Posted tagged ‘Karun Chandhok’

Longe da aposentadoria

março 29, 2012
Rubens Barrichello

Após ser preterido na F1, Rubens Barrichello resolveu desbravar o velho caminho rumo à Indy

Falar sobre a F1 é algo complicado. Todos os dias milhares de histórias sobre a categorias são lançadas. Entretanto, elas ficam velhas muito rapidamente. Comentar sobre Sergio Pérez na Malásia, sobre os fracos resultados de Felipe Massa ou sobre os toques de Sebastian Vettel e Jenson Button em Narain Karthikeyan já é coisa do passado.

Assim, o grande factoide do campeonato, ao menos nesta sexta-feira (30), é a escolha de Jaime Alguersuari como companheiro de Lucas Di Grassi na Pirelli. Isto é, a partir de agora os dois pilotos vão dividir a tarefa do desenvolvimento dos novos compostos. Pode não ser o emprego dos sonhos, mas é bastante digno, visto com os dois devem ganhar salário para pilotar um carro, algo que não acontece necessariamente na F1.

Com a contratação de Alguersuari, praticamente todos os pilotos que deixaram a F1 em 2012 já estão empregados. O World of Motorsport fez uma breve lista para você saber que há vida no automobilismo mesmo depois da F1.

Adrian Sutil – O funcionário número Zero da Force India deixou a F1 no final do ano passado envolvido no inquérito policial por causa de uma briga em uma boate em Xangai. Após o GP da China, o alemão tinha acertado Eric Lux – dono da empresa que controla a Renault – com uma garrafa. O dirigente ficou ensopado de sangue e processou o atleta.

Em janeiro, Sutil foi condenado a 18 meses de condicional e obrigado a pagar uma multa de 200 mil euros, que foi destinada à caridade. Na F1, dizem que o problema com a polícia o impediu de assinar com a Williams para o novo campeonato. Ainda assim, o alemão não desistiu da categoria máxima e já afirmou, nesta semana, que adoraria pilotar para a Sauber caso Sergio Pérez fosse puxado para a Ferrari.

Nick Heidfeld – Se arrastando pelo grid desde a saída da BMW, no final de 2009, o alemão finalmente parece ter desistido da F1. A passagem pela Renault na última temporada não foi boa e Quick Nick não conseguiu permanecer na categoria. Para 2012, o alemão já assinou com a Rebellion Racing, uma das maiores equipes de endurance do mundo, abaixo apenas dos grandes times de fábrica.

Pilotando ao lado de Neel Jani e Nicolas Prost, Heidfeld não teve uma boa estreia no Mundial de Endurance, abandonando as 12 Horas de Sebring.

Jaime Alguersuari – Dispensado pela Toro Rosso, Alguersuari logo ganhou o estrelato. Primeiro, o espanhol criticou a forma com que a Red Bull trata os jovens pilotos e depois revelou ter recusado uma proposta da equipe austríaca para seguir como piloto de testes. O interesse do catalão estava longe das pistas, ao menos era o que parecia.

Conhecido na noite de Ibiza como DJ Squire, Alguersuaria planejava se dividir entre a música e a tarefa de comentarista para a BBC. Como DJ, até que deu certo, afinal, hoje em dia, tudo o que ele precisa fazer é conectar o iPod e apertar play. Já a tarefa de comentarista deixou a desejar. No primeiro furo dado, o ex-piloto da Toro Rosso afirmou que Robert Kubica não conseguia segurar um copo de água, quanto mais dirigir. Menos de cinco dias depois o polonês publicou uma foto pilotando um carro de rali e rebatendo o antigo colega de profissão.

Apesar da fama, Alguersuari não conseguiu ficar muito tempo longe das pistas e foi anunciado como piloto de testes da Pirelli ao lado de Lucas Di Grassi.

Jaime Alguersuari DJ Squire

Longe da F1, Jaime Alguersuari ganha a vida como DJ na noite de Ibiza e outros locais badalados do Mediterrâneo

Sébastien Buemi – Assim como Alguersuari, o piloto suíço também foi chutado sem dó nem piedade dos confins da Toro Rosso. Para piorar, assim que soube da decisão, Buemi reclamou que tinha estado em Milton Keynes, onde trabalhara no simulador rubro-taurino poucas horas antes da fatídica notícia.

