Agenda da velocidade (25)

Publicado setembro 19, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

Tags: , , , , , , , , , , ,
Está na hora de a F1 correr debaixo das luzes de Cingapura

Está na hora de a F1 correr debaixo das luzes de Cingapura

Após alguns dias bem cheios nos bastidores, a F1 está de volta neste fim de semana para a disputa do GP de Cingapura. E, nas ruas de Marina Bay, a categoria estará um pouco mais silenciosa. Não estou falando do barulho – ou a falta dele – dos motores 1.6 L turbo, mas da nova proibição da FIA quanto ao uso do rádio.

A entidade decidiu que a partir de agora as equipes não podem mais ajudar os pilotos na condução dos carros. Ou seja, os engenheiros não têm mais permissão para falar em que lugar os pilotos devem frear, qual a trajetória ideal ou qual a mistura de combustível e o equilíbrio do freio a cada curva. E para 2015 as proibições serão ainda maiores

A F1, aliás, não é o único campeonato mundial que estará nas pistas. Bem longe de Cingapura, o Mundial de Endurance (WEC) – lembra dele? – encerra um longo período de férias de verão que durava desde as 24 Horas de Le Mans, em junho, e correrá em Austin, no Circuito das Américas. Mais uma vez, Lucas Di Grassi e Fernando Rees são os brasileiros presentes.

Os fãs das corridas de longa duração podem ficar animados para este fim de semana. Além do WEC, a United Sportscar também estará em Austin, com Christian Fittipaldi na luta pelo título. Oswaldo Negri e Bruno Junqueira são os outros representantes do país. O grid da categoria americana ainda terá uma novidade no Texas: a estreia do Ligier LMP2 da equipe OAK.

Na Europa, ainda haverá a Blancpain Endurance Series – com Cesar Ramos em um carro da Audi –, na disputa dos 1000km de Nürburgring.

Embora o endurance deva dominar o noticiário nesses próximos dias, Pipo Derani deixa as corridas de longa duração para trás após estrear com pódio em Paul Ricard e retorna à F3 Alemã, em Sachsenring. O brasileiro foi convidado para disputar a penúltima etapa do ano pela equipe ADM para desenvolver o equipamento já pensando em 2015.

A Adac Masters também compete em Sachsenring, enquanto a F4 Inglesa estará em Donington Park. A briga pelo título, aliás, segue aberta entre cinco pilotos, com George Russell ainda no topo da tabela de pontos. Dessa vez, Gaetano Di Mauro será o único brasileiro no grid, uma vez que Gustavo Lima decidiu abandonar o certame e focar na preparação do ano que vem, quando planeja disputar uma F3.

Pietro Fitipaldi tenta manter a sequência de vitórias – são oito seguidas – na etapa da F-Renault Inglesa em Croft, enquanto a F-Renault Norte-Europeia conhecerá o campeão em Nürburgring. Ben Barnicoat, Louis Délétraz, Seb Morris e Steijn Schothorst matematicamente têm chances.

Para terminar o calendário, a segunda etapa do Chase da Nascar acontece em New Hampshire, enquanto a Nationwide estará no Kentucky.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Saudades do WEC? Após três meses ele está de volta

Saudades do WEC? Após três meses ele está de volta

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 19 de setembro:
4h00 – F-Renault NEC – Nurburgring – treino livre
4h50 – F3 Alemã – Sachsenring – treino livre
5h50 – Adac Masters – Sachsenring – treino livre
7h00 – F1 – GP de Cingapura – treino livre 1
7h05 – F-Renault NEC – classificação
10h20 – F-Renault NEC – corrida 1
10h30 – F1 – treino livre 2
10h30 – F3 Alemã – classificação
11h15 – Adac Masters – classificação
17h40 – Nascar – New Hampshire – classificação
18h30 – United Sportscar – Austin – classificação
20h00 – WEC – 6 Horas de Austin – classificação

Sábado, 20 de setembro:
5h30 – F-Renault Inglesa – Croft – classificação
5h50 – Adac Masters – corrida 1 – streaming no site
6h00 – F-Renault NEC – corrida 2 – streaming no site?
6h45 – F4 Inglesa – Donington Park – classificação
7h00 – F1 – treino livre 3 – SporTV
8h35 – F3 Alemã – corrida 1 – streaming no site
9h50 – F-Renault Inglesa – corrida 1
10h00 – F1 – classificação – SporTV
10h15 – F4 Inglesa – corrida 1
11h05 – Adac Masters – corrida 2 – streaming no site
12h15 – BES – 1000 km de Nurburgring – classificação
12h45 – F3 Alemã – corrida 2 – streaming no site
14h19 – Nascar Truck Series – New Hampshire – FS2?
20h00 – WEC – corrida – streaming no site?
20h46 – Nationwide – Kentucky – FS2

Domingo, 21 de setembro:
3h40 – F-Renault NEC – corrida 3 – season finale – streaming?
6h45 – BES – 1000 km de Nurburgring – corrida – streaming no site
7h20 – F4 Inglesa – corrida 2
8h00 – F-Renault Inglesa – corrida 2
9h00 – F1 – GP de Cingapura – Globo
10h00 – F-Renault Inglesa – corrida 3
10h05 – F3 Alemã – corrida 3 – streaming no site
11h00 – Adac Masters – corrida 3 – streaming no site
11h30 – F4 Inglesa – corrida 3
13h35 – United Sportscar – corrida
15h15 – Nascar – corrida – FS2

O Brasil na F3 Alemã

Publicado setembro 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

Tags: , , , , , , ,
Pipo Derani volta à F3 Alemã neste fim de semana pela ADM

Pipo Derani volta à F3 Alemã neste fim de semana pela ADM

Depois de estrear no endurance no último fim de semana com um pódio em Paul Ricard, Pipo Derani está de volta à F3 Alemã. É que o brasileiro foi convidado pela equipe ADM para participar da etapa de Sachsenring, neste sábado e domingo, para ajudar no desenvolvimento e preparação do equipamento já de olho em 2015.

