A redenção de Nyck De Vries

Publicado setembro 29, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Nyck De Vries finalmente foi campeão

Nyck De Vries finalmente foi campeão

Esta semana vai ser bastante especial para um desses fenômenos nas pistas. Nesta terça-feira, dia 30, Max Verstappen completa apenas 17 anos de idade. Três dias depois, na sexta, ele vai receber o presente. Vai participar do primeiro treino livre do GP do Japão da F1, já em preparação para estrear como titular em 2015.

Desde o kartismo – também conhecido como no ano passado –, o holandês já vinha sendo apontado como uma futura promessa do automobilismo. E isso não é raro de acontecer. Conforme a tecnologia de informação foi desenvolvida, não foi mais preciso ir até um kartódromo para conhecer o futuro do esporte a motor. Agora, os resultados de qualquer competição estão disponíveis e é fácil pegar os primeiros colocados da classificação e apontar algum deles como promessa.

Foi isso o que aconteceu com Nyck de Vries. Bicampeão mundial de kart, o garoto também nascido na Holanda sequer tinha um plano para traçado para estrear nos monopostos quando assinou com a McLaren para participar do programa de jovens pilotos da escuderia inglesa. A ideia era repetir o que havia dado certo com Lewis Hamilton. O britânico foi apoiado pelo time de Woking desde os primeiros passos da carreira até o título mundial da F1 em 2008.

Só que a lógica nem sempre está presente no automobilismo. O que dá certo para um piloto nem sempre funciona para outro. Ou seja, enquanto Hamilton não teve problemas para ascender à F1 e Verstappen pulverizou todos os recordes de precocidade, De Vries ficou estagnado na F-Renault Eurocup.

O neerlandês estreou no certame em 2012, logo após os dois títulos mundiais de kart, e teve um desempenho bastante convincente para um estreante. Mesmo competindo contra adversários bem mais experientes em um grid altamente competitivo, De Vries fechou o ano em quinto, com dois pódios.

Assim, a ideia era vencer o campeonato em 2013 e seguir caminho rumo à F1. Para isso, ele assinou com a equipe Koiranen, que tinha levado Daniil Kvyat ao título do ano anterior.

Entretanto, a troca não deu certo, e a Koiranen enfrentou problemas de desempenho durante toda a primeira metade da temporada, o que também prejudicou o trabalho dos brasileiros Guilherme Silva e Victor Franzoni. A equipe só foi se encontrar após as férias de verão, com o holandês tendo conquistado duas vitórias, subido ao pódio em outras três oportunidades e tendo sido o piloto que mais pontuou no período.

De Vries garantiu a taça em Paul Ricard, com uma rodada de antecipação

De Vries garantiu a taça em Paul Ricard, com uma rodada de antecipação

Com o bom momento em mente, o piloto escolheu seguir na F-Renault Eurocup para um terceiro ano, algo incomum para um piloto talentoso, ainda mais para alguém apontado como novo Lewis Hamilton.

Além do certame europeu, o pupilo da McLaren também decidiu tomar parte da temporada completa da F-Renault Alps, para ter mais tempo de pista ao longo do ano. A tática deu resultado. O neerlandês disputou 24 corridas em 2014, venceu 12, largou na pole em 14 oportunidades e só ficou fora do pódio seis vezes. E, assim, conquistou as duas taças.

Os títulos são bastante importantes para colocá-lo de volta aos planos da escuderia de F1. Enquanto De Vries estava empacado na F-Renault, a McLaren desenvolveu Kevin Magnussen em um titular da escuderia e começou a trabalhar com Stoffel Vandoorne, um dos destaques da GP2 até aqui.

Além disso, com a chegada da Honda no ano que vem, cada vez menos o time de Woking terá espaço para jovens talentos. Afinal, a menos que surja alguém excepcional – e levar três anos para vencer a F-Renault não se encaixa exatamente nesse quesito –, eles terão o dinheiro nipônico para contratar quem quiser.

Mas no automobilismo tudo depende de estar no lugar certo e na hora certa. De Vries já afirmou que planeja disputar a World Series by Renault no ano que vem, fazendo uso da bolsa de €500 mil dada pela montadora francesa ao vencedor da F-Renault. Assim, nada impede que o holandês estoure no novo certame no ano que vem e coloque uma dúvida na Honda e na McLaren na hora de formar o novo plantel da F1.

(Mas já pensou que zica seria Fernando Alonso retornando à McLaren em 2016 e ter como companheiro de equipe um piloto que já foi apontado como o novo Lewis Hamilton? Pois é, como disse, nesse esporte tudo depende de estar no lugar certo e na hora certa.)

A Racing Steps Foundation sul-americana

Publicado setembro 28, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Oliver Rowland é um dos vários ingleses com a carreira bancada pela Racing Steps Foundation

Oliver Rowland é um dos vários ingleses com a carreira bancada pela Racing Steps Foundation

Há alguns anos a Racing Steps Foundation tem sido o mecenas do automobilismo inglês. A empresa sem fins lucrativos, criada por Graham Sharp, surgiu em 2007 e desde então vem apoiando – leia-se pagando as contas de – diversos pilotos britânicos até praticamente chegarem às portas da F1.