Apesar de ter choramingado por aí, Buemi foi contatado pela Red Bull, que ofereceu o posto de piloto reserva, algo prontamente aceitado pelo suíço. Satisfeito com a nova vaga, o piloto de apenas 23 anos logo descobriu que a primeira escolha do time tinha sido Alguersuari, mas o catalão havia recusado a proposta.

Assim, o eterno número 2 da Toro Rosso estará desfilando beleza em todos os GPs do ano, torcendo para que Sebastian Vettel ou Mark Webber se machuquem e, enfim, ele ganhe a oportunidade de pilotar um carro de ponta na F1. Ao mesmo tempo, Buemi acertou com a Toyota para a disputa das 24 Horas de Le Mans.

Rubens Barrichello – O brasileiro era o único piloto da F1 que havia participado de todas as temporadas da categoria desde a criação, em 1950. Ok, na verdade ele estreou em 1993, mas nada que o torne menos veterano. No entanto, toda essa experiência não foi capaz de convencer Frank Williams a mantê-lo na equipe.

Barrichello, então, caçou patrocinadores no Brasil todo e fechou com a BMC, para tentar permanecer na categoria principal. Mesmo com o dinheiro, a Williams optou por Bruno Senna, mandando o veterano direto para a Indy.

Na única corrida em que disputou até agora, Barrichello não conseguiu acertar uma boa estratégia de corrida e perdeu tempo durante as paradas nos boxes. Em São Petersburgo, finalizou em 17º, com duas voltas de atraso e com direito a pane seca.

Jarno Trulli – Eterno segundo piloto da Lotus, o italiano achava que ia disputar a temporada 2012 da F1. No entanto, aos 46 do segundo tempo, Vitaly Petrov ligou para Tony Fernandes e ofereceu uma boa grana e um grandioso estoque de vodka, Lada e russas, que foi prontamente aceito pelo dirigente.

Assim, Trulli foi chutado e o russo se tornou companheiro de Heikki Kovalainen. Enquanto o italiano ainda não se acertou – não seria surpresa se disputasse ao menos as etapas em circuito misto da Nascar – , Petrov conseguiu em duas corridas o que o veterano jamais havia feito: andar na frente de Heikki Kovalainen.

Nick Heidfeld

A ironia da vida! Depois de ser dispensado pela Lotus, Nick Heidfeld compete no Mundial de Endurance com um carro em preto e dourado

Vitantonio Liuzzi – Outro italiano com contrato dispensado. Assim como Trulli, Liuzzi também tinha um papel escrito que ele ia competir em 2012, mas parece que na F1 as pessoas não se importam muito com esse tipo de coisa.

Como não foi oficialmente dispensado pela HRT, Liuzzi tem vivido o dia a dia da equipe espanhola, em um posto totalmente decorativo. O time, claro, quer evitar pagar a multa pela rescisão do contrato, então todo mundo finge que está feliz.

Além de ocupar o cargo de aspone na HRT, Liuzzi fechou com a Mercedes para a disputa do principal campeonato italiano de turismo, a Superstars Series.

Jérôme D’Ambrosio – Depois de disputar apenas uma temporada pela Marussia, o belga não agradou. Sendo constantemente mais lento que Timo Glock e aparecendo tanto na televisão quanto o avião invisível da Mulher Maravilha, D’Ambrosio foi chutado sem dó nem piedade do time russo, que escolheu Charles Pic como otá… substituto para 2012.

O desempenho de Pic é tão relevante quanto o do belga, ou seja, até agora ele não fez nada. Mas isso não é algo que Jérôme possa se orgulhar. Nosso amigo defenestrado já declarou que preferia seguir na Marussia a assistir às corridas do lado de fora da pista.

Pelos contatos que tem com a Gravity, empresa que controla a equipe Lotus na F1, o belga assumiu o posto de piloto reserva do time. Assim, torce para algum infortúnio de Kimi Raikkonen ou de Romain Grosjean para voltar a correr.

