Felipe Nasr na Imsa 2018

A ida de Felipe Nasr para a Imsa e para os EUA era esperada para quem acompanha de perto as corridas de longa duração, já que o rumor surgiu pela primeira vez há algumas semanas.

Mas não deixa de ser uma escolha surpreendente para o brasileiro, um ex-piloto de F1 e que nem sequer alcançou ainda o auge da carreira.

Normalmente, o endurance é opção quem não conseguiu chegar nas principais categorias de monopostos (como Dane Cameron, novo contratado da Penske e a quem Nasr substituirá na equipe Action Express) ou pilotos que já estão na fase final da carreira, como Juan Pablo Montoya, Helio Castroneves e Christian Fittipaldi.

Durante muito tempo, os ex-F1 tinham a Indy como principal destino, com o DTM tendo ganhado força nas últimas décadas. Com o declínio das duas categorias, o posto foi tomado pela Formula E e pelo WEC.

Mas a saída de Nissan, Audi e Porsche dos protótipos praticamente fechou as portas para quem buscava as corridas de longa duração na Europa.

E é nesse espaço que a Imsa pretende crescer. Desde o começo deste ano, a categoria usa os protótipos DPi (modelos baseados nos LMP2, mas que pode receber motor de qualquer montadora e kit aerodinâmico customizável) como sua principal divisão.

Pelo custo mais baixo envolvido, Cadillac (GM), Mazda, Nissan e Acura (Honda) entraram na categoria como montadoras, enquanto outras podem surgir nos próximos anos. O WEC percebeu que os DPi têm potencial para substituir os LMP1 e não descarta no futuro permitir carros nesse regulamento.

Daí que Nasr pode dar o pulo do gato. Em uma eventual mudança de regras do WEC em 2020, vai estar adaptado aos DPi e às corridas de longa duração e poderá disputar as principais vagas no mundo das corridas de longa duração.

Mas, por enquanto, a Imsa é um campeonato bem menor que F1, Indy e Formula E, tanto em dinheiro movimentado quanto em audiência. Por isso que a escolha de Nasr é curiosa.

Lembrando que ele disputou duas vezes as 24 Horas de Daytona quando ainda estava na GP2. A primeira foi como prêmio pelo título da F3 Inglesa, em 2012, e a segunda veio logo no ano seguinte, com a mesma equipe Action Express de agora.

Aliás, Nasr vai para um dos principais times do campeonato. A AXR foi campeã com Christian Fittipaldi e João Barbosa, em 2014 e 2015, e Cameron e Eric Curran, no ano seguinte.

O problema pra Nasr é que Curran é um piloto amador (ele quem traz o patrocínio da Whelen para a equipe), o que pode complicar na disputa com duplas como Montoya/Cameron ou da equipe de Wayne Taylor, ambas duplas profissionais.

Mas a expectativa é que Nasr, uma vez adaptado à categoria, lute por vitórias e por títulos o quanto antes.

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