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Como o grid da Indy 2014 foi montado

março 25, 2014
Tudo começou com este nome

Tudo começou com este nome

Não foi só a F1 que teve um mercado de pilotos agitado para 2014. Quem também teve um inverno cheio de novidades foi a Indy. Na tentativa de resgatar a popularidade perdida nas últimas décadas, o campeonato viu o retorno de um grande nome – Juan Pablo Montoya –, além de mudanças nos principais times.

Para entender como o grid da Indy em 2014 foi formado é preciso, antes, olhar para a Nascar. Tudo começou quando a Ganassi comunicou a Montoya que não ia renovar o contrato para este ano e daria uma chance ao jovem Kyle Larson, então na Nationwide.

O colombiano não aceitou muito bem a substituição. Apesar de ter vindo de três fracas temporadas, entre 2011 e 2013, o piloto imaginava merecer um pouco mais de gratidão, afinal ele lutou pelo título de 2009, venceu um campeonato da Indy, uma 500 Milhas de Indianápolis e deixou a F1 para se juntar à Nascar em uma época que a categoria praticamente não tinha projeção internacional.

Dando a volta por cima após a dispensa, Montoya surpreendeu a todos ao anunciar o acordo com a Penske, a maior rival da Ganassi. Mais inacreditável ainda foi a parceria acontecer na Indy e não na Nascar, ainda mais levando em conta a forma física do colombiano.

Só que Chip Ganassi não é bobo. Apesar de tê-lo substituído, o dirigente sabe do potencial do veterano. Para tentar esfriar toda a expectativa criada em cima da Penske com o retorno de Montoya, o americano estava disposto a também trazer um nome de peso. O escolhido foi Tony Kanaan, que já havia negociado com o time duas oportunidades ao longo da carreira.

Nas duas primeiras tratativas, as conversas não deram certo, e Kanaan acabou ficando na Mo Numm e depois na Andretti. Dessa vez, o baiano vivia uma realidade diferente na KV. Em uma escuderia sem os mesmos recursos, o brasileiro conseguiu vencer as 500 Milhas de Indianápolis, mas já estava cansado de precisar correr atrás de patrocinador e todo ano viver indefinições quanto a patrocínio e desempenho.

Tony, assim, recebeu duas propostas. A primeira era renovar com a KV, mas sem a necessidade de trazer dinheiro e com salário garantido. A outra, da Ganassi. O baiano não precisou pensar duas vezes e acabou aceitando pilotar o carro número 8 e voltar a ser companheiro de equipe do amigo Dario Franchitti.

Enfim Kanaan acertou com a Ganassi

Enfim Kanaan acertou com a Ganassi

Enquanto a história na Ganassi acalmou momentaneamente. Quem entrou no mercado foi a KV. O time de Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven não só perdeu Tony Kanaan, mas também ficou sabendo que Simona de Silvestro deixaria a Indy para se juntar à Sauber, na F1.

Disposta trazer um nome de peso, a KV procurou James Hinchcliffe, que estava com o futuro ameaçado na Andretti após a perda do patrocínio da GoDaddy. O canadense recebeu a mesma proposta que Kanaan, mas tinha um prazo apertado para tomar uma decisão. Essa negociação ligou o sinal amarelo na Andretti, que poderia ficar enfraquecida em um ano em que Penske e Ganassi se reforçaram.

A solução foi renovar o contrato de Hinchcliffe e correr atrás de algum de algum patrocinador. Com os dois primeiros nomes da lista longe, a KV então iniciou conversas com Sébastien Bourdais, esperando que o francês recupere o bom momento alcançando com o pentacampeonato da Champ Car. Como a Dragon estava deixando a Indy, o gaulês não teve dúvidas e abraçou a nova oportunidade.

Enquanto as equipes menores aproveitavam as últimas etapas de 2013 para testar novos nomes, a Ganassi inesperadamente voltou ao mercado. Por causa de um grave acidente sofrido na corrida de Houston, Dario Franchitti foi obrigado a abandonar a carreira, abrindo a vaga no carro 10, tricampeão e duas vezes vencedor da Indy 500 com o escocês.

Diversos nomes apareceram concorrendo ao lugar, como Carlos Muñoz, Alex Tagliani e até mesmo Paul Di Resta. No entanto, Chip Ganassi optou por uma solução caseira. Sabendo da pressão dos patrocinadores para ter um piloto lutando pelas vitórias, o dirigente promoveu Kanaan ao carro vago e assinou com Ryan Briscoe para substituir o brasileiro no 8.

A Andretti correu para manter Hinchcliffe

A Andretti correu para manter Hinchcliffe

Essa, na verdade, não era a primeira opção de Briscoe no mercado. O ex-piloto da Penske tinha um acordo para competir com a Panther, mas esperava o time de John Barnes confirmar a manutenção da National Guard como patrocinadora.

De acordo com a lei americana, os patrocínios militares só podem ter um ano de duração e as entidades precisam avaliar a proposta de cada equipe interessada antes de escolher com quem fechar. Sabendo disso, a Rahal Letterman Laningan (RLL) entrou na briga e também enviou um documento à National Guard pedindo pelo investimento.

