As últimas sobre a World Series by Renault 2012

Yann Cunha
Yann Cunha será o segundo brasileiro da Pons desde que Alex Barros deixou o time na MotoGP

O mercado de pilotos para a temporada 2012 da World Series by Renault vive dias agitados e marcados por decisões que refletem diretamente no plano dos pilotos brasileiros para o próximo ano.

O primeiro representante do país a ter sido anunciado foi Yann Cunha, que fechou um contrato de dois anos com a Pons. Não dá para esperar muita coisa do brasiliense nessa primeira temporada. Ele não foi bem na F3 Inglesa nem nos treinos coletivos da pós-temporada.

E a própria Pons também é um time bem limitado. Tudo bem que eles foram campeões com Heikki Kovalainen, mas isso foi em 2004! Faz quase dez anos. Desde então a equipe passou a integrar o grupo do fim do grid. Para se ter uma ideia, Oli Webb, que havia sido o vice-campeão da F3 Inglesa quando Jean-Éric Vergne levantou a taça, terminou o último campeonato apenas na 21ª posição, enquanto o outro carro teve sete pilotos em nove etapas.

Para 2012, o time se estabilizou ao assinar com Yann Cunha e com o suíço Zoel Amberg, vindo da GP3. Os dois têm vínculo de dois anos, o que pode significar algum planejamento a longo prazo.

Outro fator que pesa é a chegada do novo carro da categoria. Como, em tese, vai começar todo mundo no mesmo patamar, então a Pons tem alguma chance de melhorar os resultados mesmo confiando o desenvolvimento do equipamento a dois novatos.

A outra notícia que saiu da World Series by Renault foi a contratação de Will Stevens pela Carlin. A chegada do garoto de 20 anos, quarto colocado na F-Renault Eurocup de 2011, não deixa de ser uma surpresa, afinal, nos últimos anos, o time inglês teve planteis fortíssimos formados pelo campeão da F3 Inglesa e por algum jovem mais experiente nas categorias de base. Foi assim com Mikhail Aleshin em 2010 e com Robert Wickens/Jean-Éric Vergne no campeonato passado. Agora o time terá Stevens e Kevin Magnusssen que já havia sido anunciado.

É claro que a chegada do novato implica diretamente ao ponto de onde vai correr Felipe Nasr. Desde que manifestou publicamente o desejo de competir na World Series by Renault em 2012, o brasileiro logo foi especulado na Carlin, até porque ele se manteria no mesmo time com o qual levantou a taça no Reino Unido. E como a Carlin é bicampeã do certame, a possibilidade de uma parceria de sucesso era altíssima.

Lewis Williamson
Lewis Williamson será o piloto Red Bull na World Series by Renault em 2012

O problema é que as boas vagas na World Series estão se esgotando. Há uma vaga aberta na Fortec, duas na ISR e duas na Tech 1. Com o bom desempenho da Fortec em 2011 e o outro piloto sendo Carlos Huertas, a vaga na equipe inglesa é uma das mais disputadas. Não seria um lugar ruim para correr, mas certamente é um time abaixo da Carlin.

A ISR se tornou uma das principais equipes do campeonato quando Esteban Guerrieri terminou 2010 na terceira posição. O argentino acertou os carros da equipe, que contou com Daniel Ricciardo na última temporada. O time tcheco pode não ser mais considerado de ponta, afinal o novo piloto da Toro Rosso não foi páreo para os pilotos da Carlin no último ano, mas ainda assim conquistou vitórias. O problema é que a esquadra de Igor Salaquarda está em negociações muito avançadas com Dean Stoneman (ex-hospital) e Laurens Vanthoor (ex-F3 Euro).

A Tech 1, por sua vez, era a antiga parceira da Red Bull na categoria. Por ela passaram nomes como o próprio Daniel Ricciardo e Brendon Hartley. O problema é a falta de vagas. O time sonha com Valtteri Bottas para um dos carros, enquanto o outro pode ter Lucas Foresti. Quem também quer ficar é Kevin Korjus, que terminou 2011 na sexta colocação com três vitórias.

O estoniano, que foi campeão da F-Renault Eurocup em 2010, também testou pela Renault no treino dos novatos de Abu Dhabi. Uma transferência para a Charouz-Gravity – afinal ele é piloto da Gravity – também é algo possível.

Por fim, faltou a Arden, equipe de Christian Horner e Helmut Marko. Pelos nomes, é desnecessário falar da presença da Red Bull dentro dele. Tanto que o primeiro piloto anunciado, o escocês Lewis Williamson, vai passar a correr com um carro nas cores rubro-taurinas em 2012, seguindo a linhagem de Ricciardo e Vergne.

Por ser um time da Red Bull, não deve ter um equipamento ruim, mas também é um lugar para desconfiar, afinal Williamson pode ter todas as preferências de primeiro piloto.

Outra opção para Nasr seria disputar a GP2 e com um planejamento de título em dois ou três anos poderia estrear em uma equipe menor, sem ser as gigantes Lotus ART, Addax, Racing Engineering e iSport.

5 comentários sobre “As últimas sobre a World Series by Renault 2012

    1. Estão trabalhando para renovar. Pelo que eu sei, a situação do Cesar é um pouco mais complicada, já que ele teve problema com patrocinador no fim de 2011. Então ele precisa de investidor ou de convite de equipe. É nisso que ele trabalha.
      A do André Negrão não parece ter mudado. Acho que as chance de ele correr são boas, principalmente ficando na Draco mais um ano. Se houver mudança de equipe ou de categoria, acredito que seja por vontade do próprio piloto e naõ por falta de dinheiro ou reformulação da equipe.

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