes.

Jazeman Jaafar pode ganhar uma chance na Lotus

Jazeman Jaafar pode ganhar uma chance na Lotus

Embora Alonso já tenha forçado a saída da Ferrari em diversas oportunidades – como no ano passado quando foi oferecido à Red Bull –, talvez o melhor para o asturiano neste momento seja continuar na equipe italiana e torcer para que James Allison e os novos engenheiros trazidos da Lotus no início deste ano lhe deem um carro competitivo em 2015.

Caso o carro volte a falhar no ano que vem, o piloto estará em uma boa posição para buscar novos ares. Ele já terá visto o desempenho do propulsor da Honda, acompanhado se o desenvolvimento da Williams veio para ficar e ainda poderá negociar com Mercedes e Red Bull. Isso porque os contratos de Sebastian Vettel e Hamilton também terminam no fim do próximo campeonato, podendo haver mudanças significativas nas equipes de ponta.

Mas isso tudo depende do resultado deste fim de semana, na Hungria. Saward apontou que geralmente essas cláusulas de desempenho possuem uma data limite para serem exercidas. Ou seja, se a Ferrari recuperar o terceiro posto em Hungaroring, Alonso voltaria a ficar preso ao time. Ainda que isso mude em Spa, o espanhol teria pouco tempo trabalhar numa eventual liberação.

Mudanças na Lotus

Além da Ferrari, quem também pode ter novidades em 2015 é a Lotus. De acordo com o site ‘Crash.net’, a Petronas foi quem bancou a mudança de motores da escuderia de Enstone da Renault para a Mercedes. O preço para tudo isso é expor a marca nos carros, além de dar uma chance ao malaio Jazeman Jaafar – atualmente na World Series by Renault –, bancado pela petroleira. Não está claro se o piloto asiático será titular no próximo ano. Mas como Pastor Maldonado já foi confirmado, imagina esses dois juntos? Quem diria que estamos falando do mesmo time que teve Kimi Räikkönen e Romain Grosjean lutando por vitórias há exatamente um ano.

Vitória sem subir no alto do pódio

Publicado julho 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: GP3

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Alex Lynn é cada vez mais líder da GP3

Alex Lynn é cada vez mais líder da GP3

Pela segunda etapa seguida, Alex Lynn terminou um fim de semana da GP3 sem vencer. Mas o líder do campeonato acabou sendo o grande ganhador da rodada da Alemanha ao conquistar dois pódios (um segundo e um terceiro lugares) e aumentar a vantagem na tabela de oito para 30 pontos.

Além de ter sido constante durante toda a etapa de Hockenheimring, o piloto do Red Bull Junior Team ainda contou com os infortúnios dos principais rivais na luta pelo título.

Segundo colocado na tabela de pontos, Jimmy Eriksson estava conseguindo diminuir o prejuízo para Lynn graças ao terceiro lugar obtido na prova do domingo. O sueco, porém, acabou sendo punido por ter ignorado bandeiras amarelas, despencando para o 15º posto.

Marvin Kirchhöfer, o terceiro, também viveu um fim de semana de altos e baixos. Em casa, o alemão conquistou a primeira vitória na categoria de ponta a ponta no sábado. Mas no domingo o atual campeão da F3 Alemã colocou tudo a perder ao causar um acidente bobo com Emil Bernstorff, o quarto nos pontos.

Em quinto, Richie Stanaway teve uma rodada horrível após duas boas aparições no retorno à World Series by Renault. O neozelandês sequer pontuou na corrida 1, mas conseguiu salvar um sétimo lugar na bateria complementar ao herdar duas posições graças ao acidente entre Kirchhöfer e Benstorff.

Outro apontado como um dos bons talentos do grid, Matheò Tuscher também teve uma etapa para esquecer. O piloto da Jenzer não saiu do zero, com um 18º e um 11º.

Com isso, Nick Yelloly (com 56 pontos), Dino Zamparelli (45) e Dean Stoneman (40) foram quem conseguiram aproveitar o evento em Hockenheimring para ganhar terreno na luta pelo título. O trio, no entanto, tem menos da metade dos 114 pontos de Lynn.

O piloto está de braços abertos esperando pelo futuro

O piloto está de braços abertos esperando pelo futuro

Futuro com interrogação

Só que nem tudo é motivo de comemoração para o inglês. Caso Lynn mantenha a boa fase e termine com a taça, nada garante que ele consiga repetir Daniil Kvyat e pular para a F1 na próxima temporada.