Essa também será a oportunidade de o piloto paulista retornar à categoria em que competiu em 2010. Naquela época, Derani estava apenas na segunda temporada da carreira nos monopostos e defendeu as cores da Motopark Academy, que estava estreando no certame. O brasileiro fechou o campeonato em décimo, tendo conquistado dois quartos lugares como melhor resultado.

Apesar de agora ter mais experiência no automobilismo – tendo passado dois anos na F3 Inglesa, mais um na F3 Europeia e ter terminado no top-3 no GP de Macau –, o brasileiro vai ter uma tarefa dificílima se quiser lutar pelo primeiro pódio na categoria. Isso porque o melhor resultado da ADM no ano foi o quarto lugar, obtido pelo russo Nikita Zlobin, debaixo de uma forte chuva em Lausitzring.

Nem mesmo quando chamou Dino Zamparelli, da GP3, para uma função similar a de Pipo ao escuderia italiana conseguiu ir bem. Em Hockenheimring, o britânico foi apenas o sexto colocado.

Pensar em vitória, então, está ainda mais distante. Aliás, você lembra a última vez que um piloto do Brasil trinfou na F3 Alemã? É, já faz tempo, mais de dez anos. Foi no dia 12 de outubro de 2003, quando João Paulo de Oliveira – hoje no Japão – recebeu a bandeira quadriculada na segunda bateria de Oschersleben.

Brasileiro no alto do pódio da F3 Alemã? Difícil..

Brasileiro no alto do pódio da F3 Alemã? Difícil..

Essa acabou sendo a 13ª vitória de JP na temporada que lhe deu o título da F3 Alemã. Aliás, naquele ano o brasileiro esteve imbatível. Em 16 corridas, ele ainda largou na pole em 12 oportunidades, subiu ao pódio em 15 provas e marcou a volta mais rápida em 15 participações.

Com esses resultados, de Oliveira é o piloto mais vitorioso da história da F3 Alemã, com 14 triunfos ao todo. Ele supera, assim, nomes como Norberto Fontana, Laurens Vanthoor, Richie Stanaway e Jörg Müller. Lembrando que na época do brasileiro eram disputadas rodadas duplas, e hoje são três corridas por fim de semana.

Para ser justo, entre JP e Derani, não houve muitos brasileiros no campeonato. Rafael Suzuki participou de duas temporadas, marcando duas poles, mas ficando sem vencer e Marcello Thomaz disputou 16 corridas entre 2006 e 2007, obtendo um pódio.

Assim, se Pipo quiser encerrar esse jejum de vitórias brasileiras na Alemanha, ele já tem em quem se inspirar. O problema é que para isso o piloto precisará vencer um velho conhecido. Em 2010, Markus Pommer já era um veterano da F3 Alemã. Agora, quatro temporadas depois, ele está de volta ao certame e pode conquistar o título por antecipação em Sachsenring.

Mais F3 e (muito) mais F4

Publicado setembro 16, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

Tags: , , , , , , , , , ,
A F3 ganhou um novo campeonato no Oriente Médio

A F3 ganhou um novo campeonato no Oriente Médio

A primeira corrida da história da F-E não foi a única coisa importante que aconteceu em Beijing neste fim de semana. Enquanto as equipes deixavam os carros na tomada, se preparando para a prova, o Conselho Mundial da FIA se reuniu para definir algumas diretrizes do esporte a motor para 2015.

O Conselho Mundial é a entidade responsável por dar a última palavra nas regras, calendários e outras decisões dos diversos campeonatos europeus e mundiais organizados pela FIA. Um desses certames é a F1, que conheceu a agenda definitiva do ano que vem, com 20 etapas. Mais uma vez o GP da Austrália abre a temporada, enquanto o GP do Brasil acontece em novembro, antecedendo a prova de Abu Dhabi.

Diversas categorias menores também são regidas pelo Conselho Mundial da FIA e não ficaram fora das decisões. A começar pela F3, a entidade confirmou a criação de um campeonato da modalidade no mês de janeiro, no Oriente Médio, para preencher o buraco no calendário causado pelo inverno europeu e pela neve.

O novo torneio deve se tornar um concorrente às diversas categorias que andam no início do ano, como a Toyota Racing Series, o F3 Brazil Open e a MRF Challenge. Como esses certames conseguiam atrair pilotos dos campeonatos europeus, agora ficará mais difícil chamar competidores desse nível. Afinal, para alguém que planeja seguir carreira na F3 Europeia, faz mais sentido já conhecer o carro e as equipes dessa modalidade ao invés de andar com equipamentos alternativos.

A grande perdedora, porém, deve ser a Florida Winter Series. O certame criado pela Academia da Ferrari estreou neste ano, nos Estados Unidos, e era operado pela Prema. Só que a escuderia de base italiana possivelmente vai estar envolvida na nova F3, o que pode acabar com o torneio americano ou ao menos torná-lo menos interessante.

O número de etapas, datas e equipes participantes da F3 ainda não foram anunciados, mas a FIA prometeu maiores informações em outubro.

Esses carros da F4 poderão ser visto na Alemanha, Reino Unido, Japão, China, Austrália...

Esses carros da F4 poderão ser visto na Alemanha, Reino Unido, Japão, China, Austrália…

Outra categoria de base que ganhou destaque é a F4. O Conselho Mundial anunciou que a modalidade ganhará versões na Austrália, China, Alemanha, Japão, Reino Unido e norte da Europa. Isso sem falar no italiana, já disputada em 2014.

Na realidade, não dá para dizer que são novos campeonatos, já que a maioria dessas F4 entra no lugar de certames já existentes ou recém-extintos. A F4 Australiana, por exemplo, substituirá a F-Ford no país da Oceania, da mesma forma que a F4 Inglesa MSA fará o mesmo no Reino Unido. Na Alemanha, a Adac Masters correrá com um novo equipamento e será chamada de F4 Adac. No Japão, sai a F-Challenge Japan e entra a F4 Japonesa. Novidade mesmo, apenas na China e no norte da Europa.