Apesar de todo histórico com a Panther, a entidade acabou mudando de equipe. Enquanto o time de John Barnes pedia US$ 17 milhões, Bobby Rahal montou um projeto de US$ 12 milhões, além de oferecer um pacote promocional com David Letteman e Graham Rahal (americano, de sobrenome famoso), o que acabou sendo suficiente.

Sem o dinheiro da National Guard, a Panther chegou a treinar com Carlos Huertas, esperando que o garoto vindo da World Series by Renault conseguisse tirar a equipe da crise com o dinheiro colombiano. No entanto, o acerto não deu certo, e o piloto acabou fechando com a Dale Coyne para ser companheiro de Justin Wilson nas etapas nos ovais.

Entre as demais equipes, a Sam Schmidt liberou Tristan Vautier após o fraco ano de estreia para a chegada de Mikhail Aleshin e do dinheiro russo do banco SMP. Mike Conway trocou a Coyne pelo time de Ed Carpenter, correndo também apenas nos mistos enquanto disputa o WEC nas demais datas, e Carlos Muñoz e Jack Hawksworth subiram da Indy Lights para a categoria principal por Andretti e Bryan Herta, respectivamente.

Dias difíceis na Ganassi

novembro 14, 2013
O carro 10 está vago. Quem vai ficar com ele?

O carro 10 está vago. Quem vai ficar com ele?

Todo mundo que vai a um autódromo sabe que há riscos envolvidos. Mecânicos, engenheiros, equipes de televisão e até mesmo o público estão sujeitos a se envolver em algum incidente. E, claro, são os piloto que correm os maiores riscos, afinal são eles que estão dentro dos carros a altíssimas velocidades.

No entanto, saber desse risco não prepara necessariamente um piloto para tudo o que pode acontecer. Foi isso o que aconteceu com Dario Franchitti. O escocês anunciou nesta quinta-feira, dia 14, que está abandonando as pistas por causa do acidente que sofreu na penúltima etapa da Indy, em Houston. Segundo os médicos, caso o piloto sofresse um novo dano na cabeça ou na coluna poderia ter sequelas irreversíveis ou até mesmo ser fatal.

Se a quinta-feira foi um dia de homenagens ao escocês, a partir de agora a Ganassi já começa a pensar no planejamento de 2014. Até porque a notícia não poderia ter vindo em um pior momento, com o mercado de pilotos já resolvido e sem muitas opções no mercado.

Assim, a equipe americana pode seguir dois caminhos a partir de agora. O primeiro é considerar que o substituto de Franchitti já foi contratado, é Tony Kanaan. É verdade que a ideia da equipe era colocar os dois amigos – além de Scott Dixon juntos –, mas a experiência e a velocidade do brasileiro é o que de mais próximo há do escocês no mercado de pilotos da Indy.

Na terça-feira, Kanaan contou em uma entrevista coletiva que a Ganassi não precisou contratar nenhum funcionário para passar a inscrever quatro carros neste ano. A equipe apenas pegou um grupo de testes e o transformou no quarto time. Com isso, a escuderia pode reverter essa decisão e passar a equipe de Franchitti a Tony de forma quase intacta, até porque o brasileiro já trouxe o engenheiro Eric Cowdin, que o acompanhava desde o início da carreira nos EUA.

A outra opção pode ser fundir o time do carro 10 aos outros três. Se mecânicos e engenheiros de Dixon, Charlie Kimball e Kanaan já são bons, imagina reforçados pelos integrantes do time megacampeão.

Nicolas Minassian foi o último europeu promovido pela Ganassi

Nicolas Minassian foi o último europeu promovido pela Ganassi

A Ganassi, porém, pode escolher uma substituição simples, trazendo alguém para o lugar do escocês. O problema é que não há muitas opções no mercado. Simon Pagenaud, Sébastien Bourdais, Ryan Hunter-Reay e James Hinchliffe recentemente assinaram novos contratos e não estão disponíveis neste momento.

E trazer alguém da Indy Lights não é mais algo tão bom, levando em conta que a categoria sequer teve dez carros nesta temporada. Por mais que Carlos Muñoz tenha impressionado nas 500 Milhas de Indianápolis, o desempenho do colombiano foi muito ruim durante o ano, já que ele não conseguiu chegar à última etapa do certame brigando pelo título.

Sem um jovem à disposição, talvez a melhor escolha para a Ganassi nesse momento seja apostar em um veterano, como Justin Wilson, Alex Tagliani e Ryan Briscoe, até esperar que um dos grandes nomes do mercado fique livre de contrato.

Todavia, sempre é uma boa ideia olhar para o que acontece na Europa. É verdade que a Ganassi não promove alguém do velho continente desde Bruno Junqueira e Nicolas Minassian, em 2001, mas a escuderia também não se encontrava em uma posição tão crítica como essa há muito tempo.