Isso porque Carlos Sainz Jr (outro piloto da Red Bull nas categorias menores) lidera a World Series by Renault e está mais próximo de uma vaga na Toro Rosso, caso Helmut Marko decida sacar Jean-Éric Vergne.

Com isso, Lynn acabaria caindo numa espécie de limbo. Sem a vaga na F1, a tendência seria uma transferência para substituir Sainz na World Series. Só que a Red Bull também já tem outro piloto por lá em Pierre Gasly, atual terceiro colocado nos pontos. Ou seja, o prêmio pelo campeonato da GP3 pode ser ficar em desvantagem em uma nova categoria.

Fora que as perspectivas de F1 só melhoram caso Sebastian Vettel vá para Mercedes, Ferrari ou McLaren quando o contrato expirar no fim de 2015. Até lá, a Red Bull deve continuar com o germânico e com Ricciardo, enquanto a Toro Rosso estará estável com Kvyat e possivelmente Sainz.

Em um pior cenário, Lynn não vence a taça da GP3 neste ano e é chutado pela Red Bull conforme eles fazem com a maior parte dos pilotos.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da GP3 no fim de semana, assim como das principais categorias.

O novo chefe da Ganassi

Publicado julho 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Indy

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Tony Kanaan foi o principal piloto da Ganassi nas últimas etapas

Tony Kanaan foi o principal piloto da Ganassi nas últimas etapas

A ida de Tony Kanaan para a Ganassi começa a dar resultado. Depois de um início de altos e baixos, nas últimas quatro corridas o brasileiro vem brigando constantemente pelas primeiras colocações, colocando o carro número 10 no lugar que merece.

Há duas semanas, em Pocono, o baiano foi quem liderou o maior número de voltas, mas acabou fechando em 11º por causa de uma tática equivocada da equipe. Em Iowa, Tony era o primeiro colocaado no fim até ser ultrapassado por Ryan Hunter-Reay e Josef Newgarden, que faziam uso de pneus mais novos nas voltas finais. Agora, em Toronto, Kanaan não brilhou, mas foi extremamente constante com um segundo e um terceiro lugar – depois de ter caído para último logo no começo da segunda bateria.

A vitória ainda não veio, mas o piloto está mostrando que a casa está arrumada.

A transferência de Kanaan da KV para a Ganassi me lembra um pouco da ida de LeBron James do Cleveland para o Miami na NBA. No basquete, o americano teve uma primeira temporada irregular no novo time, pois ainda estava se adaptando à cultura da cidade e ao esquema de jogo. Quando o Miami se tornou um time que jogava para ele, vieram dois títulos e um vice-campeonato em três temporadas.

No caso de Tony, a sombra de Dario Franchitti ainda estava presente no começo, e as atenções obviamente estavam mais concentradas em Scott Dixon, o atual campeão. O brasileiro, porém, pouco a pouco foi trabalhando e conquistou o espaço na esquadra, já sendo dono dos principais resultados nas últimas etapas. Assim, ele vai se tornando o líder do time e construindo uma base sólida para as próximas temporadas.

Helio e Tony no pódio em Toronto

Helio e Tony no pódio em Toronto

Quem também vive um bom momento é Helio Castroneves. Depois de bater na trave em 2013 com o vice-campeonato, o piloto da Penske é o atual líder da tabela com 533 pontos, 13 a mais que o companheiro Will Power. Ryan Hunter-Reay e Simon Pagenaud, um pouco mais atrás, também estão no páreo.

Restando quatro etapas, o retrospecto não é ruim para o paulista. A próxima etapa acontece em Mid-Ohio, onde ele venceu em 2000 e 2001, nas duas primeiras visitas que fez ao local pela Penske. O problema é que nas últimas cinco provas por lá, ele conquistou somente um pódio e três resultados fora do top-10. Power, por outro lado, obteve dois pódios em quatro corridas.

Depois de Mid-Ohio, restam Milwaukee, Sonoma – especialidade do australiano – e Fontana, com a pontuação dobrada. Mas não se engane com uma aparente vantagem de Castroneves por serem duas corridas em ovais. O companheiro é o atual vencedor da etapa californiana e soma uma pole e dois top-5 no oval curto do Wisconsin.

