Como Jeff Gordon escapou de apanhar em Phoenix

Cale Yarborough e Donnie Allison: dois gentleman perto da briga de Phoenix

A Nascar começou a ficar conhecida nos Estados Unidos na disputa da Daytona 500 de 1979. Naquele ano, uma forte nevasca havia atingido o país, obrigando as pessoas a ficarem dentro de casa. Coincidentemente, aquela prova também marcava a primeira transmissão ao vivo da categoria norte-americana.

Ligando uma coisa com a outra, todo mundo acabou ligando a televisão para acompanhar aquela corrida ainda desconhecida. O resultado não poderia ter sido melhor. Donnie Allison e Cale Yarborough se envolveram se envolveram em um acidente na última volta, quando brigavam pela liderança, e foram parar fora da pista.

Inconformado com a derrota, Allison partiu para cima do adversário, e os dois trocaram alguns sopapos ao vivo. Falando a verdade, essa briga pareceu um duelo entre gentlemans depois do pega generalizado que aconteceu neste domingo, dia 11, em Phoenix.

Em Phoenix, a coisa foi diferente. Tudo começou quando Jeff Gordon ficou puto por ter batido e resolveu descontar a frustração em Clint Bowyer, com quem havia se tocado algumas voltas antes. Faltando apenas dois giros para o final, o piloto do carro número 24 ficou se arrastando pela pista, esperando que o adversário passasse, até jogar o carro para cima dele.

O começo de tudo: Gordon tirando qualquer chance de título de Gordon

O acidente não só coletou Bowyer, mas também arrastou Joey Logano, além de Aric Almirola. Também quase sobrou para Brad Keselowski, líder do campeonato, que estava vindo logo atrás.

Enquanto os carros voltavam para a garagem, a equipe de Bowyer assistia a tudo aquilo incrédula. Afinal, mesmo competindo pela mediana Michael Waltrip Racing, o piloto tinha chances de ser campeão, principalmente após o acidente de Jimmie Johnson.

Sabendo que o jeito era esperar até 2013, os mecânicos de Bowyer partiram para cima de Jeff Gordon. Assim, uma briga generalizada entre os integrantes das duas equipes tomou conta dos boxes de Phoenix, tendo até mesmo policiais impedindo que eles pegassem ferramentas e pneus para usarem como armas. Ou seja, se quisessem lutar, que fosse apenas com as próprias mãos.

Enquanto alguns mecânicos apareciam com o rosto todo ensanguentado, o único que conseguiu escapar ileso foi Jeff Gordon. Quando a briga começou, o piloto conseguiu sumir no meio da situação e ir para o trailer, evitando qualquer tipo de conflito.

Nos próximos parágrafos vou explicar como imagino que Gordon tenha escapado. Por isso, desde já, aviso: posso estar enganado, por isso me corrijam se for necessário.

A fuga de Gordon começou na foto acima. Pouco depois de parar o carro na garagem da equipe Hendrick, os mecânicos perceberam que os integrantes do time de Bowyer estavam vindo para cima. Em um pensamento rápido, eles decidiram tirar o tetracampeão da situação, empurrando-o para longe e depois escondendo-o sob a caixa de ferramentas (a marcação à direita).

A estratégia deu certo. A pancadaria começou, mas Gordon tinha sumido. Ele não estava no meio da briga. Tampouco estava no chão, apanhando, como haviam imaginado.

Só que a tática quase foi por água abaixo. Um mecânico da equipe de Bowyer descobriu o esconderijo, como pode-se ver na imagem acima. Assim, os integrantes da Hendrick precisaram funcionar como guarda-costas.

Enquanto isso, a pancadaria foi esfriando, os ânimos acalmando, e tudo o que restou foi apenas xingamentos e acusações.

Com a situação acalmada, quem veio partir para a porrada foi o próprio Clint Bowyer. Enquanto o piloto corria do carro até a garagem da Hendrick, Gordon aproveitou um pequeno momento de tranquilidade para ir para o trailer (como na foto acima). Como Boywer foi impedido por fiscais da Nascar e pela polícia de entrar no veículo, a pancadaria terminou por aí.

A cena toda você pode ver no vídeo abaixo:

15 comentários sobre “Como Jeff Gordon escapou de apanhar em Phoenix

  1. Como é legal ser um “Microcéfalo Colonizado” em? Tem que goste e quem não goste. Normal, enquanto uns vibram outros se escandalizam kkk Me diverti demais Domingo. Brad Keselowski superando JJ48 e essa treta no final, foi divertido. Legal demais ver o Kevin Harvick vencendo, não sou fã dele, mas sempre é bom ver um grande piloto mostrando o seu valor e a sua força, Kyle Busch muito bem, com mais um top 5. De qualquer forma isso é da corrida, vamos para Homestead saborear o ultimo fim de semana e ai só em 2013 infelizmente.

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  2. Como de praxe, a Nascar é o ápice da estupidez antidesportiva, reforçada por regras estapafúrdias. Um “multicampeão” adotar uma conduta como essa é um bom indicativo do padrão de pilotos e competição da categoria. Realmente, é sob medida para “microcéfalos” norte americanos e mentes colonizadas do terceiro Mundo.

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    1. Caramba, e eu que achava que só era uma categoria divertida e um dos eventos esportivos de maior sucesso no pais que tem a maior economia do mundo, é o mais influente culturalmente e abriga universidades como Yale, MIT, Harvard e Carnegie Melon, além de ser o berço da GE, Microsoft, Apple e Google.

