Agenda da velocidade (3)

Publicado abril 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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A F1 corre na Páscoa em um circuito em forma de coelho

A F1 corre na Páscoa em um circuito em forma de coelho

Para quem gosta de velocidade, o feriado de Páscoa é um verdadeiro chocolate. Ao invés dos tradicionais três dias de atividades de pista, são cinco dias de testes coletivos, treinos e corridas para que todo mundo possa aproveitar os próximos dias junto com a família, mas acompanhando de perto o esporte a motor.

Enquanto as atividades no Brasil e nos Estados Unidos fazem uma pausa por causa do feriado, a FIA não quis nem saber. Quatro das principais categorias da entidade estão escaladas para este fim de semana. Claro, com todas as atenções voltadas à F1, que disputa o GP da China após a excelente corrida no Bahrein.

Quem também vai à pista é a F3 Europeia, cujo guia você pode conferir aqui. O campeonato corre em Silverstone e terá Felipe Guimarães como representante brasileiro. Depois de conquistar a categoria sul-americana, o piloto radicado em Brasília quer tentar mostrar que também pode brigar na frente na Europa.

Além da F3, o tradicional circuito inglês recebe a primeira etapa do Mundial de Endurance, o WEC, que servirá como preliminar da F3 ou algo assim. Além de Mark Webber, que estreia na Porsche, são dois pilotos do país na disputa: Lucas Di Grassi, na Audi, e Fernando Rees, na Aston Martin, no carro inscrito em parceria com a Bamboo.

A última categoria da FIA é o WTCC. Por algum motivo, alguém achou que era uma boa ideia correr em Paul Ricard apenas uma semana depois da acidentada prova do Marrocos. Paciência. O grid, que já foi pequeno na África, agora estará ainda mais desfalcado.

Ainda na França, o Blancpain Sprint Series (antigo FIA GT), dá o pontapé inicial no acanhado traçado de Nogaro. São cinco pilotos do país por lá: Cacá Bueno, Sergio Jimenez, Nelsinho Piquet, Matheus Stumpf e Cesar Ramos, que defende a equipe com apoio de fábrica da Audi e atual campeã do certame. O curioso é que a prova acontece na segunda-feira. Ao menos também é feriado por aqui.

Para terminar as principais categorias que correm neste fim de semana, as categorias da TOCA – lideradas pelo BTCC – vão a Donington Park para a segunda etapa de 2014. Desta vez não tem a F-Renault Inglesa, mas a Ginetta Junior estará presente. O campeonato é relevante aqui no Brasil, já que conta com a presença de Pedro Cardoso, considerado a maior promessa do automobilismo brasileiro para os próximos anos.

O problema é que eu não faço a menor ideia como conseguir os resultados da Ginetta Junior. Então, se der certo, eu atualizo ali embaixo com o desempenho de Cardoso. Do contrário, paciência e o veremos apenas na Grande Família.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você voltar aqui, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Esse aí é o Ginetta Junior

Esse aí é o Ginetta Junior

Agenda do fim de semana:

Quinta-feira, 17 de abril:
23h00 – F1 – GP da China – treino livre 1

Sexta-feira, 18 de abril:
3h00 – F1 – treino livre 2
5h00 – F3 Europeia – Silverstone – TL1
5h45 – F3 Euro – treino livre 2
7h55 – WEC – Silverstone – treino livre 1
9h40 – F3 Euro – classificação 1
11h55 – WEC – treino livre 2
13h40 – F3 Euro – classificação 2
13h40 – F3 Euro – classificação 3

Sábado, 19 de abril:
0h00 – F1 – treino livre 3
3h00 – F1 – classificação
5h00 – WEC – treino livre 3
6h20 – F3 Euro – corrida 1 – streaming no site
8h00 – WEC – classificação
9h20 – F3 Euro – corrida 2 – streaming
10h00 – WTCC – Paul Ricard – classificação
10h15 – Ginetta Junior – Donington – classificação
11h10 – FIA GT – Nogaro – classificação
12h40 – Ginetta Junior – corrida 1

Domingo, 20 de abril:
4h00 – F1 – corrida – Globo
5h15 – F3 Euro – corrida 3 – streaming
7h17 – Ginetta Junior – corrida 2
8h00 – WEC – corrida
8h15 – WTCC – corrida 1
9h15 – FIA GT – corrida classificatória – SporTV
12h15 – WTCC – corrida 2

Segunda-feira, 21 de abril:
9h15 – FIA GT – corrida – SporTV

Esse post está afixado na home durante o fim de semana, basta rolar a página para baixo para ler os novos textos

Guia da F3 Euro 2014

Publicado abril 18, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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A F3 Euro começa com os pilotos de olho nas principais categorias do mundo

A F3 Euro começa com os pilotos de olho nas principais categorias do mundo

Desde que se tornou o responsável da FIA pelas categorias menores, Gerhard Berger decidiu acabar com o excesso de campeonatos e tentar montar uma ordem clara na tarefa de ajudar os jovens pilotos rumo à F1. O primeiro passo dessa empreitada aconteceu com a F3.

O austríaco pegou uma série de categorias com grids pequenos e conseguiu tirar disso tudo uma F3 Europeia fortalecida, com cerca de 30 carros por etapa, além da presença de algumas escuderias de F1 – e do DTM –, além de diversas montadoras e fornecedoras de motor.

O problema é que o sucesso teve um preço. Para que o certame europeu conseguisse sobressair, a F3 Inglesa está em uma crise profunda. A Euroformula só é capaz de atrair pilotos alternativos, enquanto a F3 Alemã sabe que é suicídio adotar o novo carro da Dallara – o F312. A F3 Italiana, pior ainda, fechou as portas após quase 50 anos de história.

É claro que é muito triste ver esses campeonatos nacionais morrendo, mas, por outro lado, a criação da F3 Europeia foi a solução encontrada pela FIA para manter a modalidade viva e combater a concorrência da GP3 e da World Series by Renault. Por enquanto, está dando certo.

Nesse cenário, o campeonato de 2014 começa com a promessa de boas disputas, de revelar novos talentos e com alguns detalhes interessantes para acompanharmos ao longo dos próximos meses. Vamos a eles:

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)

Guerra entre motores

Neste ano, a F3 Europeia estreia a nova geração de motores. A mudança, na verdade, já era para ter acontecido há alguns anos, mas foi segurada até agora por questão de custos. Durante o inverno, a FIA até chegou a estudar uma regra bizarra e obrigar que apenas os campeonatos com os novos propulsores pudessem ser chamados de F3 – a Europeia e a Japonesa –, mas acabou mudando de ideia devido à pressão dos certames inglês e alemão.

Com a polêmica ficando para trás, quem parece ter saído na frente nessa nova geração foi a Volkswagen. Nos treinos coletivos realizados no Red Bull Ring, a montadora de Wolfsburg dominou as seis primeiras colocações da tabela, graças ao bom desempenho das equipes Carlin e Van Amersfoort.

A Mercedes, porém, não se deu por vencida. Equipando as sempre favoritas Prema e Mücke, a empresa alemã reagiu na chegada a Silverstone e viu o novato Esteban Ocon conquistar duas pole.