A corrida de Mid-Ohio está marcada para o dia 3 de agosto. Você pode clicar aqui para ver os principais resultados deste fim de semana no automobilismo.

Agenda da velocidade (16)

Publicado julho 18, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Será que a Mercedes está empolgada com o tetra na Copa?

Será que a Mercedes está empolgada com o tetra na Copa?

A Copa do Mundo de futebol chegou ao fim, mas o clima do Mundial ainda está presente neste fim de semana nas pistas. Isso porque a F1 visita o circuito de Hockenheimring para a disputa do GP da Alemanha, e obviamente todos os pilotos da casa aproveitaram a oportunidade de homenagear o tetracampeonato da seleção local.

E não é só a F1 que está na Alemanha. Como de praxe, a GP2 – com Felipe Nasr e André Negrão – e a GP2 – de Victor Carbone – também correm. O mesmo vale para a Porsche Supercup, naquela que é a principal corrida do ano da modalidade, uma vez que também reúne os times do campeonato alemão.

Ainda na Europa, a Inglaterra recebe duas categorias. A F4 Inglesa, de Gustavo Lima e Gaetano Di Mauro, tem uma agenda diferente neste fim de semana com atividades apenas na sexta-feira e no sábado. Já a Euroformula Open, com a presença de Henrique Baptista, anda em Silverstone com um cronograma mais normal.

Do outro lado do Oceano Atlântico, é a vez de a Indy cruzar a fronteira e disputar a rodada dupla do Canadá. Essa é uma etapa importantíssima para o atual líder do campeonato, o brasileiro Helio Castroneves. Isso porque o piloto da Penske já afirmou que o traçado de Toronto é uma espécie de ponto fraco, por isso a ideia agora é evitar sair no prejuízo na comparação contra o companheiro Will Power.

Tony Kanaan é o outro brasileiro do certame, ainda em busca da primeira vitória pela Ganassi após os bons desempenhos em Pocono e em Iowa.

Dessa vez duas categorias do programa Road to Indy estarão presentes: a Indy Lights, com Luiz Razia tentando se recuperar do acidente sofrido em Pocono, e a USF2000. Nessa última, os brasileiros são Gustavo Myasava e Victor Franzoni, que luta para tentar assumir a ponta na tabela de pontos.

A Nascar, por sua vez, terá um fim de semana de folga. Apenas a Nationwide vai à pista em Chicagoland. E se você pensava que as corridas terminavam no domingo, nada disso! A Nascar Truck Series terá a famosa corrida no oval de terra de Eldora, na quarta-feira. Um evento imperdível.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

A Nascar corre em Eldora na quarta-feira

A Nascar corre em Eldora na quarta-feira

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 18 de julho:
5h00 – F1 – GP da Alemanha – treino livre 1
7h00 – GP2 – Hockenheimring – treino livre
9h00 – F1 – treino livre 2
9h15 – F4 Inglesa – Oulton Park – classificação
9h30 – USF2000 – Toronto – treino livre 1
10h55 – GP2 – classificação
11h00 – Indy – Toronto – treino livre 1
12h30 – F4 Inglesa – corrida 1
12h50 – GP3 – Hockenheimring – treino livre
14h15 – USF2000 – treino livre 2
14h55 – Indy – treino livre 2
16h00 – Indy Lights – Toronto – treino livre 1
18h50 – USF2000 – classificação

Sábado, 19 de julho:
4h45 – GP3 – classificação
5h45 – Euroformula Open – Silverstone – classificação 1
6h00 – F1 – treino livre 3
6h50 – F4 Inglesa – corrida 2
7h25 – Porsche Supercup – Hockenheimring – classificação
9h00 – F1 – classificação
9h15 – Indy Lights – treino livre 2
10h00 – Euroformula Open – corrida 1
10h40 – GP2 – corrida 1
11h00 – Indy – classificação 1
11h30 – F4 Inglesa – corrida 3
12h20 – GP3 – corrida 1
14h30 – Indy Lights – classificação
16h55 – Indy – corrida 1 – adiada pela chuva
19h15 – USF2000 – corrida 1 – adiada pela chuva
21h45 – Nationwide – Chicagoland – corrida

