Agenda da velocidade (31)

Publicado outubro 31, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Com grid menor, a F1 corre em Austin neste fim de semana

Com grid menor, a F1 corre em Austin neste fim de semana

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 31 de outubro:
0h45 – WEC – 6 Horas de Xangai – treino livre 1
5h30 – WEC – treino livre 2
11h30 – Stock Car – Tarumã – treino extra
13h00 – F1 – GP dos EUA – Austin – treino livre 1 – SporTV
13h40 – Stock Car – treino livre 1
17h00 – F1 – treino livre 2 – SporTV
19h00 – Porsche Supercup – Austin – treino livre
20h45 – Nascar – Texas – classificação
22h49 – Nascar Truck Series – Texas – corrida – FS2?
23h30 – WEC – treino livre 3

Sábado, 1 de novembro:
3h20 – WEC – classificação
7h25 – Euroformula Open – Barcelona – classificação 1
9h30 – Stock Car – treino livre 2
10h00 – Blancpains Sprint Series – Baku – classificação
11h10 – Euroformula Open – corrida 1 – streaming no site
13h00 – F1 – treino livre 3 – SporTV
14h10 – Brasileiro de Turismo – Tarumã – classificação
14h30 – Porsche Supercup – classificação
15h00 – Stock Car – classificação – SporTV
16h00 – F1 – classificação – SporTV
17h46 – Nationwide – Texas – corrida – FS2?
19h00 – Porsche Supercup – corrida 1 – SporTV?

Domingo, 2 de novembro:
1h00 – WEC – 6 Horas de Xangai – streaming/SporTV?
3h15 – Blancpain Sprint Series – corrida de classificação
6h00 – Euroformula Open – classificação 2
7h55 – Blancpain Sprint Series – corrida – season finale – SporTV?
9h10 – Brasileiro de Turismo – corrida – TerraTV/RedeTV?
9h55 – Euroformula Open – corrida 2 – season finale – streaming
11h00 – Stock Car – corrida 1 – SporTV
12h08 – Stock Car – corrida 2 – SporTV
14h20 – Porsche Supercup – corrida 2 – season finale – SporTV?
18h00 – F1 – GP dos EUA – corrida – SporTV
18h16 – Nascar – corrida – FS2

Alguma coisa acontece no Texas neste domingo

Publicado outubro 29, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1, Nascar

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A F1 ainda está tentando pegar no Texas

A F1 ainda está tentando pegar no Texas

Não dá para dizer que a F1 não esteja fazendo de tudo para se promover nos Estados Unidos. Com a etapa deste fim de semana marcada para o Circuito das Americas, em Austin, o marketing da categoria fez um bom plano para atrair as atenções dos americanos. Ainda que alguns erros aconteçam, a tática foi boa e teve Lewis Hamilton participando de um popular programa matinal em Nova York, a Red Bull e a Infiniti fazendo uma exibição nas ruas da capital do Texas e até Daniel Ricciardo levando a bandeira do país americano por uma das avenidas da cidade.

Só que todo esse marketing não adianta se os chefões do campeonato resolvem atrapalhar. E estou olhando para você Bernie Ecclestone.

É que neste fim de semana a F1 não é a única atração esportiva no território texano. Veja só, a largada para o GP dos EUA está marcada para as 14h no horário local ou 18h no horário brasileiro. Exatos dezesseis minutos depois, a Nascar recebe a bandeira verde para a antepenúltima etapa do ano, na cidade de Fort Worth, localizada a apenas 303 km de Austin.

E essa não é uma corrida qualquer para Nascar. A fase final do campeonato está se definindo e por enquanto nenhum piloto tem vaga garantida na decisão em Homestead-Miami. Mais do que isso, Kevin Harvick e Brad Keselowski, apontados como alguns dos favoritos ao título deste ano, precisam vencer – ou torcer por algum milagre – para não serem eliminados na próxima semana, em Phoenix.

Isso sem falar na NFL. A liga de futebol americana já é uma velha conhecida por colocar times para jogarem em cidades próximas às corridas da Nascar, muitas vezes ao mesmo tempo. É uma forma de não só garantir o público presente nos estádios – em detrimento dos autódromos –, mas também ter a prioridade na televisão.

E, adivinha, teremos NFL no Texas neste domingo. E em dose dupla. Ao meio-dia no horário local – ou 16h aqui no Brasil – o Dallas Cowboys recebe o Arizona Cardinals, a poucos quilômetros da etapa da Nascar, em um jogo entre duas equipes em evolução e que, no futuro, pode ser fundamental para determinar quem vai aos playoffs. No mesmo horário, o Philadelphia Eagles viaja até Houston para enfrentar o Texans.