Com tantas mudanças de equipe na F1, não seria absurdo se a escuderia acabasse fazendo uma oferta para quem acabasse a pé. Sergio Pérez, Esteban Gutiérrez, Adrian Sutil e até mesmo Nico Hülkenberg podem estar livres em breve. E sempre há a opção de recorrer à GP2. Embora Fabio Leimer não tenha impressionado em quatro anos no certame, Sam Bird já afirmou que cogita se mudar para a América. E por que não na Ganassi? Tem lugar melhor?

P.S.: a Ganassi confirmou nesta sexta que o carro 10 vai continuar existindo ano que vem. Ou seja, o dilema sobre a falta de opções continua

De Franchitti a Barrichello

fevereiro 9, 2013
A.J. Allmendinger testou pela Penske em Sebring

A.J. Allmendinger testou pela Penske em Sebring

A.J. Allmendinger foi o grande destaque do primeiro dia de treinos coletivos da Indy em 2013, nesta terça-feira, dia 19. O americano, que passou os últimos seis anos competindo na Nascar, foi convidado pela Penske para testar o carro que havia sido de Ryan Briscoe na temporada passada.

Além da migração curiosa, já que é mais comum os atletas trocarem a Indy pela Nascar e não o contrário, o retorno de Allmendinger ainda ganhou importância por se tratar da volta por cima do próprio piloto após ter sido afastado pela Nascar, no ano passado, ao ser flagrado pelo exame antidoping.

Ainda que haja esse fator dramático, é inegável que a chance dada por Roger Penske é uma questão técnica. Há um carro vago na Penske para 2013, e o dirigente espera que o americano seja o melhor nome disponível no mercado para ocupá-lo. Há também alguma gratidão? Sim, mas RP não marcaria o teste se não acreditasse que Allmendinger fosse capaz.

Por isso, é natural que a maior comparação nesse momento seja entre A.J. e Dario Franchitti, que também trocou a Indy pela Nascar, em 2008, mas retornou à categoria no ano seguinte, vencendo três campeonatos de maneira consecutiva pela Chip Ganassi.

Dario Franchitti correu na Nascar em 2008. Desde que voltou, foi tricampeão da Indy

Dario Franchitti correu na Nascar em 2008. Desde que voltou, foi tricampeão da Indy

Mas há algumas diferenças entre esses dois pilotos. Quando o escocês deixou a Indy, ele já era campeão e ficou apenas uma temporada fora. O californiano, por outro lado, era apenas um nome muito promissor, em 2006, tentando se firmar. E isso há seis anos. Além disso, a experiência de Allmendinger em monopostos é com os carros da Champ Car, enquanto a ndy mudou de carro no ano passado.

Por isso, talvez a melhor comparação neste momento seja com Rubens Barrichello. Quase exatamente um ano atrás, o brasileiro foi a grande atração dos treinos da Indy em Sebring, quando pilotou pela KV, a convite de Tony Kanaan, logo depois de perder a vaga na Williams na F1.

Depois disso, deu no que deu. Barrichello sofreu com uma KV perdida principalmente em estratégias, fez uma temporada digna para um novato, mas sequer subiu ao pódio. Pouco para alguém que era comparado a Nigel Mansell depois de ter liderado os treinos coletivos na Flórida.

E olha que Allmendinger sequer chegou perto do desempenho do brasileiro nesta terça-feira. Enquanto Barrichello deixou Sebring há um ano tendo sido o mais rápido, o americano foi o 12º entre os 13 pilotos que testaram. Nada mais natural para alguém que ficou tanto tempo fora.

Mesmo com essa discrepância, o provável piloto da Penske vai assumindo o espaço que era do brasileiro na temporada passada: uma atração apenas. Alguém trazido por uma grande equipe da Indy na tentativa de aproveitar o que fez outra categoria e em outra época para tentar dar uma alavancada na audiência, além de atrair algum patrocinador.

Quanto ao desempenho, este deverá ser parecido entre os dois pilotos. Não tenho muitas dúvidas de que se Barrichello tivesse escolhido uma equipe mais estruturada para 2013 poderia ter resultados muito melhores se permanecesse na categoria. Com Allmendinger, será parecido, ainda mais com a ajuda da Penske.

Como as 500 Milhas de Indianápolis sempre deixa o resultado em aberto até os últimos momentos, Allmendinger tem alguma chance de vencer já neste ano, ainda que muito pequena. Nas demais etapas, deve andar no meio do pelotão, assim como fez o brasileiro.

Caso ele tenha a chance de permanecer na categoria por mais alguns anos, o rendimento deve melhorar. O que para a Penske seria ótimo. Ter um piloto americano abre possibilidades de negócios e patrocínios para a tradicional equipe. Até porque Will Power e Ryan Briscoe, embora bons pilotos, sempre disputaram um mesmo nicho de investidores.

O que esperar de Barrichello após o primeiro treino coletivo na Indy

março 9, 2012
Rubens Barrichello Indy Sebring

Não dá para negar que Rubens Barrichello foi a grande atração do primeiro treino coletivo da Indy em 2012

A Indy realizou nesta semana, em Sebring, o primeiro treino coletivo para a temporada 2012 da categoria. Evidentemente, a grande estrela das atividades foi Rubens Barrichello, que teve a rotina acompanhada de perto pelos figurões da categoria.

