A limpa na Toro Rosso

Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne
Do ponto de vista esportivo, a mudança na dupla da Toro Rosso foi sensacional

A Toro Rosso surpreendeu a todos ao anunciar a reformulação completa do plantel para a temporada 2012 da F1. Sébastien Buemi e Jaime Alguersuari foram chutados para a chegada de Daniel Ricciardo e de Jean-Eric Vergne.

Há duas maneiras de se analisar essa troca: do ponto de vista esportivo e do ponto profissional.

Falando desportivamente, não há nada de errado uma equipe decidir fazer uma reconstrução interna ao abrir mão dos dois pilotos titulares em prol de dois jovens promissores.

Alguém mais apressado pode até reclamar de injustiça com o Alguer em ser demitido justamente no momento em que parecia estar se adaptando à F1. Não é esse o caso na Toro. Prefiro ficar com a opinião do jornalista Edd Straw, da Autosport, que afirmou não ver problemas nessa mudança. Pelo contrário. A Red Bull bancou a carreira da dupla até a F1 praticamente toda e mesmo na categoria principal eles tiveram dois anos e meio, no mínimo, para provarem o talento. Assim, Straw diz que um monte de pilotos adoraria passar por esse tipo de injustiça de ter a carreira financiada.

O que deu errado para Buemi e para Alguersuari foi não ter conseguido impressionar na F1. É claro que ninguém esperava por vitória levando em conta a mudança de regulamento, que passou a obrigar a Toro Rosso a construir o próprio carro – sem comprar da Red Bull – desde 2009. Mas o antigo duo titular sequer conseguiu marcar pontos de forma constante, com o catalão tendo algum destaque agora no fim do ano.

Além disso, com a aposentadoria de Mark Webber cada vez mais próxima, a Red Bull tinha pressa em dar uma chance aos dois garotos para ver se algum deles tem condição de substituir o australiano no time principal. Não seria um bom parâmetro, por exemplo, colocar Vergne – considerado mais habilidoso – e deixar Ricciardo mofando na Caterham.

Do ponto de vista profissional, a Toro Rosso parece ter pisado na bola. Ao que tudo indica, os dois antigos titulares não sabiam da dispensa até poucos dias atrás. Assim é complicado para que ambos possam restabelecer a carreira e passar a negociar com outras equipes. Restam apenas os lugares da Williams e da HRT. Ou seja, é muito difícil que um dos dois siga na F1. Se eu fosse arriscar, diria que Alguer tem chance na Hispania apenas por ser espanhol. Buemi, por sua vez, não seria surpresa se seguisse os passos do compatriota Neel Jani e fosse correr de GT e de endurance.

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