O melhor prêmio do mundo

Publicado dezembro 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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A F4 Norte-Europeia correrá na Estônia, Rússia e Finlândia

A F4 Norte-Europeia correrá na Estônia, Rússia e Finlândia

Não é comum as categorias de base europeias darem bolsa aos pilotos campeões. A mais conhecida é a da Renault, que permite ao vencedor da F-Renault Eurocup competir na World Series no ano seguinte.

Nos Estados Unidos, por outro lado, essa prática é bastante difundida. É possível um piloto sair do kart e chegar à Indy só dependendo das bolsas que obter. Não é uma tarefa fácil, obviamente, uma vez que o garoto ou garota literalmente vai precisar ganhar todas as categorias em que competir, mas pode acontecer.

E quem está disposta a tirar o atraso europeu nesse quesito é a nova F4 Norte-Europeia, um dos campeonatos que estreiam no ano que vem.

Sendo organizada em parceria com o banco russo SMP, essa F4 já sabe que dinheiro é o que não vai faltar em 2015. E isso se reflete na premiação dada ao vencedor, ou melhor, aos vencedores. É que os três primeiros colocados na tabela do ano que vem ganharão incentivos para continuar no automobilismo.

O campeão vai receber uma bolsa de 350 mil euros para disputar a F3 Europeia em 2016. Esse valor corresponde de 60% a 95% do orçamento necessário, dependendo da equipe e do número de testes que o piloto queira fazer.

Quem terminar em segundo não precisa ficar triste. Além de ganhar um trofeuzinho menor na cerimônia da premiação, ele ainda vai levar 150 mil euros para andar pela poderosa equipe Koiranen em alguma F-Renault que escolher em 2016. Se o piloto optar pela Eurocup, então por volta de 60% do orçamento da temporada já estará pago.

Quanto ao terceiro colocado, ele ganhará a inscrição para participar da F4 Italiana, precisando, assim, apenas se acertar – incluindo financeiramente – com alguma equipe.

Os prêmios aos vencedores

Os prêmios aos vencedores

Claro que, no fim, esse prêmio não chega perto do que a Renault oferece aos pupilos, mas para um certame novo, com etapas apenas na Rússia, Finlândia e Estônia, é uma ótima opção para os garotos e garotas desses países que quiserem seguir carreira no esporte a motor.

Todos os carros da F4 Norte-Europeia serão preparados pela Koiranen, e o campeonato começa no dia 16 de maio em Ahvenisto, na Finlândia. A decisão será em Sochi, em 19 de setembro.

P.S.: Durante a semana, um garoto russo chamado Troitsky testou pela categoria. Aposto que será companheiro de Leinin e Stailin no ano que vem.

Troca-troca entre Joe Gibbs Racing e Roush-Fenway

Publicado dezembro 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

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Bubba Wallace deixou a Gibbs e vai correr na Roush em 2015

Bubba Wallace deixou a Gibbs e vai correr na Roush em 2015

Vencedor de quatro corridas na temporada 2014 da Nascar Truck Series, Darrell Wallace Jr estará de casa nova no ano que vem.

Tendo sido piloto em desenvolvimento da equipe de Joe Gibbs entre 2012 e 2014 – e emprestado ao time de Kyle Busch –, ele agora vai competir pela Roush-Fenway na Xfinity, a antiga Nationwide.

A ideia original era que ele subisse de categoria pela própria Gibbs, mas a dificuldade de encontrar patrocínio para disputar a temporada completa fez com que o anúncio ficasse para cada vez mais tarde. Assim, o time da Toyota acabou preenchendo os carros titulares e sobraria para Wallace apenas dividir algum com os pilotos da Sprint Cup.

Como a Roush tinha uma vaga em aberto e já mostrou ser capaz de inscrever carros em tempo integral mesmo com um orçamento abaixo do ideal, o americano não teve dúvidas em mudar de escuderia. Assim, Bubba Wallace, como também é conhecido, faz o caminho inverso de Matt Kenseth e Carl Edwards, que trocaram a Roush pela Gibbs nos últimos anos.