Assim, grande vantagem do projeto da F4, criado pela gestão de Gerhard Berger como responsável das categorias de base da FIA, foi dar uma uniformidade nas categorias menores em todo o mundo. Ou seja, a partir de agora, um garoto que quiser começar a carreira na Austrália, no Japão ou na China sabe que terá à disposição o mesmo equipamento que está sendo usado em grandes centros, como Alemanha, Itália e Inglaterra.

No Brasil ainda é um pouco diferente. A exemplo do que acontece com a F4 Francesa, o certame sul-americano usa um equipamento defasado ao regulamento da FIA e por isso não é tido como uma F4 oficial.

E se o Brasil ainda não está no calendário das F4 da FIA, o país foi confirmado como sede da versão sul-americana do Troféu Academia de kart, uma competição entre países e com todos os participantes usando o mesmo equipamento. Foi numa etapa do Troféu Academia que Pedro Piquet surgiu. O brasileiro ganhou uma corrida na Europa e ganhou destaque antes de fazer a transição para os monopostos.

A próxima reunião do Conselho Mundial da FIA está marcada para o dia 3 de dezembro no Qatar. Você pode clicar aqui para ver tudo o que a entidade decidiu na China, não só a respeito das categorias menores.

O primeiro dia do Road to Indy 2015

Publicado setembro 15, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Indy

Tags: , , , , , , , , , ,
Parker Kligerman, da Nascar, foi a grande estrela dos treinos

Parker Kligerman, da Nascar, foi a grande estrela dos treinos

Com a temporada 2014 da Indy já tendo terminado, chegou o momento de as equipes curtirem as férias prolongadas e, claro, começar a pensar no próximo campeonato. E quem deu o pontapé inicial nas preparações para o ano que vem foram as categorias do programa Road to Indy, que estiveram no último fim de semana em Indianápolis para dois dias de testes coletivos.

Esse treino anual leva o nome de Chris Griffis Memorial Test, em homenagem a um antigo membro da equipe de Sam Schmidt, que morreu há alguns anos, e marca a primeira atividade dos times da USF2000, Pro Mazda e Indy Lights já de olho na nova temporada.

O problema é que, como o campeonato 2014 da Indy acabou muito cedo, os testes aconteceram no mês de setembro, em um fim de semana que também teve corridas da F-Renault Eurocup, World Series by Renault, F3 Inglesa e F3 Alemã. Ou seja, as equipes dos Estados Unidos perderam a chance de atrair pilotos de outros continentes, uma vez que eles ainda estão focados no fim da temporada europeia.

A efeito de comparação, desta vez 25 carros estiveram presentes nos treinos em Indianápolis. No ano passado, com as atividades tendo sido realizadas em dezembro, foram 46. Consequentemente, o número de brasileiros também caiu. Se em 2013, Victor Franzoni, Gustavo Myasava, Pipo Derani, Nicolas Costa e Yann Cunha competiram, agora apenas Franzoni repetiu a participação.

Victor Franzoni foi o único brasileiro presente

Victor Franzoni foi o único brasileiro presente

USF2000

A categoria de entrada do Road to Indy desta vez contou com somente dez pilotos, após ser dona dos maiores grids nos últimos anos. E quem levou a melhor nos testes foi Nico Jamin. O francês, do programa 13em Avenue, substituiu o compatriota Florian Latorre no carro campeão da Cape Motorsports w/ Wayne Taylor Racing e não fez feio, concluindo as atividades com o melhor tempo.

Jamin marcou 1min26s330 na manhã do domingo e superou o tempo obtido por Franzoni, na tarde do sábado, em apenas 0s057. Enquanto o brasileiro foi o mais veloz nas duas sessões do primeiro dia de atividades, o francês deu o troco e liderou nas duas vezes que os carros foram à pista no domingo.

A terceira colocação ficou com Jake Eidson, que trocou a Cape pela Pabst para os treinos coletivos. Protegido de Buddy Race, Parker Thompson – que está fazendo a transição do kartismo para os monopostos – fechou em quarto, enquanto Adrian Starrantino foi o quinto. Os dois, curiosamente, dividiram o carro da Cape usado por Eidson ao longo da temporada regular. Enquanto Starrantino andou no sábado, Thompson teve a oportunidade no domingo.

temposusf2000

Pro Mazda

A Pro Mazda parece estar deixando para trás os dias de grids pequenos. No Chris Griffis Memorial Test não foi diferente, e o certame foi o com maior número de participantes, tendo levado 11 competidores ao circuito de Indianápolis. E quem levou a melhor foi Pato O’Ward, que anotou 1min23s652.

De todos os pilotos presentes nos treinos, o mexicano é o único que também compete em uma categoria europeia. Ele aproveitou o intervalo na F4 Francesa para atravessar o Oceano Atlântico e poder conferir de perto como funciona o Road to Indy.

O’Ward, na verdade, foi o mais veloz apenas na manhã de domingo. Mas como neste momento as condições da pista estavam melhores, ele terminou com o melhor tempo no geral. Vencedor da última corrida do ano, em Sonoma, o compatriota José Gutierrez ficou com o melhor tempo em duas sessões e terminou as atividades com um déficit de 0s291.

Mais veloz na manhã do sábado, Neil Alberico, agora na Andretti, foi o terceiro na soma dos tempos, repetindo a posição em que concluiu a temporada regular. Vindo da USF2000, Peter Portante encerrou em quarto, seguido por Austin Cindric, filho do presidente da Penske, Tim Cindric. Atual campeão da USF2000, Florian Latorre decepcionou e completou somente em oitavo, embora tenha sido o terceiro na sessão disputada na tarde do domingo.

tempospromazda

Indy Lights

Mesmo com apenas quatro competidores, a Indy Lights acabou sendo a categoria mais importante dos treinos devido à presença de Parker Kligerman, da Nascar. Sem patrocínio necessário para competir no principal certame dos EUA, o americano acertou com a Sam Schmidt para participar dos treinos de olho em retornar aos monopostos.