A boa notícia é que as partidas do futebol americano começam quase duas horas antes das corridas e são sempre cheias de tempos técnicos. Ou seja, talvez dê para os fãs da bola oval assistirem às largadas antes do two minute warning.

P.S.: Hey, ao menos não terá a NBA no Texas no domingo!

Lance Stroll na F3 Euro

Publicado outubro 27, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Lance Stroll conta com o apoio da Ferrari

Lance Stroll conta com o apoio da Ferrari

Campeão da temporada de estreia da F4 Italiana, Lance Stroll já está com o futuro garantido no automobilismo. É que nesta semana a Academia da Ferrari divulgou uma entrevista feita com o canadense, praticamente confirmando-o na disputa da F3 Europeia em 2015 pela Prema.

O pulo para a F3, na verdade, já estava sendo especulado há algum tempo. O pai de Lance, o megaempresário Lawrence Stroll, nunca escondeu que estava disposto a fazer de tudo para que o garoto conseguisse chegar à F1 sem maiores problemas. Até surgiram no noticiário alguns rumores de que ele estaria disposto a comprar a Prema para garantir o melhor equipamento disponível para o filho.

Com ou sem a aquisição do time, Lance acaba repetindo os passos de antigos colegas da Academia. Raffaele Marciello, por exemplo, saiu da F-Abarth direto para a F3 Italiana em 2011. No ano passado, foi a vez de Antonio Fuoco deixar a F-Renault Alps após conquistar o título para competir na F3 Euro.

O que os dois italianos têm em comum é que eles demoraram a engrenar na nova fase da carreira. Idealmente, antes de correr na F3 Euro, os pilotos passam pela F-Renault Eurocup, que tem um grid mais competitivo e prepara melhor os garotos. Nem Marciello, nem Fuoco andaram nesse certame, e ambos tiveram problemas de adaptação.

O atual piloto da Racing Engineering na GP2 teve uma temporada decepcionante na F3 Italiana, em 2011, sendo apenas o terceiro colocado – entre doze competidores – na tabela e vencido duas vezes. Ele correu o risco de perder a vaga na Academia, mas ganhou uma nova chance no certame europeu, se destacou e até foi campeão.

Fuoco também teve um ano de altos e baixos na F3. Em 2014, competindo pela mesma Prema, ele venceu duas vezes, subiu ao pódio em mais oito oportunidades, só que ficou longe da zona de pontos em metade das 30 corridas disputadas, seja por problemas no carro, por acidentes ou por um desempenho abaixo do esperado nas classificações.

Na comparação com outros novatos, Fuoco sequer chegou perto do companheiro de equipe Esteban Ocon, campeão do certame e vindo da F-Renault Eurocup. E isso sem citar Max Verstappen, que estreou no campeonato logo após fazer a transição do kart e, com a mesma velocidade, já se mandou para a F1.

Stroll, portanto, terá o mesmo desafio dos colegas de Academia: vencer e convencer em uma categoria muito mais competitiva, apostando que a expertise de Maranello seja o suficiente para superar a melhor preparação dos concorrentes.

Só que para o canadense há um detalhe a mais. Se os dois italianos contavam com a atenção única da Ferrari enquanto estavam na F3, Lance muito provavelmente dividirá a equipe com Fuoco. Mesmo com a provável concorrência interna, não tenho a menor dúvida que ele vai se tornar um vencedor na F3, ainda que leve mais tempo que o planejado.

A nova criação de Adrian Newey

Publicado outubro 26, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Harrison Newey é literalmente irmão dos carros campeões de Williams, McLaren e Red Bull

Harrison Newey é literalmente irmão dos carros campeões de Williams, McLaren e Red Bull

Que Adrian Newey sabe criar carros rápidos, isso ninguém tem dúvidas. Mas será que britânico também consegue projetar um piloto vencedor?

Essa pergunta começou a ser respondida no último fim de semana, em Paul Ricard, onde a F4 Francesa disputou a última etapa da temporada 2014. Dentre os 21 pilotos do grid, havia uma novidade: Harrison Newey. Recém-saído do kart, o jovem piloto britânico e filho do projetista da Red Bull fez a estreia nos monopostos com o carro de número 27.

Antes da F4 Francesa, o garoto fez carreira nos campeonatos de kart da Europa e do Reino Unido, sem conquistar títulos relevantes, mas sempre na briga pelas primeiras posições com os principais nomes da modalidade. Levando em conta que os britânicos estão dominando o kartismo mundial nos últimos anos, dá para dizer que ele teve uma boa escola.