Edwards fez o caminho contrário e defenderá a Toyota no ano que vem

Edwards fez o caminho contrário e defenderá a Toyota no ano que vem

Não é coincidência, obviamente. Não precisa ser um gênio do esporte a motor para perceber que a esquadra de Joe Gibbs – com Kenseth, Edwards, Kyle Busch e Denny Hamlin – já está cheia para os próximos campeonatos e não tem espaço para um novato.

Por outro lado, a Roush vem de campanhas cada vez mais frustrantes. Para o ano que vem, o time terá Greg Biffle como líder, Ricky Stenhouse ainda tentando se firmar na principal divisão da Nascar e Trevor Bayne, cuja última boa apresentação na Cup foi a vitória na Daytona 500 de 2011.

Wallace, por sua vez, sabe que, se quiser seguir na principal categoria do turismo norte-americano, é mais fácil estar em um time que trabalha com jovens a tentar encontrar espaço em um que assumidamente tem apostado em veteranos para conquistar um título que não vem desde 2005.

Ainda que a Roush tenha conseguido uma pequena vingança contra a Gibbs após perder os dois principais pilotos, a esquadra da Toyota não deve sentir muita falta de Wallace neste primeiro momento. Além de contar com quatro pilotos com chances de vencer o título da Cup em 2015, ela ainda tem Erik Jones se firmando nas categorias menores.

Isso porque o americano de 18 anos recém-completos é tratado como futura promessa do esporte. Ele participou de 17 etapas da Truck nos dois últimos anos e já acumulou quatro vitórias.

A grande questão, assim, é se a Gibbs não está dando um tiro no pé apostando tanto em pilotos com ampla experiência ao invés de também ter algum novato esperando a hora chegar. É praticamente impossível um time construir quatro carros igualmente competitivos, então quem sair em desvantagem pode não ser muito contido na hora de reclamar. E o automobilismo está cheio de histórias de equipes dominantes, mas que ruíram por crise interna.

Jean-Éric Vergne na Ferrari

Publicado dezembro 19, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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JEV será reserva da Ferrari em 2015

JEV será reserva da Ferrari em 2015

A Ferrari surpreendeu ao anunciar, nesta sexta-feira, dia 19, a contratação de Jean-Éric Vergne para a função de piloto de testes.

O francês, cortado pela Toro Rosso para a chegada de Max Verstappen, será responsável por guiar o simulador da escuderia. Ele assume a vaga de Pedro de la Rosa, outro espanhol a deixar a equipe, assim como aconteceu com Fernando Alonso.

A grande pergunta neste momento é por que um piloto como Vergne acha melhor trabalhar no simulador da Ferrari a competir por vitórias e títulos pela Andretti, seja na F-E, seja na Indy, tendo impressionado o time norte-americano no último fim de semana, em Punta del Este.

A resposta pode começar pelo que foi proposto por Michael Andretti. Talvez o dirigente tenha pedido que o francês levasse algum dinheiro ao time. Ou então um prazo maior para confirmar o negócio. Isso porque o ex-piloto americano não conseguiu arrumar um patrocinador para manter James Hinchcliffe em 2015, mesmo o canadense sendo um dos competidores mais populares da Indy. E nada indica que JEV teria facilidade para arrumar um investidor.

O que também pode estar em jogo é a permanência de Vergne na F1. Como o contrato de Kimi Raikkonen vai até o fim do ano que vem, o francês deve ter imaginado que, se fizer um bom trabalho como reserva, poderá ser parceiro de Sebastian Vettel em 2016. Também pesa o fato de a escuderia ter perdido Jules Bianchi e não ter ninguém pronto – até trazer Esteban Gutiérrez – para entrar no carro e conseguir bons resultados em caso de emergência.