Embora tenha andado na Nascar nos últimos anos, o piloto tem um título nos carros de fórmula ao vencer uma categoria equivalente à F-Renault 1.6 em 2006, tendo obtido 11 vitórias e 16 pódios em 16 corridas em um grid que também contava com Alexander Rossi, hoje reserva da Marussia na F1. O desempenho foi tão bom que Kligerman acabou contratado pela Penske, mas para correr no turismo e nos ovais.

Na pista, o americano foi o segundo, tendo obtido a melhor marca justamente na última sessão, deixando claro o processo de aprendizagem. O piloto, porém, terminou 0s715 atrás do atual campeão da Pro Mazda, Spencer Pigot. Megaveterano, Alan Sciuto foi o terceiro após ter disputado apenas uma corrida na carreira desde 2008 e Dalton Kellett completou em quarto.

O reduzido grid da Indy Lights – que nos últimos anos foi pequeno mesmo – pode ser explicado pela estreia do novo carro, o IL-15, no ano que vem. Por isso, equipes e pilotos podem ter preferido economizar uma graninha e deixar para andar apenas quando tiverem com o novo modelo em mãos.

temposindylights

A F-E não poderia ter imaginado uma primeira corrida melhor

Publicado setembro 14, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Formula E

Tags: , , , , , ,
Lucas Di Grassi fez história e venceu a primeira corrida da F-E

Lucas Di Grassi fez história e venceu a primeira corrida da F-E

Alejandro Agag, promotor da Formula E, definiu como uma loucura a ideia de criar um campeonato completamente novo para carros elétricos. É que o plano era ambicioso. Como transformar uma tecnologia que ainda está se firmando nas ruas em um certame de sucesso e com credibilidade no esporte a motor?

A resposta foi com muito trabalho. O dirigente conseguiu reunir diversas empresas importantes de dentro e fora do automobilismo – o carro é feito pela Dallara, a eletrônica veio da McLaren, a Williams produziu as baterias, o motor elétrico é da Renault e ainda há os patrocínios da DHL, Tag Heuer e Qualcomm.

Mas nada disso importa se o produto entregue dentro das pistas não corresponder à expectativa criada fora delas. E isso a F-E foi capaz de atender. A primeira corrida da temporada, disputada neste sábado, dia 13, na China, sofreu com os percalços da estreia de qualquer campeonato, mas deixou uma imagem positiva.

Como os carros da F-E são mais lentos – a média da etapa chinesa foi de 97km/h (com safety-car) –, uma das preocupações era que a categoria se tornasse um desfile de carros elétricos e não exatamente uma corrida. No entanto, o que aconteceu foi o contrário. Houve brigas por praticamente todas as posições, do começo ao fim do dia.

Para se ter ideia disso, a prova começou com Franck Montagny espremendo o companheiro de equipe de Andretti, Charles Pic, no muro. E terminou com dois pilotos que dividem o mesmo carro no Mundial de Endurance (WEC) – Nicolas Prost e Nick Heidfeld – se tocando na última curva enquanto brigavam pela liderança, sendo que um deles capotou e atingiu o alambrado com violência.

É claro que Heidfeld poderia ter se ferido gravemente nesse acidente, mas o alemão saiu ileso. Com isso, agora todo mundo está falando do campeonato elétrico, da batida, de como a liderança mudou de mãos na última curva antes da vitória. Em resumo, a F-E não podia ter um fim de prova melhor.

Agora cabe à organização da categoria continuar trabalhando para manter o momentum e para que as próximas etapas sejam tão emocionantes como essa (e sem acidentes assim, por favor).

Sabe o famoso 'falem bem ou falem mal, mas falem de mim'? Certamente a F-E foi o assunto do fim de semana

Sabe o famoso ‘falem bem ou falem mal, mas falem de mim’? Certamente a F-E foi o assunto do fim de semana

Por outro lado, há algumas coisas que o certame precisa mudar. Um dos pontos negativos é o treino classificatório, dividido em quatro grupos. Os carros vão à pista de cinco em cinco e a soma dos tempos forma o grid de largada. É o mesmo sistema que a Nascar usou por anos em circuitos mistos, então não é ruim. Só ficou faltando uma superpole, com o mais veloz de cada grupo, para trazer emoção até o último instante.

A organização da Formula E também deveria cogitar aumentar o fim de semana para dois dias de atividade. No entanto, a decisão de fazer os dois treinos livres, a classificação e a corrida no mesmo dia serve para cortar custos. Por isso, não devemos esperar mudanças aqui tão cedo.

Outro detalhe é o pit-stop. A troca de pilotos é interessante, mas dá a impressão de ser muito lenta e pouco competitiva. Só que essa é uma das partes mais importantes da corrida, tendo quase decidido o resultado da prova de abertura, uma vez que Heidfeld só conseguiu ultrapassar Lucas di Grassi nos boxes. Para dar um maior dinamismo, a F-E poderia fazer uso daquela imagem dividida das paradas nos boxes da Nascar, mostrando o que acontece simultaneamente com os líderes da corrida. Usar uma câmera presa no capacete do piloto ou de alguns mecânicos também daria uma noção maior de velocidade.

A última coisa é tomar cuidado com as zebras. Uma delas lançou Heidfeld direto no alambrado, e o resultado poderia ter sido muito feio. Para resolver isso, basta diminuir a altura das zebras ou abrir espaço para que, em caso de acidente, o carro consiga diminuir velocidade ou frear antes de um eventual choque.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F-E, assim como das principais categorias do automobilismo neste fim de semana.

The Chase grid

Publicado setembro 13, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Quem será o campeão da Nascar em 2014?

Quem será o campeão da Nascar em 2014?

Uma das maiores diversões em qualquer esporte americano é preencher os brackets. Isto é, simular os confrontos dos playoffs e tentar prever o campeão. Aliás, a coisa nos Estados Unidos é tão séria, que algumas empresas oferecem prêmios de até US$ 1 milhão caso alguém consiga acertar todos os vencedores do basquete universitário, por exemplo, até a decisão.

A Nascar, obviamente, ficava fora dessa brincadeira. Afinal, com os dez ou 12 pilotos do Chase chegando a Homestead-Miami com eventual chance de título, não tinha muito o que tentar adivinhar. Era chutar o campeão e ponto final.