Domingo, 20 de julho:
4h25 – GP3 – corrida 2
5h00 – Euroformula Open – classificação 2
5h35 – GP2 – corrida 2
6h45 – Porsche Supercup – corrida
7h30 – Euroformula Open – corrida 2
9h00 – F1 – corrida
10h05 – USF2000 – corrida 2 – adiada pela chuva
11h00 – Indy – classificação 2 – cancelada
11h45 – Indy Lights – corrida
16h55 – Indy – corrida 2

Quarta-feira, 23 de julho:
22h16 – Nascar Truck Series – Eldora - corrida

Tetracampeonato na cabeça

Publicado julho 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1, GP2

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Daniel Abt foi um dos muitos a homenagear a Alemanha neste fim de semana

Daniel Abt foi um dos muitos a homenagear o tetra da Alemanha

Antes de Klose, Neuer, Schweinsteiger, Götze e companhia entrarem em campo no último fim de semana no Maracanã, Daniel Abt já sabia muito bem como era enfrentar um argentino. Afinal, o piloto da Hilmer na GP2 teve durante as quatro primeiras etapas do ano Facundo Regalia como companheiro de equipe.

No entanto, durante a Copa do Mundo, o piloto sul-americano deixou a escuderia alegando que não tinha um equipamento bom o suficiente para brigar pelas primeiras colocações. Abt, por outro lado, seguiu na Hilmer e enfim marcou os primeiros pontos da esquadra em 2014.

Obviamente, a vitória alemã na Copa deixou o piloto germânico ainda mais animado. E, para melhorar o ambiente, a GP2 corre justamente na Alemanha neste fim de semana em Hockenheimring. Assim, para homenagear o triunfo nos campos, Abt resolveu colocar quatro estrelas no próprio carro.

Ele não foi o único. Além de a Mercedes – patrocinadora da seleção alemã – ter feito um motorhome especial para lembrar a conquista, Sebastian Vettel, Nico Rosberg e Adrian Sutil também estão carregando layouts especiais para os capacetes.

Só que apenas para Rosberg – impedido pela Fifa de usar a réplica da taça no elmo – está conseguindo aproveitar a magia dos campos, tendo sido o segundo mais veloz nos treinos livres. Vettel e Sutil ainda sofrem com o desempenho abaixo do esperado das máquinas da Red Bull e da Sauber, enquanto Abt não foi além da 14ª na classificação na GP2.

Ou seja, aos poucos, a maldição do país da Copa jamais ter levado a F1 no mesmo ano começa a fazer efeito.

Confira abaixo os capacetes de Vettel, Sutil e Rosberg para o GP da Alemanha:

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Vettel

A breve saga de Felipe Guimarães na Double R

Publicado julho 16, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Felipe Guimarães participou de seis etapas da F3 Euro em 2014

Felipe Guimarães participou de seis etapas da F3 Euro em 2014

Último campeão da história da F3 Sudamericana, Felipe Guimarães não teve o retorno que esperava à Europa. Competindo pela equipe Double R, que já teve Bruno Senna, Felipe Nasr e Pipo Derani, o brasileiro durou apenas seis etapas na F3 Europeia e resolveu deixá-la após a rodada de Norisring, frustrado com os resultados abaixo do esperado e com os cinco pontos marcados até aqui.

O desempenho, na verdade, não foi muito diferente da realidade da Double R. Para isso, basta pegar que, no ano passado, Antonio Giovinazzi tinha apenas três pontos após as mesmas seis corridas, e o italiano só conseguiu deslanchar na parte final da temporada.

A frustração de Guimarães se deu muito mais pelas expectativas criadas. Tendo conquistado pódios por todas as categorias em que passou, o piloto radicado em Brasília fechou com Double R justamente pela perspectiva de manter a boa fase em 2014. Afinal, ele tinha toda a esquadra inglesa à disposição, pois era o único carro inscrito pelo time.

Além disso, Guimarães ainda contava com um trunfo: o engenheiro Roly Vincini, indicado pelo chefe da Hitech, Rodrigo Contin, com quem Guimarães havia vencido a F3 no ano passado. A presença do engenheiro, aliás, foi uma exigência do piloto, e a equipe inglesa foi quem a acatou.