E mesmo que ele acabe preterido na Ferrari, a experiência em Maranello pode ser suficiente para abrir outras portas ao piloto no grid. Dependendo, claro, de patrocínios e de estar no lugar certo e na hora certa.

A função de reserva da Ferrari também não quer dizer que JEV estará longe das pistas no ano que vem. A escuderia italiana nunca se opôs aos pilotos de testes participarem de uma corrida aqui e outra ali. Basta ver que Marc Gené tem disputado as 24 Horas de Le Mans pela Audi, enquanto Davide Rigon tem um longo histórico em corridas GT.

Bruno Baptista é campeão da F4 Sudamericana

Publicado dezembro 18, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 4

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Bruno Baptista venceu a temporada inaugural da F4 Sudam

Bruno Baptista venceu a temporada inaugural da F4 Sudam

Bruno Baptista se tornou, no último fim de semana, o terceiro piloto brasileiro a conquistar um título internacional de grande porte em 2014.

Ele seguiu os passos de Pietro e Christian Fittipaldi, vencedores da F-Renault Inglesa e da United Sportscar, respectivamente, e garantiu a taça da temporada inaugural da F4 Sudamericana.

Na verdade, desde o começo do campeonato, ficou claro que os brasileiros eram fortes candidatos. Baptista, Felipe Ortiz e Enzo Bortoleto (este apenas nas primeiras rodadas) dominaram as corridas iniciais e deram a impressão que o título ficaria entre eles.

E isso se confirmou a partir do momento em que apenas Bruno e Felipe disputaram todas as corridas do ano, culminando com o título do piloto do carro número 25 com mais de 80 pontos de vantagem para o compatriota.

A campanha de Baptista, porém, teve alguns altos e baixos. Apesar de ter subido ao pódio nas seis primeiras corridas da temporada – com cinco segundos lugares – o paulista só foi vencer na quarta etapa, em uma prova debaixo de chuva em El Pinar. Mesmo largando no fim do grid devido ao primeiro abandono no ano no dia anterior, ele conseguiu escalar o pelotão e recebeu a bandeira quadriculada na frente.

Depois, mais dois triunfos no fim de semana quádruplo de Mercedes o colocaram próximo da taça. A partir daí, ele teve problemas em Tarumã, mas conseguiu salvar dois segundos lugares. Em Concórdia, na rodada final, vieram outros dois pódios, com um primeiro lugar na última corrida do ano para fechar o título com chave de ouro.

Bruno demorou para vencer em 2014, mas nunca ficou longe do pódio

Bruno demorou para vencer em 2014, mas cansou de subir ao pódio

Apesar de só ter ganhado quatro vezes em 17 corridas, Baptista soube se portar como um veterano e não desperdiçou chances de marcar pontos importantes para o campeonato. Como a F4 teve diversos pilotos participando de apenas algumas etapas, eles estavam mais dispostos a correr riscos e lutar por vitórias, uma vez que não brigavam pela taça. Aí o brasileiro soube usar a cabeça e se beneficiar da situação.

O curioso é que a maior parte desses convidados era de fato pilotos mais experientes que Bruno. Francisco Cammarota, de 24 anos, ficou de fora das duas primeiras etapas de El Pinar, mas foi o nome a ser batido no domingo de rodada dupla em Mercedes. O argentino Agustín Lima Capitao, de 18 anos, só estreou no certame na quarta rodada, mas venceu quatro das últimas cinco corridas, encerrando o ano em alta e em terceiro nos pontos.

Além da idade avantajada dos competidores – na Europa as F4 têm pilotos de 15 a 18 anos –, outros problemas da categoria em 2014 foram a indefinição quanto ao calendário, com as etapas sendo canceladas e remarcadas em meio ao campeonato, e o regulamento de pontuação dobrada para a decisão em Concórdia, algo incomum para uma categoria de acesso.