Mas tudo mudou em 2014. Para este ano, a categoria americana reformulou a fase final do campeonato. A partir desta temporada, 16 pilotos se classificaram para o Chase. Só que esse número vai diminuir a cada três etapas. No fim, vão restar apenas quatro em Homestead-Miami, e quem chegar na frente entre eles será o campeão.

Se você ainda está com alguma dúvida sobre as novas regras da Nascar, basta clicar aqui e ver um texto explicativo do começo do ano.

A principal consequência do novo regulamento, como dito no link acima, é diminuir as chances de Jimmie Johnson conquistar o sétimo título. Como ele é especialista na maior parte das pistas do Chase, não há dúvidas de que tem boas chances de chegar à última corrida do ano na luta pelo caneco. No entanto, o desempenho do carro número 48 em Homestead não é espetacular, o que abre espaço para os outros competidores.

A outra implicação é que agora também podemos simular os brackets da Nascar e tentar adivinhar o que vai acontecer nas últimas dez corridas do ano e quem estará em Miami na luta pelo título. Bom, vamos às minhas previsões:

O campeão da Nascar está nesta foto

O campeão da Nascar está nesta foto

Challenger – Chicagoland/New Hampshire/Dover

A primeira fase do Chase não deve ser uma preocupação para os favoritos. Como 16 pilotos se classificaram para os playoffs, equipes que não tiveram um bom desempenho ao longo de toda a temporada devem ter problemas para encontrar o acerto ideal tanto para um oval longo, como Chicagoland, quanto para as pistas curtas de New Hampshire e Dover.

E quem não conseguiu ser frequente em 2014 foi a Joe Gibbs. O time da Toyota teve dificuldade com o novo pacote aerodinâmico da Nascar e deixou a desejar em circuitos de 1,5 milha ou maiores. O lado bom para eles é que apenas o traçado de Chicago entra nesse requisito. Prova disso é que nas corridas anteriores em New Hampshire e Dover, Kyle Busch, Denny Hamlin e Matt Kesnseth terminaram todas dentro do top-10 (e praticamente do top-5). A única exceção foi o 42º lugar de Busch em Dover, quando sofreu com o estouro do motor.

A primeira fase dos playoffs também será decisiva para Aric Almirola. Tirando o 23º lugar obtido em New Hampshire no começo do ano, o piloto do carro número 43 fechou todas as corridas em pistas do Chase dentro do top-15. Ou seja, caso ele passe desta eliminatória, há possibilidade de chegar longe no campeonato. Para melhorar as chances, ele também vai disputar a etapa de Chicagoland da Nationwide para aumentar o tempo de pista. Por fim, o piloto ainda vem de dois top-10 consecutivos, entrando no Chase em boa fase.

No entanto, ainda assim Almirola será um dos quatro eliminados na primeira fase dos playoffs. Ao lado dele, A.J. Allmendinger também não vai conseguir avançar, já que está na equipe mais fraca entre os 16 classificados. Como Kurt Busch teve um ano de altos e baixos, ele é outro que deve cair nesse momento. O último eliminado será Kasey Kahne. O piloto da Hendrick foi 11º e 19º em New Hampshire e em Dover, respectivamente, no começo do ano e não é exatamente um especialista em Chicagoland.

Contender – Kansas/Charlotte/Talladega

O cenário do Chase aqui está claro. Se um piloto vencer no Kansas ou em Charlotte, então ele chegará a Talladega podendo andar atrás do pelotão para evitar um Big One ou até mesmo parar o carro e ir para casa. No entanto, quem seguir para o superoval precisando de resultado, vai precisar brigar pela vitória desde o começo e, com mais pressão, o risco de acidentes é ainda maior.

Não é por acaso que Brad Keselowski optou por testar em Charlotte na busca de tentar a vitória – e a classificação à próxima fase – por lá. O piloto da Penske foi 13º no Kansas no começo do ano e se envolveu em um acidente em Talladega. Se isso se repetir nos playoffs, pode ser o adeus às chances de título.

Quando coloquei Kahne como eliminado na primeira fase, fiquei em dúvida entre ele e Greg Biffle. Só que o piloto da Roush costuma andar bem em Dover – apesar do 38º lugar no começo do ano. No entanto, o carro 16 é uma das apostas para também cair fora nesse momento do campeonato. Ryan Newman é outro que não vai avançar à semifinal, já que não acumulou top-10 nessas três pistas no começo do ano.

Vencedor em Talladega em maio, Denny Hamlin é meu terceiro eliminado aqui, por causa da deficiência aerodinâmica dos carros da Gibbs. Mas como Matt Kenseth costuma andar bem em superovais, ele será o salvador do time e vai avançar. O último fora da briga estará entre Kyle Busch e Carl Edwards. O piloto da Roush teve melhores resultados no começo do ano, mas aposto em uma reação do 18, deixando para trás a fama de amarelar nas decisões.

Vencer na semifinal é mais importante que nunca

Vencer na semifinal é mais importante que nunca

Eliminator – Martinsville/Texas/Phoenix

É aqui que a Nascar chega ao momento da decisão. Oito pilotos em busca de quatro vagas para a grande final. Como é possível que o vencedor de cada corrida seja um dos concorrentes ao título, podemos ter alguém eliminado até mesmo com dois segundos lugares. Ou seja, ser especialista nesses circuitos e não vencer pode ser um golpe duro nas pretensões de título.

E há um piloto em 2014 que andou bem em praticamente todas as pistas, mas teve enormes dificuldades para conquistar vitórias: Kevin Harvick. Por causa de diversos problemas, principalmente nos boxes, o carro número 4 só recebeu a bandeira quadriculada na frente duas vezes, mesmo tendo largado na pole em seis oportunidades e tendo sido o segundo que mais liderou voltas no campeonato.

Mas acredito que Harvick deixe a zica para trás e triunfe em Phoenix, onde esteve imbatível em fevereiro. Jimmie Johnson será o ganhador em Martinsville, enquanto Joey Logano vai repetir a conquista no Texas e passará à decisão.