Atualmente, cinco garotos contam com esse dinheiro no automobilismo. Jack Harvey (vice-campeão da Indy Lights), Oliver Rowland (da World Series by Renault), Jake Dennis (F3 Europeia) e Ben Barnicoat (recém-coroado campeão da F-Renault Norte-Europeia), além do kartista Josh Smith, de 15 anos.

Há ainda dois pilotos que se graduaram no programa: Oliver Turvey, contratado pela McLaren para assumir a função de piloto reserva e guiar no simulador, e James Calado, do time de fábrica da Ferrari no WEC.

Alguém pode até argumentar que a RSF ainda não conseguiu levar um inglês de fato à F1, afinal Turvey só participou do treino dos novatos e de testes de pré-temporada, enquanto Calado andou apenas em alguns treinos livres com a Force India no ano passado. Isso é verdade. No entanto, também vale pensar aonde esses garotos teriam chegado sem o apoio da entidade. Possivelmente teriam ficado pelo caminho, sem dinheiro para um próximo passo na carreira, como acontece com tantos competidores ao redor do mundo.

Por isso, é curioso pensar o que poderia acontecer com o Brasil se houvesse uma Racing Steps Foundation por aqui. Em um país tão grande, certamente o programa ajudaria a diminuir a estatística de jovens de talento, mas que não conseguiram dar prosseguimento à carreira no esporte a motor.

Se a RSF nunca colocou os pés por aqui, o mesmo não pode ser dito do tradicional layout da organização. Quem acompanha o automobilismo internacional sabe que os carros patrocinados pela empresa são fáceis de serem identificados. São predominantemente brancos, com um degrade quadriculado com azul e vermelho no bico, tampa do motor e asa traseira.

Sem tirar nem por, é praticamente o mesmo esquema de pintura usado pelo argentino Diego Chiozzi na temporada de 1997 da F3 Sudamericana. Assim como acontece com os pilotos da RSF original, que sempre estão na luta pelos títulos, o sul-americano da equipe GF fez um bom campeonato e terminou com a taça da divisão Light naquele ano. Na classificação geral, porém, foi o 16º, tendo somado oito pontos.

Abaixo você pode comparar o carro de Chiozzi com as máquinas patrocinadas pela Racing Steps Foundation (as fotos são de Renato Granito e da Renault Sports, respectivamente):

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Agenda da velocidade (26)

Publicado setembro 26, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Chegou a hora da primeira eliminação na Nascar. O drama vai rolar solto em Dover

Chegou a hora da primeira eliminação na Nascar. O drama vai rolar solto em Dover

O último fim de semana de setembro já foi mais importante para o esporte a motor. Antes, era justamente nesta época do ano que os principais campeonatos do mundo eram decididos. Agora, com a ampliação dos calendários, a única chance de alguém levantar a taça nos próximos dias é conquistar um certame por antecipação.

E isso pode acontecer nas duas categorias da Renault, que estarão em Paul Ricard. Enquanto Carlos Sainz Jr precisa reverter o mau desempenho das últimas etapas para ser campeão da World Series, Nyck de Vries vai seguindo o script para ficar também com a F-Renault Eurocup, após ter vencido a versão Alps do certame. Pietro Fantin na primeira e Bruno Bonifacio na segunda são os brasileiros andando na França.

Entretanto, a falta de corridas decisivas neste momento não quer dizer que teremos um fim de semana sem emoção. Pelo contrário. Um bom exemplo é a Nascar, que chega a Dover para a primeira eliminação do novo Chase. Até aqui, 16 pilotos estavam na luta pelo título. Mas depois da corrida deste domingo, apenas 12 seguirão na briga.

Ainda falando nas categorias de turismo, o BTCC também pode conhecer o campeão em Silverstone, assim como a Ginetta Junior. Nos monopostos, a F-Renault Inglesa fará parte do cronograma do tradicional circuito inglês neste fim de semana, mas a taça já foi garantida por Pietro Fittipaldi.

Nas categorias menores, o destaque é a F4. São três versões da modalidade competindo. A F4 Francesa está em Nogaro, enquanto a Italiana – com João Vieira como único brasileiro – compete em Monza. O certame alpino terá a estreia do promissor russo Robert Shwartzman, que finalmente fez aniversário e agora tem a idade mínima para competir.

A F4 Sudam, por sua vez, segue no Uruguai, mas agora realiza rodada dupla – ou quádrupla, afinal são quatro baterias – no circuito de Mercedes. Ou seja, num circuito com este nome, é bom Bruno Baptista e Felipe Ortiz ficarem espertos com o volante antes da largada. Você sabe, apenas por precaução…

Na Euroformula Open, Henrique Baptista – que não tem parentesco com o líder da F4 – mais uma vez é o único piloto do país presente. Com Marco Wittmann já campeão e Augusto Farfus de olho no top-5 na classificação final, o DTM visita a Holanda para a etapa de Zandvoort, enquanto a Stock Car fará a preliminar da F-Junior em Santa Cruz do Sul.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

A Stock Car fará a preliminar da F-Junior neste fim de semana - foto de marcus cicarello/hyset

A Stock Car fará a preliminar da F-Junior neste fim de semana – foto de marcus cicarello/hyset