Karun Chandhok – Ao contrário do compatriota Narain Karthikeyan, Chandhok esnobou a Hispania na hora de seguira na F1. Depois de pilotar para a equipe espanhola, em 2010, o indiano recusou retornar ao time, buscando algo diferente na última temporada. Acertou com a Lotus, onde foi piloto reserva ao longo do ano e competiu no GP da Alemanha.

Chandhok até tentou um acordo para correr na Índia, mas não deu certo. Enquanto ainda tente restabelecer a carreira, o piloto fechou com a JRM, para a disputa do Mundial de Endurance. Ao lado dos experientes David Brabham e Peter Dumbreck, foi um dos destaques dos treinos em Sebring, mas não conseguiu terminar a corrida de 12 de duração.

F1 2011 na Alemanha

julho 20, 2011
Nurburgring

Nurburgring não é exatamente a pista mais emocionante do calendário da F1. Por isso, é bom que chova

Esqueça Hockenheimring! A F1 chega neste final de semana à Nurburgring para a disputa da décima etapa da temporada 2011. E, acredite, essa é a maior novidade para a corrida. Desde 2006, as duas pistas fazem um rodízio – um tanto forçado em meio a disputas judiciais e ameaça de saída de patrocinadores – para quem vai sediar o GP da Alemanha.

Quem não tem nada a ver com essa alternância de pistas é Sebastian Vettel, que corre em casa, e aparece, obviamente, como favorito absoluto à vitória. Ainda mais depois que a FIA decidiu liberar o mapeamento do motor e o difusor aquecido desde que não haja mudanças na configuração entre o treino classificatório e a corrida.

Apesar disso, a verdade é que Sebastian Vettel jamais venceu na Alemanha. Então, tanto faz se a prova for em Hockenheimring ou em Nurburgring, em qualquer uma das duas o piloto estará na seca. Aliás, o piloto da Red Bull já chegou em primeiro em 12 das 20 pistas que compõem o calendário 2011 da F1, podendo alcançar uma 13ª nesse final de semana.

Apesar desse jejum, o desempenho de Vettel em Nurburgring, nas categorias de acesso, é animador. O atual campeão do mundo triunfou uma vez por lá correndo de World Series by Renault, em 2007, e duas na temporada 2006 da F3 Euro Series. Em Hockenheimring, por outro lado, o alemão só acumula uma única conquista.

Ainda falando sobre a casa rubro-taurina, Mark Webber foi o último vencedor em Nurburgring, em 2009, e pode se inspirar nessa conquista para tentar repetir o resultado neste final de semana. O australiano chega duplamente pressionado para essa décima etapa. Em um primeiro momento, ele é o único dos cinco pilotos que brigaram título de 2010 a não ter vencido na atual temporada. Além disso, a polêmica quanto à ordem de equipe em Silversonte trouxe novamente à tona a discussão sobre se existe segundo piloto na Red Bull. Caberá a Webber mostrar se tem, ou não e por quê.

Ferrari e McLaren, evidentemente, chegam como principais desafiantes à Red Bull. As duas necessitam de fatores externos para ter melhor desempenho, do contrário a tendência é um passeio da equipe austríaca. A McLaren espera que o retorno do mapeamento do motor volte a deixar a equipe com um bom rendimento na Alemanha. O resultado em Silverstone, quando só Hamilton pontuou chegando em quarto, pode ser considerado um fiasco para qualquer possibilidade remota de título para os ingleses.

A Ferrari, por sua vez, torce para que chova, assim eles não precisam usar o pneu duro – ponto fraco do time italiano, que não consegue desenvolver aderência com tal composto. O lado bom é que a previsão é realmente de pista molhada. Aí sim, como diriam por aí, ‘temos uma corrida’.

No meio do pelotão, o destaque fica para Mercedes, Force India e Toro Rosso. Na primeira, o fator casa pode ajudar Nico Rosberg e Michael Schumacher conseguirem resultados melhores que a sétima e oitava posição. Em caso de pista molhada, aliás, a dupla pode até mesmo entrar na briga por pódio, como já aconteceu em situações parecidas. A Force India, que tem aliança com a Mercedes, espera do mesmo fator casa para vencer. Além de Adrian Sutil e Nico Hulkenberg terem nascido por aquelas terras, Paul Di Resta é o atual campeão do DTM e, portanto, conhece essas pistas como a palma da mão.

