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F3 Euro 2014 começa a tomar forma

dezembro 23, 2013
A Prema apostou em veteranos para garantir os dois últimos títulos

A Prema apostou em veteranos para garantir os dois últimos títulos

O ano de 2014 deve marcar um período de transição em algumas das principais categorias do mundo. No post anterior aqui no World of Motorsport, eu disse que a Toyota Racing Series dessa vez não conseguiu atrair os maiores nomes da F3 da Europa, ao contrário do que havia acontecido nas últimas duas temporadas.

Mas há uma explicação para isso. A própria F3 Europeia vai ver um período de mudança de geração nos próximos meses. Nos últimos dois anos, dá para dizer que a categoria foi um tanto previsível. Terceiro colocado em 2011, Daniel Juncadella renovou contrato com a Prema para o ano seguinte, quando conquistou a taça.

A mesma coisa aconteceu no ano passado. Vice-campeão do certame da FIA de 2012, Raffaele Marciello continuou com a escuderia italiana e terminou como campeão da temporada recém-finalizada.

É verdade que a ideia da Prema era manter essa linha sucessória, colocando Alex Lynn, terceiro em 2013, para ser o candidato ao título no ano que vem. Mas a ida do britânico para a Red Bull e a consequente mudança para a GP3, com a Carlin, deixou, ao menos por enquanto, o próximo campeonato em aberto.

Isso porque a Prema não tem um veterano para garantir resultados. Embora ainda não tenha anunciado oficialmente, o time italiano já acertou com Esteban Ocon (da Lotus) e Antonio Fuoco (da Academia da Ferrari), além do holandês Dennis van de Laar. As outras duas vagas, que já estiveram próximas de Lynn e Jake Dennis, neste momento parecem estar vaga.

A Mücke tirou Auer da Prema para ser campeã

A Mücke tirou Auer da Prema para ser campeã

Com o time italiano tendo alguns problemas para montar o plantel, quem pode se aproveitar é a Mücke. Após conquistar o vice-campeonato com Felix Rosenqvist, o time já anunciou Lucas Auer, sobrinho de Gerhard Berger, como substituto do sueco. Curiosamente, o austríaco vem justamente da Prema.

A Carlin, por sua vez, deverá contar com Jordan King e com os três pilotos do Sean GP, Sean Gelael, Antonio Giovinazzi e o recém-contratado Tom Blomqvist. Empresariado por Allan McNish, Harry Tincknell deve deixar a tradicional escuderia inglesa e fazer a transição para o endurance.

Dos pilotos que terminaram no top-10 em 2013, Pipo Derani e Sven Müller não vão retornar à categoria no próximo ano. Enquanto o brasileiro já acertou a transferência para os Estados Unidos, onde vai disputar a Pro Mazda, o alemão garantiu uma bolsa da Porsche para integrar o time junior da escuderia.

Assim, apenas Rosenqvist e o veterano Alex Sims não anunciaram onde vão estar em 2014. Ao que pese o britânico ter contrato com a McLaren para competir em carros GT, o que deve inviabilizar a participação integral em algum campeonato de base. Para quem quiser vê-lo em ação, mais fácil esperar as últimas corridas do ano, quando ele surgir para salvar alguma equipe do fracasso e ainda tentar disputar o GP de Macau.

Tom Blomqvist deve liderar a Carlin em 2014

Tom Blomqvist deve liderar a Carlin em 2014

E o mercado de pilotos ainda teve alguma agitação no resto do grid. Felix Serralles trocou a Fortec pela West-Tec, onde vai se reunir com o engenheiro-mago Mick Kouros, enquanto Josh Hill já havia se aposentado. Eddie Cheever testou pela ADM da F3 Alemã, o que certamente significaria um passo atrás na carreira.

Nicholas Latifi ainda não anunciou os planos, mas não seria surpresa se o endinheirado piloto canadense terminasse na Prema ou na Carlin – na GP3 – graças ao aporte financeiro que tem. De resto, William Buller está de partida para a World Series by Renault, assim como Jann Mardenborough, embora o piloto da Nissan ainda possa aparecer na GP3.

Por fim, Roy Nissany deve continuar com a Mücke. Além disso, na surdina, a Fortec namora o atual campeão da F3 Alemã, Marvin Kirchhöfer, que também interessa à Russian Time na GP3. Por isso, ele pode acabar fazendo um programa duplo em 2014. A escuderia inglesa ainda testou Mitchell Gilbert e Tatiana Calderón.

E também não podemos esquecer que a Signature está de volta na equação no próximo campeonato. Contando com o apoio de fábrica da Renault, a escuderia já mirou Nyck de Vries, da McLaren, para 2014, mas a tendência no momento é que o garoto continue com a Koiranen na F-Renault.

Red Bull Junior Team 2014

dezembro 18, 2013
Pierre Gasly é um dos três pilotos do Red Bull Junior Team 2014

Pierre Gasly é um dos três pilotos do Red Bull Junior Team 2014

Geralmente a Red Bull espera os últimos momentos do ano – ou até mesmo os primeiros meses da nova temporada – para revelar a nova escalação do Junior Team, o programa de jovens pilotos, que já levou nomes como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat à F1. No entanto, dessa vez a história foi um pouco diferente, e a escuderia anunciou nesta quarta-feira, dia 18, Carlos Sainz Jr, Pierre Gasly e Alex Lynn como representantes do programa para 2014.

Por aí fora, a grande notícia é que a fabricante de energéticos resolveu cortar os investimentos com relação a este ano ao diminuir de seis para três o número de pilotos apoiados. Matematicamente, isso é verdade, mas não conta toda a história.