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 26 de setembro:
4h40 – F-Renault Eurocup – Paul Ricard – treino livre 1
5h50 – World Series by Renault – Paul Ricard – treino livre 1
7h40 – F4 Italiana – Monza – treino livre 1
9h20 – F-Renault Eurocup – treino livre 2
10h30 – World Series by Renault – treino livre 2
11h15 – F4 Francesa – Nogaro – classificação
12h00 – F4 Sudamericana – Mercedes – treino livre 1
12h50 – F4 Italiana – treino livre 2
14h00 – F4 Sudamericana – treino livre 2
14h20 – Stock Car – Santa Cruz do Sul – treino livre 1
16h40 – Nascar – Dover – classificação
17h00 – F4 Sudamericana – classificação

Sábado, 27 de setembro:
3h45 – DTM – Zandvoort – treino livre 1
4h40 – World Series by Renault – classificação 1
4h40 – F4 Francesa – corrida 1
5h25 – F-Renault Eurocup – classificação 1
5h25 – Euroformula Open – Monza – classificação 1
6h05 – DTM – treino livre 2
6h25 – F-Renault Inglesa – Silverstone – classificação 1
6h50 – F4 Italiana – classificação 1
6h50 – F4 Italiana – classificação 2
8h00 – World Series by Renault – corrida 1
9h00 – Stock Car – treino livre 2
9h40 – F-Renault Inglesa – classificação 2
9h45 – DTM – classificação
10h00 – Euroformula Open – corrida 1
10h25 – F4 Francesa – corrida 2
10h45 – Ginetta Junior – Silverstone – classificação
11h00 – F4 Sudamericana – corrida 1
11h05 – F-Renault Eurocup – corrida 1
11h45 – BTCC – Silverstone – classificação
12h35 – F4 Italiana – corrida 1
13h05 – F-Renault Inglesa – corrida 1
14h00 – Stock Car – classificação
15h35 – F4 Sudamericana – corrida 2
16h45 – Nationwide – Dover – corrida
23h19 – Nascar Truck Series – Las Vegas – corrida

Domingo, 28 de setembro:
4h00 – Euroformula Open – classificação 2
4h00 – World Series by Renault – classificação 2
5h10 – F-Renault Eurocup – classificação 2
5h20 – F4 Francesa – corrida 3
5h40 – F4 Italiana – corrida 2
7h15 – Ginetta Junior – corrida 1
7h30 – Euroformula Open – corrida 2
7h57 – BTCC – corrida 1
8h00 – World Series by Renault – corrida 1
8h33 – DTM – corrida
9h30 – F-Renault Eurocup – corrida 2
9h40 – F4 Sudamericana – corrida 3
9h45 – F-Renault Inglesa – corrida 2 – season finale
10h05 – Stock Car – corrida 1
10h32 – BTCC – corrida 2
11h05 – F4 Italiana – corrida 3
11h13 – Stock Car – corrida 2
12h30 – Ginetta Junior – corrida 2
13h17 – BTCC – corrida 3
14h00 – F4 Sudamericana – corrida 4
15h15 – Nascar – corrida

4 the pole

Publicado setembro 25, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Nascar

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Surpreendentemente, Kevin Harvick tem sido o rocketman das classificações em 2014

Surpreendentemente, Kevin Harvick tem sido o rocketman das classificações em 2014

A Penske tem sido a equipe a ser batida neste começo de Chase. Além de liderarem a tabela de pontos, Brad Keselowski foi o vencedor da etapa de Chicagoland, enquanto Joey Logano — agora de contrato renovado por mais três temporadas — repetiu o feito em New Hampshire.

Campeã em oito dos últimos nove anos, a Chevrolet vem logo em seguida, tentando diminuir a desvantagem e manter o domínio na década. No entanto, dessa vez o terceiro lugar na tabela não pertence a um piloto da Hendrick. É de Kevin Harvick, que para o atual campeonato trocou o time de Richard Childress pelo de Tony Stewart.

A mudança de casa vem dando resultado, e o americano tem sido rápido em praticamente todas as pistas do calendário. Neste fim de semana, não foi diferente, e o piloto do carro número 4 conquistou a pole-position para a etapa de Dover. Essa é a sétima vez no ano que largará na posição de honra.

O curioso é que no período em que defendeu a RCR, da terceira corrida de 2001 até o fim de 2013, Harvick viveu um jejum de sete anos — de 2006 a 2013 — sem partir da posição de honra e largou na frente em apenas seis oportunidades, número já superado nas primeiras 29 corridas deste ano.

Aliás, enquanto esteve na Childress, o piloto ficou mais conhecido por ignorar o treino classificatória e focar desde o começo do fim de semana no acerto para a corrida. Assim, durante a prova, ele era capaz de rapidamente escalar o pelotão e brigar por top-5 e top-10.

Pela RCR, Harvick ignorava as classificações

Pela RCR, Harvick ignorava as classificações

Nas seis vezes em que largou na frente com o carro 29, o aproveitamento foi de 50%. Venceu em Indianápolis/2003, New Hampshire/2006 e Kansas/2013. Nas outras três, o desempenho não foi assim tão bom. Décimo em Richmond/2005, 11º na corrida de julho em Daytona/2002 e 15º em Talladega/2005.

Se em 2014 Harvick está largando mais na frente, isso não quer dizer que o aproveitamento melhorou. Ao contrário. Nas primeiras seis provas partindo da posição de honra, triunfou apenas em Darlington. Depois disso, o americano ficou marcado por não conseguir vencer mesmo com o carro mais rápido da pista e fechou em segundo no Kansas e em Michigan. Também foi oitavo em Indianápolis, 11º em Bristol e 19º em Atlanta, quando foi punido por excesso de velocidade nos boxes.