Por outro lado, a F4 teve o mérito de atrair um grid com sete ou oito carros em todas as corridas, com competidores vindos de cinco países. Além de brasileiros, uruguaios e argentinos, o torneio ainda teve dois mexicanos e um chileno.

Por isso, para que a categoria consiga resolver o problema de grid no ano que vem, um bom primeiro passo é continuar com o trabalho que já vem sendo feito nesses países. Estabilidade no calendário também é uma necessidade para qualquer competição que queira ser levada a sério.

Quanto aos pilotos, Baptista disse que estuda competir na F-Renault Eurocup em 2015 após o título, enquanto Ortiz não divulgou os planos para a próxima temporada.

Mick Junior nos monopostos

Publicado dezembro 16, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 4

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Mick Junior andou na F4

Mick Junior andou na F4

Filho de Michael Schumacher, Mick Junior testou na semana passada o carro da F4 Adac (alemã) da equipe Jenzer em Barcelona. Essa não é a primeira vez que o garoto anda com um monoposto. Ele já havia pilotado o equipamento da F4 Francesa como prêmio pelo bom desempenho ao longo da temporada no kart.

Em 2014, Mick foi vice-campeão europeu e mundial na divisão KFJ do kartismo e começou a chamar a atenção. A evolução nas pistas coincidiu com a fase mais difícil na vida pessoal, com o pai se recuperando lentamente do trágico acidente sofrido no fim do ano passado, enquanto esquiava na França.

Aliás, Junior merece todos os elogios por isso. Mesmo tendo apenas 15 anos de idade, o garoto conseguiu separar o drama familiar do desempenho na pista. No automobilismo, é comum acontecer o contrário. Há inúmeras histórias de pilotos que abandonaram a carreira ao ter o pai ou outro familiar próximo passando por tragédias da mesma magnitude.

Caso o germânico resolva mesmo competir na F4 Adac no ano que vem, ele será o terceiro nome de peso a fechar com a modalidade. Antes, o atual campeão europeu e mundial de kart na divisão KF, Lando Norris, já havia acertado com a Carlin na F4 MSA. Guanyu Zhou, da Academia da Ferrari, está praticamente garantido na F4 Italiana, pela Prema.

A própria esquadra italiana também é uma baixa importante para a F-Renault. Para o ano que vem, o time dos irmãos Rosin decidiu deixar os campeonatos da montadora francesa, após ter Dennis Olsen e Bruno Bonifacio na luta pelo título da última temporada, e focar somente nos projetos da F4 e F3.

O problema, como se pode ver, é que esses pilotos não vão competir uns contra os outros. Enquanto Junior estará na Alemanha, Norris correrá na Inglaterra e Guanyu e a Prema, na Itália.

E essa é a vantagem da F-Renault Europeia. Apesar de perder esses jovens mais badalados, eles têm certeza que vão entregar um grid competitivo em 2015, algo importantíssimo no desenvolvimento de qualquer aspirante a piloto profissional.

Assim, talvez fosse uma boa ideia a FIA criar algum tipo de F4 Europeia ou uma corrida envolvendo times de diversos certames, para reunir os melhores nomes da categoria e dar mais qualidade ao grid.

Danica Patrick x Ricky Stenhouse Jr

Publicado dezembro 15, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

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Os dois namorados tiveram um 2014 parecido

Os dois namorados tiveram um 2014 parecido

Danica Patrick e Ricky Stenhouse Jr são o casal mais famoso da Nascar. Desde o início do ano passado, os dois pilotos resolveram assumir o relacionamento, que havia começado na época em que competiam na Nationwide.

Se fora das pistas eles são vistos sempre juntos e felizes, dentro dos autódromos a situação é diferente. Ambos são grandes competidores e estão dispostos a fazer de tudo para não só superar o parceiro, como também os outros 41 pilotos do grid da Nascar. Mas no fim, qual dos dois está levando a melhor?