Só que não era apenas a presença do brasileiro que importava. Na realidade, todo mundo queria ver o desempenho do ex-piloto da Williams. Afinal, até agora, Barrichello havia participado de testes nunca com mais de dez pilotos, mas dessa vez ele teria a oportunidade de andar com casa cheia, já que praticamente todos os pilotos confirmados para 2012 estiveram presentes.

Para os treinos, a Indy propôs um regulamento esquisito. Na segunda e na terça-feira, cerca de metade do grid foi à pista. Esse primeiro grupo foi composto praticamente pelos pilotos da Penske e da Andretti, além de gente como Simona De Silvestro e Simon Pagenaud. Na quarta-feira houve um descanso, com os carros da Indy Lights entrando em ação, enquanto o segundo grupo de competidores tiveram quinta e sexta-feira para testar.

Com isso, Barrichello, Tony Kanaan e os carros da Ganassi ficaram apenas com os dois últimos dias e, portanto, jamais encontraram a pista nas mesmas condições que os rivais de Penske e Andretti.

Mesmo assim, é possível tirar algumas conclusões desse primeiro treino coletivo da Indy em 2012. Levando em conta a melhor volta de cada piloto ao longo dos quatro dias, Barrichello ficou com o quarto melhor tempo. O novo contratado da KV só ficou atrás da dupla principal da Ganassi – Scott Dixon e Dario Franchitti –, além de Helio Castroneves.

O ex-piloto da F1, portanto, superou Will Power, Ryan Briscoe, Graham Rahal e todos os carros da Andretti e da KV. Também foi o melhor estreante, evidentemente.

Rubens Barrichello Tony Kanaan Indy Sebring

Rubens Barrichello deixou o companheiro de equipe Tony Kanaan para trás no primeiro treino

É natural que com um resultado desses, a expectativa com relação a Barrichello para a temporada aumente. Se havia dúvidas quanto à adaptação do brasileiro à nova categoria, elas foram sanadas nessa semana. Afinal, competindo de igual para igual com todos os grid, o paulista conseguiu estar sempre entre os primeiros colocados.

Talvez a referência mais óbvia para Barrichello, ainda mais por causa desses primeiros resultados, seja Nigel Mansell. O inglês foi o último piloto do grande escalão da F1 a deixar a categoria para correr no mercado norte-americano. Mas para quem já começou a tecer essa comparação é preciso tomar cuidado a alguns fatores.

O primeiro deles é que Barrichello não é Mansell. Os dois certamente estão presentes na história da F1 como alguns dos pilotos mais talentosos da categoria, mas há uma clara diferença de habilidade entre eles. Outro fator é que apenas o inglês conseguiu chegar ao título no certame europeu.

Quando Mansell deixou a F1, ele era o atual campeão da categoria e acertou com a Newman/Haas, que tinha sido o melhor time da Indy nos últimos dois anos. Michael Andretti conquistara o título de 1991 pelo time e perdera o do ano seguinte para Bobby Rahal por causa da inconsistência nos resultados, embora o carro da NH tenha sido superior ao da Rahal.

Barrichello, por sua vez, acertou com uma equipe que ainda busca a primeira vitória na Indy. É lógico que os torcedores do brasileiro querem vê-lo brigando por vitórias e até mesmo pelo título, por que não? Mas falar em taça para um time que jamais venceu me parece um passo muito grande.

Nigel Mansell Newman/Haas

Nigel Mansell tinha uma equipe muito mais estruturada à disposição

A própria KV sabe das suas limitações estruturais. Em 2009, por exemplo, eles só inscreveram um carro na temporada toda, para Mario Moraes. Agora, três anos depois, são três máquinas, para Kanaan, Barrichello e E.J. Viso.

E os dirigentes do time – Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven – reconhecem que a contratação de cada um desses atletas (principalmente os brasileiros) elevou o nível da equipe. Então não é só Barrichello que precisa se adaptar à categoria, os integrantes da equipe também vão precisar se acostumar à pressão de trabalhar em alto nível na luta pela vitória em uma semana sim e em outra também.

Em termos práticos, eles serão obrigados a definir coisas como tática nos boxes e estratégia de combustível em cima da hora, no calor do momento. Na etapa do Anhembi do ano passado, foi uma dessas decisões – errada – que custou uma possível vitória de Takuma Sato. Na ocasião, o japonês vinha na liderança, mas acabou obrigado a fazer o reabastecimento em bandeira verde, enquanto os principais rivais aproveitaram o safety-car.

Além disso, vale lembrar que era o argentino Esteban Guerrieri que estava negociando com a KV para ficar com a terceira vaga. Barrichello apenas apareceu do nada e se tornou uma oportunidade irrecusável para o time americano. Então, os engenheiros e mecânicos que vão trabalhar com o brasileiro não são necessariamente os top de linha contratados para lutar pelo título, mas funcionários de Sato na temporada passada e que imaginavam Guerrieri como piloto.