Na Toro Rosso a graça é a disputa pela sobrevivência. Jaime Alguersuari está dando um banho em Sébastien Buemi nas últimas etapas e já começa a dar de ombro para os treinos classificatórios. O espanhol parece ter se tornado um mago da economia de pneus e mesmo com eles mais desgastados consegue ser mais rápido que o companheiro de equipe. Era tudo o que o suíço, antes favorito a continuar em 2012, não queria.

Nas nanicas, será interessante ver como Karun Chandhok se comporta na Lotus. O indiano precisa apagar o acidente do treino em Melbourne se quiser ser considerado por Tony Fernandes para a vaga de Jarno Trulli em 2012.

A minha previsão furada é que Sebastian Vettel quebra o jejum em Nurburgring, seguido pelos dois carros da McLaren.

Hispania, a Red Bull C

julho 10, 2011
Daniel Ricciardo

Antes impensável, a ligação entre Red Bul e Hispania começa a ficar mais forte

A estreia de Daniel Ricciardo na F1 pela Hispania, neste domingo, dia 10, em Silverstone culminou em uma estatística curiosa: o australiano é o quarto piloto (ou ex-piloto) Red Bull a passar pela equipe de Ramón Carabante.

Além do atual piloto, o time espanhol já contou com Karun Chandhok, Christian Klien e Vitantonio Liuzzi, que tiveram laços com os taurinos.

Chandhok fez parte da dupla com a qual a Hispania estreou em 2010. O piloto não contava mais com o apoio dos energéticos, mas estes o acompanharam até 2008, quando disputou a GP2 pela iSport ao lado de Bruno Senna (que viria a ser companheiro na F1). Mesmo liberado pela empresa de Dietrich Mastechitz, até hoje o asiático aparece fazendo alguns freelancers para eles, como a volta de exibição no autódromo da Índia, que ainda está em construção.

Quando foi chutado pelos Carabante, Chandhok deu lugar a Christian Klien, que chegou à F1 em 2004 correndo pela Jaguar e apoiado justamente pelos energéticos. Quando a Red Bull comprou a equipe inglesa, o piloto foi mantido no time. Mas antes de se firmar como titular da nova equipe, o austríaco encarou e venceu um rodízio com Vitantonio Liuzzi, então campeão da F3000. Curiosamente, Klien deixou a Hispania ao final de 2010 e foi substituído justamente pelo italiano na nova temporada.

Salvo Ricciardo, a Red Bull não teve participação na chegada de nenhum deles ao time espanhol. Em alguns casos, como Klien e Liuzzi, os pilotos sequer mantinham ligações com a empresa austríaca. Ainda assim, é um dado curioso.

Karun Chandhok

Karun Chandhok já teve seus dias de Sebastian Vettel na Red Bull

Levando em conta que a Red Bull e a Toro Rosso só contaram com dez pilotos até hoje: David Coulthard, Klien, Liuzzi, Robert Doornbos, Mark Webber, Sebastian Vettel, Scott Speed, Sebastien Bourdais, Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari, o time de Carabante só perde para essas duas equipes em relação a pilotos taurinos no elenco.

O segundo lugar – até onde consegui pesquisar – curiosamente é da extinta Minardi que teve Webber, Doornbos e Patrick Freisacher. Desses, porém, o australiano só foi ter ligação com Mastechitz anos depois da passagem pelo time italiano. Em terceiro lugar aparece Williams com David Coulthard e Webber (e novamente ambos ainda não tinham suporte da empresa de bebidas).

Esse dado ainda revela outra curiosidade sobre a Hispania. Com os quatro rubro-taurinos, o time espanhol já teve sete pilotos na sua história (de 1 ano e meio). A Virgin, por exemplo, teve três, enquanto a Lotus, apenas dois. A efeito de comparação, a própria Red Bull teve seis (!) desde que estreou. De qualquer forma, a constante troca de pilotos é uma das características marcantes das equipes pequenas na história da F1, ainda mais por conta da falta de dinheiro dessas organizações.