O começo do trabalho da parceria até que foi bom. Guimarães fez uma boa pré-temporada, terminando constantemente no meio da tabela de tempos. Em Silverstone, na abertura do campeonato, o brasileiro conseguiu pontuar logo na primeira corrida e ainda fechou a segunda bateria em 11º, próximo ao top-10. A rodada ainda foi completada com um abandono em decorrência de um toque com Jake Dennis, da Carlin.

Apesar do desempenho satisfatório para a estreia, o clima na Double R era de que era possível ter conquistado um resultado ainda melhor. Por isso, sem perder tempo, a escuderia começou o trabalho para a segunda rodada da F3, marcada para Hockenheim.

A preparação, no entanto, logo sofreu um baque. Após ter se recuperado de um câncer no ano passado, Vincini precisou se ausentar para refazer uma cirurgia. Com o time desfalcado, o brasileiro voltou a figurar no meio da tabela, conquistando um 12º, um 14º e um abandono na Alemanha.

A partir daí, a situação foi se deteriorando. Sem o principal engenheiro para intermediar as coisas, a Double R entrou naquela espiral negativa clássica. Como os resultados não vinham, mecânicos, engenheiros e o próprio chefe Anthony Hieatt ficavam mais pressionados para dar a volta por cima. O mesmo valia para Guimarães, que precisava readquirir tanto a própria confiança quanto a no time.

O brasileiro marcou cinco pontos no campeonato

O brasileiro marcou cinco pontos no campeonato

Para tentar quebrar esse ciclo, a Double R colocou o brasileiro para ser avaliado pelo coach Rob Wilson, que se mostrou satisfeito com os resultados alcançados durante o trabalho e ajudou o piloto a dosar a agressividade na pista. Do outro lado, o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, que já havia ajudado Guimarães em outros momentos da carreira, deslocou um engenheiro da própria equipe da F-Ford para acompanhar Felipe na etapa de Spa-Francorchamps, substituindo Vincini, ainda de fora se recuperando da operação.

A estratégia deu certo. Em uma etapa disputada debaixo de chuva, Guimarães conseguiu se colocar duas vezes no top-10 no grid de largada e pontuou na primeira corrida do fim de semana, com um oitavo lugar. Apesar disso, nas outras duas baterias vieram mais dois abandonos. Com três incidentes na semana seguinte, em Norisring, e sem a presença do novo engenheiro, tanto Guimarães quanto Hieatt ficaram frustrados com como as coisas estavam indo e decidiram se separar.

Agora o brasileiro tenta arrumar uma vaga em uma equipe de ponta para as últimas etapas de 2014, na tentativa de recuperar o tempo perdido. Caso não apareça uma vaga na própria F3, Guimarães não descarta participar de uma corrida ou outra da World Series by Renault.

Corrida dos Campeões no Maracanã

Publicado julho 15, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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A Corrida dos Campeões procura uma nova sede para 2014

A Corrida dos Campeões procura uma nova sede para 2014

Principal evento de fim de ano no automobilismo, a Corrida dos Campeões não foi disputada em 2013. Originalmente marcada para os dias 14 e 15 de dezembro do ano passado, a prova precisou ser cancelada às pressas por causa dos protestos contra o governo tailandês, que aconteceram nas ruas de Bangkok.

Na ocasião, os manifestantes aproveitaram o período de férias do fim de ano – lembrando que a Tailândia é um destino turístico – para aumentar os movimentos. Consequentemente, a polícia respondeu com gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e tiros de borracha. Nada muito diferente do que acontece por aqui.

A crise se estendeu até o mês de maio 2014, quando os tailandeses conseguiram depor o governo local, acusado de corrupção e de deteriorar a democracia no país. No lugar, assumiu uma junta militar.

Por causa da duração do conflito, a organização da Corrida dos Campeões foi obrigada a cancelar a edição do ano passado do evento depois de ter tentado adiá-la para os primeiros meses de 2014.

Mas esse não foi o fim definitivo da prova. Embora a disputa do ano passado não tenha acontecido, os organizadores já estão trabalhando para encontrar uma nova sede para 2014. Para isso, eles abriram votação no site oficial com nove opções de locais, sendo uma delas aqui no Brasil: o estádio do Maracanã.

Já pensou tudo isso acontecendo num lugar como o Maracanã?

Já pensou tudo isso acontecendo num lugar como o Maracanã?

É verdade que o lugar que vencer a votação não será necessariamente escolhido para a corrida. É mais uma forma de você se cadastrar no site deles e receber um monte de mensagem para comprar ingressos, boné e camisetas conforme o fim de ano for se aproximando.