Levando em conta apenas os resultados da temporada 2014, o resultado é um 0x0, daqueles que não dá para salvar nada para o VT dos melhores momentos. Com ambos completando a segunda temporada completa na categoria, Stenhouse foi um pouco melhor. O representante da Roush Fenway foi o 27º colocado na classificação final, uma posição e 22 pontos acima da amada.

Stenhouse ainda conquistou um top-5, contra zero de Danica, e cinco top-10, enquanto a pilota da Stewart-Haas chegou apenas três vezes entre os dez primeiros. Contra ele pesa o fato de não ter conseguido se classificar para a segunda corrida de Talladega, ao passo que a namorada participou de todas as etapas do ano.

Danica, aliás, mostrou uma imensa evolução com relação à temporada como novata. A americana passou a se classificar melhor – 22,3 como posição média de largada contra 30,1 no ano passado –, terminou mais vezes na mesma volta do líder e chegou a liderar 15 giros durante o ano, contra nenhum do namorado.

A boa fase da ex-pilota da Indy se deu principalmente por causa da parceria com o mecânico-chefe Tony Gibson e o bom equipamento da SHR (campeã com Kevin Harvick) no geral. Com Gibson, ela passou a ser uma forte candidata a alcançar o Q3 do treino classificatório e conquistou o sexto lugar em Atlanta e o sétimo na primeira etapa do Kansas como melhores resultados no ano.

Como Danica é uma pilota que praticamente acabou de deixar os monopostos e ainda está aprendendo todos os segredos do carro do turismo, ela teve uma temporada muito mais aceitável que a de Stenhouse. Sendo bicampeão da Nationwide, o dono do número 17 deveria ter conseguido um resultado final melhor que a 27ª posição, algo pífio se levar em conta que os dois companheiros de equipe – Carl Edwards e Greg Biffle – chegaram ao Chase.

Veja o duelo entre os dois abaixo:

danicaxstenhouse

Qual o melhor programa de jovens pilotos?

Publicado dezembro 13, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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A McLaren levou três títulos na base, mas não promoveu ninguém à F1

A McLaren levou três títulos na base, mas não promoveu ninguém à F1

Os programas de desenvolvimento de pilotos mudaram a forma como os jovens chegam à F1. Agora é praticamente impossível que algum garoto ou garota alcance a principal categoria do automobilismo mundial sem estar ligado a uma grande equipe ou sem pagar muito dinheiro por uma vaga.

Dos três novatos confirmados para 2015, Max Verstappen e Carlos Sainz Jr surgiram do programa da Red Bull – ainda que o holandês mal tenha passado seis meses por lá – e Felipe Nasr contou com o apoio do Banco do Brasil e com os bons resultados ao longo da carreira para fechar com a Sauber.

Mas a importância desses programas fica ainda mais evidente ao olhar o que aconteceu neste ano nas categorias de base. Levando em conta os principais certames juniores, apenas três – a GP2, a F4 Inglesa e a F4 Francesa – não foram vencidos por alguém já com contrato com algum time da F1.

Na GP2, Jolyon Palmer superou Stoffel Vandoorne, da McLaren, para ser campeão na quarta tentativa. George Russell, por sua vez, foi o ganhador da F4 Inglesa e, no fim do ano, foi premiado como piloto inglês mais promissor das categorias de base pela revista Autosport. Para ele, pode ser questão de tempo para estar nas canteras de uma equipe da F1.

Já a F4 Francesa viu Lasse Sorensen – irmão mais novo de Marco Sorensen da GP2 – vencer Dorian Boccolacci para ficar com o título. O curioso é que tanto Marco quanto Dorian fazem parte do programa da Lotus, então alguém pode argumentar que a esquadra de Enstone escolheu o piloto errado.

Quanto às equipes de F1, quem teve o melhor 2014 foi a McLaren. Além do vice na GP2, o time de Woking viu Nyck de Vries ser campeão tanto da F-Renault Eurocup quanto da Alps. O outro certame da modalidade, o Norte-Europeu (NEC), foi conquistado pelo colega de programa Ben Barnicoat.