E isso se viu dentro da pista. É verdade que Newey demorou um pouco para pegar o jeito do carro da F4, tendo obtido a 18ª posição de largada para a primeira bateria. No entanto, a partir daí, o piloto foi melhorando pouco a pouco, conforme se adaptava ao equipamento. Assim, na corrida 1, ele repetiu o 18º lugar, embora tenha sido punido em 30s por não ter respeitado os limites da pista. O piloto não perdeu posições com o acréscimo no tempo.

O desempenho começou a melhorar no domingo. Na corrida com o grid invertido, Newey aproveitou abandonos de adversários e ainda fez algumas ultrapassagens para fechar em 12º. O garoto, porém, voltou a ser penalizado pela direção de prova, caindo para 16º com novos 30s acrescidos.

Alguém pode dizer que nisso Harrison puxou o pai. Se Adrian sempre busca o limite do regulamento para criar soluções que tornem os carros mais rápidos, o filho também vai no limite na busca melhor tempo. Às vezes, ele acaba indo longe demais, por isso as punições. Mas nada novo na vida de um novato.

Largando em 19º para a terceira corrida do fim de semana, o objetivo de Newey era claro: usar tudo o que aprendera nas duas primeiras provas e tentar não se envolver em problemas para garantir o melhor resultado possível. Dessa vez, deu certo. O garoto não demorou muito para ganhar posições e já estava em 12º na oitava volta. Nos sete giros seguintes, o britânico ainda subiu mais três posições para receber a bandeira quadriculada em nono, marcando os primeiros pontos no campeonato.

A participação na F4 Francesa serviu como preparação para Newey definir o que vai fazer em 2015 na carreira. A má notícia pra ele é que nesse campeonato todos os carros são fornecidos pela mesma empresa, a Signatech, então ele não poderá contar com máquinas projetadas pelo pai na tentativa de superar os rivais.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F4 Francesa em Paul Ricard, assim como das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

Para entender o terceiro carro na F1

Publicado outubro 25, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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A Caterham pode estar dando adeus para a F1

A Caterham pode estar dando adeus para a F1

Foi Adam Parr quem avisou. No fim de semana do GP da Itália, em meios às especulações envolvendo o mercado de pilotos e a saída de Luca Di Montezemolo da Ferrari, o ex-presidente da Williams usou o Twitter para dizer que a F1 a partir de 2015 seria formada por oito equipes podendo inscrever um terceiro carro.

Ao contrário do próprio Montezemolo ou de Bernie Ecclestone, Parr não é ligado nos holofotes. Ele não fala uma coisa querendo dizer outra nem usa a imprensa para mandar recados com endereço. Se havia a possibilidade de a F1 ter três carros por time no ano que vem, então ele sabia de alguma coisa.

Mais de dois meses depois, tudo indica que ele estava certo. Atravessando uma crise financeira terrível, a Caterham já anunciou que vai ficar de fora dos GPs dos Estados Unidos e do Brasil. Pior que isso, a antiga escuderia malaia agora está sendo administrada por um banco para evitar fechar as portas devido a problemas envolvendo a venda da estrutura de Tony Fernandes para um grupo de investimentos árabe-suíço.

Agora é a Marussia que também pode ficar de fora. O time russo, assim como a colega nanica, não vai correr no Circuito das Américas nem em Interlagos. Mais do que isso, segundo o jornal britânico ‘Daily Mail’, os donos da esquadra informaram à justiça que estão em vias de encerrar as atividades, por isso querem passar o time para administradores legais.

Sem Caterham e Marussia, o grid da F1 para o ano que vem cai para 18 carros. E é aí que está o problema. Quando a FIA renovou o contrato com a FOM pelo prazo de 100 anos, em uma das clausulas exigidas pela entidade está a obrigatoriedade de um mínimo de 20 participantes por temporada. Caso isso não aconteça, o documento é rescindido.

Para evitar que isso aconteça, Bernie Ecclestone foi rápido. Lucrando cada vez mais com o campeonato, o dirigente estabeleceu na última negociação com as equipes – que substituiu o Pacto da Concórdia – uma medida de emergência. Se o grid tiver menos que os 20 competidores mínimos, os principais times seriam convocados para inscrever um terceiro carro, alcançando o limite de vagas e mantendo o contrato.

Essa situação é um pouco diferente da que tínhamos há alguns anos, quando principalmente a Ferrari cobrava para poder alinhar trios, uma vez que queria ter Valentino Rossi ao lado de Michael Schumacher e Rubens Barrichello, em um plantel dos sonhos.