Isso tudo não quer dizer que Barrichello não possa ser campeão nesse ano de estreia. Ele pode. Mas é preciso ficar claro que será uma tarefa muito mais difícil que a de Mansell, há 19 anos.

P.S.: a soma dos tempos dos treinos da Indy em Sebring você pode ver clicando aqui.

Indy coloca o poder nas mãos dos pilotos

julho 14, 2011
Dario Franchitti e Will Power

Dario Franchitti e Will Power se tocaram em Toronto, e a Indy nada fez

Um dos segredos para o ressurgimento da Indy nos últimos anos sobre o comando de Randy Bernard é buscar o que o público americano realmente gosta no automobilismo. Para isso, a categoria está tentando se distanciar ao máximo de F1 ao mesmo tempo em que ganha novos elementos vindos da Nascar. Em outras palavras, Bernard realmente está copiando algumas características do turismo rival.

Isso, na verdade, é uma prática que a categoria fala quase abertamente. Quando eles copiaram as polêmicas relargadas em fila dupla, também tentaram trazer o lucky dog, mas em uma enquete no oficial da Indy os fãs se mostraram contrários a essa nova apropriação.

A associação entre equipes também não é mal-vista na Indy, afinal, sabem que os times da Nascar vivem dias melhores financeiramente. Assim, além de Ganassi e Penske correrem em ambas as categorias, a segunda ainda apareceu em Indianápolis com o patrocínio da Hendrick. Outro é exemplo é que já faz alguns anos que Richard Petty vai às 500 Milhas – e, portanto, ignora as 600 Milhas de Charlotte – para acompanhar o carro número 43 que inscreve para John Andretti, em parceria com a Andretti.

Depois de tudo isso, aonde quero chegar?  Em Toronto, no último final de semana, outro elemento da Nascar e incorporado pela Indy ficou bastante claro. A categoria não está mais disposta a intervir no que acontece na pista. Na etapa canadense, houve 12 toques entre os mais variados pilotos e com as consequências mais distintas: variando desde abandonos a alguns arranhões somente nos carros.

A direção da Indy ignorou tudo e deu a bandeirada para Dario Franchitti. Resultado: tirando o escocês, ninguém ficou feliz. Tony Kanaan reclamou de Ryan Briscoe, Will Power brigou com Franchitti pelo Twitter e nem mesmo a Versus, que faz a transmissão americana, ajudou. Durante a corrida, a TV americana afirmou que o escocês tinha sido punido com um drive-through, enquanto, na realidade, o toque com Will Power foi ser investigado.

Mesmo com essa onda de reclamações, sabe o que a Indy fez? Nada. A direção da categoria parece ter adotado uma postura de dar poder aos pilotos e equipes para resolverem esses problemas. Em outras palavras, quem não gostar do que acontecer na pista, dê o troco na pista na corrida seguinte, ou procure o adversário nos boxes para uma conversa em particular.

No que depender da Indy, apenas casos mais absurdos poderão sem punidos. Vale lembrar que Helio Castroneves, após fazer salseiros nas primeiras três etapas deste ano, foi ameaçado por Al Unser Jr de ser punido caso continuasse sendo agressivo na pista. Outro exemplo é Milka Duno, que pelo conjunto da obra foi chutada da categoria.

No final das contas, é mais divertido ver a corrida ser definida na pista do que com punições. No entanto, é importante considerar que os carros da Indy não foram feitos para tocarem uns nos outros, o que dificulta na hora de dar o troco de uma batida. Tomara que com os carros novos, com todas as proteções, esses contatos possam acontecer mais livremente.

O Festival de Goodwood

julho 2, 2011
Festival de Goodwood

Em Goodwood é assim: você espirra e acha um carro histórico, como esse Audi Quattro

Nunca tive paciência para esses livros ‘1001 blablaba para fazer antes de morrer’. Por exemplo, na coletânea de 1001 lugares para conhecer, você precisaria de cerca de três anos para rodar o mundo – sem contar as viagens de avião e só teria um dia em cada local – e conhecer todos eles.

Quer dizer, será que ninguém que compra esse livro trabalha? ‘Chefe, eu vou dar uma volta aí pelo mundo e em três anos eu to de volta caso nenhum voo atrase, tudo bem?’ Ou então, da onde vem todo esse dinheiro para gastar em viagens mundiais? Vou fazer ‘1001 loterias para ganhar antes de morrer’ e ficarei rico. Aí vou viajar o mundo todo conforme esses livros e conto para vocês como foi.

Para que estou falando tudo isso? Também não sei. Mas nessa minha viagem por aí, um dos locais em que eu iria visitar seria o Festival de Goodwood. Se você não sabe, o Festival de Velocidade de Goodwood é um evento que acontece na Inglaterra no início do verão europeu – neste ano acontece entre os dias 1º a 3 de julho – e reúne os carros mais famosos da história do automobilismo para uma exibição.

