Circuito de Sepang
Prova da Malásia pode ser decidida nas duas grandes retas

A F1 chega à Malásia após o êxtase do GP australiano. Fazia muito tempo na categoria que, ao final da prova, a sensação era de que a corrida poderia ter durado mais. Bem na verdade, uma soma de fatores (chuva na largada, Hamilton vindo de trás e o toque na primeira curva) proporcionou o que assistimos.

A previsão para o GP deste final de semana também é de chuva. Mas aqui vale alguns alertas. O calor malaio é muito mais rigoroso que a temperatura australiana, além disso, a prova começa quase no anoitecer. Assim como em 2009, é possível que não tenhamos a totalidade de voltas caso a corrida seja completada somente com duas horas de duração.

Já que falamos na Malásia, vamos direto ao circuito. Ignorem o trecho que vai entre a curva 3 a curva 12, já que a pista possui apenas dois pontos de ultrapassagens: as curvas 15 e 1, bem como as retas que as antecedem. Duas retas seguidas por duas fortes freadas significam trabalho para os pneus. Os compostos podem ser fator durante o final de semana, independente do clima, assim como aconteceu na Austrália.

Diferentemente do GP na Oceania, as grandes retas malaias favorecem as ultrapassagens. Veremos como equipes e pilotos vão lidar com a decisão da parada obrigatória nos boxes assim como com a questão climática.

Falando na possibilidade de chuva, é importante lembrarmos que Jenson Button conquistou o GP de 2009 nessas mesmas condições, assim como ganhou o GP australiano desta temporada. Aliás, o bom desempenho do atual campeão mundial começa a jogar a pressão para Hamilton, que sequer chegou ao Q3 na última semana.

Quem também chega à Malásia como alvo das críticas é Michael Schumacher. Foi difícil para a imprensa engolir 46 voltas de duelo com Jaime Alguersuari. Principalmente quando Fernando Alonso liquidou a fatura com o conterrâneo em apenas uma volta. Rosberg continua somente como parâmetro para o heptacampeão e como referencias às sextas. O alemãozinho não é fator no campeonato.

Falando na Alemanha. O que acontece com Vettel? Duas poles, duas vezes era o carro dominante e  duas vezes perdeu tudo. Será que a vitória sai na Malásia? Eu acho possível, mas é bom reagir logo, senão o título vai ficar distante.

O desempenho da Ferrari é impressionante. Os italianos não têm o melhor carro, mas estão no topo da tabela de classificação após duas etapas muito inteligentes. Em Sepang, Alonso venceu duas vezes e a Scuderia outras cinco. Felipe Massa nunca foi bem, mas vale a lembrança que os primeiros pontos na F1 foram obtidos em Kuala Lumpur.

No grupo intermediário, segue a briga de Renault, Williams e Force India. A Force India parece ter o melhor carro, mas não tem um piloto muito acima da média. E é justamente nos pilotos que as rivais fazem a diferença. Kubica conquistou um excelente segundo lugar na Austrália, mas sabe que esse tipo de resultado é raro levando em conta o desempenho do carro.E Petrov tem evoluído. Já a Williams, depende de momentos de genialidade de Rubinho, como levar a equipe inglesa ao Q3 na última semana.

Esse não é o ano da BMW Sauber. Kobayashi não lembra em nada o piloto que chamou a atenção de todos no final da temporada 2009. E De La Rosa está fazendo o que é possível e só. A equipe suíça está apanhando até da Toro Rosso. Olho em Alguersuari que tem melhorado a cada semana.

No grupo de trás, vimos evoluções. A Equipe-De-Bruno-Senna-T terminou a corrida, enquanto a Equipe-de-Lucas-Di-Grassi-T quase repetiu o feito com Glock. Pena que os brasileiros, somados, não conseguiram fazer a totalidade do GP. Palmas para Kovalainen que levou a Lotus até o 13º lugar, enquanto Trulli nem largou. A equipe verde e amarela, apesar do nome, é malaia e terá o apoio da torcida para repetir a boa atuação.

Para o GP da Malásia, aposto em Vettel, Hamilton e Alonso, nessa mesma ordem.