Com Kvyat chegando à Toro Rosso aos 19 anos e tendo disputado apenas uma temporada da GP3 e António Félix da Costa graduando para o DTM, a escuderia austríaca tem certa flexibilidade para o futuro. Se o novo trio não der certo, nada a impede de continuar com o russo por mais algum tempo ou trazer o português – que também será reserva da F1 – de volta das terras alemãs.

Por isso, com a possibilidade de já contar com quem faz parte da casa, era natural que os austríacos diminuíssem o investimento com relação a este ano, quando apoiou Sainz, Kvyat, Félix da Costa, Tom Blomqvist, Beitske Visser e Callan O’Keeffe.

Assim, a grande novidade para 2014, na verdade, é a mudança de filosofia do projeto. Levando em conta os pilotos que passaram pelo Junior Team e chegaram à F1 nos últimos anos, todos ganharam o apoio da marca quando ainda estavam na F-Renault ou na F-BMW.

Vettel, Kvyat e Sébastien Buemi vieram do campeonato da montadora alemã, enquanto Ricciardo, Jean-Éric Vergne, Jaime Alguersuari e de novo Kvyat andaram na F-Renault já defendendo as cores rubro-taurinas. Do novo trio, apenas Sainz conta com o apoio da marca na categoria após o kartismo, tendo competido tanto na F-BMW quanto na F-Renault.

Pierre Gasly, por sua vez, é o atual campeão da F-Renault, mas só garantiu o patrocínio da fabricante de energéticos depois de conquistar o título. Alex Lynn também veio da F-Renault, mas já tem dois anos de experiência na F3. Ou seja, ao invés de moldar um piloto desde o kart, com a nova escalação, a Red Bull parece estar mais preocupada em garantir nomes para a F1 com o menor risco possível de não darem certo.

Melhores momentos do GP de Macau de 2013

novembro 24, 2013
Alex Lynn venceu o GP de Macau de 2013

Alex Lynn venceu o GP de Macau de 2013

Quem já acessa o World of Motorsport há algum tempo sabe que eu não gosto muito de fazer posts apenas com uma foto ou com um vídeo. Acho que esse é um jeito ineficaz de fidelizar a audiência, já que muitas vezes é fácil encontrar esse tipo de conteúdo por aí. Ou seja, por que você entraria no meu blog se pode ver a mesma coisa em espaços melhores lá fora?

Mas como todo mundo se contradiz vez ou outra na vida, uma vez por ano abro uma exceção para essa minha regra. É no GP de Macau de F3. Além de ser uma das corridas mais importantes do ano, é sempre interessante trazer uma visão diferente do que acontece na prova.

E quem melhor que Sergio Perez para contar o que aconteceu no antigo enclave português? Mas, calma, não se assuste! Não estou falando do agora ex-piloto da McLaren, mas de um diretor/produtor de filmes que todos os anos vai a Macau para contar como foi a corrida.

Descobri os vídeos de Perez na edição de 2011 do GP e todos os anos os coloco aqui no blog. Levando em conta tudo o que acontece na corrida, ele é um dos poucos autores que consegue captar exatamente o que significa o evento: uma mistura da tradição de 60 anos da corrida com a juventude dos pilotos presentes.

No vídeo deste ano não é diferente. Perez usou imagens das primeiras provas em Macau para conseguir preencher um pouco do vídeo, afinal Alex Lynn não deu muitas chances aos adversários no último fim de semana. Ainda assim, também mostra as brigas pelos demais lugares ao pódio, sendo essa a principal narrativa.

Na minha opinião, dois pontos ficaram faltando: a comparação entre a Theodore de Ayrton Senna e o carro usado por Lynn e conseguir explorar melhor o ‘drama’ do fim da corrida, quando António Félix da Costa chegou a grudar no inglês, que respondeu com a melhor volta da prova e seguiu rumo à bandeira quadriculada. Mas nada que tire os méritos do vídeo desse ano, muito pelo contrário. Essa foi apenas a minha leitura da prova.

De qualquer forma, dos três vídeos de Macau que já coloquei aqui, o meu favorito continua sendo o de 2011, até porque aquela corrida foi melhor. Você pode clicar aqui para relembrar.

Os deuses do automobilismo estiveram em Macau

novembro 17, 2013
Alex Lynn venceu em Macau com o carro homenageando o triunfo de Ayrton Senna

Alex Lynn venceu em Macau com o carro homenageando o triunfo de Ayrton Senna

O GP de Macau de F3 nunca falha em trazer boas histórias. Se no ano passado a vitória de António Félix da Costa serviu para coroar uma temporada brilhante, mas sem títulos do piloto luso, dessa vez foi Alex Lynn que terminou na frente no Circuito da Guia.

Mas mais importante que a vitória do inglês é o que ela representa. A conquista aconteceu no aniversário de 60 anos da corrida. Para comemorar essa data, a já extinta equipe Theodore Racing decidiu voltar à ativa e patrocinar dois carros da Prema neste ano. Dessa forma, Lynn e Lucas Auer correram com um layout muito parecido com o usado por Ayrton Senna há 30 anos, quando triunfou em Macau pela escuderia inglesa, em 1983. Essa é uma daquelas homenagens que só os deuses do automobilismo conseguem fazer.

Voltando a Lynn, a vitória também significou muita coisa para o britânico. Quarto colocado na temporada 2012 da F3 Inglesa, o piloto começou a chamar a atenção justamente há um ano, quando conquistou a pole-position para o GP de Macau, mas terminando a disputa na terceira colocação.

Apesar de não ter vencido naquela época, ele foi contratado por Alexander Wurz, que agora o tenta levar à F1. O primeiro passo dessa empreitada foi disputar a F3 Europeia neste ano pela sempre favorita Prema.

Só que o plano não deu tão certo assim. Com o mesmo conjunto que Raffaele Marciello ficou com o título, o piloto venceu somente três vezes, terminou o campeonato em terceiro, é verdade, mas passou longe da briga. O que não deixou de ser decepcionante. A vitória em Macau, portanto, foi a forma de Lynn mostrar que ainda é um dos melhores pilotos da nova geração e merece, no futuro, uma chance na F1.