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      1. Designar de “categoria divertida” um certame que conduz a episódios como o relatado na postagem só pode ser um elogio a violência e a estupidez.
        No mais, “influência cultural” é mérito, especialmente quando decorre das mais variadas formas de dominação e colonialismo cultural?
        Não adentrarei nas afirmações acerca do imperialismo econômico norte-americano, mesmo que as considere válidas. Fica o registro, até mesmo porque o fato da economia norte-americana ser a maior do mundo decorre, em boa parte, da exploração exercida sobre outros países.

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        1. Não, não é um elogio a violência, só é a constatação de alguém com 25 anos acompanhando o automobilismo e que conhece, de perto, a categoria e o pais.
          A Nascar tem objetivos diferentes do automobilismo com o qual estamos acostumados. Enquanto somos criados vendo uma categoria que é o ápice da evolução técnica dos carros, com regras disciplinares claras e fruto do envolvimento direto de nobres europeus no início do século passado, a competição americana quer ser apenas um passatempo simples de entender na tarde de domingo americana, só.
          Isso é visível, por exemplo, nos carros. Enquanto nos causa estranheza aqueles monstrengos desajeitados e pesados, os americanos acham ótimo, pois eles proporcionam uma facilidade quase artificial de se ultrapassar e tem lataria de sobra para anunciar os mais diversos patrocinadores.
          Agora, quanto as brigas. Vamos pensar nesses monstros andando em mini ovais como Martinsville, por exemplo, os toques naturais de competições de turismo tomam proporções muito maiores. As brigas e trocos passaram a ser tolerados a partir do momento que a organização viu que ninguém iria se machucar seriamente num pesco-tapa nos boxes e que, principalmente, o povo gosta disso.
          Não concordo com muitas regras da categoria, como o Chase, o Lucky Dog e os critérios bastante subjetivos na aplicação de bandeiras amarelas. Não concordo com a besteira que o Jeff Gordon fez e, pessoalmente, sempre achei que o Clint Bowyer sempre jogou muito pesado, também acho um absurdo a briga generalizada entre os dois times.
          O que temos que lembrar, sempre, é que a Nascar nunca pretendeu ser o ápice do cavalheirismo, beleza e tecnologia, ela só quer divertir milhões de pessoas que são criadas em um ambiente super competitivo , muitas vezes em insanos ovais de terra, só isso.

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          1. Fracionarei a resposta. Compreendo perfeitamente que a “espetacularização” promovida pela Nascar difere da existente em outras categorias do esporte a motor. Talvez justamente por isso jamais tive paciência para assistir muitas corridas inteiras, ainda mais com essas regras em relação as quais manifesto forte discordância. Apesar de reconhecer as diferenças – dentre as quais, o público-alvo – não me parece que isso isente a categoria de críticas, inclusive por refletir os gostos de uma determinada sociedade. Logicamente, seria mais pertinente criticar essas preferências, mas já que aqui o assunto é automobilismo, as minhas manifestações anteriores já me parecem suficientes.

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            1. Mas ninguém, em lugar algum te disse que a Nascar é isenta de criticas!
              Só quis explicar algumas fatos que costumam acontecer com 90% dos brasileiros que começam a acompanhar a categoria e estranham algumas coisas.

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        2. Agora, quanto ao império do mal, que os EUA são para muitas pessoas, vejamos.
          Na história da humanidade, alguns pais que se tornou o mais poderoso de sua época, que dominou a economia e influenciou a cultura, não usou as “mais variadas formas de dominação e colonialismo cultural”?
          Quando uma potencia econômica, de qualquer tamanho e escala não recorreu a “exploração exercida sobre outros países”? Se pensarmos bem, toda a qualquer força econômica explora outra mais fraca e toda potencia cultural coloniza outras paragens.
          É muito fácil falar cobras e lagartos de determinado fato geopolítico e não conhecer a historia. Afinal, quando existiu esse império que exerceu um poder pacífico, bondoso, não explorou ninguém e foi agraciado com a aprovação de todos?
          Se ele tivesse existido, por exemplo, por que não estaria aqui até hoje?
          Toda época terá o seu império, que comportará como tal, simples, acreditar em utopias não mudará em nada isso.

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          1. Primeiramente, a repetição de uma conduta iníqua não a torna aceitável. Por outro lado, se a contradição é o fato essencial do processo histórico, sempre haverá resistência a qualquer poder que se exerça, por mais “suave” que seja ele. Então, a hipótese de império aceito por todos realmente é absurda, o que não significa que deva ser aceito, de forma subserviente, a dominação imperialista.
            Uma palavrinha sobre “dominação cultural”: mencionei-a de forma enfática porque os Estados Unidos utilizaram-na muito bem, sem que tivesse negado sua existência em períodos históricos anteriores.

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            1. Realmente, Barack Obama deve ter acordado hoje e pensado: “Precisamos arranjar um jeito urgente de calar esse tal de F. de A. A oposição dele a nós é muito perigosa!”

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      1. Se o sr. soubesse ler, teria percebido que não fiz qualquer elogio a F1 ou a qualquer outra categoria. Rigorosamente, abomino essa obsessão por punições que existe hoje na F1, a ponto de torná-la por vezes absolutamente desprovida de disputas na pista. Mas julgo ainda mais desqualificada uma categoria como a Nascar, que artificializa disputas com regras absurdas e gera cenas ridículas como a descrita no post.

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        1. “Ai, ui, não me toquem, não me xinguem, seus americanizados covardes e terceiromundistas! Ui, que categoria violenta, fiquei chocaDÉRRIMA quando vi essa briga! Ai, ai, ui, ui!”
          By: “F. de A.”

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    2. “Ai, ui, não me toquem, não me xinguem, seus americanizados covardes e terceiromundistas! Ui, que categoria violenta, fiquei chocaDÉRRIMA quando vi essa briga! Ai, ai, ui, ui!”
      By: “F. de A.”

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