A má notícia para eles é que a McLaren não parece ter espaço para os jovens no futuro, visto a decisão de contar com dois veteranos – Fernando Alonso e Jenson Button – na F1.

juniorteam2014A segunda colocação (confira o ranking no gráfico acima) em 2014 ficou para a Red Bull. O principal programa de pilotos da F1 teve Sainz conquistando o título da World Series by Renault com um recorde de sete vitórias na temporada e Alex Lynn triunfando na GP3. Os outros dois integrantes do Junior Team também foram bem. Pierre Gasly completou a dobradinha rubro-taurina na WSbR, enquanto Verstappen foi o terceiro na F3 Europeia. No fim, dos quatro apoiados pela Red Bull, dois garantiram vaga na F1 no ano que vem, uma ótima média.

A Academia da Ferrari dessa vez ficou com uma única taça, obtida por Lance Stroll na F4 Italiana. A Lotus, por sua vez, teve em Esteban Ocon o campeão da F3 Euro.

O resto dos programas de jovens pilotos da F1 não teve sucesso. Caterham e Marussia, duas equipes que investiam em novos talentos, passaram a temporada mais preocupadas em garantir a sobrevivência, o que refletiu na base, com inúmeras mudanças nos entres os times juniores de ambas.

A Force India, agora parceira da Hilmer na GP2 e GP3, não conquistou nenhum título e espera Jehan Daruvala deixar os karts para trilhar carreira nos monopostos.

Sauber, Williams e Mercedes, por fim, oficialmente não têm programas de pilotos, embora a montadora alemã tenha apoiado Ocon na campanha vitoriosa na F3. A Williams foi terceira colocada na GP2 com Nasr, enquanto o mais próximo de um piloto em desenvolvimento da escuderia suíça foi Sergey Sirotkin, quinto na World Series by Renault.

O último fim de semana de 2014

Publicado dezembro 12, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Nelsinho Piquet busca se recuperar na F-E

Nelsinho Piquet busca se recuperar na F-E

Dezembro é o mês mais curto para quem gosta de automobilismo. Por causa das festas de fim de ano, são dois fins de semana a menos de corridas, e muitas ceias natalinas, retrospectivas e YouTube para suprir a falta de velocidade.

Por isso, este fim de semana é especial. Será a última vez em 2014 que teremos carros na pista disputando campeonatos de verdade. Depois disso, apenas testes em circuitos espalhados pelo mundo como preparação para o próximo ano.

E a principal decisão deste último fim de semana acontece aqui na América do Sul, com a F4 Sudamericana correndo em Concórdia, na Argentina. O que já sabemos é que o campeão será brasileiro, uma vez que somente Bruno Baptista e Felipe Ortiz têm condições matemáticas de ficar com a taça – apenas eles disputaram todas as corridas no ano.

E já era para Baptista ter sido campeão, mas como a F4 faz uso da regra da pontuação dobrada na última etapa, então Ortiz ainda tem chances, mesmo estando 61 pontos atrás do compatriota.

Não sei ao certo se pontos em dobro é algo adequado para uma categoria de base, cujo objetivo é preparar os garotos, e não ter um bom show até a última etapa. Mas, ao mesmo tempo, traz a pressão de um vestibular. Baptista e Ortiz tiveram o ano todo para estudar o certame, então agora chegou a hora de mostrar tudo o que aprenderam para ver quem fica com a taça.

Bruno Baptista pode ser campeão da F4 Sudam

Bruno Baptista pode ser campeão da F4 Sudam

Não muito longe de Concórdia, a Fórmula E realiza a terceira etapa do campeonato inaugural no Uruguai, em Punta del Este. Lucas Di Grassi lidera o certame com 43 pontos, três a mais que Sam Bird, o segundo colocado. Bruno Senna e Nelsinho Piquet buscam se recuperar na tabela após terem abandonado na Malásia, onde faziam uma boa prova e lutavam pelo pódio.