Pipo Derani conquistou um ótimo terceiro lugar

Pipo Derani conquistou um ótimo terceiro lugar

Além de Lynn, quem também se destacou em Macau foi Pipo Derani. Após terminar em sexto na corrida do ano passado, o brasileiro voltou mais experiente ao Circuito da Guia, podendo até mesmo pensar em vitória. E foi justamente isso o que ele fez.

Depois de largar da quinta colocação, Derani atravessou as retas do traçado feito um raio, chegando até mesmo a emparelhar com Lynn antes da traiçoeira curva Lisboa. Depois da entrada do safety-car, o piloto acabou perdendo rendimento – muito por causa dos pneus – e acabou ultrapassado por Félix da Costa e Marciello. Com a batida do italiano, o brasileiro voltou ao pódio.

Com quatro anos na F3 e passagens pela Alemã, Inglesa e Europeia, a corrida em Macau serviu para fechar a carreira do brasileiro na modalidade. Para quem praticamente não marcou pontos nas duas primeiras temporadas, terminar a passagem pela categoria lutando de igual para igual com os pupilos de Red Bull e Ferrari é um ótimo resultado.

Mais do que isso, Pipo conseguiu com sucesso liderar a Fortec neste fim de 2013. Além de ter assumido a posição de primeiro piloto do time com a saída de William Buller e a aposentadoria de Josh Hill, o brasileiro teve, na Ásia, companheiros tão experientes quanto e não se incomodou, terminando na frente de todos.

Para dois pilotos que deixaram a F3 Inglesa desacreditados e tiveram temporadas de altos e baixos na Europeia, Lynn e Derani aproveitaram ao máximo a última chance do ano.

Nick Cassidy, o primeiro campeão de 2013

fevereiro 3, 2013
A geração de 2013 da TRS pode ter sido a última

A geração de 2013 da TRS pode ter sido a última

Há algumas incertezas sobre o futuro da Toyota Racing Series para 2014. Nas próximas semanas, a montadora japonesa vai se reunir lá na Nova Zelândia para decidir se renova o contrato com o campeonato por mais alguns anos. A tendência é que isso aconteça, mas em uma época de crise econômica ainda é cedo para cravar qualquer coisa. Caso isso realmente ocorra, é provável que o campeonato estreie um novo carro no ano que vem.

Do contrário, os organizadores têm bons motivos para encerrar a história do certame com a sensação de dever cumprido. No ano passado, a TRS recebeu críticas no final, vindas de gente grande, como Luca Baldisseri, responsável pela Academia da Ferrari. Dessa vez, nada deu errado, e o campeonato terminou em alta, com um recorde de participação de pilotos estrangeiros.

No entanto, quem comemorou o título foi um atleta da casa. Nick Cassidy não se importou com a presença de 17 pilotos de fora da Nova Zelândia e garantiu o bicampeonato do certame. O título foi mais do que merecido. Nas 15 corridas disputadas, o garoto terminou apenas duas vezes fora do top-5 e arrancou para o triunfo com uma sequência de cinco pódios nas últimas cinco corridas.

Mesmo assim, a definição do campeonato aconteceu apenas no último dia de TRS. Lucas Auer, que chegou à Nova Zelândia como favorito, teve problemas nas etapas finais, mas mesmo assim abriu o domingo com chances de ficar com a taça. O piloto começou bem, fazendo uma corrida de recuperação na segunda bateria e vencendo sem maiores problemas. Com isso, a diferença para Cassidy havia caído para apenas 19 pontos, e o austríaco ficaria com o caneco caso vencesse a prova decisiva e o adversário ficasse fora do pódio.

O problema é que horas depois da prova 2 a direção da TRS anunciou que Auer foi punido por ter jogado Steijn Schothorst para fora da pista quando fez a ultrapassagem. Com isso, o sobrinho de Berger caiu para a 14ª posição, garantindo o título por antecipação de Cassidy. Felix Serralles e Pipo Derani também foram penalizados, fazendo com que Bruno Bonifácio herdasse a vitória.

Nick Cassidy garantiu o bi da Toyota Racing Series

Nick Cassidy garantiu o bi da Toyota Racing Series

A punição de Auer também fez com que Alex Lynn garantisse o vice-campeonato. Experiente, o inglês foi um dos melhores pilotos da competição, tendo vencido três vezes e subido ao pódio em outras seis oportunidades. Apesar disso, um acidente ainda na rodada de abertura, em Teretonga, e um problema mecânico em Manfeild o deixaram longe da briga pelo título. Mesmo assim, Lynn encerra o primeiro campeonato do ano mantendo a boa fase que o acompanha desde o GP de Macau do ano passado, quando largou na pole-position.

Ainda falando de Auer, o sobrinho de Berger sofreu a chamada síndrome de refrigerante aberto. Ele começou a temporada bastante forte, com duas vitórias e mais três pódios nas primeiras oito corridas, mas acabou perdendo o gás e fechando entre os três primeiros somente uma vez nas sete provas restantes.

O quarto colocado foi Steijn Schothorst, uma das grandes revelações do campeonato. O holandês, vindo da F-Renault NEC, conquistou uma vitória em Manfeild e impressionou ao andar no mesmo ritmo de pilotos muito, mas muito mais experientes. Além de a adaptação ter sido imediata, o garoto praticamente não cometeu erros, mesmo sendo um novato. Ele é, sem dúvidas, um dos grandes vencedores da competição e agora já pode ser apontado como um dos favoritos ao título da F-Renault Europeia, onde já assinou com a equipe de Josef Kaufmann.