A NBE, de Neil Brown, estreia no campeonato europeu a bordo dos carros de Richard Goddard e Alex Toril na T-Sport. Essa escuderia contou com o apoio de fábrica da Nissan no ano passado e até conquistou bons resultados, embora o segredo do bom desempenho tenha mais a ver com a experiência de Alexander Sims, este ano se dedicando aos carros GT.

Por fim, a F3 Europeia ainda viu a chegada da Renault. No entanto, o desempenho da montadora francesa foi tão ruim durante a pré-temporada que eles desistiram de disputar a primeira etapa, em Silverstone, e querem realizar mais alguns testes antes de ter certeza de serem competitivos.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)

Novatos x veteranos

O campeonato de 2014 vai marcar um bom embate entre pilotos mais experientes e os estreantes na categoria. O favorito absoluto é Felix Rosenqvist, da Mücke. Vice-campeão no ano passado, o sueco vai para a quarta temporada na F3 Euro e a quinta na modalidade.

A turma dos velhinhos ainda conta com Tom Blomqvist, na F3 desde 2011, e Felix Serrales, começando o terceiro ano na modalidade, embora tenha sofrido com uma lesão nas costas no ano passado.

Já a turma dos novatos é liderada por Max Verstappen, que venceu praticamente tudo o que é possível nos karts. O holandês poderia se considerar satisfeito se conseguisse um pódio ou outro em 2014, mas, depois de ter estado entre os mais rápidos durante a pré-temporada, agora espera voos mais altos.

Atual tricampeã, a Prema tem outros dois estreantes. Além de Ocon, o time ainda conta com Antonio Fuoco, campeão da F-Renault Alps em 2013 e representante da Academia da Ferrari.

O embate entre novinhos e mais velhos será curioso para ver o desdobramento da carreira de cada um deles. Enquanto os veteranos já se aproximam do momento de subir de categoria e veem o tempo para chegar à F1 passar, os outros correm com uma pressão menor por resultado, mas sabem que se superarem os mais experientes, então podem chamar a atenção do paddock da principal categoria do mundo.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)

Calendário

Serão 11 etapas e 33 corridas em alguns dos principais circuitos do mundo. Silverstone, Hockenheimring (2x), Hungaroring, Spa – novidade no cronograma –, Red Bull Ring e Nurburgring também recebem a F1. A esses autódromos se juntam uma prova no travado traçado de Moscou, outra em Ímola e dois circuitos de rua: Pau e Norisring.

Sem falar na qualidade dessas pistas, o calendário também conta com características bem diferentes. Enquanto os jovens pilotos vão a Spa-Francorchamps mais preocupados em acelerar e fazer ultrapassagens, as visitas ao Red Bull Ring, Ímola, Hungaroring e aos circuitos de rua obrigam os competidores a usar a cabeça na hora de tentar alguma ultrapassagem.

Um último detalhe é que não são apenas 11 rodadas triplas. Sem valer pontos no campeonato, as equipes da F3 Europeia ainda devem participar de outros dois eventos: o Masters de F3, em Zandvoort, e o tradicional GP de Macau, no fim do ano.

FIA Formula 3 European Championship Test Hungaroring (H)

Vícios da F3 Inglesa

Uma das maiores reclamações da F3 Inglesa sempre foi o descaso dos organizadores com as equipes menores, permitindo que a Carlin levasse vantagem na hora de atrair pilotos, escalando algumas vezes até seis carros durante a temporada, enquanto as adversárias sofriam para pagar as contas. E o que aconteceu dessa vez? A Carlin voltou a ter seis pilotos, enquanto Fortec e Double R somadas têm apenas três.

Para piorar a situação, desses seis competidores, três fizeram carreira na Fortec praticamente desde que deixaram o kartismo, enquanto os outros três competem com o patrocínio da Jagoya Ayam, tirado da Double R.

Isso, entretanto, não explica tudo. Por exemplo, Jordan King já era piloto da Carlin no ano passado. Jake Dennis, por sua vez, corre com o apoio da Racing Steps Foundation, velha parceira da escuderia desde a época de Oliver Turvey e James Calado. E era bem provável que a Jagoya Ayam já fosse deixar a Double R em busca de uma equipe maior.

Por outro lado, Fortec e Double R estão mais preocupadas com a F3 Inglesa neste momento. Apesar do grid encurtado do campeonato britânicos, elas sabem que mais vale terminar na frente e ter as contas pagas no fim do mês que brigar para ficar no meio do pelotão no certame continental.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)

Onde estão os brasileiros?

Em 2014, Felipe Guimarães, da Double R, será o único piloto brasileiro na F3 Europeia, pois Pipo Derani, que competiu no ano passado, agora está fazendo carreira nos Estados Unidos. Assim, o que levou ao esvaziamento dos representantes do país na modalidade?

A resposta é: nada demais. Na verdade, acabou sendo apenas uma consequência. Nos últimos anos, o país teve oito pilotos nas diversas F-Renault do mundo: Bruno Bonifácio, Guilherme Silva, Victor Franzoni, Felipe Fraga, Gabriel Casagrande, Gustavo Lima, Pietro Fittipaldi e Henrique Baptista.

Fraga e Casagrande voltaram ao Brasil e estão na Stock Car. Lima decidiu seguir carreira na Inglaterra, na F4 Inglesa, enquanto Fittipaldi fará mais uma temporada na F-Renault Inglesa. Bonifácio é outro que continua na modalidade, sendo um dos candidatos ao título da F-Renault Europeia. Franzoni se mudou para os EUA, enquanto Baptista vai competir na Euroformula. Apenas Silva ainda não anunciou os planos para o futuro.

Ou seja, dos oito que competiam nos certames menores, sete continuaram a carreira dois anos depois. É uma média muito boa. No entanto, não dá para ter brasileiro em todos os lugares. Enquanto alguns campeonatos tiveram um aumento no número de participantes do país – como a GP2, GP3, USF2000 e Pro Mazda, outros encolheram, como é o caso da F3. Vamos ver se a novíssima geração será capaz de ocupar esse espaço.

Você pode acompanhar a F3 em Silverstone e os demais resultados do fim de semana clicando aqui.

A volta do exército de um homem só

Publicado abril 16, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Le Mans Series

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Satoshi Motoyama é o exército de um homem só em Le Mans

Satoshi Motoyama é o exército de um homem só em Le Mans

Alguém que acompanha o noticiário da F1 mais de perto sabe que a quarta-feira da véspera de um GP não é exatamente o dia mais movimentado. Como os jornalistas do mundo todo estão chegando para a corrida – neste fim de semana na China – e pilotos e equipes estão terminando o processo de adaptação, são poucas as histórias originais.

Nesta quarta, dia 16, não foi diferente. Os principais assuntos do dia, na verdade, foram apenas continuação do que já estava sendo falado. Um deles foi o presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo, explicando a escolha de Marco Mattiacci para o lugar de Stefano Domenicali, ao dizer que a partir de agora estará mais perto da escuderia. O outro é a Force India tomando a liderança das equipes menores na luta pelo teto orçamentário.