O Festival de Goodwood começou em 1993 como ideia do Conde de March e Kinrara. O nobre inglês queria que o autódromo de seu condado voltasse a receber corridas de carro, mas os custos para fazer a pista local ficar em condições de receber o automobilismo era muito alto se comparado ao fato de que jamais conseguiria receber F1 ou Le Mans por conta da concorrência com Silverstone, Donington ou Brands Hatch.

Aí o conde teve uma grande ideia. Pegou as terras de sua propriedade e criou uma estradinha de cerca de 2 km para que os carros pudessem passar por lá. O objetivo era simples: fazer com que os veículos mais importantes da história do automobilismo pudessem voltar à pista em um dia de exibição ao público.

Hoje, o evento reúne cerca de 150 mil pessoas e é um sucesso. Os grandes colecionadores de carros de corrida, assim como museus, equipes e campeonatos compraram a ideia do Conde March e todos os anos disponibilizam equipamento histórico e pessoal especializado para Goodwood.

Lewis Hamilton

Goodwood é marcado pela rústica estradinha no meio do feno e pela proximidade com o público

Tão legal quanto ver os carros históricos e ver quem estará pilotando qual máquina. Afinal, como uma série de grandes nomes do passado já morreu, ou não tem mais condição física de viajar e acelerar um carro – ou não tem interesse mesmo – acaba que a mudança é total. Em 2011, por exemplo, Dario Franchitti vai pilotar o carro com o qual Jim Clark correu na Indy 500 na década de 60, enquanto Dan Wheldon ironicamente pôde guiar uma Ganassi.

Fora isso, imagina a experiência que deve ser ir para a pista de Goodwood e esbarrar com um carro tipo a McLaren de Senna. Aí você olha para o lado e está o Franchitti tirando as fotos da máquina com a mesma cara de bobo que você. Do outro lado, está aquele carro que venceu a primeira Indy 500 ao mesmo tempo em que Sébastien Loeb conversa com Jackie Stewart.

É um lugar especial e estou mesmo animado para isso”, declarou. “Eu também quero ir como um fã. Vou levar a minha câmera comigo e caminhar perto de tantos carros históricos e conhecer grandes pilotos – também de moto e de rali – os quais eu admiro”. Quem disse isso foi o próprio Dario Franchitti.

Então, caso você tenha tempo na sua vida e queira conhecer 1001 lugares antes de morrer, a minha sugestão é que passe por Goodwood nessa época do ano.

Will Power tem o poder, na Indy no Texas

junho 11, 2011
Will Power

Will Power comemorou bastante a primeira vitória em um oval na carreira

A vitória de Will Power na segunda corrida da rodada dupla da Indy, no Texas, serviu para que o australiano provasse de uma vez por todas que está adaptado a esse peculiar tipo de pista americana.

Tudo bem que Power fez bom uso da terceira posição no grid de largada obtida por sorteio, mas ele teve todos os méritos de conseguir a ultrapassagem em cima de Tony Kanaan, segurar Scott Dixon e manter-se na ponta.

Melhor que isso, o australiano sempre esteve entre os mais rápidos desde os primeiros treinos livre e teve todos os méritos de conseguir a terceira colocação na primeira prova, que teve o grid formado por um treino classificatório regular.

Pode ser que Power esteja longe do ritmo da dupla da Ganassi em ovais, mas o patamar entre o piloto da Penske e Dario Franchitti, por exemplo, parece ser muito menor do que fora durante 2010. Isto é, o escocês parece ter se dado conta de que terá que trabalhar muito mais – principalmente nos mistos – para bater o rival no final do ano.

Se no último ano o escocês pode se dar ao luxo de não fazer provas tão boas em alguns circuitos mistos, permitindo um amplo domínio de Power, esta temporada o tricampeão parece estar descobrindo que a tática de descontar pontos nos ovais não seja tão garantida.

Will Power, por sua vez, parece ter entendido que não basta ser bom em apenas metade das pistas para conquistar o título. O campeão tem que ser alguém que brigue pela ponta em todas as provas. Depois de dominar as quatro primeiras corridas do ano, ser a melhor Penske durante boa parte da prova em Indianápolis e vencer uma das corridas no Texas, o carro número 12 já apresenta todas as credenciais para brigar pela taça.

E o desempenho do australiano é ainda mais importante neste ano que pode marcar a reestruturação da Penske. Com rumores de conversas entre Roger Penske, Simona de Silvestro e Alex Tagliani, além de uma possível redução da equipe para apenas dois carros novamente, se garantir em uma das vagas é uma conquista e tanto para Power.

Aliás, é bom que Castroneves e Briscoe se cuidem, pois, mesmo que Roger Penske não seja de dispensar pilotos, o retrospecto do duo ante ao do companheiro nestes dois últimos anos é de envergonhar.

Indy Fast Facts – Homestead-Miami

outubro 3, 2010

Scott Dixon

Scott Dixon venceu, mas ninguem notou

# Scott Dixon venceu a Cafés do Brasil 300 em Homestead-Miami. Essa foi a terceira vitória do neozelandês na atual temporada e 24ª na carreira. Danica Patrick terminou em segundo, seguida por Tony Kanaan, Ryan Briscoe e Helio Castroneves. A corrida coroou Dario Franchitti como tricampeão da categoria. O britânico terminou em oitavo, mas foi beneficiado pelo abandono de Will Power.