Steijn Schothorst voou na pista. Literalmente

Steijn Schothorst voou na pista. Literalmente

Entre os pilotos brasileiros, Bruno Bonifácio foi o mais bem classificado. Tendo herdado a vitória na segunda corrida de Manfeild, o paulista fechou as 15 corridas com dois triunfos, além de o recorde de mais pontos marcados por um piloto brasileiro – 650 – na competição. De negativo, fica a péssima etapa de Hampton Downs, quando se envolveu em acidentes bobos em praticamente todas as baterias. De qualquer forma, a experiência na TRS pode ser fundamental para uma boa campanha na F-Renault em 2013.

O outro piloto do país foi Pipo Derani, que venceu uma vez e terminou o certame em sétimo. O também paulista mostrou o que se esperava dele. Venceu uma prova, subiu outras duas vezes ao pódio e acompanhou o ritmo dos primeiros colocados quase sempre. Assim, há duas formas de avaliá-lo. A primeira é dizer que isso foi pouco, levando em conta que ele vai começar o quarto ano na F3. O outro é fazer a comparação com Felix Serralles, também piloto da Fortec na F3 Europeia.

O porto-riquenho também não foi bem e decepcionou ao chegar como favorito, mas terminar o certame com um péssimo ritmo de corrida, quando acabou disputando apenas posições contra pilotos do segundo escalão. Como houve uma queda de desempenho geral entre os carros da equipe Giles, o julgamento dos dois garotos da Fortec não precisa ser tão rigoroso.

Para terminar o grid, outro que decepcionou foi Damon Leitch. Terceiro colocado de 2012, o piloto da casa dessa vez subiu ao pódio em uma única oportunidade, fechando o ano apenas em oitavo. Jann Mardenborough, por sua vez, se envolveu nos acidentes com Bonifácio, mas mostrou ser capaz de beliscar posições competindo contra os adversários mais experientes. O que não deixa ser um bom resultado para alguém cuja experiência no automobilismo há dois anos se resumia a jogar Playstation.

De resto, Tanart Sathienthirakul fez valer a experiência para concluir em 12º. Por fim, vai ser interessante ver como os outros dois asiáticos – Akash Nandy e Andrew Tang, da Malásia e Cingapura, respectivamente – vão usar a experiência adquirida na TRS, onde duelaram com alguns dos jovens pilotos mais badalados do mundo, em torneios da Ásia ao longo de 2013.

Toyota Racing Series se aproxima da decisão

janeiro 24, 2013
Alex Lynn é um homem com uma missão ao ter vencido três das últimas quatro corridas da TRS

Alex Lynn é um homem com uma missão ao ter vencido três das últimas quatro corridas da TRS

Conhecido por ser o primeiro campeonato do ano, a Toyota Racing Series já entra nos momentos decisivos. Neste fim de semana, a terceira das cinco rodadas programadas para 2013 – em Taupo – foi disputada. Agora, faltam apenas seis corridas para o fim, e o título parece ter ficado restrito a seis pilotos.

Após nove corridas, Nick Cassidy, Lucas Auer, Felix Serralles, Alex Lynn, Steijn Schothorst e Bruno Bonifácio estão um pouco à frente dos demais competidores, e quase certamente a taça de campeão ficará com um deles. E o que deve definir qual desses garotos vai erguer o caneco, em fevereiro, será a consistência.

Em um certame que cada abandono é severamente punido – o piloto deixa de somar pontos, enquanto o vencedor marca 75 –, quem errar a partir de agora não deve ter mais tempo de uma recuperação.

É justamente apostando na consistência que Cassidy aparece na liderança da tabela de pontos. O atual campeão trocou a equipe Gilles pela M2 e não vem conseguindo repetir o mesmo desempenho de 2012. No entanto, de todos os 18 pilotos que se inscreveram para o campeonato, ele é o único que não terminou nenhuma corrida fora dos oito primeiros. Além disso, mesmo sem vencer, já são cinco pódios em nove corridas, sendo dois neste fim de semana em Taupo.

Na segunda colocação aparece Lucas Auer, sobrinho de Gerhard Berger. O austríaco começou a temporada como favorito ao título, vencendo duas vezes nas primeiras quatro corridas, além de ter conquistado duas poles e marcado a melhor volta da prova em três oportunidades. Para melhorar a situação do garoto, o abandono de Felix Serralles na primeira corrida de Taupo o deixou praticamente isolado na tabela de pontos.

Ele só não contava que se envolveria em um acidente com Steijn Schothorst na largada da terceira bateria, neste domingo, o que o relegou à 16ª posição. Apesar disso, nem tudo está perdido para o austríaco. O piloto soma 511 pontos na tabela e está apenas seis atrás de Cassidy.

A batida de Auer na largada em Taupo o tirou da liderança do campeonato

A batida de Auer na largada em Taupo o tirou da liderança do campeonato

Falando em Serralles, o representante de Porto Rico passou as duas primeiras rodadas como principal rival de Auer na luta pelo título. No entanto, a rodada de Taupo foi um banho de água fria nas pretensões do piloto. Além de sofrer com um treino classificatório ruim, o piloto fechou apenas em 16º na primeira corrida, devido a um problema mecânico, o que também comprometeu o resultado da segunda bateria, quando fechou em nono. O sexto lugar na prova 3 coroou um péssimo fim de semana. Agora ele soma 477 pontos e já precisa torcer por erros dos rivais.

Entre os ponteiros, Alex Lynn é quem mais sentiu na pele o quão ruim é abandonar uma prova. O piloto se envolveu em um forte acidente na rodada de abertura do certame, em Teretonga, onde foi obrigado a deixar a corrida. Desde então, o britânico somou três vitórias nas últimas quatro provas, voltando a ter chances matemáticas de título, com 471 pontos. O problema é a inconsistência. Em nove corridas, foram cinco pódios, mas três chegadas fora do top-5, além de um abandono.