Com 18 carros na grid, as equipes de ponta podem ser convocadas a alinhar uma terceira máquina

Com 18 carros na grid, as equipes de ponta podem ser convocadas a alinhar uma terceira máquina

Só que as regras de Ecclestone também não são tão simples. Caso o terceiro carro venha ser usado, ele não marcará pontos nem receberá premiação pelos resultados. A ideia, justa, é que os times com três pilotos não sejam beneficiados na luta contra quem só tem duplas. Na prática, continuaria sendo dois contra dois.

E essa regra acaba causando outro problema. Vamos dizer que a Mercedes, pelo novo regulamento, termine nas três primeiras colocações de uma corrida. Como o terceiro carro não pontua, pela lógica os 15 pontos do terceiro lugar vão para quem veio logo atrás, certo?

Errado. De acordo com a FOM, a posição obtida pelo terceiro carro será considerada vaga, e ninguém se beneficiará dela. Quem terminou em quarto continua marcando 12 pontos e assim por diante. A zona de pontos, portanto, continua sendo apenas para o top-10, independentemente de quantos postos ficarem vagos.

E como dito pelo jornalista Joe Saward, alguém precisa terminar em último. Ou seja, se hoje a gente já sabe que Marussia e Caterham lutam do 19º lugar, outro time vai precisar substituí-las. Assim, com as principais equipes inscrevendo três carros, será mais difícil para Lotus, Sauber, Force India e Toro Rosso pontuar.

Como elas lutarão no fim do pelotão, aparecerão menos na televisão. Aí será mais difícil encontrar novos patrocinadores, e nada poderá impedir que fechem as portas, obrigando novos times inscrevam um terceiro carro e assim vai… É uma solução paliativa, portanto, mas que pode custar o contrato da FOM no longo prazo.

Agenda da velocidade (30)

Publicado outubro 24, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A V8 Supercars chega à Surfers Paradise. Saudades, Indy?

A V8 Supercars chega a Surfers Paradise. Saudades, Indy?

Com boa parte das categorias europeias já tendo encerrado a temporada, o foco do esporte a motor agora passa a ser os países periféricos. Nos últimos anos, este fim de semana era a oportunidade para que pilotos dos Estados Unidos e da Europa viajassem para a Austrália para competir na etapa em duplas da V8 Supercars em Gold Coast.

É que o regulamento da categoria australiana obrigava que os times inscrevessem um competidor de renome internacional em Surfers Paradise. Só que essa brincadeira acabou sendo muito cara, e as regras foram mudadas em 2013. Agora é opcional que os times tenham alguém famoso fora da Austrália em uma das máquinas.

Isso, no entanto, não quer dizer que não teremos bons nomes no grid. Além dos competidores regulares da V8, Gold Coast também terá a presença dos ingleses Oliver Gavin e Alex Buncombe, além do francês Alexandre Prémat, que disputou o certame de forma integral nas duas últimas temporadas. Isso sem valar de Robert Dahlgren, titular da Volvo.

Longe da Austrália, o outro campeonato de destaque neste fim de semana é a F4 Inglesa, com seis pilotos disputando o título. Embalado pela vitória na última corrida da F-Renault, George Russell quer aproveitar o bom momento para tirar os 21 pontos que o separam do companheiro de equipe e líder do campeonato, Arjun Maini, sendo que 95 estarão em jogo na rodada decisiva de Snetterton.

Sennan Fielding, Raoul Hyman, Struan Moore e Will Power – irmão mais novo de Jolyon, campeão da GP2 – também têm chances, mas menores. Gaetano Di Mauro é o nono colocado na tabela de pontos e luta pela segunda vitória da carreira na categoria.

Ainda falando dos campeonatos europeus, a F4 Francesa está em Paul Ricard, embora Lasse Sorensen já tenha garantido a taça por antecipação. Quem também pode ter gente garantindo o título antes da rodada final é o WTCC, cuja penúltima etapa acontece em Suzuka e tem Pechito López com 93 pontos de vantagem na tabela.

Por fim, a Nascar entra na fase semifinal com a etapa de Martinsville. Agora apenas oito pilotos estão na luta pelo título e, se um deles vencer neste fim de semana, já se garante na decisão em Homestead-Miami. O automobilismo brasileiro, obviamente, faz uma pausa neste fim de semana por causa das eleições presidenciais.

Como vários campeonatos estão terminando, você pode clicar aqui e conferir a Galeria dos campeões do blog. Isto é, um resumo – incluindo o desempenho dos brasileiros – das temporadas que já acabaram, além da pontuação final.

