Preview da Toyota Racing Series 2016

Pedro Piquet lidera o trio brasileiro na Nova Zelândia
Pedro Piquet lidera o trio brasileiro na Nova Zelândia

Enquanto as principais categorias do automobilismo da Europa e dos Estados Unidos estão de férias, o mês de janeiro é o momento em que jovens pilotos de todo o mundo viajam para a Nova Zelândia para tomar parte da Toyota Racing Series.

O campeonato pré-F3 é disputado com 15 corridas em três finais de semana consecutivos. Por ser uma espécie de intensivão, acaba reunindo diversos pilotos de olho em se preparar melhor para o resto do ano.

Por lá já passaram nomes como Mitch Evans, Daniil Kvyat e Alex Lynn, além de brasileiros como Pipo Derani e Sergio Sette Câmara, agora no Red Bull Junior Team.

Em 2016, a categoria vai receber um dos grids mais fortes de sua história, liderado por Guanyu Zhou, da Academia da Ferrari, e por Jehan Daruvala, do programa de pilotos da Force India.

O favorito, porém, é Lando Norris. O campeão mundial de kart de 2014 vai correr na Nova Zelândia antes de tomar parte da F-Renault Eurocup (onde será companheiro de Daruvala) e da F4 Inglesa (BRDC).

Os três serão parceiros de Pedro Piquet na equipe M2, na TRS.

O brasileiro fará sua segunda viagem à Nova Zelândia. Há dois anos, ele escolheu o certame para estrear nos monopostos, mas foi impedido de competir após apenas duas etapas. Na ocasião, ele ainda não tinha completado 16 anos, e a CBA acabou invalidando a licença que o havia dado.

Apesar de já ter alguma experiência na Nova Zelândia, o brasileiro não tem tanta vantagem. A categoria estreou um novo carro no ano passado, e Piquet já pilotou em apenas uma das cinco pistas que serão usadas.

Os outros dois representantes do país são os primos Bruno e Rodrigo Baptista, que devem competir no automobilismo europeu neste ano. O primeiro está fechado com a Fortec, na F-Renault, e o segundo deve se juntar à Audi na Blancpain Series.

Retornando para um segundo ano na TRS estão Ferdinand Habsburg, companheiro de Baptista na Fortec, e Artem Markelov, da GP2. Por já terem experiência no certame e com os carros da TRS, eles podem ser considerados alguns dos favoritos à taça.

O grid ainda conta com dois jovens canadenses, Kami Laliberté e Devlin DeFrancesco, e uma invasão de representantes da Pro Mazda, com Nicolás Dapero (que correu na F3 Brasil no ano passado), Will Owen e Timothé Buret. Além de Theo Bean, americano e mais velho do grid, com 23 anos, que pretende trocar as corridas de endurance pelos monopostos em 2016.

Antoni Ptak e Julian Hanses completam o esquadrão internacional

Taylor Cockerton é o jovem neozelandês do momento
Taylor Cockerton é o jovem neozelandês do momento

Os neozelandeses dessa vez serão representados por apenas três nomes: James Munro, Brendon Leitch e Taylor Cockerton. Jamie Conroy seria o 20º participante deste ano, mas ele não conseguiu levantar os US$ 200 mil necessários para disputar toda a temporada.

O número baixo de pilotos da casa, aliás, tem sido motivo de polêmica na Nova Zelândia.

É que a TRS foi criada para preparar os jovens neozelandeses para seguirem carreira fora do país. Deu certo, com Evans, Nick Cassidy, Richie Stanaway, Earl Bamber e Shane van Gisbergen, entre outros.

Só que, depois deles, não tem mais ninguém vindo. Tirando um ou outro piloto se destacando no kartismo internacional, não há mais uma grande geração neozelandesa na base, e o sonho de voltar a ter alguém na F1 está novamente distante.

Para tentar resolver esse problema, a organização da Toyota Racing Series criou uma bolsa para ajudar um piloto da casa com o orçamento necessário para a TRS. Neste ano, Cockerton foi o beneficiado por ser o atual campeão da F-Ford local. Mas é difícil pensar como um piloto que precisa de bolsa para correr na Nova Zelândia vai conseguir se virar no automobilismo europeu.

A TRS, assim, começa neste fim de semana em Ruapuna com os neozelandeses tentando mostrar que conseguem, sim, disputar de igual para igual com qualquer piloto do mundo.

Você pode clicar aqui para ver a lista de inscritos e o calendário da Toyota Racing Series 2016.

4 comentários sobre “Preview da Toyota Racing Series 2016

  1. Nada.

    Acompanho o blog.
    Sempre que puder vou comentar.

    Uma pena só que o comentário 3000 não foi o que fiz do Vasco no post do Deletraz.
    Hahahahaha

    Curtir

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