Para preencher esse buraco editorial, até Juan Pablo Montoya ganhou espaço ao chamar de loucura o projeto da Haas para se juntar à F1. Nada contra o colombiano, mas tenho minhas dúvidas se ele é o melhor analista dessa aproximação entre Nascar e F1.

Mas mesmo em um dia pouco movimentado, uma notícia passou praticamente despercebida nos principais portais internacionais: a Nissan ter escolhido o japonês Satoshi Motoyama para pilotar o Zeod nas 24 Horas de Le Mans.

Esse é o Zeod, o primo do Delta Wing

Este é o Zeod, o primo do Delta Wing

A opção pelo nipônico foi surpreendente ainda mais por Jann Mardenborough ser considerado favorito à vaga. Descoberto no videogame pelo programa da GT Academy, o britânico estreou em Le Mans, no ano passado, com o terceiro lugar na categoria LMP2 e está sendo lapidado com cuidado pela montadora japonesa. Tanto é que neste ano vai competir na GP3.

Assim, o que teria levado a montadora a colocar Motoyama no lugar? Além de toda a conhecida habilidade do japonês – tricampeão do SuperGT – a Nissan teve classe.

É que a última passagem do nipônico pelo tradicional circuito de La Sarthe não acabou bem. Para quem não lembra, Motoyama foi um dos três escolhidos para guiar o Delta Wing na estreia do carro em 2012. Ele assumiu o bólido ainda nas primeiras seis horas de prova, mas acabou sofrendo um acidente ao ser jogado para fora da pista pelo compatriota Kazuki Nakajima, da Toyota.

Como as regras em Le Mans impedem que as equipes possam consertar o carro fora do pit-lane, Motoyama tentou sozinho fazer os reparos necessários para voltar aos boxes e tentar salvar a permanência do time na corrida.

Em uma cena de partir o coração, ele ia de um lado por outro, ouvia instruções da equipe, mexia aqui, mexia ali, tentava ligar o carro, nada, voltava, fazia uma coisa, fazia outra, até perceber que o exército de um homem só não daria conta de vencer a batalha para consertar o Delta Wing. Veja o vídeo, é de chorar.

Após a prova, Motoyama pediu mais uma chance de guiar o Delta Wing após tudo o que passou e mostrar o potencial dele e do equipamento. No entanto, como ele não pôde disputar a Petit Le Mans no fim de 2012 por causa de compromissos com o SuperGT, e a Nissan cortou o apoio ano seguinte, o nipônico nunca mais voltou ao bólido.

Só que, como se sabe, a montadora aproveitou o knowhow obtido para criar a própria versão do Delta Wing, mas com um motor elétrico, o Zeod, que estreia nas 24 Horas de Le Mans deste ano. E nada mais justo que colocar Motoyama para ser um dos pilotos dessa empreitada.

Parabéns, Nissan, você merece todos os aplausos dessa vez.

P.S.: o Zeod também terá um brasileiro no comando. A montadora anunciou que Thomas Erdos, bicampeão das 24 Horas de Le Mans na categoria LMP2, vai participar do dia de treinos coletivos, em 1º de junho, já que tanto Motoyama quanto Lucas Ordoñez estarão competindo no Japão na mesma data. O terceiro piloto do time é o belga Wolfgang Reip, também descoberto no PlayStation.

O pódio mais velho do mundo

Publicado abril 15, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Esse foi o pódio de uma categoria de base

Esse foi o pódio de uma categoria de base

As categorias de base no esporte a motor, de uma forma geral, servem para desenvolver os jovens pilotos e lhes ensinar o necessário para alcançar a F1 ou outra das principais categorias do automobilismo mundial.

Claro que sempre há exceções. Nada impede, por exemplo, que um certame seja usado por alguém mais velho, mas que também esteja dando os primeiros passos no esporte. E isso é bem justo. Afinal, alguns competidores – os gentleman drivers – entendem que é perigoso começar a carreira em um carro mais rápido sem antes ter guiado Renaults e F3.

Assim, não existe uma idade certa para começar no automobilismo, embora para quem queira chegar à F1 é interessante começar aos 15, atingir a F3 aos 18 e competir na principal categoria com 21 ou 22. Mas as coisas nem sempre saem dessa maneira.

Um desses pontos fora da curva foi a primeira corrida da temporada 2014 da Auto GP, disputada no último fim de semana em Marrakesh.

É verdade que o certame não vive os melhores dias. Depois de revelar nomes como Adrian Quaife-Hobbs, Sergey Sirotkin, Vitaly Petrov, Kevin Ceccon e Rio Haryanto, além de servir como base para Romain Grosejan após a primeira passagem frustrada pela F1, a Auto GP teve apenas 13 carros na abertura do campeonato no Marrocos.

E isso ajudou o resultado não ser tão ortodoxo. Como Marrakesh é uma pista de rua de alta velocidade, os acidentes são sempre comuns. Logo no começo da prova, Kevin Giovesi e Tamas Pal Kiss bateram quando estavam disputando a liderança. Pouco tempo depois, tanto Francesco Dracone quanto Sergio Campana deixaram a corrida por danificar a suspensão do carro em contatos com o muro.

O drama ainda continuou com o problema mecânico do eslovaco Richard Gonda e seguiu até a última volta, quando Markus Pommer e Andrea Roda bateram na luta pelo segundo lugar.

Quem se aproveitou de todos esses acidentes foi Kimiya Sato. O nipônico – que não tem parentesco com o piloto da Indy – assumiu a ponta da prova após a batida entre Giovesi e Pal Kiss para não perder mais. Como os demais concorrentes também abandonaram a disputa, ele pôde receber a bandeira quadriculada com uma vantagem de 12s para Michele La Rosa.

Kimiya Sato ficou com a vitória no Marrocos

Kimiya Sato ficou com a vitória no Marrocos

Aos 24 anos de idade, Sato não é o piloto mais jovem em uma categoria de base. Mas se levarmos em conta que geralmente os japoneses costumam fazer a carreira na Ásia antes de se aventurar na Europa e o envelhecimento do grid da GP2, então é normal que ele esteja competindo na Auto GP.

O problema foram os demais representantes do top-3. Segundo colocado no Marrocos, aos 33 anos, La Rosa até se enquadra naquela situação inicial, do veterano que usa as categorias de base para ganhar experiência. Com recursos, o italiano começou a carreira há apenas três anos, tendo disputado até agora a própria Auto GP e a Boss GP – um campeonato estilo força-livre para carros das décadas de 1990 e 2000 da F1 e de certames menores.

Já o terceiro colocado foi um pouco mais além. Aos 48 anos, Guiseppe Cipriani conquistou o primeiro pódio da carreira ao terminar a prova 35s atrás de Sato.

Cipriani, na verdade, não é um desconhecido no automobilismo. Ele começou a carreira no fim da década de 1980, disputando a Barber Pro e a F3 Italiana, mas acabou abandonando as pistas para comandar redes de hotéis e restaurantes de luxo. Com o sucesso nos negócios, ele resolveu voltar ao esporte em 2008. Primeiro competindo pela F-Palmer Audi e, depois da extinção desse campeonato, na própria Auto GP.