Outro detalhe importante é que, além de o piloto ter trocado de equipe, o regulamento para a classificação mudou neste ano. Antes, cada piloto tinha direito a uma única volta rápida, e o momento em que ia à pista poderia acabar influenciando no resultado final. Na atual temporada, a Nascar tem um qualifying similar ao da F1, com Q1, Q2 e — às vezes — Q3, com todo mundo ao mesmo tempo.

Apesar de não vencer, Harvick é o segundo piloto que mais liderou voltas em 2014, com 1369, atrás apenas das 1418 de Keselowski. E qualquer um dos resultados já obtidos quando largou na pole o classificará para a próxima fase do Chase. Agora só resta saber se o aproveitamento melhorará neste domingo em Dover.

O melhor campeonato de 2014

Publicado setembro 23, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World Series by Renault

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Carlos Sainz Jr ou Roberto Merhi? Quem vai terminar 2014 como número 1 da World Series by Renault?

Carlos Sainz Jr ou Roberto Merhi? Quem vai terminar 2014 como número 1 da World Series by Renault?

Pietro Fittipaldi, Pedro Piquet, Nyck De Vries, Lance Stroll, Markus Pommer e Mikkel Jensen. Esses seis garotos nem precisaram esperar os campeonatos em que competem terminar para serem chamados de campeões. Sem dar chances para os adversários, o sexteto sobrou nas pistas e garantiu a respectiva taça por antecipação.

Essa situação, aliás, está sendo bastante comum em 2014. Mesmo nas categorias cuja luta pelo título ainda não está definida, há alguém sobressaindo, com boas chances de garantir o caneco. É isso o que acontece na GP2 (com Jolyon Palmer), na GP3 (Alex Lynn), na F3 Euro (Esteban Ocon) e até mesmo na F1, onde falta saber qual piloto da Mercedes será o campeão.

Por isso, não dá para dizer que os últimos meses foram emocionantes no esporte a motor.

Quem foge a regra é a World Series by Renault. Apesar de a categoria francesa ter perdido grid para a GP2, a melhor disputa de 2014 acontece nela. Após sete etapas, os espanhóis Carlos Sainz Jr e Roberto Merhi estão separados por apenas 16 pontos na tabela, e a definição deve ficar para a última corrida.

O campeonato começou com Sainz em melhor fase. Apoiado pela Red Bull e competindo com o mesmo carro que levou Kevin Magnussen ao título do ano passado, o garoto ganhou a segunda corrida da primeira rodada, em Monza, voltou a triunfar em Aragón e varreu a etapa de Spa-Francorchamps, com duas vitórias no fim de semana.

Merhi, por sua vez, retornou aos monopostos após perder o posto de titular da Mercedes no DTM. Correndo pela pior equipe do grid, a Zeta Corse, o campeão da F3 Euro de 2011 surpreendeu na estreia, ao terminar em segundo em Monza, mas depois caiu de rendimento conseguindo dois sextos lugares como melhor resultado até a Bélgica. Isso permitiu que Sainz disparasse na tabela com uma vantagem de mais de 80 pontos.

Roberto Merhi é um homem em uma missão

Roberto Merhi é um homem em uma missão

A reviravolta começou em Moscou. Enquanto o piloto da Red Bull teve problemas durante todo o fim de semana, conquistando um 14º na primeira bateria e salvando um sexto lugar na corrida complementar, Merhi começou a engatar a boa fase com um quarto posto no sábado e uma vitória partindo da pole no domingo.

A história continuou tanto em Nürburgring quanto em Hungaroring. Merhi venceu mais duas vezes e conquistou dois segundos lugares, já Sainz somou uma única conquista e ainda abandonou a prova 2 na Alemanha. Se o piloto da Zeta Corse não aparecia nem no top-5 da tabela após Spa, agora a diferença entre os dois é de menos de uma vitória.

O campeonato ainda tem outros ingredientes dramáticos. Como toda boa história, há um exemplo de superação. É o embate entre Davi contra Golias. Entre o espanhol renegado pela Mercedes no DTM e competindo pela pior escuderia do grid contra o espanhol de nome famoso, apoiado pela Red Bull e contando com o melhor carro da categoria.

E o duelo ganha um peso ainda maior porque pode ser um confronto direto por uma vaga na Caterham, na F1, no ano que vem. Merhi já testou pela equipe e parece ser questão de tempo de obter a superlicença para assumir o posto de titular. Já Sainz, depois de perder a vaga na Toro Rosso para Max Verstappen, sabe que precisa conversar com as equipes menores da principal categoria do automobilismo mundial se quiser correr por lá em 2015. E a parceria da Red Bull com a Caterham pode favorecê-lo.

Os últimos rounds dessa luta têm data marcada. O primeiro acontece neste fim de semana, em Paul Ricard, e pode dar o título a Sainz, desde que ele deixe a França com 51 pontos de vantagem. Caso isso não aconteça, a decisão será em Jerez de la Frontera, nos dias 18 e 19 de outubro, quando muito mais que uma taça poderá estar em jogo.