Steijn Schothorst talvez seja a grande revelação da Toyota Racing Series de 2013. O holandês, que estreou nos monopostos na temporada passada, vem se mostrando muito rápido em treinos classificatórios, além de conseguir acompanhar o ritmo dos adversários muito, mas muito mais experientes sem maiores problemas. Com 451 pontos, ele ocupa a quinta colocação no campeonato depois de conquistar três pódios, mas tendo terminado em 17º em Timaru em razão de uma bandeira preta. Em Taupo, o garoto voltou a errar ao se enroscar com Auer na largada.

Bruno Bonifácio conquistou a primeira vitória na TRS neste fim de semana

Bruno Bonifácio conquistou a primeira vitória na TRS neste fim de semana

O último dos pilotos com chances de título é Bruno Bonifácio, que conquistou a primeira vitória na TRS neste fim de semana. Com 448 pontos, o piloto corre por fora na luta pela taça, mas pode se apegar ao bom ritmo de prova – e ainda melhor em treinos – para ter esperanças. Para isso, vale uma estatística curiosa, se não fosse dois erros do piloto – a largada fora de posição na corrida 2 de Teretonga e o acidente na 3 de Timaru – ele estaria na liderança do campeonato caso terminasse essas respectivas provas no terceiro lugar, posto que ocupava no momento dos erros.

Mas Bruno vai precisar mais do que essa estatística para tentar se campeão. Embora esteja andando no mesmo ritmo dos demais colegas com experiência na F3, o brasileiro às vezes tem um desempenho muito inferior aos ganhadores, sendo cerca de 1s por volta mais lento.

Entre os demais pilotos, Pipo Derani começou o ano forte, com uma vitória, mas já são seis corridas longe do top-5. Jann Mardenborough – aquele garoto descoberto no PlayStation – ocupa o décimo posto, mesmo estreando nos monopostos, enquanto a bela Tatiana Calderón vem uma posição atrás.

Por fim, destaco a evolução mostrada por Dennis Olsen nas três etapas disputadas até aqui. É interessante ver o desempenho do norueguês, pois ele é o atual campeão alemão de kart e um dos jovens mais badalados entre os que estão fazendo a transição para os monopostos. Mesmo assim, o máximo que ele alcançou em Teretonga, na estreia, foi o 15º lugar. Em Timaru, ele terminou a corrida 2 na 11ª posição, enquanto fechou todas as provas de Taupo dentro do top-10. E a tendência é que ele evolua cada vez mais.

É por isso que quando a gente vê um brasileiro recém-saído do kart andando nas últimas posições no exterior não deve ser algo alarmente, é algo extremamente normal no esporte. Basta ver o desempenho de Gustavo Myasava, na Índia, que em duas rodadas conquistou um sétimo lugar e é apenas o 15º na classificação da MRF 2000, enquanto Olsen é o 14º na Nova Zelândia.

A primeira vitória de um piloto brasileiro em 2013

janeiro 9, 2013
Pipo Derani se tornou o primeiro brasileiro a vencer em 2013

Pipo Derani se tornou o primeiro brasileiro a vencer em 2013

Durante este último fim de semana, estive trabalhando na cobertura do Desafio das Estrelas, aquela competição de kart promovida por Felipe Massa e com a presença de alguns pilotos com passagem pela F1, em Santa Catarina.

E que sufoco, viu. Quando cheguei ao hotel depois da corrida, no domingo, meu computador não ligou mais. Além disso, eu sequer tinha passagem de volta para São Paulo e precisava dele para comprar uma. Não foi tão complicado resolver isso, tanto é que estou aqui, mas não tive como atualizar o blog nesse tempo todo. Por isso, chegou a hora de tirar o atraso.

Para começar, outro evento que aconteceu neste fim de semana foi a Toyota Racing Series, cuja etapa de abertura aconteceu no circuito de Teretonga.

As corridas, na verdade, não tiveram muita emoção. Com poucos pontos de ultrapassagem, quem largou na frente se deu bem. Lucas Auer, sobrinho de Gerhard Berger, abriu os trabalhos ao triunfar de ponta a ponta na corrida 1, algo repetido por Felix Serralles, na terceira prova.

Entretanto, a vida não foi tão fácil assim para o piloto de Porto Rico. Na largada da terceira bateria, ele se enroscou com o antigo companheiro de equipe Alex Lynn, que capotou após acertar a barreira de pneus. O piloto nada sofreu, mas o equipamento ficou destruído. Como a corrida foi paralisada com bandeira vermelha, Serralles teve uma segunda chance de largar na frente e partir rumo à vitória.

Além do forte acidente de Lynn, o outro destaque do fim de semana foi a primeira vitória de um piloto brasileiro em 2012. Largando na pole-position por causa da regra do grid invertido, Pipo Derani fez uma corrida sem erros para triunfar na prova 2.

Essa, aliás, foi apenas a segunda vez que um piloto brasileiro triunfou na Toyota Racing Series. O outro a comemorar na Nova Zelândia foi Lucas Foresti, que por coincidência também ganhou a corrida com grid invertido em Teretonga, na edição de 2010 da competição. A única diferença é que na época do brasiliense a corrida invertida fechava a programação, enquanto neste ano ela é a do meio.

A animação contagiante de Pipo Derani após a vitória

A animação contagiante de Pipo Derani após a vitória

Bruno Bonifácio também disputou a etapa de Teretonga. O paulista largou em segundo na corrida 2, terminou em terceiro, mas caiu para sétimo, após uma punição. Nas outras baterias, o piloto acumulou um quarto e um quinto posto.