Como resultado, o pódio formado por Sato, La Rosa e Cipriani teve média de idade de 35 anos, o que já significaria um piloto em fim de carreira em alguns campeonatos profissionais.

5 opções caseiras para a Haas na F1

Publicado abril 14, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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Gene Haas escolheu um dia pouco movimentado para falar da nova equipe...

Gene Haas escolheu um dia pouco movimentado para falar da nova equipe…

Dono da mais nova equipe da F1, Gene Haas resolveu marcar para esta segunda-feira, dia 14, uma coletiva de imprensa e explicar melhor essa nova empreitada. Parecia uma decisão inteligente, afinal, com a Nascar tendo corrido em Darlington no sábado à noite, ele pegaria um dia sem maiores assuntos na imprensa e teria o merecido destaque.

Só que na F1 o buraco é mais embaixo, e as coisas acontecem quando você menos espera. Enquanto Haas falava em Charlotte, o noticiário foi inundado com a demissão de Stefano Domenicali da Ferrari, a saída de Bob Bell da Mercedes e o embate entra a montadora alemã e a Red Bull acerca da desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália.

Se mesmo com todos esses acontecimentos alguém prestou atenção no que Haas disse, não ficou muito impressionado com o novo time. O americano afirmou que acredita contar com as condições necessárias para fazer parte da F1, está negociando com as fornecedoras de motor e espera estar no grid do ano que vem, embora considere o tempo curto.

O sócio de Tony Stewart também disse que a maior ambição na nova categoria é aproveitar o marketing do campeonato para expandir os negócios e afirmou que idealmente planeja colocar um jovem americano para correr ao lado de algum veterano da F1.

Quando questionado se algum piloto da equipe na Nascar poderia fazer o pulo para a F1, Haas foi direto. O chefão disse que não que acredita que algum deles possa sobreviver a isso. Nas entrelinhas, um recado claro que não teremos Danica Patrick no principal campeonato do mundo.

Uma pena. Talvez Danica não fosse a melhor opção para uma vaga na F1, mas a americana certamente ajudaria o novo time a ganhar torcedores, arrumar patrocinadores e ter um destaque a mais no grid. Caso Haas mude de ideia, o World of Motorsport listou cinco pilotos da Nascar que fariam sentido receber essa chance.

Casey Mears

5) Casey Mears

Mears é uma daquelas provas de que ter um sobrenome famoso nem sempre é sinônimo de sucesso no esporte. Sobrinho do tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis, Rick Mears, Casey está com 36 anos e só agora parece ter conseguido se firmar como um confiável piloto da segunda metade do pelotão da Nascar.

Só que nem sempre o turismo foi a ambição do americano. De olho em repetir o sucesso do tio, Casey começou a carreira nos monopostos, passando pelos campeonatos menores e tendo relativo sucesso na Indy Lights, conquistando o vice em 1999. Ao todo, foram 48 corridas, uma vitória, mas dez pódios, sendo que a grande maioria veio em circuitos mistos.

Mears ainda fez três corridas na IRL e quatro na Cart, incluindo um quarto lugar na estreia, em Fontana, competindo pela Rahal. O problema é que, mesmo com bons resultados para um novato, ele nunca conseguiu o patrocínio suficiente para fazer uma temporada completa e ainda não se classificou para a Indy de 500 de 2001. Depois disso, mudou-se para o turismo, onde está até hoje. Quem sabe o que a mudança de ares para a F1 seja o que ele precisa para atingir o estrelato.

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4) AJ Allmendinger

Allmendinger talvez fosse a escolha mais óbvia para que um piloto da Nascar tivesse uma chance na F1. Afinal, toda a carreira deste californiano de 32 anos foi feita pensando nos monopostos. Foram duas conquistas internacionais no kartismo, títulos na Barber Pro e na F-Atlantic, ambos como novato, com direito a 13 vitórias nas primeiras 25 provas da carreira.

O fenômeno continuou na Champ Car. Estreando pela RuSPORT, AJ levou a pequena equipe ao sexto lugar em 2004. Ele ainda ficou no time mais um ano e meio, mas acabou demitido para a chegada de Cristiano da Matta. Contratado em seguida pela Forsythe, Allmendinger aproveitou a nova oportunidade, vencendo cinco vezes em oito corridas e desafiando Sébastien Bourdais na luta pelo título. No entanto, quando ele estava prestes a estourar, acabou fechando contrato com a Red Bull para andar na Nascar.

E a experiência no turismo não foi das melhores. Sem vitórias na divisão principal, o piloto ainda foi pego no antidoping no ano retrasado. Desde então, fez o possível para retornar à categoria e, enquanto isso, até recebeu uma oportunidade de Roger Penske para disputar as 500 Milhas em 2013, além de mais algumas etapas da Indy, para ver se ainda estava afiado nos monopostos.

Em Indianápolis, as coisas saíram de acordo com o plano, e Allmendinger até se colocou na luta pela vitória. O problema é que ele se acidentou na primeira volta das duas baterias da rodada dupla de Detroit e só voltou a aparecer no campeonato na decisão, em Fontana, onde bateu novamente. Ao menos a F1 não tem tantos circuitos de rua assim.

Michael McDowell

3) Michael McDowell

Quem vê o carro 95 da Leavine Family brigando para chegar entre os 25 primeiros colocados nas corridas da Nascar pode achar que não estou falando sério ao citar Michael McDowell na F1. Ok, eu realmente não estou, mas isso não quer dizer que o piloto de 29 anos não tenha experiência nos monopostos. Pelo contrário.

Antes de competir na Nascar, o americano seguiu o tradicional caminho nos monopostos, se destacou internacionalmente no kartismo, passou pela F-Renault e pela Star Mazda, onde foi o novato do ano em 2003 e campeão com sete vitórias em 2004 antes de chegar à Champ Car, estreando no fim daquele ano pela Rocketsports.

McDowell disputou apenas as etapas de Surfers Paradise e Cidade do México, conseguindo um 11º lugar como melhor resultado. Contudo, ele resolveu aceitar a pressão do investidor e se mudou para a Grand-Am, em 2005, tendo relativo sucesso e até descolando uma bolsa com a Dodge para seguir carreira rumo à Nascar, onde compete até hoje.

parker kligerman

2) Parker Kligerman

Desde que Haas afirmou que planeja dar oportunidade a um jovem americano, Alexander Rossi, reserva da Caterham e hoje na GP2, apareceu como favorito. Mas que tal colocarmos o cara que destruiu o badalado californiano nas categorias de base?

Competindo na F-Renault 1.6 nos Estados Unidos em 2006, com apenas 15 anos de idade, Kligerman não deu chances aos adversários. Foram 16 corridas, 11 vitórias e cinco segundos lugares, além de oito poles. E olha que aquele grid ainda contava com Rossi e Tayler Malsam, que chegou a ser protegido de Kyle Busch há alguns anos.

O desempenho foi tão bom que o americano acabou chamando a atenção da Penske, com quem assinou um contrato de desenvolvimento. Só que ao invés de correr nos monopostos, ele recebeu a oportunidade no turismo. Foi vice-campeão da Arca, conquistou a pole na estreia na Nationwide e disputou a Truck Series.