Você já sabe, mas não custa lembrar: conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você voltar ao World of Motorsport, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de verão de Brasília.

Neste fim de semana poderemos conhecer o primeiro finalista da Nascar

Neste fim de semana poderemos conhecer o primeiro finalista da Nascar

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 24 de outubro:
11h45 – F4 Francesa – Paul Ricard – classificação
18h40 – Nascar – Martinsville – classificação
23h35 – V8 Supercars – Gold Coast – classificação

Sábado, 25 de outubro:
0h40 – V8 Supercars – classificação 2
2h40 – V8 Supercars – corrida 1
4h30 – WTCC – Suzuka – classificação
6h30 – F4 Francesa – corrida 1
7h05 – F4 Inglesa – Snetterton – classificação
11h15 – F4 Inglesa – corrida 1
13h35 – F4 Francesa – corrida 2
15h46 – Nascar Truck Series – Martinsville – corrida
23h25 – V8 Supercars – classificação 3

Domingo, 26 de outubro:
1h55 – V8 Supercars – corrida 2
3h30 – WTCC – corrida 1
4h40 – WTCC – corrida 2
6h30 – F4 Francesa – corrida 3 – season finale
7h20 – F4 Inglesa – corrida 2
14h10 – F4 Inglesa – corrida 3 – season finale
15h43 – Nascar – corrida

O boom do GT nos EUA

Publicado outubro 23, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Marcelo Hahn foi um dos pioneiros ao enxergar o potencial do Pirelli World Challenge

Marcelo Hahn foi um dos pioneiros ao enxergar o potencial do Pirelli World Challenge

Último campeão da história do GT Brasil e das categorias subsequentes, Marcelo Hahn entendeu que, se quisesse continuar andando de gran turismo, precisava sair do país. Com a popularização dos carros GT em todo o mundo, não seria difícil encontrar um destino. Mas o eterno parceiro de Allam Khodair optou por um caminho pouco ortodoxo ao viajar para os Estados Unidos e participar do não muito conhecido Pirelli World Challenge, um campeonato similar ao Blancpain Sprint Series que acontece por lá.

Apesar de existir desde a década de 1990, o torneio vem cada vez mais ganhando importância. Na última temporada, o grid reuniu alguns veteranos de corridas GT – como o campeão Johnny O’Connell – e nove montadoras participando em tempo integral: Cadillac, Audi, Ferrari, Porsche, McLaren, Bentley, Dodge, Lamborghini e Mercedes. Isso sem falar em Aston Martin, Nissan e Acura, que entraram em algumas rodadas.

A sólida temporada de 2014 fez a categoria colher resultados. Para o ano que vem, várias equipes da United Sportscar já anunciaram que estão revendo os planos e deixando as corridas de longa duração para se dedicar ao World Challenge.

Uma delas é a Turner Motorsport, que venceu a USCC na divisão GTD. Para o ano que vem, a escuderia anunciou que competirá no certame da Pirelli com dois carros. A justificativa para a mudança é a liberdade que a categoria dá, permitindo aos times usarem as especificações de fábrica do carro. Ou seja, a Turner poderá contar com as BMW equipadas com controle de tração, freios ABS e todo o desenvolvimento aerodinâmico.

Na United Sportscar, a esquadra é obrigada a fazer diversas mudanças restritivas no equipamento por causa das regras. Apesar disso, a Turner ainda não descarta ter um time separado para as corridas de longa duração caso encontre o orçamento necessário.

Quem também já anunciou a mudança é a NGT. Equipe defendida pelo saudoso Sean Edwards nos Estados Unidos, a esquadra disse que planeja inscrever quatro ou cinco carros da montadora alemã no World Challenge no ano que vem, além de participar da Porsche Cup norte-americana.

Já a Flying Lizard, tricampeã da ALMS, ainda não dá como certa a mudança. O time cogita alinhar três Audi na categoria da Pirelli, mas, como também espera a resposta de pilotos e patrocinadores para a United Sportscar, preferiu deixar todas as portas abertas. Ao contrário da Turner e da NGT, o motivo alegado pelo time californiano para a troca de categorias é a insatisfação com o balance of performance da USCC, o que deixou as máquinas de Ingolstadt pouco competitivas neste ano.

Por fim, até a Conquest, que esteve na Indy há alguns anos, também quer participar do Pirelli World Challenge em 2015. A equipe negocia para inscrever dois carros da Mercedes, assim como participar da Indy Lights.