Com isso, apenas uma vaga será decidida nos pontos. Brad Keselowski e Dale Earnhardt Jr são os favoritos. Entretanto, como só um pode passar, será o piloto da Hendrick, que acumula um terceiro lugar em Martinsville, no começo do ano, e um segundo posto em Phoenix. Com isso, Keselowski, Jeff Gordon, Kyle Busch e Matt Kenseth estão eliminados.

Championship – Homestead-Miami

Na última corrida do ano, quem chegar na frente entre os concorrentes ao título será o campeão. Não há regra mais fácil que essa de entender. Por isso, contra todas as expectativas, Joey Logano vai levar o carro número 22 da Penske ao terceiro lugar e garantirá o título da Nascar em 2014.

Você sabe, eu deveria ter feito um texto falando que Jimmie Johnson ganharia aqui. Mas essa é a aposta óbvia. Para variar um pouco, coloco o piloto da Penske com maiores chances de ficar com a taça.

E para você, quem será o campeão e como será formada a decisão da Nascar 2014?

Agenda da velocidade (24)

Publicado setembro 12, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

Tags: , , , , , , ,
A estreia da F-E é o evento do fim de semana (e talvez do ano) no automobilismo

A estreia da F-E é o evento do fim de semana (e talvez do ano) no automobilismo

O segundo fim de semana de setembro promete ser histórico para o automobilismo mundial. É que neste sábado – ou madrugada de sexta para sábado se você estiver no Brasil – estreia a Formula E, na China. Essa não é a primeira categoria 100% elétrica do esporte a motor mundial (há campeonatos na França, por exemplo), mas é quem levará essa tecnologia ao limite de desenvolvimento e velocidade.

Embora a F-E tenha realizado uma série de testes coletivos, ninguém sabe muito bem o que esperar dessas provas. A largada, por exemplo, é um pouco diferente da F1, já que os carros são mais lentos e demoram um pouco mais na aceleração. Por isso, as disputas na primeira curva podem ser menos interessantes.

Outro ponto curioso será as paradas nos boxes, em que os pilotos literalmente trocam de carro. E isso é o mais interessante. Quem treinar essa troca direitinho pode ganhar alguns segundos preciosos na luta por um bom resultado. Por outro lado, acertar dois carros diferentes também significa que pode haver uma maior variação de desempenho antes e depois das paradas.

Além da Formula E, este fim de semana tem outras novidades. A primeira é a estreia do novo Chase da Nascar. Ao contrário do que acontecia nos anos anteriores, a partir de agora os playoffs são eliminatórios. Ou seja, a cada três corridas quatro pilotos caem fora da disputa. Vão restar apenas quatro competidores em Homestead-Miami, e quem chegar na frente será o campeão.

Já a V8 Supercars, para ficarmos nas categorias de turismo, abre a temporada de corridas em dupla. A primeira delas é uma prova de 500 km marcada para Sandown. Geralmente a Red Bull/Triple Eight é favorita nesses eventos, mas olho também na dupla da Tekno, formada por Shane Van Gisbergen e Jonathon Webb. Como os dois são experientes, eles podem dar um pulo ao melhor estilo Felipe Fraga/Rodrigo Sperafico em Interlagos.

Por fim, entre as novas caras, está a estreia de Pipo Derani nas corridas de longa duração. O brasileiro vai tomar parte da etapa de Paul Ricard da European Le Mans Series pela equipe Murphy Prototypes. Geralmente, a ELMS não faz parte aqui da Agenda da velocidade, mas neste fim de semana será possível acompanhar o desempenho do garoto.

Para terminar, a F3 Inglesa, com apenas cinco carros, decide o título de 2014 em Donington Park. Matt Rao e Martin Cao, ambos da Fortec, estão na luta. A F4 Italiana tem João Vieira e os pilotos da Prema na luta pelas vitórias em Valleunga, enquanto a F4 Sudamericana retorna a El Pinar com um grid recorde de dez competidores, contando com os brasileiros Bruno Baptista e Felipe Ortiz, que lutam pelo caneco.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Você pode acompanhar a estreia de Pipo Derani no endurance aqui na Agenda da velocidade

Você pode acompanhar a estreia de Pipo Derani no endurance aqui na Agenda da velocidade

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 12 de setembro:
5h30 – F-Renault Eurocup – Hungaroring – treino livre 1
6h40 – World Series by Renault – Hungaroring – TL1
8h40 – F-Renault Eurocup – treino livre 2
9h50 – World Series by Renault – treino livre 2
10h00 – F3 Alemã – Lausitzring – treino livre
12h50 – F4 Italiana – Vallelunga – classificação 1
12h50 – F4 Italiana – classificação 2
13h30 – F3 Alemã – classificação
13h50 – F4 Sudamericana – El Pinar – treino livre 1
15h30 – Stock Car – Velopark – treino livre 1
17h40 – F4 Sudamericana – treino livre 2
19h45 – Nascar – Chicagoland – classificação – cancelada/chuva – grid
21h15 – Formula E – Beijing – treino livre 1
21h49 – Nascar Truck Series – Chicagoland – corrida – adiada
23h15 – V8 Supercars – Sandown – classificação
23h30 – Formula E – treino livre 2

Sábado, 13 de setembro:
1h00 – Formula E – classificação
1h45 – V8 Supercars – corrida de classificação 1
3h40 – V8 Supercars – corrida de classificação 2
4h10 – F-Renault Eurocup – classificação 1
4h20 – DTM – Lausitzring – treino livre 1
5h00 – Formula E – corrida
5h00 – World Series by Renault – classificação 1
5h30 – ELMS – Paul Ricard – treino livre 1
6h25 – F3 Alemã – corrida 1 – adiada pela neblina
7h00 – F3 Inglesa – Donington Park – classificação
7h25 – F-Renault Eurocup – corrida 1
9h00 – World Series by Renault – corrida 1
9h30 – Stock Car – treino livre 2
9h30 – F3 Alemã – corrida 2 – adiada pela neblina
10h00 – ELMS – treino livre 2
10h20 – F4 Sudamericana – treino livre 3
10h40 – F3 Inglesa – corrida 1
11h20 – F4 Italiana – corrida 1
11h45 – DTM – classificação
11h50 – F4 Sudamericana – classificação
13h10 – Brasileiro de Turismo – Velopark – classificação
14h00 – Stock Car – classificação
16h46 – Nationwide – Chicagoland – corrida
17h40 – F4 Sudamericana – corrida 1
21h00 – Nascar Truck Series – Chicagoland - corrida