Treinos coletivos da F3, F4 e F-Renault

Publicado setembro 22, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3, Fórmula Renault

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Brandon Maisano precisou do vira-tempo para tanto o que treinou na última semana

Brandon Maisano precisou do vira-tempo para tanto o que treinou na última semana

A temporada 2014 do automobilismo ainda não acabou, mas já está chegando a hora de pilotos e equipes começarem a pensar no ano que vem. Por isso, na última semana, times de diversas categorias estiveram nas pistas não só para se preparar para as etapas finais dos atuais campeonatos, mas também para começar a avaliação do novo plantel.

Confira aqui no World of Motorsport um resumo das atividades, que contaram com várias escuderias da F3 Europeia, Euroformula Open, F-Renault Alps e F4 Italiana.

Vallelunga

Faltando duas etapas para o fim do campeonato da F3 Europeia, o título de 2014 está praticamente definido. Esteban Ocon, da Prema, tem uma vantagem de 77 pontos para Max Verstappen, e o máximo que um piloto pode somar até o fim da temporada é 150. Ou seja, o francês ainda pode abandonar metade das provas a serem disputadas que ainda assim continuaria na frente do novo contratado da Toro Rosso.

Sabendo disso, a Prema já começou os trabalhos para 2015 e levou quatro pilotos para Vallelunga. O quarteto foi formado por Dennis Olsen, que compete para a esquadra italiana na F-Renault Eurocup, pelo italiano Ignazio D’Agosto, por Alexander Albon – representante do programa de jovens pilotos da Lotus, assim como Ocon – e por Brandon Maïsano, que foi uma espécie de coach do time na F4 Italiana.

Isso, no entanto, não quer dizer que os carros da Prema vão estar na mão destes quatro pilotos no ano que vem. É comum os times testarem novos nomes e nem sempre o negócio acaba fechado. Porém, não fique surpreso se alguns desses garotos forem anunciados pela escuderia para 2015 nos próximos meses.

Outras duas equipes também andaram em Vallelunga. A Fortec levou o recém-contratado Santino Ferrucci – para acumular quilometragem e acelerar o processo de entrosamento com o time – e também contou com o vice-campeão da F3 Inglesa, Matt Rao. Já a Eurointernational, que perdeu Ferrucci para a Fortec, teve apenas Michele Beretta.

Os tempos dos testes não foram divulgados.

Dennis Olsen teve o primeiro contato com um F3

Dennis Olsen teve o primeiro contato com um F3

Jerez de la Frontera

O circuito espanhol de Jerez recebe tanto a última etapa da F-Renault Alps quanto da F-Renault Eurocup em 2014. Assim, nada mais natural que algumas equipes optarem por testar no autódromo andaluz em preparação para essas corridas.

O grid da atividade, entretanto, acabou comprometido. Primeiro porque a organização da F-Renault limita as atividades de pista de quem decide participar de ambos os campeonatos. E segundo devido à chuva que não deu trégua no norte da Espanha.

Com isso, melhor para Denis Korneev, que cravou 1min41s511 e foi 0s609 mais rápido que o companheiro de equipe e compatriota Matevos Isaakyan. Apesar de ter fechado com a segunda colocação no geral, o russo foi o mais veloz na quinta-feira, quando as condições da pista ainda não estavam as ideais.

Também da Rússia, Semen Evstigneev foi o terceiro, formando o 1-2-3 do país do leste europeu. Hong li Ye, da China, foi o quarto em uma máquina da Koiranen, seguido pelo italiano Daniele Cazzaniga. Danyil Pronenko, da Ucrânia foi o sexto, completando esse resultado praticamente comunista alternativo na Espanha.

temposmarzijerez

Monza

Com a F4 Italiana desembarcando em Monza neste fim de semana para a penúltima etapa de 2014, as equipes decidiram visitar o principal circuito do país também como um ensaio do que pode acontecer. Além da F4, carros dos campeonatos semiamadores da Itália – como a F-Renault e a F-Abarth – e da Euroformula Open também estiveram por lá.

E a primeira colocação ficou com David Fumanelli. O ex-piloto da GP3 ajudou o desenvolvimento das máquinas da equipe DAV na Euroformula e fechou na frente ao obter 1min48s023. O resultado foi quase 1s mais veloz que a marca obtida pelo segundo colocado, o austríaco Christopher Höher, da BVM.

Chefão da DAV, Matteo Davenia foi o terceiro, com Damiano Fiovaranti completando em quarto. O italiano da BVM disputou algumas provas da Euroformula no ano passado, mas em 2014 não teve os recursos necessários para fazer parte do grid desde o começo do campeonato e retorna apenas neste fim de semana. Com uma máquina da F-Renault, Vasily Romanov fechou com a quarta colocação.

Falando agora apenas dos carros da F4 Italiana, o melhor tempo ficou com Maïsano. Depois de andar em Vallelunga com o maquinário da F3, o francês esteve em Monza para participar da atividade. A maior surpresa dos treinos, porém, veio logo em seguida, com Antonio Fuoco sendo o sétimo colocado. Competindo regulamente na F3 Europeia, o representante da Academia da Ferrari substituiu o já campeão Lance Stroll e fez uma aparição surpresa, podendo testar o carro da categoria menor.

O oitavo foi Gianmarco Maggiuli, que disputa a F-Renault Italiana, enquanto Edi Haxhiu, primeiro piloto da história do Kosovo, terminou em nono. O top-10 ainda contou com Alessandro Perullo, também da semiamadora F-Abarth.