Dispensado para a chegada de Ryan Blaney, Kligerman hoje disputa a Sprint Cup pela pequena Swan Racing e tem contrato com a Toyota. Talvez ao invés de ficar tentando a sorte com times minúsculos, o americano pudesse considerar o retorno aos monopostos. Ele tem apenas 23 anos! Tem tempo suficiente para aprender o necessário.

Kasey Kahne

1)      Kasey Kahne

Kahne está chegando a um momento complicado da carreira. Aos 34 anos, ele foi contratado pela Hendrick para ser o futuro da escuderia na Nascar. Desde então, Jimmie Johnson venceu o sexto título, Dale Earnhardt Jr ganhou a Daytona 500 em 2014 e Jeff Gordon é o atual líder do campeonato. Quanto a Kahne? Bom, talvez a gente o encontre ajudando a consertar o carro na garagem após algum acidente.

Nada melhor que deixar essa má fase para trás e tentar novos ares na carreira. E a F1 pode ser um bom lugar para isso. Kahne é um dos pilotos mais admirados pelas torcedoras da Nascar, o que pode significar um novo mercado para a F1. Mas não é isso o que o credencia à vaga.

No começo da carreira, o americano se dividia entre Sprint Cars e monopostos, algo comum para a época. Foi dessa forma, por exemplo, que Tony Stewart acabou descoberto pela IRL, onde se sagrou campeão antes de se mudar em definitivo para a Nascar.

Em 2001, Kahne disputou quatro corridas da USF2000 e três da F-Atlantic, sendo rival do brasileiro Hoover Orsi, campeão daquele ano. Sem o sucesso esperado, o americano resolveu se dedicar apenas aos ovais, seguindo para a Nationwide e finalmente chegando à principal divisão da Nascar. Ele foi especulado para retornar aos monopostos como um dos convidados naquela corrida que matou Dan Wheldon, em Las Vegas, mas acabou recusando a oferta.

A ética da manipulação

Publicado abril 13, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

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Antonio Pizzonia ganhou a primeira na Stock Car abusando das novas regras

Antonio Pizzonia ganhou a primeira na Stock Car abusando das novas regras – foto de fernanda friexosa/vicar

A Stock Car iniciou uma nova era neste domingo, dia 13, em Santa Cruz do Sul. Dando prosseguimento ao novo regulamento, a categoria estreou neste fim de semana um complexo sistema de rodadas duplas. Como resultado, houve dois vencedores diferentes. Valdeno Brito superou Cacá Bueno na estratégia dos boxes para ganhar a primeira prova, enquanto Antonio Pizzonia tomou a ponta de Sergio Jimenez na última curva para conquistar a segunda.

Esses finais emocionantes são consequência das novas regras. Em 2014, a maioria das etapas será disputada em duas baterias. A primeira, longa, com 40 minutos e a segunda, sprint, logo em seguida, de apenas 20. Além disso, os pilotos precisam trocar ao menos um pneu na primeira prova, enquanto os times são liberados para escolher como farão o reabastecimento.

Assim, Valdeno pôde trocar apenas um único pneu e, consequentemente, colocar menos combustível para não só tirar a diferença para Cacá, mas também vencer a corrida 1. Por outro lado, o paraibano foi obrigado a retornar aos boxes na segunda bateria para não sofrer uma pane seca.

Pizzonia, por sua vez, fez o oposto. Mudou três pneus e colocou muita gasolina na parada obrigatória. Daí, mesmo largando em 11º na sprint race, o amazonense foi capaz de superar os adversários para comemorar o primeiro triunfo na categoria.

Rafael Suzuki tentou fazer uso das novas regras, mas não conseguiu

Rafael Suzuki tentou fazer uso das novas regras, mas não conseguiu – foto de carsten horst/hyset

Embora esse regulamento possa parecer confuso, é algo que a gente já conhece. Na verdade, o que a Stock Car adotou para 2014 é institucionalizar aquela bandeira amarela duvidosa que a Nascar costuma acionar nas últimas voltas – geralmente quando a transmissão da televisão está nos comerciais – para dar mais emoção às corridas.

Só que a categoria brasileira tem todos os méritos de fazer isso de uma forma transparente. É óbvio que ao dividir o fim de semana em uma corrida de 40 minutos e outra de 20 – ainda mais com o grid tendo os dez primeiros colocados largando de forma invertida –, ao invés de uma longa disputa de uma hora, é uma maneira de manipular o resultado ao criar uma disputa artificial. Mas em momento algum eles escondem que estão fazendo isso.

E mais do que isso. Às vezes, a bandeira amarela da Nascar muda completamente o resultado de uma corrida. Com tantas estratégias possíveis nesse momento – parar, não parar, dois pneus, quatro pneus –, nem sempre quem está na frente quando o safety-car é acionado consegue manter a ponta na hora de receber a bandeira quadriculada.

Na Stock, por outro lado, a pontuação da primeira prova é preservada. Ou seja, a interrupção artificial não prejudica o desempenho de quem fez tudo certo, sendo rápido desde o primeiro treino livre. A segunda bateria, assim, se torna um bônus para o fim de semana, para termos ou não um novo vencedor.

Neste fim de semana, isso deu mais do que certo. Com todas as estratégias de combustível em jogo, Pizzonia fez valer um carro com pneus novos – olha aí a semelhança com a Nascar – para ultrapassar os rivais e ainda ganhar a primeira colocação na última curva graças a uma pane seca de Jimenez.

O problema é que essa deve ser a exceção. É mais fácil nas próximas etapas o décimo colocado na primeira prova – e pole no grid invertido – ser alguém que fez uma corrida conservadora e, portanto, conseguir abrir facilmente na segunda bateria. Aliás, quase que isso aconteceu neste fim de semana, já que a direção de prova por pouco não cometeu um erro absurdo e colocou o manauara para largar na frente, embora Allam Khodair tivesse sido o décimo.

As paradas foram decisivas em Santa Cruz

As paradas foram decisivas em Santa Cruz – foto de Duda Bairros/Vicar

Com campeonatos no mundo todo muitas vezes previsíveis, a Stock Car merece os elogios por tentar algo novo com esse novo pacote de regras. Como acontece com qualquer novidade, ainda vai levar algum tempo para que pilotos, equipes, televisão e torcedores se acostumem, então é natural que tenhamos algumas modificações nesse formato.

Só espero que não seja nada radical e acabe com os resultados imprevisíveis. A única mudança que eu sugeriria seria punir de forma pesada – com desclassificação na primeira bateria ou perda de posição no grid da etapa seguinte – quem tiver pane seca na segunda prova. Mas isso por uma questão de segurança. Pode ser perigoso um carro pesado como o da Stock Car de repente parar de acelerar. É melhor que as equipes tenham consciência de chamar os competidores aos boxes ao invés de ir para o tudo ou nada e colocar os colegas em perigo.

Por fim, pensando um pouco nas novas regas da Stock Car, me lembrei da GP2 no ano passado. Para quem não acompanhou a categoria de acesso em 2013, uma tática que se tornou famosa entre os pilotos era usar os pneus mais duros na primeira bateria – e não sofrer com o desgaste –, ao passo de abrir mão do resultado da segunda prova, uma vez que a borracha mais macia não era capaz de aguentar todas as voltas.