Com os resultados do fim de semana, Serralles lidera o campeonato, com 196 pontos. Auer, com 191, é o segundo, enquanto Derani aparece em terceiro, com 169. Melhor classificado entre os pilotos da casa, Nick Cassidy é o quarto, com 160 pontos, enquanto Bonifácio aparece com a quinta colocação, com 145. A próxima rodada é já neste fim de semana, em Timaru.

A joia final da coroa de Félix da Costa

novembro 17, 2012

António Félix da Costa, enfim, campeão

É difícil encontrar um piloto que tenha brilhado tanto em 2012 quanto António Félix da Costa. O português começou o ano brigando pelo título da GP3 e de repente foi chamado pela Red Bull para integrar o programa de jovens pilotos da empresa. A partir daí, foi questão de tempo para deslanchar.

Sem deixar a GP3 de lado, o luso mostrou que estava em uma classe diferente de pilotos na World Series by Renault ao superar a concorrência sem maiores dificuldades. No final, uma sequência de quatro vitórias – e um segundo lugar – nas últimas cinco corridas deixou a sensação de que o ibérico poderia ter lutado pelo título do certame se tivesse disputado todas as corridas.

Depois de tudo isso, de forma mais do que merecida, Félix da Costa foi chamado pela Red Bull para participar do treino dos novatos, em Abu Dhabi, onde terminou como o mais rápido em um dos dias de atividade.

Mas faltava alguma coisa ao português. Ele tinha sido o piloto a ser batido em tantas provas, mas não pôde ser chamado de campeão em momento algum.

Bom, agora não falta mais nada. Neste domingo, dia 18, o piloto mostrou que realmente está em um nível diferente dos adversários e se tornou o campeão do GP de Macau ao vencer praticamente de ponta a ponta. Era a joia que faltava na coroa de Félix da Costa.

E a máxima de que para se vencer em Macau primeiro é preciso chegar ao final da última corrida ficou evidente em 2012. Félix da Costa – assim como os primeiros colocados – não cometeu erros durante todo o fim de semana e teve o triunfo mais do que merecido.

P.S.: não tenho certeza do que aconteceu, mas parece que tocaram o hino errado na hora que Félix da Costa subiu ao pódio, o que é bastante bizarro, já que Macau é um antigo enclave português. Para tentar contornar a situação, a família Félix da Costa e outros lusos no lugar começaram a cantar o hino eles mesmos e, incrivelmente, a cerimônia do pódio continuou com eles cantando como se fosse oficial.

Preview da F3 Inglesa 2012

abril 4, 2012
F3 Inglesa 2012

A F3 Inglesa começa a temporada 2012 com um grid enxuto, mas ainda sem um favorito definido

A temporada 2011 da F3 Inglesa foi um sucesso para os pilotos brasileiros. Felipe Nasr conquistou o título da categoria, enquanto Lucas Foresti e Pietro Fantin também venceram corridas no certame. Além do trio, Yann Cunha e Pipo Derani foram os outros representantes do país no campeonato.

Seguindo o caminho natural das carreiras, Nasr foi o primeiro a se despedir da F3 e escolheu competir na GP2, sempre de acordo com o objetivo de chegar à F1. Lucas Foresti e Yann Cunha – de forma curiosa, os três nascidos em Brasília – também deixaram o campeonato e vão se dedicar à World Series em 2012.

Assim, a F3 Inglesa inicia a nova temporada sem a volumosa delegação brasileira do ano anterior. Na realidade, o campeonato conta com o menor número de pilotos do país desde 2008 – quando Adriano Buzaid e Clemente de Faria Jr. participaram de poucas etapas – já que apenas Fantin e Derani estão confirmados.

No entanto, não foi apenas o número de pilotos brasileiros que encolheu para 2012. O grid, como um todo, diminui. A F3 Inglesa resolveu adotar o novo Dallara F312 para a nova temporada, o que aumentou os custos da categoria, que já não era barata. Dessa maneira, a previsão é que apenas 14 carros estejam presentes em Oulton Park na abertura do novo campeonato neste final de semana da Páscoa.

Essa diminuição no grid não é uma crise devastadora. Praticamente todos os campeonatos que resolveram adotar o F312 estão sofrendo. A F3 Euro, por exemplo, deve ter apenas dez carros, enquanto a Italiana, que ainda manteve o modelo antigo, contou com apenas 11 na rodada de abertura.

No caso da Inglaterra em específico, a nova regra de motores, que só entra em vigor no próximo ano, acabou afugentando algumas equipes, que já declararam interesse de se juntar à competição, mas preferiram esperar esse ano para não ter que comprar os propulsores duas vezes. Assim, é natural que o grid da F3 consiga se expandir ao longo de 2012, embora a tendência é que os pilotos que entrem utilizem o campeonato apenas para se adaptarem.

Mas chega de falar do futuro da F3 Inglesa. O que interessa é essa nova temporada que começa agora. Afinal, será que Pietro Fantin e Pipo Derani têm condições de seguir os passos de Felipe Nasr e garantir o 13º triunfo do Brasil no campeonato?

Carlos Sainz Jr F3 Inglesa

Pelo histórico e pelo rendimento na pré-temporada, Carlos Sainz Jr será o piloto a ser batido em 2012

Infelizmente, ao que tudo indica, não. É verdade que os testes de pré-temporada foram bastante inconclusivos, com praticamente todos os pilotos terminando na frente em algum momento. Entretanto, os brasileiros não foram bem. Fantin geralmente ocupou a quinta colocação entre os cinco atletas da Carlin, enquanto Derani teve problemas para se manter n top-10 na classificação geral.

Nem mesmo em Rockingham, onde Fantin conhece como a própria mão, o paranaense foi bem. E por causa desse tipo de resultado não dá para falar que os brasileiros são favoritos. No entanto, vale lembrar que treino é treino e corrida é corrida. Apesar de parecer batido, em 2011, ninguém apostava em um bom desempenho de Lucas Foresti desde o começo, mas o brasiliense chegou a ser o principal rival de Nasr nas primeiras etapas. Por outro lado, Kevin Magnussen teve um início de ano complicado – o que acabaria custando o título – e, de acordo com os resultados da pré-temporada – Jack Harvey seria o favorito ao campeonato.