Lotus Futebol Clube

março 22, 2011
Reservas da Lotus Renault

Jan Charouz, Bruno Senna, Romain Grosjean e Ho-Pin Tung fazem parte do time de reservas da Lotus Renault na F1 2011

A Team Lotus anunciou nessa terça-feira, dia 22, a contratação de Karun Chandhok para o cargo de piloto reserva da equipe. Agora, o time malaio assumiu de forma isolada a segunda colocação entre equipes com mais pilotos de testes, com um a menos que a ‘vencedora’ Lotus Renault.

Juntando o ‘banco de reserva’, por assim dizer, dessas duas escuderias, encontramos nada menos que nove pilotos: Bruno Senna, Romain Grosjean, Fairuz Fauzy, Ho-Pin Tung, Jan Charouz, Karun Chandhok, Luiz Razia, Davide Valsecchi e Ricardo Teixeira. É quase um time inteiro de futebol. Aliás, se acrescentarmos Nick Heidfeld, que só foi confirmado às vésperas da temporada por conta do acidente de Robert Kubica, e Nicolas Prost, que irá fazer algumas exibições com a Renault, fechamos os 11 que vão a campo.

De certa forma, pode parecer exagero times com tantos pilotos de testes em uma época em que treinar é algo totalmente restrito. Mas a realidade é que isso não é nada fora do comum.

 

Pilotos da Air Asia

A Team Lotus também tem pilotos reservas, que trabalham na Air Asia nas horas vagas. O Luiz Razia (não) é o segundo da esquerda para direita

As equipes menores, como é o caso do Team Lotus, têm dificuldades em fechar o orçamento todos os anos. Ter pilotos pagantes em funções secundárias passou a ser uma das formas encontradas pela equipe para angariar recursos. Enquanto Jarno Trulli e Heikki Kovalainen comandam a maior parte dos treinamentos, Razia, Valsecchi, Chandhok e Teixeira vão se revezar na pilotagem de um dos carros no primeiro treino livre das sextas-feiras de GP. Claro que para isso desembolsam uma boa grana.

Ano passado, não foi somente a Team Lotus que deu oportunidades a pilotos de testes em troca de umas moedinhas a mais, a Virgin testou Jérôme D’Ambrosio depois de o belga esquentar o banco. Em 2011, o garoto acabou contratado.

No caso da Lotus Renault, praticamente todos os integrantes do programa para jovens pilotos da escuderia estão representados como reservas. Se adicionarmos os nomes de Jean-Eric Vergne, Daniil Kyvat e Carlos Sainz Jr na Red Bull, o total de pilotos de testes da atual campeã passa a ser praticamente o mesmo das Lotus.

A Ferrari, então, é dona do maior absurdo, digamos assim. Além de oficialmente ter Jules Bianchi como piloto reserva, o time ainda conta com Giancarlo Fisichella e Marc Gené na função de terceiro (quarto, ou quinto) piloto. Além disso, no site da Scuderia, eles ainda afirmam que Davide Rigon e Andrea Piccini também são prestadores de serviço e podem pilotar o carro do time – independente de que categoria for (vale lembrar dos GTs) – quando forem solicitados. Fora isso, ainda tem o Ferrari Driver Academy, com a presença de seis outros jovens.

No lado oposto das longas escalações de reservas, uma equipe que tem apenas um piloto de testes não quer dizer que esse escolhido tenha vantagens. Por exemplo, pergunte ao Valtteri Bottas quantas vezes já pilotou o carro da Williams. Zero. A situação não é diferente da que o já citado Heidfeld viveu na Mercedes o ano passado.

Então, qual vantagem tem esse bando de pilotos que se acumulam na vaga de reserva, gastando dinheiro sem uma garantia de futuro? O fato é que os atuais planteis das equipes não vão durar para sempre. Quando eles precisarem ser renovados, qual equipe irá negar um jovem endinheirado e com boa experiência na F1? É um ganhar e ganhar, nos moldes da nova época da categoria.