É uma situação parecida com o certame brasileiro porque também cria um resultado que não era para acontecer em situações normais. Mas há diferenças entre os campeonatos. A GP2 é uma categoria de base, que serve para educar os jovens pilotos a, entre outras coisas, economizar os pneus Pirelli antes de chegar à F1.

Com a tática usada no ano passado, os pilotos não precisavam de nada disso. A borracha na primeira prova não se desgastava, enquanto, na segunda, não fazia diferença economizá-la, uma vez que de qualquer jeito seria impossível chegar ao final. A Stock Car, porém, não é uma categoria de acesso e não precisa ensinar nada aos pilotos. Ela precisa, sim, criar maneiras às vezes pouco ortodoxas de se tornar competitiva e atraente.

Treinos da F3 Europeia no Red Bull Ring

Publicado abril 11, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Max Verstappen dominou na Áustria

Max Verstappen dominou na Áustria

A F3 Europeia já vive a expectativa para o início da temporada 2014. Com o campeonato começando no próximo fim de semana, em Silverstone, as equipes aproveitaram para se reunir no Red Bull Ring, na Áustria, para os dois últimos dias de treinos da pré-temporada e deixar tudo em ordem antes da etapa de abertura.

É claro que os treinos de inverno – primavera agora – nunca são uma indicação clara do que pode acontecer no campeonato. No entanto, já dá para chegar a uma conclusão: Max Verstappen é um nome que veio para ficar.

Estreando nos monopostos e dono de um currículo recheado de títulos no kartismo, o holandês de apenas 16 anos foi o mais rápido na Áustria ao marcar 1min23s690. É verdade que esse tempo veio apenas na tarde do segundo dia, mas o neerlandês esteve sempre entre os três primeiros nas demais sessões, tirando quando sofreu um pequeno problema na tarde do primeiro dia.

Como eu já havia dito após os testes na Hungria, não há duvidas de que Max é um bom piloto, mas é preciso ver como ele vai se sair durante o campeonato. No ano passado, a equipe Van Amersfoort já havia se destacado nos treinos coletivos com Sven Müller e André Rudersdorf, mas o máximo que alcançaram nas disputas foi um único terceiro lugar.

Se ainda há alguma interrogação quanto ao desempenho de Verstappen quando for para valer, o mesmo não poder ser dito da Carlin. A tradicional equipe inglesa vem mostrando que é uma das principais forças da nova temporada da F3 Europeia ao colocar cinco carros entre os seis primeiros colocados.

Quem ficou com o segundo lugar foi o bom Antonio Giovinazzi. O italiano encerrou os treinos com uma desvantagem de apenas 0s242 para Verstappen, mas também foi presença constante no top-3 durante todas as sessões. Companheiro de Giovinazzi no time B da Carlin, Tom Blomqvist ficou em terceiro, tendo liderado a segunda manhã de treinos.

Na sequência apareceram Ed Jones, Jake Dennis e Jordan King. Quem também ficou contente com o resultado dos treinos na Áustria foi a Volkswagen. Afinal, no ano que estreiam os novos motores da categoria, a montadora alemã equipou os carros dos seis primeiros colocados.

Jake Dennis é um dos pilotos da Carlin neste ano. Mesmo com as cores da Footwork

Jake Dennis é um dos pilotos da Carlin neste ano. Mesmo com as cores da Footwork

Coube a Antonio Fuoco quebrar essa sequência. Ainda cercado de incertezas por causa do desempenho inconstante na pré-temporada e da pouca experiência, o representante da Academia da Ferrari colocou o carro da Prema com motor Mercedes na sétima colocação, conquistando um resultado que dá moral para o início do campeonato.

Hiperveterano, Felix Rosenqvist foi o oitavo, seguido por Mitch Gilbert, da Fortec, e Riccardo Agostini. O italiano, aliás, foi o mais rápido na primeira sessão de treinos.

Único brasileiro no campeonato, Felipe Guimarães terminou com o 18º tempo na classificação geral. O curioso é que o brasileiro ficou em 14º nas outras três sessões, mas acabou perdendo quatro posições quando a pista estava em melhores condições. Obviamente, esse não é um resultado que preocupa, pois mostra que o equipamento tem potencial, e só precisa acertar tudo.

Entre os demais concorrentes, valem dois destaques. O primeiro é Felix Serralles. Apesar de ter ficado apenas em 22º, o porto-riquenho foi o mais veloz do primeiro dia. O desempenho inconstante pode ser consequência da estreia da West-Tec no certame. No entanto, é bom ficarmos de olho, já que o garoto conta com apoio da Mercedes e com o engenheiro-mago Mick Kouros, responsável pelos ótimos resultados recentes da Fortec.

Por fim, a Renault resolveu colocar Marco Sorensen para treinar no lugar de Óscar Tunjo e tentar descobrir a origem da falta de desempenho nos treinos. O problema é que o dinamarquês foi apenas o 25º na classificação geral, deixando o pessoal da montadora francesa preocupado nesse retorno à F3.

Claro que é preciso dar um desconto, já que a equipe Signature está voltando ao certame após alguns anos se dedicando apenas ao endurance, mas ao que tudo indica esse começo de 2014 será complicado para eles.

Confira os tempos no Red Bull Ring:

temposrbr

Agenda da velocidade (2)

Publicado abril 10, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Confira as principais categorias deste fim de semana

Confira as principais categorias deste fim de semana

O segundo fim de semana de abril tem agenda cheia para quem gosta de automobilismo, principalmente em quatro cidades do mundo: Monza, Marrakesh, Long Beach e Austin.

A cidade italiana será palco da primeira etapa do Blancpain Endurance Series, que terá Cesar Ramos na luta pelo título, agora competindo pela equipe oficial da Audi. O brasileiro venceu a prova de abertura do ano passado, mas quando ainda guiava a Ferrari F458 da equipe Kessel. Além dos carros GT, o tradicional autódromo italiano ainda vai ver os carros da World Series by Renault – com Pietro Fantin entre os favoritos – e da F-Renault Europeia.

Na África, é a vez do WTCC dar o pontapé inicial em 2014. Com a presença de Sébastien Loeb e da equipe de fábrica da Citroën, a categoria começa em Marrakesh, onde a Auto GP também compete. No entanto, não há brasileiros nesses dois certames.

Um pouco mais longe dali, em Long Beach, é a vez da etapa conjunta entre a Indy e a United Sportscar. Com isso, Christian Fittipaldi, Tony Kanaan, Oswaldo Negri e Helio Castroneves entram na luta pela vitória nas ruas da praia grande californiana. Isso sem falar de Luiz Razia, que compete na Indy Lights. As ausências em Long Beach serão Rapha Matos e Bruno Junqueira, já que a divisão LMPC não correrá na TUSC.

Para quem quer continuar nos Estados Unidos, a MotoGP estará em Austin, no Circuito das Américas.