Dixon apostou em uma estratégia de economia de combustível nas bandeiras amarelas e conseguiu chegar até o final realizando uma parada a menos que Danica e Kanaan, conquistando a vitória. Na corrida, houve 18 mudanças de liderança entre sete pilotos e a bandeira amarela foi acionada cinco vezes, durando 39 voltas.

# Scott Dixon conquistou a 24ª vitória da carreira, terceira em 2010. Com o triunfo, Dixon ultrapassou Helio Castroneves na briga pela terceira posiçao no campeonato. Essa foi a 40ª vitória da Ganassi na Indy, desde que Juan Pablo Montoya venceu as 500 Milhas de Indianápolis de 2000.

# Dario Franchitti marcou a pole position para a Cafés do Brasil 300, em Homestead-Miami. Esta foi a tsegunda vez em 2010 e 14ª vez na carreira em que o britânico saiu da posição de honra. Franchitti curiosamente largou na frente na etapa de abertura da temporada, em São Paulo, e na de encerramento, em Homestead. O piloto da Ganassi está no terceiro lugar, empatado com Greg Ray, entre os que mais largaram da primeira posição na história da Indy.

# Danica Patrick, segunda, foi a melhor piloto feminina da prova, em uma corrida que contou com outras quatro mulheres: Sarah Fisher (22ª), Simona De Silvestro (23ª), Milka Duno (24ª),  e Bia Figueiredo (26ª).

# Milka Duno fechou o ano com chave de ouro chamando a última bandeira amarela da temporada, ao destruir o carro da Dale Coyne

# Alex Lloyd, 12º, foi o melhor colocado entre os candidatos a Rookie of The Year. O britânico acabou sendo o novato da temporada ao somar 266 pontos, contra 242 de Simona De Silvesto, 214 de Takuma Sato, 213 de Bertrand Baguette, 149 de Mario Romancini, 55 de Bia Figueiredo e 44 de Jay Howard

# Os dez primeiros foram compostos por três brasileiros, três americanos, dois britânicos e dois pilotos vindo da Oceania.

# No campeonato, Dario Franchitti conquistou o título ao somar 602 pontos, contra 597 de Will Power, 547 de Scott Dixon, 531 de Helio Castroneves, 482 de Ryan Briscoe e 453 de Tony Kanaan.

A decisão da Indy

setembro 29, 2010

Will Power e Dario Franchitti

A temporada 2010 da Indy termina neste sábado, dia 2, no oval de Homestead-Miami. Depois de quase sete meses e 16 etapas, Will Power e Dario Franchitti chegam à corrida final podendo conquistar o título. Representantes das duas equipes mais tradicionais do automobilismo americano, o piloto da Penske tem uma vantagem de 12 pontos para o da Ganassi. A disputa entre os dois vai muito além da rivalidade entre os times.

Will Power, apesar de já ter 29 anos, representa a renovação da categoria. Em 2010, finalmente um novo nome disputa o título. Na Indy desde 2008 apenas, o australiano não fez feio na atual temporada. Até agora, conseguiu cinco vitórias, quatro voltas mais rápidas e o recorde de oito pole-positions. Com esse retrospecto alcançou 587 pontos e liderou o campeonato em todas as rodadas.

O concorrente é o atual campeão Dario Franchitti, que já conquistou dois títulos em 13 temporadas na categoria. O experiente piloto conhece como poucos a tática da economia de combustível, que foi fundamental nos triunfos dos campeonatos anteriores. O britânico também se mostrou um piloto agressivo e arrojado, capaz de ganhar posições facilmente durante uma prova. Outro ponto a favor do piloto é a excelência nas relargadas.

Franchitti representa a velha guarda da Indy. Apesar da passagem pela Nascar, em 2008, o marido da atriz Ashley Judd faz parte do grupo dos mesmos pilotos que disputam o título desde 2002. Não é a toa que ele conquistou o Troféu A.J. Foyt dado ao piloto que mais pontos somou nos ovais durante a temporada 2010. A recuperação do britânico no campeonato começou nesse tipo de pista, que foi a origem da criação da Indy.

Power, por outro lado, garantiu a liderança nos pontos por causa das provas em circuitos mistos. Todas as cinco vitórias do australiano vieram nesse tipo de pista, que só foi implementada no calendário em 2005. Para se ter uma ideia da vantagem do piloto, ele ganhou o Troféu Mario Andretti, que premia o quem mais pontuar em mistos, com uma vantagem de 105 pontos para Franchitti.

Dessa forma, dá para entender porque Dario Franchitti é o preferido dos fãs mais antigos – e conservadores – da Indy para a conquista do título. Ele é casado com uma famosa atriz americana, é um rosto comum na categoria, já correu na Nascar e construiu seu caminho na temporada 2010 nos ovais.