É por essa razão que não dá para colocar Fantin e Derani fora da briga, mas os dois terão muito trabalho em 2012 se quiserem conquistar o título da F3 Inglesa.

Até porque, favorito mesmo o campeonato já tem um: Carlos Sainz Jr. O espanhol, protegido pela Red Bull, chega à Inglaterra com a responsabilidade de seguir os passos de Jaime Alguersuari, Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne, que foram campeões da F3 antes de alcançarem a F1.

Como os outros três foram campeões, o espanhol é mais do que favorito, mas isso não quer dizer que ele vai ter vida fácil. Sainz chega à F3 bastante pressionado pela falta de títulos na carreira. Quando estreou na F-BMW, em 2010, o piloto teve a responsabilidade de substituir Felipe Nasr na equipe Eurointernational, mas, mesmo contando com o suporte da Red Bull, o garoto passou longe da briga pelo título.

Jack Harvey F3 Inglesa

Apoiado pela Racing Steps Foundation, Jack Harvey está de volta à F3 em 2012

No último ano, o espanhol correu tanto na F-Renault Eurocup quanto na NEC, onde conquistou o título. No entanto, no campeonato principal, acabou perdendo a taça para Robin Frijns (que já havia sido o campeão da F-BMW em 2010), o que colocou dúvidas quanto ao seu talento. Só que vale lembrar que o último campeão da Red Bull em uma F-Renault foi Brendon Hartley. E, em termos de pressão, Vergne havia chegado ao campeonato inglês com a corda muito mais no pescoço que o colega de Junior Team, então a situação de Sainz não é uma novidade em terras rubro-taurinas.

Mas é difícil apontar quem pode vencer Carlos Sainz. Entre os próprios pilotos da Carlin, nenhum inspira confiança em relação ao título. Jazeman Jaafar, que inicia o terceiro ano no campeonato, em tese deveria ser o principal rival, mas o malaio jamais venceu uma corrida na categoria e sempre foi um piloto bastante veloz na pré-temporada, mas que deixou a desejar ao longo das corridas.

Jack Harvey é outro que pode ameaçar. O inglês conhece Sainz da época em que dividiram a F-BMW, quando saiu-se vencedor. A situação é bastante parecida em 2012. Harvey inicia o segundo ano na F3, enquanto o companheiro de equipe é um novato. O favoritismo, claro, agora é do espanhol, mas o inglês tem todas as condições de surpreender novamente.

Por fim, ainda falando da Carlin, se Fantin não fez uma boa temporada, o mesmo não pode ser dito de Harry Tincknell. O quinto piloto do time foi um dos mais constantes dos treinos do inverno europeu e corre por fora na briga pelo título. Tincknell fará de tudo para encerrar um jejum de título dos ingleses na F3 local, que já dura desde 2006, quando Mike Conway foi campeão.

Nas demais equipes, a única que pode ameaçar a Carlin é a Fortec. O time de Richard Dutton aposta em Alex Lynn, atual campeão da F-Renault UK, para superar os carros da equipe rival. Para você ter uma ideia da rivalidade entre essas duas escuderias, no press release oficial da confirmação dos pilotos para 2012, Dutton disse a palavra ‘Carlin’ mais do que a própria palavra ‘Fortec’. O dirigente tá com sanguenozóio para acabar com a supremacia da adversária.

Além de Lynn, o time ainda conta com Pipo Derani, contratado da Double R, e Hannes Van Asseldonk, que veio da F3 Alemã com status de sucessor de Kevin Magnussen – que havia trilhado o mesmo caminho na carreira – mas acabou decepcionando na pré-temporada. O quarto piloto é o porto-riquenho Felix Serralles, conhecido pela regularidade e pela consistência.

Nick McBride

Nick McBride conta com o apoio da Nissan para tentar vencer Carlin e Fortec em 2012

Para finalizar as últimas equipes, chegou a hora de falar dos australianos. Em 2012, a F3 Inglesa terá um sotaque típico de Down Under, já que quatro pilotos da terra dos cangurus vão tomar parte do certame. É a maior delegação de 2012, vencendo até mesmo os ingleses, que têm três representantes.

Nick McBride e Spike Goddard vão competir pela T-Sport, enquanto Geoff Uhrhane e Duvashen Padayachee são os atletas da Double R. Os quatro vão tentar seguir os passos de Will Power e de Daniel Ricciardo, que disputaram a F3 Inglesa antes de fazerem sucesso no mundo do esporte ao motor.

Para não falar de cada um deles de forma isolada, cito algumas curiosidades gerais. McBride é o único dos 14 pilotos confirmados a correr com motores Nissan. Aliás, além dele, Uhrhane e Goddard vieram direto da F-Ford inglesa, enquanto Padayachee correu na F-BMW do Pacífico. Esses dois últimos, aliás, são os únicos concorrentes da National Class.

O outro piloto que disputa a F3 Inglesa em 2012 é Fahmi Ilyas, que correrá pela Double R.

Para finalizar, existe a possibilidade de a CF, comandada pelo ex-piloto Hywel Lloyd entrar no campeonato com dois carros da National Class. A ideia era já estar presente em Oulton, mas, ao que tudo indica, o time ainda não conseguiu fechar com algum piloto.

Para ver o calendário completo da F3 Inglesa basta clicar aqui.

O recomeço da F3 Inglesa em 2012

março 7, 2012
Carlos Sainz Jr.