Em Barbados, a Corrida dos Campeões volta a ser realizada após o cancelamento do evento de 2013, devido à crise política na Tailândia. O grid deste ano conta com nomes de destaque como Ryan Hunter-Reay, Jamie Whincup, Tom Kristensen, Esteban Ocon e José María López, mas as ausências certamente serão sentidas.

A principal, claro, será de Michael Schumacher. O germânico nunca escondeu que tinha como objetivo final da carreira o sétimo título da Copa das Nações – a disputa entre países –, mas acabou sofrendo aquele grave acidente no fim do ano passado enquanto esquiava e obviamente não correrá. Parceiro do ex-piloto da Ferrari e Mercedes nas seis conquistas, Sebastian Vettel também não estará em Barbados, assim como Lewis Hamilton.

O curioso é que o atual campeão da F1 viajou ao país da América Central no começo do ano quando o Global Rallycross correu por lá em um evento em parceria com a versão britânica do programa ‘Top Gear’.

Entre os certames menos populares, a Porsche Cup brasileira terá o duelo de dois pilotos com passagem pela F3000, Ricardo Rosset e Constantino Junior, pela taça. Já a F-Renault Asiática conhecerá o campeão de 2014 com a britânica Alice Powell – que quase correu pela Caterham em Abu Dhabi – tendo chances matemáticas.

Por fim, neste sábado acontece as 12 Horas do Golfo, no circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. A prova conta com alguns dos principais pilotos de carros GT, além do bicampeão da MotoGP Jorge Lorenzo em uma Ferrari. A outra corrida de longa duração do fim de semana são as 12 Horas de Tarumã.

A McLaren errou

Publicado dezembro 11, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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A McLaren optou por Button e Alonso em 2015

A McLaren optou por Button e Alonso em 2015

A McLaren anunciou nesta quinta-feira, dia 11, Fernando Alonso e Jenson Button como dupla de pilotos para a temporada 2015 da F1, a primeira desde a retomada da parceria com a Honda.

Nos últimos meses, a dúvida era quem seria o parceiro do espanhol: o promissor Kevin Magnussen ou o experiente Button. E a melhor escolha era mesmo ter dois pilotos veteranos para o ano que vem. Isso por uma razão: novatos não ganham campeonatos. Assim, ao optar por Button a escuderia inglesa mostra que está séria quanto ao objetivo de voltar a ser campeã mundial o quanto antes.

Só que algumas vezes a melhor opção não é a que traz resultados mais rapidamente. Por isso, se a McLaren entendesse que poderia chegar mais longe ao treinar um garoto promissor, então Magnussen teria sido a melhor escolha. Mas o dinamarquês não é o jovem mais talentoso do time inglês. Este posto é de Stoffel Vandoorne.

Vice-campeão da GP2 na última temporada, o belga facilmente poderia ser confundido com um veterano. Ainda que tenha cometido alguns erros no início da campanha, o garoto impressionou ao vencer logo na estreia, no Bahrein, e ao conquistar quatro poles seguidas, um recorde na categoria.

Para colocar esses números em perspectiva, só nessa sequência Vandoorne obteve quatro vezes mais poles que Felipe Nasr em toda a carreira. O campeão, Jolyon Palmer, precisou de 28 corridas – ou um ano e dois meses – para alcançar os primeiros 25 pontos no campeonato. O belga somou isso logo na estreia. E enquanto a maioria dos pilotos necessita de quatro temporadas no campeonato de base para ser competitiva, Stoffel foi vice como novato.

Vandoorne, coitado, sobrou

Vandoorne sobrou

Aliás, ser um estreante sempre foi algo frequente para ele. Das cinco temporadas em que disputou nos monopostos, em quatro debutava num campeonato. Nesse tempo, conquistou um título (F4 Francesa), dois vices e um quarto lugar.