O treino dos campeões da F-Renault

Publicado outubro 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Pietro Fittipaldi foi o único brasileiro em Jerez

Pietro Fittipaldi foi o único brasileiro em Jerez

Um dos segredos do crescimento da popularidade da F-Renault é o chamado treino dos campeões. Como o próprio nome indica, para essa atividade a montadora francesa convida pilotos que venceram torneios menores – ou se destacaram – ao redor do mundo para terem o primeiro contato com o equipamento do certame.

No geral, dá certo. Os pilotos ficam impressionados com o que encontram e começam a trabalhar juntos com os empresários para fechar um acordo para disputar a categoria. O treino dos campeões acontece um dia após o encerramento da temporada, o que diminui o custo, uma vez que todo o equipamento já está no circuito.

Neste ano, o treino aconteceu nesta segunda-feira, em Jerez de la Frontera, e contou com a presença de Pietro Fittipaldi como único brasileiro. Após ser campeão da F-Renault Inglesa pela equipe MGR, o brasileiro disputou algumas etapas da Alps tanto pela escuderia inglesa quanto pela Koiranen e fez a estreia na Eurocup no mesmo circuito andaluz no fim de semana.

Por isso, era natural que Fittipaldi já tivesse uma vantagem na adaptação com relação aos novatos. Testando pela Fortec, o brasileiro não decepcionou e fechou os testes com o terceiro tempo na parte da manhã. Durante a tarde, o neto de Emerson focou nas simulações de corrida, caindo para 26º. Na soma dos tempos, ficou com o oitavo lugar.

O mais rápido acabou sendo Jake Hughes. Primeiro campeão da história da F4 Inglesa, o britânico demorou a se encontrar em 2014. Ele começou o ano correndo pela equipe de Mark Burdett na F-Renault Norte-Europeia, mas a limitação do equipamento o impediu de disputar pódios, vitórias e o título.

A evolução só começou a aparecer quando o piloto mudou de casa e assinou com a ART Junior. Para os treinos da pós-temporada, Hughes seguiu com a esquadra francesa e dominou ao cravar 1min41s044, sendo quase 0s6 mais rápido que Seb Morris. O galês, aliás, foi o destaque parte final do ano da F-Renault NEC, tendo fechado com o terceiro lugar. A exemplo de Hughes, Morris também teve passagem pela F4 Inglesa.

Jake Hughes, da BMW, colocou a ART Junior na frente

Jake Hughes, da BMW, colocou a ART Junior na frente

O resto do top-5 da atividade foi dominado por pilotos mais experientes. Vice-campeão da F-Renault Eurocup, Dennis Olsen terminou em terceiro ao fazer o shakedown do equipamento da nova equipe Strakka, que pretende disputar a temporada completa no ano que vem. Vice-campeão da NEC, Louis Délétraz foi o quarto, com Callan O’Keeffe, bancado pela Lotus, concluindo em quinto após trocar a KTR pela Prema para os ensaios.

Outro piloto da Lotus foi o sexto colocado. Apontado como a grande revelação da escuderia inglesa desde Esteban Ocon, Dorian Boccolacci deixou o ano não tão bom na F4 Francesa para trás e foi o melhor novato das atividades no segundo carro da Prema. Também vindo do campeonato francês, o australiano Joseph ‘Mawesome’ Mawson foi o sétimo, uma posição à frente de Fittipaldi, sendo que ambos andaram com a Fortec.

A nona posição foi de Patricio O’Ward, provavelmente o novo grande nome do automobilismo mexicano. O garoto começou a carreira apenas no mês de maio, ao completar 15 anos, e nunca decepcionou. Mesmo tendo perdido duas rodadas da F4 Francesa por causa da idade, ele é o sétimo na tabela e esteve entre os mais rápidos quando testou nos Estados Unidos pela USF2000 e pela Pro Mazda. Aqui, um conselho: olho nele. Com o apoio certo, ele pode chegar longe.

Outro australiano completou o top-10. Campeão da F-Renault 1.6 NEC, Anton de Pasquale andou com o carro da Josef Kaufmann e, ao lado de Mawson, quer provar que o sucesso do distante país da Oceania no automobilismo não está restrito apenas à geração de Daniel Ricciardo, Mark Webber e Will Power.

Entre os outros vencedores, Harrisson Scott, que briga nos tribunais pelo título da F-Ford, foi o 13º, uma posição à frente de Lasse Sorensen, ganhador da F4 Francesa. O curioso é que o campeão do certame gaulês nunca teve sucesso na F-Renault, e o desempenho do dinamarquês neste primeiro treino indica que o tabu ainda deve ser mantido. Já Joonas Lappalainen, vencedor da F-Renault 1.6 Nórdica, não foi além do 20º lugar.