Domingo, 14 de setembro:
0h40 – V8 Supercars – corrida
4h00 – ELMS – classificação
4h10 – F-Renault Eurocup – classificação 2
4h35 – F4 Italiana – corrida 2
5h00 – World Series by Renault – classificação 2
6h50 – F3 Inglesa – corrida 2
7h25 – F-Renault Eurocup – corrida 2
7h56 – ELMS – corrida
8h30 – DTM – corrida
9h00 – World Series by Renault – corrida 2
9h55 – Brasileiro de Turismo – corrida 1
11h00 – Stock Car – corrida 1
11h35 – F4 Sudamericana – corrida 2
11h40 – F3 Alemã – corrida 1
11h45 – F3 Inglesa – corrida 3 – season finale
12h10 – F4 Italiana – corrida 3
12h13 – Stock Car – corrida 2
15h16 – Nascar – corrida

A recuperação de Maximilian Buhk no GT

Publicado setembro 10, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Outras Categorias

Tags: , , , , , , ,
Maximilian Buhk comemorou a vitória ao lado de Götz

Maximilian Buhk comemorou a vitória ao lado de Götz

Com apenas 21 anos de idade, Maximilian Buhk se tornou um dos principais pilotos de Grã-Turismo do mundo. Competindo ao lado do xará Maximilian Götz em uma Mercedes, o alemão venceu o campeonato europeu de GT3, em 2012, e repetiu a dose no ano passado ao triunfar na Blancpain Endurance Series.

Para 2014, o germânico tinha planos maiores. Além de defender o título da BES, o garoto ainda se juntou a Götz para a Blancpain Sprint Series, o antigo FIA GT. E isso sem falar em um campeonato conjunto de GT promovido pela SRO, somando os resultados tanto da Sprint Series quanto do torneio de provas de longa duração.

E a estratégia estava dando certo. Ao lado de Götz, Buhk liderava a Sprint Series e ocupava a primeira colocação isolada no torneio conjunto de GT, uma vez participava das provas de longa duração em parceria com o belga Nico Verdonck e com a lenda do automobilismo alemão Bernd Schneider.

Só que a agenda de Buhk era um pouco maior que as corridas patrocinadas pela Blancpain. O garoto também participa do campeonato alemão de GT – Adac GT Masters – na tentativa de garantir mais um título em 2014. E, por ainda ser jovem, também comete alguns erros.

Um deles aconteceu na etapa do Slovakiaring da Adac GT Masters. Frustrado ao ser forçado a abandonar a prova por causa de um pneu furado, o germânico estacionou o carro em uma parte perigosa da pista e foi embora, mesmo com os fiscais gesticulando para que ele colocasse a Mercedes em um lugar sem riscos para os demais competidores.

Como Buhk ignorou a recomendação, a direção de prova foi obrigada a acionar o safety-car nas voltas finais, o que acabou afetando a dinâmica da corrida. Assim, os comissários ficaram putos com o garoto e o puniram com a perda da licença de piloto até o julgamento definitivo pelo STJD da federação alemã.

A punição acabou afetando o piloto mais do que o esperado. Além de perder a etapa de Nürburgring do Adac GT Masters, ele ainda ficou de fora da corrida do Slovakiaring do Blancpain Sprint Series, um campeonato em que nada tinha a ver com o erro cometido pelo garoto. Como resultado, Buhk perdeu a liderança do certame justamente para Götz, uma vez que o parceiro conseguiu chegar em terceiro.

Buhk é um dos responsáveis pela boa fase da Mercedes no GT

Buhk é um dos responsáveis pela boa fase da Mercedes no GT

E o drama do piloto podia aumentar ainda mais, uma vez que o julgamento na federação alemã aconteceu na última semana, mesma data da corrida da Sprint Series no Algarve. Ou seja, caso fosse condenado, acabaria de fora também da etapa portuguesa.

No entanto, a equipe HTP recebeu uma notificação do tribunal na quarta-feira, dizendo que o caso contra Buhk tinha sido fechado, e o garoto, portanto, estava livre para voltar a correr. Com isso, ele pôde respirar aliviado e tentar recuperar o tempo perdido na pista.

E a recuperação não podia ter dado mais certo. Na corrida principal no Algarve, Götz começou bem a prova e logo assumiu a liderança ao ultrapassar a Lamborghini de Hari Proczyk. Com pneus mais novos, o germânico tratou logo de abrir uma boa liderança na ponta até entregar o carro para Buhk na parada obrigatória.

De volta às competições, o piloto de 21 anos não fez feio e manteve a liderança, cruzando a linha de chegada com uma vantagem de 10s para Laurens Vanthoor e Cesar Ramos. O Audi ainda acabaria punido em 30s, por ultrapassar fora dos limites da pista, caindo para o oitavo posto.

Esse foi o segundo triunfo da Mercedes da HTP na temporada da Sprint Series. Como resultado, Götz lidera o certame com 116 pontos, contra 100 do parceiro. Buhk, no entanto, segue na frente no campeonato conjunto de GT. Nada mal para quem poderia ainda estar acompanhando as disputas pela televisão.

Trivia: você sabia que as duplas da equipe HTP na Sprint Series têm pilotos com o mesmo nome? Enquanto os Maximilian Buhk e Götz dividem um dos carros, o outro conta com Luca Stolz e Lucas Wolf. Entrosamento até no nome! Isso sim é o segredo do sucesso.

Os campeões de 2014

Publicado setembro 9, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

Tags: , , , , , , ,
Já tem gente comemorando título em 2014 - foto de lucas bassani

Já tem gente comemorando título em 2014 – foto de lucas bassani

Ao longo de 2014, você tem podido acompanhar aqui no World of Motorsport tudo o que aconteceu nos principais campeonatos de automobilismo do mundo. A cada fim de semana, a Agenda da velocidade traz os resultados das disputas na pista, enquanto os demais posts acabam explicando e destacando os grandes acontecimentos.