Para terminar esse fim de semana, o automobilismo brasileiro se reúne em Santa Cruz do Sul, para a segunda etapa da Stock Car, do Brasileiro de Turismo e da F3 Brasil. Curiosamente, as três tabelas são lideradas por novatos, com Felipe Fraga, Guilherme Sala e Pedro Piquet, respectivamente no topo da tabela.

O curioso disso é que, se somarmos as idades desses três pilotos, provavelmente não vamos chegar à sua idade. Isso mesmo, a sua, de você que está lendo. Ah, mas eu tenho 13 anos, alguém pode dizer. Problema seu.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você voltar aqui, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Tem F3 toda semana agora! Para mim, é um sonho

Tem F3 toda semana agora! Para mim, é um sonho

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 11 de abril:
5h05 – World Series by Renault – Monza – treino livre 1
8h20 – World Series by Renault – treino livre 2
10h30 – F-Renault NEC – Monza – classificação
13h10 – BR de Turismo – SCS – treino livre 1
14h00 – F3 Brasil – SCS – treino livre 1
14h00 – Indy – Long Beach – treino livre 1
16h00 – Indy – treino livre 2
16h10 – Stock Car – SCS – treino livre 1
19h10 – Nascar – Darlington – classificação
21h16 – Nationwide – Darlington – corrida

Sábado, 12 de abril:
6h30 – World Series by Renault – classificação 1
8h00 – F3 Brasil – treino livre 2
8h50 – Stock Car – treino livre 2
9h05 – F-Renault NEC – corrida 1
10h00 – WTCC – classificação
11h10 – BR de Turismo – treino livre 2
11h19 – World Series by Renault – corrida 1
12h50 – F3 Brasil – classificação
14h00 – Stock Car – classificação
15h00 – Indy Lights – Long Beach – classificação
15h10 – BR de Turismo – classificação
16h25 – F3 Brasil – corrida 1
17h15 – Indy – classificação
19h00 – United SportsCar – Long Beach – corrida
19h30 – Nascar – corrida

Domingo, 13 de abril:
4h00 – World Series by Renault – classificação 2
4h55 – F-Renault NEC – corrida 2
7h34 – World Series by Renault – corrida 2
7h55 – F3 Brasil – corrida 2
9h15 – Brasileiro de Turismo – corrida 2
9h45 – Blancpain Endurance Series – Monza – corrida
11h00 – Stock Car – corrida 1
12h15 – WTCC – Marrakesh – corrida 1
12h20 – Stock Car – corrida 2
13h15 – WTCC – Marrakesh – corrida 2
14h15 – Indy Lights – corrida
17h40 – Indy – corrida

Se você tiver alguns minutos disponíveis, peço por favor para que você comente neste post se acha esse calendário uma boa ideia, se é útil ter os horários e os resultados e se resolveu acessar mais vezes o World of Motorsport para ver o que está acontecendo nas pistas de todo o mundo. A sua opinião é importante para que essa agenda continue ou não. Obrigado.

P.S.: pode ser sincero ou sincera e dizer que não. Isso também é uma forma de ajudar!

P.S.2: Esse post está afixado na home durante o fim de semana, basta rolar a página para baixo para ler os novos textos

Guia da World Series by Renault 2014

Publicado abril 9, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World Series by Renault

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Na World Series é assim: às vezes o inimigo mora ao lado

Na World Series é assim: às vezes o inimigo mora ao lado

A temporada 2014 da World Series by Renault começa neste fim de semana, em Monza, cercada de expectativa. Afinal, com o título de Kevin Magnussen no ano passado, e a promoção do dinamarquês ao posto de titular da McLaren – onde até já conquistou um pódio –, todo mundo quer ver quem será a próxima revelação do automobilismo.

Dado o sucesso de Magnussen, era de se esperar que as 26 vagas do campeonato fossem extremamente disputadas por pilotos de todo o mundo, de olho em repetir a ascensão do nórdico, certo?

Errado! Apesar de ter revelado nomes como o próprio dinamarquês campeão, além de Stoffel Vandoorne e António Félix da Costa no ano passado, não foi isso o que aconteceu. A World Series começa 2014 com um grid minguado e muitos acordos tendo sido costurados de última hora, valendo apenas para a etapa italiana.

A situação foi tão complicada que a tradicional Carlin – bicampeã com Robert Wickens e Mikhail Aleshin – sequer conseguiu fechar com algum piloto e está de fora da prova de abertura. O time ainda negocia para voltar às pistas a partir da segunda rodada, mas já fala em tirar 2014 como um ano sabático, caso a Renault permita.

O curioso disso tudo é que não há uma explicação óbvia para a falta de pilotos. Sempre apontado como causa de todos os problemas, o dinheiro nem é um grande questão dessa vez. É verdade que o campeonato é caro, mas não custa mais que a GP2, e o orçamento não aumentou consideravelmente em relação ao ano passado. Isso sem falar que os piores momentos da crise econômica global já passaram.

Pierre Gasly é o atual campeão da F-Renault Europeia

Pierre Gasly é o atual campeão da F-Renault Eurocup

Talvez a melhor resposta seja a falta de pilotos de uma forma macro. De uma forma atípica, poucos atletas subiram de categoria em 2014. Geralmente a WSbR consegue atrair nomes da F3 Europeia, de outras F3 nacionais, da GP3 e da F-Renault. Mas neste ano muita gente optou por fazer mais um ano nesses campeonatos na tentativa de lutar pelo título. É uma tendência em praticamente todas as categoria – principalmente na GP2 –, mas que nem sempre dá certo.

Como resultado, até o momento apenas oito novatos estão fechados para 2014, sendo que dois só estão confirmados para correr em Monza. Ano passado foram dez estreantes na prova de abertura e, há dois anos, tivemos 16.

Outro fator que não pode ser ignorado é a concorrência com a GP2. A principal categoria de acesso da F1 implantou algumas medidas para reduzir o custo e aumentar o tempo de pista, o que agradou. Daí eles conseguiram atrair nomes importantes, como o próprio Vandoorne, além de André Negrão e Arthur Pic, que estavam na World Series.

Isso sem falar em Raffaele Marciello. O atual campeão da F3 Euro treinou pelos dois campeonatos durante o inverno, mas acabou optando pela GP2. Assim, com a ida do italiano, o campeonato de Bruno Michel começou 2014 com a presença direta ou indireta de Ferrari, McLaren, Williams, Caterham e Force India.

A World Series, por sua vez, ainda mantém um bom número de times da F1, com quatro (Red Bull, Caterham, Lotus e Sauber). Mas é menos que os seis ou sete dos últimos anos.

Oliver Rowland impressionou na pré-temporada

Oliver Rowland impressionou na pré-temporada

Ainda assim, ter um grid enxuto não significa que a World Series by Renault não tenha bons pilotos. Pelo contrário. O campeonato começa 2014 com a chance de um novo embate entre Pierre Gasly e Oliver Rowland. Os dois lutaram pelo título da F-Renault no ano passado, com francês levando a melhor após um acidente entre os dois na última prova. No entanto, o britânico acabou tendo um desempenho superior durante a pré-temporada.