Para encerrar, três destaques finais. Vice-campeão europeu de kart, Nicklas Nielsen foi o melhor entre os kartistas, com o 22º lugar. Só que o desempenho não é tão bom em comparação com o ano passado, quando George Russell foi o quarto e Max Verstappen, o sétimo, sendo que ambos também estavam fazendo a transição para os monopostos.

Já o príncipe Ferdinand Habsburg, da dinastia dos Habsburgo, que ouvimos falar em algum momento das aulas de história de Portugal fechou em 28º, entre os 30 competidores.

Abaixo você pode conferir os tempos de Jerez. A origem de cada um dos pilotos está antes do nome da equipe pela qual testou. Quem está marcado como Eurocup é que continua na F-Renault depois de ter disputado o certame em 2014:

temposrenaultjerez

Casa nova, vida nova

Publicado outubro 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Uma corrida pode ter salvado o ano de George Russell

Uma corrida pode ter salvado o ano de George Russell

Bicampeão europeu de kart, George Russell teve uma transição para os monopostos mais complicada do que esperava. Aos 16 anos de idade, o britânico chegou a superar Max Verstappen em algumas sessões de treinos coletivos durante o inverno europeu e apareceu como favorito para vencer tanto a F4 Inglesa quanto a F-Renault Alps neste ano, mas o plano não saiu como esperado.

Inscrito inicialmente para defender a Prema na Alps, o garoto acertou a ida para a Koiranen nas vésperas do início da temporada. Se na escuderia inglesa ele seria o primeiro piloto, na finlandesa ele encontrou um time montado em torno de Nyck De Vries, disposto a fazer de tudo para garantir o título no holandês.

Assim, Russell não conseguiu repetir os resultados do inverno. Quando foi para valer, o britânico obteve um único pódio ao longo do ano e fechou o ano apenas na quarta colocação na classificação final, com 123 pontos, bem longe dos 300 de De Vries.

Na F4 Inglesa, a situação foi só um pouco melhor. Correndo pela Lanam, vencedora do ano passado, o britânico liderou o campeonato da primeira etapa até a penúltima, tendo triunfado quatro vezes nesse período. O problema é que na terceira corrida da rodada de Donington Park, ele foi tirado da pista por Raoul Hyman, que também luta pelo título, e ficou sem pontuar. Pior que isso, o companheiro Arjun Maini não só venceu a prova, mas também assumiu a liderança do campeonato com 21 pontos de vantagem.

Apesar de os resultados não serem de todo ruim, 2014 vinha sendo um ano decepcionante para o garoto, pelo potencial mostrado nos últimos anos. Assim, ele precisava de algo novo, algum grande feito para que o ano não ficasse perdido.

E ele veio neste domingo, dia 19, na etapa da F-Renault Eurocup em Jerez de la Frontera. Competindo como convidado, Russell trocou a equipe Koiranen pela Tech 1, e os resultados não demoraram a aparecer. No sábado, ele já havia fechado a corrida na sexta colocação. Na bateria complementar, o desempenho foi ainda melhor. Pole, melhor volta, recorde da pista e vitória, deixando De Vries e a Koiranen no segundo lugar.

É claro que uma única vitória não salva uma temporada. Mas foi o suficiente para que o britânico lembrasse a todos – incluindo às equipes da F1 – o talento que tem e mostrar que não desaprendeu a correr após um ano abaixo do esperado.

Thiago Vivacqua foi outro que mudou de casa em Jerez

Thiago Vivacqua foi outro que mudou de casa em Jerez

Mudar de equipe também foi a solução encontrada por Thiago Vivacqua. Depois de fechar a temporada da F-Renault Alps pela Fortec sem marcar pontos, o brasileiro voltou à Eurocup, mas dessa vez correndo pela JD. O grande objetivo do carioca neste fim de semana era ser tão competitivo quanto os demais pilotos do grid.

No sábado, a tarefa se mostrou complicada. Vivacqua se classificou em 24º e terminou a prova em 18º, embora apenas 19 carros tenham recebido a bandeira quadriculada. Mas no domingo ele confirmou a evolução esperada. O piloto obteve o 17º posto na classificação – superando nomes como Aurélien Panis, Andrea Pizzitola e o ex-companheiro de Fortec Ben Barnicoat – para encerrar a corrida duas posições à frente.

A exemplo de Russell, o brasileiro também teve que conviver com um time montado para outros pilotos. No caso dele, a situação era ainda mais complicada, uma vez que a Fortec tinha oito carros inscritos entre as diversas F-Renault.