E, no fim de tantas corridas, surge um campeão. Alguém que foi capaz de deixar todo o drama e diversos competidores para trás e levantar a taça após muitas ultrapassagens, voltas rápidas e brigas lado a lado.

Por isso, a partir de hoje, o blog ganha um novo espaço. Agora você pode clicar aqui para ver a Galeria dos campeões de 2014, uma página criada para homenagear todos esses vencedores e recuperar de uma forma resumida as histórias dos campeonatos. Além do link neste post, você pode acessar esse conteúdo especial pela home do blog. Na barra de links da direita, basta descer até a parte ‘World of Motorsport’ e clicar em ‘Campeões de 2014’.

A regra aqui é simples. Sempre que um campeonato acabar, coloco na página a classificação final, assim como a historinha do que aconteceu durante o ano. Para saber quando uma categoria chegar ao final, basta acompanhar a Agenda da velocidade todas as semanas, que eu indico lá – colocando ‘season finale’ ao lado da última prova do ano. Depois disso, basta acessar a seção dos campeões para ver o que aconteceu.

Obviamente, também não dá para colocar todos os campeonatos do mundo na galeria. Assim, até mesmo por coerência com o conteúdo que você pode acompanhar aqui no blog, a prioridade é para os campeonatos que já estão presente nas agendas do fim de semana. Mas nada impede que um torneio ou outro vá para lá sem passar necessariamente pelo acompanhamento semanal.

Por fim, a atualização da nova página acontece apenas no fim de cada campeonato e não quando o título for matematicamente decidido. Por essa razão, mesmo que Nyck de Vries e Pedro Piquet já tenham vencido a F-Renault Alps e a F3 Brasil, respectivamente, eles ainda vão precisar esperar mais um pouco antes de ir para esse hall da fama do blog.

Pietro Fittipaldi em Mugello na F-Renault Alps

Publicado setembro 8, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

Tags: , , , ,
Pietro Fittipaldi esteve na briga pelo pódio em Mugello

Pietro Fittipaldi esteve na briga pelo pódio em Mugello

Durante a sequência de oito vitórias seguidas de Pietro Fittipaldi na F-Renault Inglesa, escrevi aqui no World of Motorsport que mais importante que esse desempenho era ver como o brasileiro iria se sair contra os principais nomes das categorias de base do esporte a motor. Afinal, o rendimento dominante em um certame esvaziado poderia criar uma espécie de bolha para o piloto.

Para sanar essa dúvida, o neto de Emerson Fittipaldi estreou na F-Renault Alps, tendo já disputado corridas em Spa-Francorchamps e Monza. Neste fim de semana, a categoria visitou em Mugello, e o brasileiro mais uma vez esteve presente.

E qualquer questionamento sobre a performance do piloto contra os rivais do continente europeu rapidamente foram desfeitas. Correndo mais uma vez como o único carro da equipe inglesa MGR, o garoto começou bem a etapa ao fechar os dois treinos livres disputados dentro do grupo dos dez primeiros.

Na primeira atividade, Pietro completou com o sétimo tempo, ficando 0s8 atrás de Charles Leclerc, o mais rápido. Na segunda, ele foi 1s3 mais lento que o monegasco, terminando em décimo. Com isso, o piloto acabou caindo para 11º nos tempos combinados das duas sessões.

O brasileiro, porém, não diminuiu o ritmo e conseguiu fazer um bom trabalho na classificação. Com o qualifying sendo dividido em dois grupos, Fittipaldi foi o segundo mais rápido da sua sessão, ficando com o quarto lugar no resultado final. Como o treino também definiu o grid da segunda bateria levando em conta o segundo melhor tempo de cada piloto, o neto de Emerson acabou caindo para o quarto lugar no grupo, oitava colocação nos tempos combinados.

Esse resultado é bastante importante a partir do momento que uma das fraquezas de Pietro na F-Renault Inglesa tem sido as classificações. Mesmo nessa sequência de oito triunfos seguidos, somente em duas oportunidades o piloto saiu na pole-position. Na Alps, como visto em Mugello, isso não parece ser um problema.

Como o traçado italiano não permite ultrapassagens, o brasileiro não teve corridas muito movimentadas. Na primeira bateria, Fittipaldi manteve o quarto posto e recebeu a bandeira quadriculada com uma diferença de 12s3 para Nyck de Vries, o vencedor. Aliás, com o triunfo, o jovem da McLaren garantiu o título da temporada 2014 da F-Renault Alps, com uma rodada de antecipação.

O pódio ainda teve Leclerc e o também brasileiro Bruno Bonifacio, que usou as corridas em Mugello como preparação para a segunda metade da temporada da F-Renault Eurocup. A categoria recomeça neste segundo fim de semana de setembro, em Hungaroring. Com a quarta colocação, Fittipaldi terminou na frente do líder da F4 Inglesa, George Russell, além de pilotos badalados como Anthoine Hubert, Matevos Isaakyan, Dennis Olsen e Egor Orudzhev.

A segunda bateria seguiu praticamente a mesma toada da primeira. Enquanto De Vries venceu novamente, Pietro não conseguiu ganhar posições e cruzou a linha de chegada em oitavo, 19s5 atrás do líder. Com os resultados, o piloto subiu para a nona colocação do campeonato, com 35 pontos, embora tenha disputado apenas a metade das seis etapas realizadas.

Levando em conta o bom desempenho do brasileiro em Mugello, já dá para fazer uma inversão na análise inicial. A questão não é mais deixar a bolha do automobilismo britânico e ver o que aconteceria contra os adversários do certame europeu. Como Pietro tem sido competitivo na Alps, talvez agora já seja obrigação vencer no Reino Unido, em um grid teoricamente mais fácil.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F-Renault Alps neste fim de semana, assim como das principais categorias do automobilismo mundial.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 126 outros seguidores