Números da F1 na Austália

março 28, 2010

Jenson Button venceu a F1 na Australia

Jenson Button tornou-se o primeiro piloto a vencer duas vezes na Austrália, desde Schumacher em 2001/2002

0 ultrapassagens fez Nico Rosberg. De novo. Mesmo com um carro mais rápido que alguns adversários

1 piloto não largou, foi Jarno Trulli

1 novato terminou a corrida. O surpreendente Karun Chandhok

1’28’’358 foi a volta mais rápida, marcada por Mark Webber

2 foi a posição em que Robert Kubica terminou na única vez em que completou uma prova na Austrália. O polonês foi um dos destaques da corrida

2 segundos por volta os carros de Lewis Hamilton e Mark Webber, com pneus novos, eram mais rápidos que os quatro primeiros

2 poles seguidas tem Sebastian Vettel. O alemão teve problemas mecânicos em ambas as provas, não conseguindo conquistar a vitória

2 vitórias seguidas tem Jenson Button na Austrália. Um mesmo piloto não vencia duas vezes seguidas em Melbourne desde 2001/02 com Michael Schumacher. Vale lembrar que quem vence em Albert Park normalmente é campeão no fim do ano

3 pilotos saíram no forte acidente na primeira volta quando Kamui Kobayashi acertou Sebastien Buemi e Nico Hulkenberg

4 vezes o narrador Galvão Bueno disse que algum piloto estava fora da prova, sem estar. Incluindo o vencedor Jenson Button, Lewis Hamilton (3º), Fernando Alonso (5º) e Michael Schumacher (10º)

4 pontos separam Fernando Alonso de Felipe Massa na classificação do campeonato

4 pilotos marcaram pontos na prova da Austrália em 2009 e repetiram o feito esse ano: Jenson Button, Rubens Barrichello, Fernando Alonso e Nico Rosberg

5 pilotos não completaram nenhuma prova em 2010: Bruno Senna, Vitaly Petrov, Kamui Kobayashi, Lucas di Grassi e Timo Glock

7 foi a volta chave da prova. Jenson Button parou nos boxes antes, colocou pneus slicks e voltou fazendo as voltas mais rápidas

11 foi a posição de chegada de Jaime Alguersuari, que segurou Michael Schumacher por 46 voltas. O espanhol quase pontuou pela primeira vez, mas conseguiu o melhor resultado da carreira

11 pilotos marcaram pontos após duas provas. Apenas Sebastian Vettel e Robert Kubica, dentre os que chegaram aos pontos, não o fizeram em ambas as corridas

12 posições Fernando Alonso ganhou entre o acidente na primeira curva e o final da prova. O espanhol tinha sido o único a ultrapassar no Bahrein

13 é o número de azar da Red Bull. Vettel ficou na curva 13 após rodar com problemas nos freios do carro. Depois foi a vez de Mark Webber bater em Lewis Hamilton no mesmo ponto

13 é o número de sorte da Lotus. Kovalainen chegou em 13º, conquistando o melhor resultado da história da equipe

17 voltas faltou para Timo Glock e a Virgin terminar a corrida

22 voltas deu Bruno Senna na F1 em duas etapas

27 voltas deu Lucas di Grassi nas mesmas duas etapas, após correr quase meia prova em Melbourne

37 pontos tem o líder do campeonato Fernando Alonso

52 segundos foi a diferença da melhor volta de Mark Webber para a mais rápida de Bruno Senna

World of Motorsport Rookie of the Year:

Karun Chandhok foi o melhor entre os novatos surpreendentemente

Karun Chandhok foi o melhor entre os novatos surpreendentemente

Para poder avaliar melhor os cinco novatos da temporada 2010, o World of Motorsport fará um campeonato a parte entre esses pilotos. A cada prova, eles receberão pontos no clássico esquema 10-6-4-3-2-1, além de bônus para cada ponto que marquem na temporada normal da Fórmula 1.

Além dos cinco estreantes – Lucas di Grassi, Bruno Senna, Vitaly Petrov, Nico Hulkenberg e Karun Chandhok – Kamui Kobayashi também entrará na competição por ter competido em apenas duas provas na carreira.

Em Melbourne, a ordem de chegada foi Karun Chandhok, Lucas di Grassi, Vitaly Petrov, Bruno Senna, Nico Hulkeberg e Kamui Kobayashi

Após a prova da Austrália, Nico Hulkenberg tem 12 pontos, seguido por Karun Chandhok com 11. Depois vem Bruno Senna, 9; Lucas di Grassi, 8; Vitaly Petrov, 8 e Kamui Kobayashi, 4.

A próxima etapa da Fórmula 1 é dia 4 de abril, na Malásia.


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