Agora cabe aos dois garotos a continuar o desempenho crescente em 2015 para que os resultados obtidos em Jerez não sejam a exceção.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F-Renault Eurocup em Jerez, assim como das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

Rush 2

Publicado outubro 19, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Mathias Lauda e Freddie Hunt são rivais no MRF Challenge

Mathias Lauda e Freddie Hunt são rivais no MRF Challenge

A temporada 1976 da F1 foi marcada pelo confronto entre o boêmio James Hunt e o perfeccionista Niki Lauda. Naquele ano, o austríaco sofreu um gravíssimo acidente no GP da Alemanha, conseguiu se recuperar em tempo recorde, mas não foi capaz evitar o título do rival, obtido por um único ponto de vantagem. A história desse duelo foi contada pelo filme ‘Rush’, de Ron Howard, lançado no ano passado.

Quase 40 anos depois, Hunt e Lauda voltam a dividir a pista. Isso porque o MRF Challenge, um campeonato indiano de monopostos, disputado durante o inverno europeu, apostou em uma estratégia ousada. Para divulgar o certame, eles convidaram Mathias Lauda e Freddie Hunt, filhos dos ex-pilotos de F1, para participar da temporada 2014/2015.

Assim como aconteceu com os pais, o novo duelo entre as famílias Hunt e Lauda também vai virar filme. Será em um documentário chamado ‘Os Filhos da Velocidade’, que contará o passo a passo dos dois no campeonato.

As filmagens começaram neste fim de semana, quando a dupla de sobrenomes famosos se juntou a outros 12 pilotos no circuito de Losail, no Qatar, para as primeiras quatro corridas da temporada. Entre os adversários estão dois brasileiros: Pedro Cardoso, que disputou a Ginetta Junior e a F-Junior em 2014, e Vinícius Paparelli, fazendo a transição do kartismo para os monopostos.

Em outros anos, os dois brasileiros teriam mais dificuldades nessa primeira aventura internacional da carreira nos monopostos. O MRF Challenge já contou com a participação de pilotos vindos da GP2, GP3 e World Series by Renault, tendo visto Jordan King, Conor Daly e Tio Ellinas, entre outros, lutarem pela taça.

Mas muitos desses competidores chegaram ao campeonato indiano por bolsas, tanto da própria MRF como da Renault. Dessa vez, o dinheiro gasto para atrair pilotos diminuiu, e os principais nomes foram mesmo Hunt e Lauda. Só que a dupla, apesar do pedigree, jamais chegou perto do sucesso alcançado pelos pais. Enquanto Freddie desistiu do automobilismo após não ir muito bem nas categorias de base, Lauda chegou à F3000, teve uma passagem sem brilho pelo DTM e hoje se dedica a carros GT e à Nascar Europeia.

Com isso, consequentemente, o nível dos pilotos caiu. Prova disso é que duas das quatro baterias realizadas no Qatar foram vencidas pelo jovem britânico Toby Sowery, que disputa um campeonato amador de F3 no Reino Unido.

Pedro Cardoso (6) ficou próximo do pódio

Pedro Cardoso (6) ficou próximo do pódio

Os brasileiros, por sua vez, mostraram evolução na estreia. Pedro Cardoso conquistou um quarto lugar na última das quatro corridas, sendo o melhor resultado ao longo do fim de semana. O brasiliense ainda teve um quinto, um oitavo e um 11º lugares. Já Paparelli, a exemplo do compatriota, também andou melhor na bateria final, quando foi o oitavo colocado. Ele também acumulou um nono, um décimo e um abandono.

Talvez a melhor forma de avaliar o desempenho deles é comparar com Nikita Mazepin, o russo de apenas 15 anos, que também está fazendo a estreia nos monopostos. Atual vice-campeão mundial de kart, o garoto apoiado pelo banco SMP está se preparando para dar o próximo passo da carreira e, no Qatar, logo de cara obteve um segundo lugar na corrida 2. Ele ainda garantiu um quinto e um sexto e teve um abandono.

O outro destaque no grid é o indiano Tarun Reddy, um velho conhecido de brasileiros. Companheiro de equipe de Pietro Fittipaldi durante a campanha vitória do neto de Emerson na F-Renault Inglesa neste ano, ele também participou de um certame menor organizado pela MRF em 2014, sendo o campeão.

Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos da MRF Challenge, assim como das demais principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana. De antemão, porém, lamento que a qualidade da imagem dos resultados não seja boa, mas é o que foi possível conseguir de forma mais rápida após cada atividade no Qatar.


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