O primeiro treino da F3 Inglesa mostrou o que deve ser a categoria em 2012: grid reduzido e domínio da Carlin/Red Bull

Em 2011, os brasileiros comemoram o título de Felipe Nasr na F3 Inglesa, quando o piloto se tornou o 12º campeão do país neste tradicional campeonato das categorias de base. Agora, em 2012, as celebrações ficaram para trás, e a F3 inicia a nova temporada, que vai consagrar um novo garoto daqui a alguns meses.

O primeiro passo do novo campeonato foi dado nesta semana, quando a F3 Inglesa se reuniu na pista de Snetterton para a realização de dois dias de treinos coletivos no local. Apesar de as equipes já estarem treinando de forma privada desde o final do ano passado, essa foi a primeira oportunidade que os times tiveram para se reunir e levar à pista o novo Dallara F312.

Como a chuva esteve presente durante os dois dias de treinos, fica muito difícil avaliar o desempenho de cada um, afinal, bastava ter a sorte de sair dos boxes no momento em que as condições eram menos ruins para conseguir fazer a volta mais rápida.

No entanto, esse primeiro treino confirmou algumas expectativas para o novo campeonato que dificilmente devem mudar durante a temporada. A Carlin é mais uma vez a equipe favorita e será muito complicado para a Fortec tirar o título deles.

Entre os pilotos, a tendência é que Carlos Sainz Jr, apoiado pela Red Bull e pilotando o poderoso carro número 31, seja o cara a ser batido, mas o espanhol deverá encontrar mais dificuldades que Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne tiveram em suas campanhas vitoriosas. Nos treinos, o filho de Carlos Sainz terminou como o mais rápido no segundo dia de treinos e foi o quarto na atividade inicial.

Ainda falando sobre o primeiro dia de treinos, a liderança ficou com o experiente Jazeman Jaafar, que inicia a terceira temporada na categoria. Contando com o apoio da Petronas e ambientado à Carlin, a expectativa é que o malaio possa usar a experiência para levantar a taça. Nos treinos, a liderança da primeira sessão foi um bom sinal, mas o piloto terminou apenas em décimo no segundo dia.

Ainda na esquadra de Trevor Carlin, Jack Harvey (2º e 5º) e Pietro Fantin (3º e 6º) também são candidatos ao título, mas vão precisar capitalizar em cima de eventuais maus resultados de Sainz.

Do lado da Fortec, o destaque do treino ficou com Alex Lynn. O atual campeão da F-Renault UK abriu as atividades como o sétimo colocado, mas encerrou na terceira posição no último dia de treinos. Pipo Derani terminou logo atrás, em oitavo e em quarto.

O ponto negativo dos treinos em Snetterton – e que deve se manter durante todo o ano de 2012 – é a baixa adesão de participantes. Apenas 16 carros estiveram na pista ao longo dos dois dias de atividade. Para piorar, a equipe sueca Performance, que disputa a F3 Alemã, levou três pilotos aos treinos, o que diminui o número de ingleses para 13. A Carlin também inscreveu um sexto carro para Richard Bradley, mas o singapuriano já renovou com a TOM’S para a F3 Japonesa, então, na realidade, foram apenas 12 participantes, dos quais três guiaram pela National Class.

Pietro Fantin F3 Inglesa

Ao que tudo indica, Pietro Fantin corre por fora na disputa do título da F3 Inglesa em 2012

Esse número deve melhorar para a próxima semana, quando a categoria segue para Rockingham para continuar a pré-temporada. A Double R, por exemplo, deverá estar presente com o japonês Yuki Shiraishi e com o australiano Duvashen Padayachee, mas ambos devem competir pela National Class, já que a tradicional equipe vive uma crise financeira e não comprou os novos F312.

A National Class também deve ganhar a adesão dos pilotos da CF, comandada por Hywel Lloyd. O britânico, que até a temporada passada pilotou na F3, resolveu se dedicar apenas à administração da própria equipe e já anunciou que planeja inscrever três carros em 2012. Ele foi um dos pilotos em Snetterton, mas a tendência é que ao menos um novo contratado já esteja em Rockingham.

Para terminar, a T-Sport não contou com os novíssimos motores Nissan, o que obrigou a Nick McBride a treinar com o carro antigo. O australiano também deve ter um novo equipamento na próxima semana, quando estreará na divisão principal.

Apesar dessas mudanças na escalação, seja 12 ou 15, a verdade é que a F3 Inglesa muito provavelmente vá ter um grid reduzido na nova temporada. Com o aumento do custo por causa da mudança do carro coincidindo com a crise econômica na Europa, as equipes menores se mostraram cautelosas na hora de planejar o novo campeonato e não seria surpresa se alguma fechar as portas neste ano.

Entretanto, é necessário encarar o problema do tamanho que ele realmente é, sem criar um falso medo. O grid realmente vai ser pequeno, mas esse parece ser um problema pontual. A F3 Inglesa não está em crise, ao contrário do que acontece com a Euro Series, nem corre o risco de desaparecer.

Ainda falando de 2012, em algumas etapas deve haver a presença de equipes de outros certames, como a própria Performance, o que ameniza a situação. Lembrando que as etapas de Pau e de Spa-Francorchamps fazem parte da F3 International e devem atrair os times do certame europeu. Além disso, é comum que alguns pilotos sejam confirmados já às vésperas da primeira corrida, então é possível que haja mais algumas novidades na lista de inscritos.

Dito isso e pensando um pouco mais adiante, em 2013, o campeonato deve voltar a um grid mais parecido ao que nos acostumamos nos últimos anos. Lembrando que o World of Motorsport acompanha tudo o que acontece na F3 Inglesa, para que você tenha a melhor análise possível do que acontece nas pistas da Inglaterra.

P.S.: os tempos do primeiro dia de treinos da F3 Inglesa você pode ver clicando aqui. E os do segundo dia, clicando aqui.


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