Outro russo promissor, Robert Shwartzman foi o 12º. O piloto da Cram, no entanto, não tem disputado a temporada regular da F4 Italiana porque é jovem demais e ainda não completou 16 anos. Mas é um daqueles nomes para acompanharmos com mais atenção nos próximos anos.

Depois de trocar a Euronova pela DAV, Leonardo Pulcini foi o 13º, enquanto o britânico Sennan Fielding, convidado por Vicenzo Sospiri para deixar a luta pelo título da F4 Italiana de lado por um momento e assumir o carro vago por Pulcini em Monza, completou duas posições atrás, em 15º. Nenhum brasileiro participou dos treinos da última semana, mas o suíço de origem brasileira Lucas-Ayrton Mauron andou pela Jenzer e foi o 18º.

A F4 volta às pistas neste fim de semana, enquanto a F-Renault Alps só volta no começo de outubro em Jerez. Já a F3 Europeia estará em Ímola nos dias 11 e 12 de outubro.

temposmarzimonza

Pietro Fittipaldi é campeão da F-Renault Inglesa

Publicado setembro 21, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula Renault

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Pietro Fittipaldi garantiu a taça da F-Renault Inglesa

Pietro Fittipaldi garantiu a taça da F-Renault Inglesa

Pietro Fittipaldi teve um fim de semana de altos e baixos em Croft. A má notícia para o brasileiro foi ter perdido a sequência de vitórias. Após oito triunfos consecutivos nas últimas etapas, o piloto chegou em segundo na primeira bateria e viu Piers Hickin subir no degrau mais alto do pódio. A boa notícia, por outro lado, é que a vitória na corrida 2 foi mais do que suficiente para garantir por antecipação o título da temporada 2014 da F-Renault Inglesa.

Na verdade, já era uma questão de tempo a conquista da taça. Quando um piloto vence oito provas seguidas e dez corridas em 13 disputadas, não é mais se ele vai ser campeão. É quando isso vai acontecer.

Além disso, pelos bons resultados obtidos na F-Renault Alps contra algumas das principais promessas do automobilismo europeu, vencer na Inglaterra, com um grid mais enxuto e enfraquecido, se tornou quase uma obrigação. Até porque o brasileiro foi capaz de deixar para trás a bolha do automobilismo britânico e agora sabe onde se encontra na comparação com os rivais dos outros campeonatos.

Mais do que isso, o título da F-Renault Inglesa representa a comprovação de um trabalho bem feito na transição da Nascar para os monopostos. Um desafio que parecia grande demais no começo do ano passado, mas que agora foi superado com conquistas nos dois lados do Atlântico.

Agora também está na hora de o neto de Emerson começar a pensar em 2015. No começo deste ano, o garoto já havia dito que o plano era se preparar para disputar as principais F-Renault da Europa na próxima temporada. No entanto, o título e os bons resultados na versão Alps do certame podem mudar as coisas e fazer com que o piloto já dê o próximo passo da carreira, rumo a alguma F3.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F-Renault Inglesa em Croft, assim como das principais categorias do automobilismo neste fim de semana.

E se a Escócia tivesse ficado independente?

Publicado setembro 20, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 1

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David Coulthard sempre levou a bandeira da Escócia no capacete

David Coulthard sempre levou a bandeira da Escócia no capacete

A primeira lição das aulas de história, lá na quinta ou sexta série, é que precisa de muitos e muitos anos para podermos ter compreensão de um fato. Somente os historiadores do futuro que olharem para 2014, terão noção exata do quão importante foi a votação para a independência da Escócia. Terá sido um ato isolado ou algo maior, parte de um processo global nacionalista-separatista nos próximos anos?

Hoje, como foi ensinado, ainda não dá para responder. Por isso, mais fácil focar no presente e especular o que poderia ter sido da Escócia — e do Reino Unido — caso o ‘Sim’ tivesse sido vencedor na ultima semana. Como o World of Motorsport é um blog sobre automobilismo, o esporte a motor será o assunto aqui.

Não é surpreendente, mas caso a independência tivesse sido aprovada, o Reino Unido perderia boa parte da própria história nas corridas de carro. Seriam cinco títulos a menos na F1, uma vez que o tricampeão Jackie Stewart e o ‘golden boy’ Jim Clark nasceram em terras escocesas.

Pensar que Stewart e Clark deixariam de ser considerados britânicos poderia ser tão devastador para o automobilismo inglês quanto se a zona norte de São Paulo se desligasse do resto do país e um certo Ayrton Senna não fosse mais considerado brasileiro.

Dario Franchitti seria uma perda para o automobilismo britânico

Dario Franchitti seria uma perda para o automobilismo britânico

Evidentemente, alguém poderia argumentar e dizer que os títulos de Clark e Stewart vieram enquanto o país estava unido, por isso a história pertence aos dois locais. É verdade. Também não dá para dizer se eles teriam condições de chegar à F1 sozinhos caso a Escócia fosse independente nas décadas de 1960 e 1970. Mas é curioso pensar que os britânicos poderiam dormir megavencedores da F1 e acordar com cinco campeonatos a menos.

E o prejuízo não ficaria restrito apenas à principal categoria do automobilismo mundial. Na Indy, a situação é ainda pior. Melhor piloto da história recente da categoria, Dario Franchitti também é escocês. Ou seja, das cinco taças britânicas no certame norte-americano quatro teriam ido embora com o ‘Sim’.