Quem também deve entrar na briga são os companheiros dos dois. É verdade que Rowland assumiu o carro que já foi pilotado por Robin Frijns e Stoffel Vandoorne na Fortec, mas o inglês não terá vida fácil, pois tem Sergey Sirotkin como parceiro. Mesmo tendo ficado de fora na F1 neste ano, o russo não desanimou e foi um dos nomes mais constantes nos treinos de inverno.

Gasly, por sua vez, correrá pela Arden neste ano, mas a maior ameaça a ele será o colega de Red Bull Junior Team Carlos Sainz Jr. O espanhol foi contratado pela Dams para substituir Kevin Magnussen e, portanto, terá um equipamento comprovadamente vencedor. Depois de ter sido ofuscado por Daniil Kvyat em 2013, Sainz espera dar a volta por cima e pavimentar o caminho a uma vaga na Toro Rosso.

O outro piloto da Dams será Norman Nato, que renovou o contrato com a equipe. O francês teve altos e baixos durante o inverno, mas pode usar a experiência acumulada para andar na frente. O segundo nome da Arden, William Buller, também não deve ser descartado.

Pietro Fantin é o único brasileiro no campeonato

Pietro Fantin é o único brasileiro no campeonato

Se no ano passado o Brasil teve quatro representantes na World Series by Renault, agora apenas Pietro Fantin continua no campeonato. Porém, as chances de bons resultados aumentaram. O paranaense trocou a Arden Caterham pela ítalo-brasileira Draco e, pela primeira vez nos últimos anos, terá a maior parte da atenção da equipe.

E os resultados não demoraram a vir. Fantin esteve sempre entre os mais rápidos da pré-temporada, chegando até mesmo a liderar algumas sessões. Além disso, ele conta com um equipamento que conquistou duas vitórias no último campeonato, com Nico Müller. Vale lembrar que o último triunfo de um brasileiro no certame foi em 2008 com Fabio Carbone.

Para encerrar o grid de 2014, Marco Sorensen, agora na Tech 1, quer tentar dar à Dinamarca o bicampeonato do certame após mostrar momentos de muito arrojo nos dois últimos anos. Will Stevens, por sua vez, não teve uma boa pré-temporada, mas é dono de muita velocidade ao longo da carreira e corre por fora na luta pela taça.

Jazeman Jaafar, na ISR, é outro nome que pode surpreender após um inverno de altos e baixos. O campeonato ainda viu a chegada de Roberto Merhi (ex-piloto da Mercedes no DTM) e Beitske Visser (ex-Red Bull). A holandesa, aliás, será a primeira mulher a competir na categoria desde Pippa Mann, em 2008.

Desde que deixou o kartismo, Beitske disputou duas temporadas nos carros na Adac Masters, conquistando três vitórias, mas sempre ficando longe da luta pelo título. Por causa disso, o pulo para a World Series by Renault pode ser considerado grande demais. Para conferir todo o grid de 2014, basta clicar aqui.

Mau envelhecimento

Publicado abril 8, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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A F3 Inglesa deu o pontapé inicial de 2014 nesta terça

A F3 Inglesa deu o pontapé inicial de 2014 nesta terça

Você se lembra do que fez em 2011? Incrivelmente, eu me recordo. Nesse passado não tão distante, uma das categorias em que eu cobria para o site em eu trabalhava era a F3 Inglesa. Naquela temporada, os brasileiros foram destaque, com Felipe Nasr conquistando o título com uma ampla vantagem contra Kevin Magnussen, enquanto Lucas Foresti e Pietro Fantin também venceram provas.

O grid ainda foi reforçado por nomes de peso em algumas etapas. Em Nürburgring e Paul Ricard, António Félix da Costa se juntou ao certame, pela Hitech, e criou uma rivalidade muito forte com Magnussen. E, para serem liberados e correr em Macau, Valtteri Bottas, Alexander Sims e Mitch Evans disputaram as etapas finais.

Outra categoria que também tive a oportunidade de acompanhar foi a F3 Sudamericana. No entanto, o campeonato aqui do Cone Sul não teve o mesmo destaque. Apesar de ter revelado bons nomes, como Bruno Bonifácio e Guilherme Silva, o certame teve apenas dois pilotos disputando todas as provas.

Menos de três anos depois, as duas categorias viram o processo de decadência se agravar. A F3 Sudam passou para o controle da Vicar, teve grids cada vez menores e acabou fechando as portas no fim de 2013. Neste ano ela deu origem à F3 Brasil. O novo campeonato teve um começo melhor, reunindo 16 participantes no último fim de semana, em Tarumã.

Já a F3 Inglesa ainda não tem muito motivos para ficar aliviada. Depois do título de Nasr, a categoria tomou algumas decisões erradas. O campeonato resolveu adotar o novo carro da Dallara, o F312, o que naturalmente encareceu os custos e afugentou as equipes menores.

O resultado foi cada vez menos carros. Como a F3 Europeia também não tinha um grid forte, a solução encontrada pelo responsável da FIA pelas categorias de base, Gerhard Berger, foi tentar matar a F3 Inglesa e criar apenas um campeonato rentável, o europeu.

Andy Chang Chung foi um dos destaques em Donington

Andy Chang Chung foi um dos destaques em Donington

E mais ou menos isso o que acabou acontecendo. É verdade que a F3 Europeia está mais forte do que nunca, com quatro fornecedoras de motor e praticamente 30 carros por etapa. Mas a categoria inglesa não morreu. No ano passado, realizou apenas quatro etapas para manter o legado do nome, enquanto, para 2014, resolveu apostar em um calendário com corridas apenas no Reino Unido, além da tradicional visita a Spa-Francorchamps.

O plano foi bem celebrado e aceito por boa parte das equipes. Tanto que não demorou para os primeiros pilotos serem anunciados. O problema é que as adições pararam por aí. Nesta terça-feira, dia 8, a F3 Inglesa realizou o Media Day, que marca a abertura oficial da nova temporada, com uma manhã de treinos no circuito de Donington Park, além de entrevistas para a imprensa local.

E foi um fiasco já anunciado. Ao todo, apenas oito carros estiveram presentes. A metade do que Tarumã reuniu. E isso porque dois competidores – Sam Brabham e Alex Gill – testaram, mas não vão participar do campeonato neste ano, pois já estão inscritos na F-Ford e na F-Renault, respectivamente.

Nem mesmo a questão do desempenho ajudou. Embora as bandeiras vermelhas na segunda sessão tenham atrapalhado para ver quem é quem, o cenário não pareceu animador. O segundo colocado foi Andy Chang Chung, um jovem de Macau que fez certo sucesso no kartismo. O problema é que o garoto também vai correr neste ano na Euroformula e, nos treinos da outra categoria, ficou constantemente nas últimas posições, muito longe dos mais rápidos.

Claro que do Media Day até o começo da temporada, marcado para o dia 3 de maio, em Rockingham, muita coisa ainda pode acontecer. Mas a menos que haja algum tipo de milagre, a situação não deve melhorar muito. Talvez os organizadores da F3 Inglesa pudessem dar uma olhada na coirmã brasileira e tentar descobrir uma coisa ou outra para aumentar o grid.

Pensando bem, isso era algo impensável de se dizer em 2011.

Confira os tempos da F3 em Donington Park:

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