É por isso que, caso a McLaren o tivesse escolhido, Vandoorne não teria problemas para mostrar desempenho logo de cara. Algumas vezes seria mais rápido que Alonso, em outras não, algo normal para quem está começando na F1.

A diferença é que ninguém sabe qual é o limite para ele. E, pela chance de desenvolver alguém com potencial para ser campeão mundial dentro das próprias canteras, a McLaren deveria tê-lo colocado como titular já em 2015.

Sequer tendo sido mencionado no anúncio desta quinta, Vandoorne agora deve continuar na GP2, disputando o título com Pierre Gasly, Esteban Ocon e Raffaele Marciello. Se ele vencer, vamos voltar a este assunto no ano que vem, e tudo que a McLaren terá ganhado com isso será ter desperdiçado um ano de desenvolvimento da principal promessa.

O país do automobilismo na América do Sul

Publicado dezembro 9, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World Touring Car Championship

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A Argentina está no caminho de diversos mundiais em 2015

A Argentina está no caminho de diversos mundiais em 2015

O relatório da investigação do acidente de Jules Bianchi e as novas regras para a obtenção da superlicença foram os principais assuntos discutidos pelo Conselho Mundial da FIA, na última semana, no Qatar. Mas a entidade também tratou de outros temas, como a confirmação do calendário de 2015 de diversas modalidades.

Acompanhe comigo. No dia 10 de janeiro, a F-E visita Buenos Aires para a quarta etapa do certame. Dois meses depois, entre 6 e 8 de março, é a vez do WTCC abrir a temporada em Termas do Río Hondo. Em 26 de abril termina o Rali da Argentina, do WRC, enquanto no fim do ano, de 27 a 29 de novembro, o Mundial de Rallycross correrá em San Luis.

Não ficando restrito apenas às categorias da FIA, a Argentina ainda recebe o Dakar no começo do ano e terá uma etapa do TCR, o novo campeonato de carros de turismo, uma versão barata do WTCC, em julho.

O país vizinho ainda é citado no documento do Conselho Mundial com a FIA agora adotando o regulamento do Turismo Nacional como um dos padrões para os campeonatos de stock car em todo o mundo. Isto é, os países que quiserem começar um novo certame da modalidade segundo o regulamento da FIA poderão usar as regras argentinas.

O Brasil, por outro lado, só aparece uma única vez nas deliberações da entidade. Obviamente, é na confirmação da etapa da F1, dia 15 de novembro de 2015.

Para o ano que vem, o país perdeu a etapa do Mundial de Endurance (WEC), devido às obras em Interlagos. A intenção é que a categoria retorne a São Paulo em 2016, mas para isso precisa resolver os problemas de Emerson Fittipaldi na promoção do evento. A outra competição da FIA que estará por aqui no ano que vem é a versão sul-americana do Troféu Academia, um importante torneio de kart internacional.

Há ainda a possível corrida da Indy em Brasília, mas sem a chancela da entidade.

Por outro lado, o país teve uma etapa do WTCC em Curitiba há alguns anos, houve negociações para uma corrida da F-E no Rio de Janeiro e disputou com a Polônia para sediar o WRC nesta temporada.

Ou seja, a grande questão é se vale a pena perder as categorias menores em troca do principal evento do esporte a motor mundial, a F1. Para os torcedores, a resposta é claro que não. Quem acompanha o automobilismo obviamente gostaria de poder assistir ao vivo às principais competições mundiais.

Já do ponto de vista financeiro, a CBA divulgou o balanço de 2013 com prejuízo de R$ 1.869.776. Para este ano, as previsões são ainda mais pessimistas, uma vez que a entidade deixou de receber o valor pago pela Indy – R$ 168.800 – no ano passado e também os R$ 394.913 da F1. É que, segundo o colega Renan do Couto, em 2014, a confederação não teve participação na promoção do GP do Brasil, por isso também não teve direito a receber o pagamento da FIA.


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