Algo similar aconteceria no rali. O saudoso Colin McRae, que fez história no Subaru Impreza azul e amarelo, era escocês. Considerado um dos maiores nomes do WRC na década de 1990, o piloto seria outra perda para o Hall da Fama britânico.

As gerações mais novas, aliás, se acostumaram a torcer por escoceses na televisão. David Coulthard venceu 13 das 246 corridas que participou na F1, competindo por Williams, McLaren e Red Bull, sempre carregando a bandeira do país no capacete. Hoje, ele é comentarista de televisão e passaria a ser visto como um estrangeiro nas coberturas. Allan McNish, que fez mais sucesso no endurance que na principal categoria do automobilismo mundial, é outro nascido no fora da Inglaterra.

Apesar desses desfalques para o automobilismo do Reino Unido sem a Escócia, a tendência é que o cenário mudasse no futuro. É que hoje é mais comum vermos garotos ingleses que escoceses começando a carreira. Da terra de Glasgow e do uísque, os principais nomes nas divisões de base são Lewis Williamson, dono de uma passagem relâmpago pelo programa de pilotos da Red Bull, Gregor Ramsay, da Lotus Junior, e Sam MacLeod, na F3 Alemã.

Por outro lado, os escoceses não têm feito feito nos campeonatos britânicos. Gordon Shedden venceu o BTCC há duas temporadas, enquanto Charlie Robertson está na briga para conquistar o principal campeonato da Ginetta em 2014. Aliás, não deixa de ser curioso saber como eles votaram na última semana.

Agenda da velocidade (25)

Publicado setembro 19, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: World of Motorsport

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Está na hora de a F1 correr debaixo das luzes de Cingapura

Está na hora de a F1 correr debaixo das luzes de Cingapura

Após alguns dias bem cheios nos bastidores, a F1 está de volta neste fim de semana para a disputa do GP de Cingapura. E, nas ruas de Marina Bay, a categoria estará um pouco mais silenciosa. Não estou falando do barulho – ou a falta dele – dos motores 1.6 L turbo, mas da nova proibição da FIA quanto ao uso do rádio.

A entidade decidiu que a partir de agora as equipes não podem mais ajudar os pilotos na condução dos carros. Ou seja, os engenheiros não têm mais permissão para falar em que lugar os pilotos devem frear, qual a trajetória ideal ou qual a mistura de combustível e o equilíbrio do freio a cada curva. E para 2015 as proibições serão ainda maiores

A F1, aliás, não é o único campeonato mundial que estará nas pistas. Bem longe de Cingapura, o Mundial de Endurance (WEC) – lembra dele? – encerra um longo período de férias de verão que durava desde as 24 Horas de Le Mans, em junho, e correrá em Austin, no Circuito das Américas. Mais uma vez, Lucas Di Grassi e Fernando Rees são os brasileiros presentes.

Os fãs das corridas de longa duração podem ficar animados para este fim de semana. Além do WEC, a United Sportscar também estará em Austin, com Christian Fittipaldi na luta pelo título. Oswaldo Negri e Bruno Junqueira são os outros representantes do país. O grid da categoria americana ainda terá uma novidade no Texas: a estreia do Ligier LMP2 da equipe OAK.

Na Europa, ainda haverá a Blancpain Endurance Series – com Cesar Ramos em um carro da Audi –, na disputa dos 1000km de Nürburgring.

Embora o endurance deva dominar o noticiário nesses próximos dias, Pipo Derani deixa as corridas de longa duração para trás após estrear com pódio em Paul Ricard e retorna à F3 Alemã, em Sachsenring. O brasileiro foi convidado para disputar a penúltima etapa do ano pela equipe ADM para desenvolver o equipamento já pensando em 2015.

A Adac Masters também compete em Sachsenring, enquanto a F4 Inglesa estará em Donington Park. A briga pelo título, aliás, segue aberta entre cinco pilotos, com George Russell ainda no topo da tabela de pontos. Dessa vez, Gaetano Di Mauro será o único brasileiro no grid, uma vez que Gustavo Lima decidiu abandonar o certame e focar na preparação do ano que vem, quando planeja disputar uma F3.

Pietro Fitipaldi tenta manter a sequência de vitórias – são oito seguidas – na etapa da F-Renault Inglesa em Croft, enquanto a F-Renault Norte-Europeia conhecerá o campeão em Nürburgring. Ben Barnicoat, Louis Délétraz, Seb Morris e Steijn Schothorst matematicamente têm chances.

Para terminar o calendário, a segunda etapa do Chase da Nascar acontece em New Hampshire, enquanto a Nationwide estará no Kentucky.

Lembrando sempre que conforme as sessões do fim de semana forem acontecendo, eu vou atualizar este post com os resultados. Daí é só você ao blog, clicar nos links na cor laranja ali embaixo e saber de tudo o que aconteceu. Além disso, vale aqui o horário de Brasília.