No entanto, que seria muito legal essa prova acontecer no Maracanã, isso não há a menor dúvida. Não só pelo clima de Copa do Mundo que ainda perdura aqui no país, mas também por todo o fator histórico do estádio.

Na pesquisa, o Maracanã concorre com outros cinco campos de futebol: Friends Arena (Estocolmo), Commerzbank Arena (Frankfurt), Mercedes-Benz Arena (Stuttgart), Ricoh Arena (Coventry) e Stade de France (Paris). Também entram na disputa a cidade de Doha, no Qatar, a pista usada pelo Global Rallycross em Barbados e o Circuito das Américas, em Austin, no Texas. Ainda é possível sugerir um lugar diferente de todos esses.

O que pode favorecer o Maracanã nessa disputa é que a Alemanha busca o sétimo título da competição na Copa das Nações. Você sabe, essa coisa de 7 no Brasil deu sorte a eles. O lado triste da história é que Michael Schumacher queria vencer o torneio em sete oportunidades antes de abandonar as pistas – ele venceu as últimas seis ao lado de Sebastian Vettel –, mas ao menos por enquanto ele obviamente não tem condições de buscar esse objetivo.

Apenas lembrando que o atual campeão da disputa individual, da Corrida dos Campeões, é Romain Grosjean. Você pode clicar aqui para votar no Maracanã (ou em qualquer outro lugar que queira).

Pedro Piquet no Global Rallycross

Publicado julho 14, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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O carro de Pedro Piquet neste fim de semana

O carro de Pedro Piquet neste fim de semana

Líder da temporada 2014 da F3 Brasil, Pedro Piquet terá um desafio diferente neste fim de semana. Enquanto ainda curte as férias forçadas da categoria por causa da Copa do Mundo, o brasileiro vai seguir o irmão mais velho Nelsinho e participar da etapa de Nova York do Global Rallycross.

O garoto vai guiar um carro da própria equipe Piquet na divisão Lite. É um Fiesta como motor de 2.4 L e 310 hp.

Alguém pode reagir a essa notícia em um primeiro momento com alguma frustração. Afinal, quem acompanhou Nelsinho brilhar nas categorias menores até chegar à F1 esperava vê-lo disputando em 2014 um campeonato top, contra alguns dos melhores pilotos no mundo, e não competindo ainda em uma modalidade que tenta se firmar. Da mesma forma, pelo que já mostrou, seria um ‘desperdício’ Pedro seguir o mesmo caminho do rallycross.

Mas é bem errado pensar dessa maneira. Além de obviamente os Piquet terem direito de correr onde quiser, estamos falando apenas de uma etapa, em um único fim de semana. Nada que no momento vá alterar os planos da carreira do garoto.

Há quem defenda – e eu sou um deles – que não é ideal para um jovem piloto em formação (e de olho na F1/Indy) se dedicar ao mesmo tempo a um campeonato de monoposto e outro de turismo. Não é que uma coisa possa atrapalhar a outra. Pelo contrário, estar dentro de um carro é sempre importante. Mas há um desgaste físico e mental nessa situação.

A grosso modo, seria como estudar português e matemática. Um aluno necessariamente não precisa ser bom nas duas matérias. O mesmo vale para um jovem piloto. Ser bom no monoposto não é garantia de sucesso no turismo e vice-versa. Aí esse garoto ou garota passa a dedicar mais tempo para estudar onde não está indo bem e deixa a outra de lado. E a isso se some o estresse de se ver no meio da tabela e preso a um trabalho que não está funcionando. Uma hora a coisa toda pode explodir. Por isso é mais fácil (havendo dinheiro) focar apenas nos monopostos no começo da carreira e depois procurar alternativas.

Mas esse não é o contexto de Pedro Piquet. O filho de Nelsão já passou várias e várias semanas andando com carros de fórmula, então não é uma corrida em outra modalidade que poderá abalar a confiança. Pelo contrário. Como o próprio garoto disse no informe enviado à imprensa, é até mesmo uma oportunidade de aprender coisas novas.

“Tenho zero experiência com esse tipo de carro, nunca pilotei um 4×4 nem andei na terra. Acredito que será uma experiência interessante para desenvolver minha habilidade e o controle do carro”, afirmou.


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