Desde a polêmica entrada dos circuitos mistos na Indy, essas pistas não tinham uma importância tão grande para definir o campeão. E é aí que está a desvantagem de Power. De certa forma, o australiano é o resultado das mudanças da categoria que deixou o criador Tony George (defensor dos ovais e contra a internacionalização) para ouvir Randy Bernard.

E o prejuízo que eu disse acima é por conta do palco da decisão do campeonato ser justamente em no oval de Homestead-Miami. Franchitti é o atual vencedor da etapa da Flórida, que desde 2006 tem o vencedor sendo um piloto da Chip Ganassi. Enquanto isso, para o líder do campeonato resta se apegar às estatísticas que indicam Franchitti não ter conseguido descontar 12 pontos nas duas últimas corridas em ovais.

Indy Fast Facts – Chicagoland

agosto 30, 2010

Pódio da Indy em Chicagoland

Dan Wheldon, Mr. Firestone, Dario Franchitti e Marco Andretti no pódio de Chicago

# Dario Franchitti venceu Peak Antifreeze & Motor Oil Indy 300, em Chicagoland, IL. Essa foi a terceira vitória do britânico na atual temporada e 16ª na carreira.  Dan Wheldon terminou em segundo, seguido por Marco Andretti, Ryan Hunter-Reay e Tony Kanaan.

Franchitti assumiu a primeira colocação ao só reabastecer na última parada nos boxes, saindo na frente. Ele ainda se aproveitou de uma estratégia errada da Penske que segurou Will Power por muito tempo. Na corrida, houve 25 mudanças de liderança entre 11 pilotos – ambos recordes na categoria – e a bandeira amarela foi acionada três vezes, durando 28 voltas.

# Dario Franchitti conquistou a 16ª vitória da carreira, terceira em 2010. Franchitti conquistou um importante resultado na briga pelo campeonato ao diminuir a diferença para Power para apenas 23 pontos, a mais apertada desse final de campeonato. Essa foi a 39ª vitória da Ganassi na Indy, desde que Juan Pablo Montoya venceu as 500 Milhas de Indianápolis de 2000.

# Ryan Briscoe marcou a pole position para a Honda Indy 200, sendo a 12ª pole da equipe Penske em 14 provas na temporada. Esta foi a terceira vez em 2010 e 11ª vez na carreira em que o australiano saiu da posição de honra. Esta também foi a terceira pole seguida de Briscoe em Chicagoland. O piloto da Penske está no sexto lugar entre os que mais largaram da primeira posição na história da Indy.

# Dan Wheldon, segundo, fez uma excelente prova chegando a liderar por 14 voltas, mas não foi capaz de alcançar Franchitti depois das paradas. Durante boa parte da corrida, a equipe Panther, que também contou com Ed Carpenter, teve dois carros entre os cinco primeiros. Este foi o melhor resultado de Wheldon na temporada, igualando o segundo posto obtido também em Indy. Aliás, este foi o primeiro pódio do britânico pela Panther – equipe que o revelou – fora do oval que dá nome à categoria. Este foi o quinto TOP 10 nas últimas dez provas.

# Marco Andretti foi o terceiro colocado na corrida, igualando o resultado obtido em Indy e no Texas. A Andretti Autosport mais uma vez mostrou força nos ovais ao colocar três carros entre os cinco primeiros. Este foi o terceiro pódio nas últimas dez provas.

# Ryan Hunter-Reay, quarto, fez uma ótima prova, chegando a liderar por duas voltas. O piloto da Andretti Autosport está disposto a acabar com o fato de ser conhecido pelo bom desempenho apenas nos circuitos mistos. Este foi o melhor resultado de Hunter-Reay em um oval na carreira. Este foi o nono TOP 10 nas últimas dez corridas.

# Tony Kanaan terminou em quinto para fechar o trio da Andretti Autosport. Kanaan havia vencido a última etapa em um oval em 2010, em Iowa. O brasileiro conquistou o quarto TOP 5 nas últimas dez provas.

# Danica Patrick, 14ª, foi a melhor piloto feminina da prova, em uma corrida que contou com outras quatro mulheres: Sarah Fisher (15ª), Milka Duno (19ª), Simona De Silvestro (23ª) e Bia Figueiredo (24ª).

# Simona De Silvestro também foi a melhor dentre os candidatos a Rookie of The Year. O britânico Alex Lloyd ainda lidera a disputa para novato do ano, com 187 pontos, contra 179 de De Silvestro.

# Com a participação de Davey Hamilton e de Ed Carpenter em Chicagoland, apenas três pilotos correram apenas em Indy na atual temporada: Townsend Bell, Sebastian Saavedra e Bruno Junqueira.

# Os dez primeiros foram compostos por três brasileiros, três americanos, três britânicos e um piloto vindo da Oceania.

# No campeonato, Will Power soma 528 pontos, contra 505 de Dario Franchitti, 443 de Scott Dixon, 406 de Ryan Briscoe, 398 de Helio Castroneves e 392 de Ryan Hunter-Reay.

# A próxima etapa da Indy é no dia 4 de setembro, no Kentucky.


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