Saudades do WEC? Após três meses ele está de volta

Saudades do WEC? Após três meses ele está de volta

Agenda do fim de semana:

Sexta-feira, 19 de setembro:
4h00 – F-Renault NEC – Nurburgring – treino livre
4h50 – F3 Alemã – Sachsenring – treino livre
5h50 – Adac Masters – Sachsenring – treino livre
7h00 – F1 – GP de Cingapura – treino livre 1
7h05 – F-Renault NEC – classificação
10h20 – F-Renault NEC – corrida 1
10h30 – F1 – treino livre 2
10h30 – F3 Alemã – classificação
11h15 – Adac Masters – classificação
17h40 – Nascar – New Hampshire – classificação
18h30 – United Sportscar – Austin – classificação
20h00 – WEC – 6 Horas de Austin – classificação

Sábado, 20 de setembro:
5h30 – F-Renault Inglesa – Croft – classificação
5h50 – Adac Masters – corrida 1
6h00 – F-Renault NEC – corrida 2
6h45 – F4 Inglesa – Donington Park – classificação
7h00 – F1 – treino livre 3
8h35 – F3 Alemã – corrida 1
10h00 – F1 – classificação
10h15 – F4 Inglesa – corrida 1
11h05 – Adac Masters – corrida 2
12h15 – BES – 1000 km de Nurburgring – classificação
12h45 – F3 Alemã – corrida 2
13h35 – United Sportscar – corrida
14h19 – Nascar Truck Series – New Hampshire – corrida
20h00 – WEC – corrida
20h46 – Nationwide – Kentucky – corrida

Domingo, 21 de setembro:
3h40 – F-Renault NEC – corrida 3 – season finale – cancelada/neblina
6h45 – BES – 1000 km de Nurburgring – corrida
7h20 – F4 Inglesa – corrida 2
8h00 – F-Renault Inglesa – corrida 1
9h00 – F1 – GP de Cingapura – corrida
10h00 – F-Renault Inglesa – corrida 2
10h05 – F3 Alemã – corrida 3
11h00 – Adac Masters – corrida 3
11h30 – F4 Inglesa – corrida 3
15h15 – Nascar – corrida

O Brasil na F3 Alemã

Publicado setembro 17, 2014 por Felipe Giacomelli
Categorias: Fórmula 3

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Pipo Derani volta à F3 Alemã neste fim de semana pela ADM

Pipo Derani volta à F3 Alemã neste fim de semana pela ADM

Depois de estrear no endurance no último fim de semana com um pódio em Paul Ricard, Pipo Derani está de volta à F3 Alemã. É que o brasileiro foi convidado pela equipe ADM para participar da etapa de Sachsenring, neste sábado e domingo, para ajudar no desenvolvimento e preparação do equipamento já de olho em 2015.

Essa também será a oportunidade de o piloto paulista retornar à categoria em que competiu em 2010. Naquela época, Derani estava apenas na segunda temporada da carreira nos monopostos e defendeu as cores da Motopark Academy, que estava estreando no certame. O brasileiro fechou o campeonato em décimo, tendo conquistado dois quartos lugares como melhor resultado.

Apesar de agora ter mais experiência no automobilismo – tendo passado dois anos na F3 Inglesa, mais um na F3 Europeia e ter terminado no top-3 no GP de Macau –, o brasileiro vai ter uma tarefa dificílima se quiser lutar pelo primeiro pódio na categoria. Isso porque o melhor resultado da ADM no ano foi o quarto lugar, obtido pelo russo Nikita Zlobin, debaixo de uma forte chuva em Lausitzring.

Nem mesmo quando chamou Dino Zamparelli, da GP3, para uma função similar a de Pipo ao escuderia italiana conseguiu ir bem. Em Hockenheimring, o britânico foi apenas o sexto colocado.

Pensar em vitória, então, está ainda mais distante. Aliás, você lembra a última vez que um piloto do Brasil trinfou na F3 Alemã? É, já faz tempo, mais de dez anos. Foi no dia 12 de outubro de 2003, quando João Paulo de Oliveira – hoje no Japão – recebeu a bandeira quadriculada na segunda bateria de Oschersleben.

Brasileiro no alto do pódio da F3 Alemã? Difícil..

Brasileiro no alto do pódio da F3 Alemã? Difícil..

Essa acabou sendo a 13ª vitória de JP na temporada que lhe deu o título da F3 Alemã. Aliás, naquele ano o brasileiro esteve imbatível. Em 16 corridas, ele ainda largou na pole em 12 oportunidades, subiu ao pódio em 15 provas e marcou a volta mais rápida em 15 participações.

Com esses resultados, de Oliveira é o piloto mais vitorioso da história da F3 Alemã, com 14 triunfos ao todo. Ele supera, assim, nomes como Norberto Fontana, Laurens Vanthoor, Richie Stanaway e Jörg Müller. Lembrando que na época do brasileiro eram disputadas rodadas duplas, e hoje são três corridas por fim de semana.

Para ser justo, entre JP e Derani, não houve muitos brasileiros no campeonato. Rafael Suzuki participou de duas temporadas, marcando duas poles, mas ficando sem vencer e Marcello Thomaz disputou 16 corridas entre 2006 e 2007, obtendo um pódio.

Assim, se Pipo quiser encerrar esse jejum de vitórias brasileiras na Alemanha, ele já tem em quem se inspirar. O problema é que para isso o piloto precisará vencer um velho conhecido. Em 2010, Markus Pommer já era um veterano da F3 Alemã. Agora, quatro temporadas depois, ele está de volta ao certame e pode conquistar o título por antecipação em Sachsenring.


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