Galeria dos campeões de 2014

Confira os campeões da temporada 2014 do automobilismo
Confira os campeões da temporada 2014 do automobilismo

Ao longo do ano, você pôde acompanhar aqui no World of Motorsport as principais categorias do mundo. Ficou sabendo o que aconteceu da F1 até as diversas F4 – passando por campeonatos de GT, endurance e turismo nos mais variados cantos do planeta –, como as disputas emocionantes, o desempenho dos brasileiros e, claro, os dramas e bizarrices de cada um desses certames.

E no fim de longos meses de batalha alguém conseguiu deixar os adversários para trás e alcançou a glória máxima do esporte a motor, sagrando-se campeão.

Conquistar a taça de vencedor, aliás, é um grande feito na carreira de qualquer piloto. Por isso, esta página do blog agora serve para homenagear cada um dos vencedores. Abaixo, você verá as categorias que já terminaram em 2014, com um link para a pontuação – sempre em laranja –, além de um breve resumo do que aconteceu ao longo da temporada.

Assim, fica combinado. Toda vez que um dos campeonatos acompanhados pelo blog terminar, basta clicar aqui para ver o que aconteceu durante a temporada, além de conferir em que posição ficaram seu piloto favorito e os brasileiros.

Andrew Tang foi o primeiro vencedor do ano
Andrew Tang foi o primeiro vencedor do ano

Toyota Racing Seriesclassificação final
Conhecido como o primeiro campeonato do ano, o certame neozelandês viu Andrew Tang superar um drama pessoal para ficar com a taça. Antes da última etapa, o piloto de Cingapura foi chamado para cumprir o serviço militar obrigatório, o que lhe deixaria fora das corridas decisivas. O garoto conseguiu adiar a apresentação e, de quebra, levou a taça com apenas oito pontos de vantagem para Jann Mardenborough.

A disputa entre os dois, aliás, foi até a última corrida. O britânico terminou em segundo, o que lhe daria matematicamente o título, mas punições a outros pilotos acabaram levando Tang ao terceiro posto, tirando o troféu do inglês. Dois brasileiros correram na Nova Zelândia. Pedro Piquet participou de apenas duas etapas antes de ter problemas com a licença expedida pela CBA e Gustavo Lima melhorou na fase final do torneio, fechando em 11º na classificação geral.

USF2000 – classificação final
O primeiro passo do programa Road to Indy teve um começo de campeonato monopolizado por Victor Franzoni e RC Enerson. Os dois, no entanto, perderam rendimento na segunda metade do ano e viram Florian Latorre, que havia trocado a equipe Belardi pela poderosa Cape Motorsports, garantir a taça com três vitórias e poles em todas as corridas, menos na abertura da temporada. Franzoni acabou em quinto – com um triunfo – e Gustavo Myasava foi o 18º.

Pro Mazdaclassificação final
Scott Hargrove caminhava para conquistar o título da Pro Mazda com folga na última corrida, mas uma quebra mecânica faltando apenas três voltas para o fim acabou com o sonho do canadense. Melhor para Spencer Pigot, que chegou em quinto e ficou com o caneco. Entre os brasileiros, Pipo Derani conquistou um pódio antes de ser dispensado após somente três etapas. Nicolas Costa, que havia começado o ano na pequenina equipe M1, assumiu a vaga do compatriota no Team Pelfrey e venceu em Mid-Ohio, fechando o ano em quinto na classificação final. Felipe Donato entrou na vaga na M1 nas etapas finais e foi o 19º.

Indy Lightsclassificação final
Após 14 corridas, Gabby Chaves e Jack Harvey empataram na tabela da Indy Lights, com 547 pontos. O colombiano começou melhor o ano, mas viu o britânico reagir, com quatro vitórias nas últimas cinco corridas. Só que o esforço do inglês não foi o suficiente, e a melhor volta obtida por Chaves – da Belardi – na primeira bateria da etapa decisiva de Sonoma acabou lhe dando o título. Essa foi a primeira derrota da equipe de Sam Schmidt nos últimos cinco anos. Luiz Razia começou a temporada bem, mas ficou longe da luta pela taça após abandonos em Pocono, Toronto e Milwaukee.

Indyclassificação final
Will Power teve um campeonato conturbado, marcado por diversas punições. Mas quis a ironia do automobilismo que o australiano garantisse o título devido a uma penalidade do principal adversário, Helio Castroneves. O brasileiro cruzou a linha branca da entrada dos boxes na corrida decisiva, perdeu a volta do líder por causa de um drive-through e viu o companheiro de equipe ser campeão, mesmo com uma queda de rendimento na Califórnia. Tony Kanaan demorou a se acertar na Ganassi, mas encerrou 2014 em alta ao vencer em Fontana, além de garantir outros quatro pódios nas últimas sete rodadas.

F3 Inglesa – classificação final
A temporada 2014 da F3 Inglesa foi marcada pelos grids enxutos, muitas vezes com apenas seis participantes. Melhor para a Fortec, que resolveu investir no certame e viu os dois pilotos, Hong Wei ‘Martin’ Cao e Matt Rao disputarem o título até a última corida. E foi o chinês quem terminou na frente. Depois de conquistar sete segundos lugares consecutivos no começo do ano, o piloto asiático teve uma queda de rendimento em Snetterton e em Spa-Francorchamps, mas garantiu a taça com seis vitórias nas últimas nove provas. Na corrida decisiva, largou dos boxes e recebeu a bandeira quadriculada em último, já que precisava apenas terminar a prova para ser campeão. Apesar do título, Cao jamais foi competitivo quando a F3 Inglesa recebeu convidados, o que coloca uma interrogação no real desempenho.

F-Renault NECclassificação final
A temporada 2014 da F-Renault Norte-Europeia começou de forma equilibradíssima com nove pilotos diferentes vencendo nas dez primeiras corridas. A indefinição seguiu até a etapa final, quando Ben Barnicoat, Louis Delétraz, Seb Morris, Steijn Schothorst e Ukyo Sasahara chegaram a Nürburgring com chances reais de ficar com a taça. Apesar de Morris ter sido o piloto mais completo na parte final do campeonato, Barnicoat contou com dois quartos lugares na Alemanha e principalmente com a neblina que cancelou a corrida decisiva – quando largaria apenas em 15º – para se sagrar campeão.

Blancpain Endurance Seriesclassificação final
O popular campeonato para carros GT viu a Audi surgir apenas na parte final da temporada, mas com vitórias nas corridas mais importantes do calendário: as 24 Horas de Spa-Francorchamps e os 1000 km de Nürburgring. Assim, melhor para Laurens Vanthoor, que contou com a ajuda do brasileiro Cesar Ramos e dos alemães Marc Basseng e Christopher Mies para superar a Mercedes de Maximilian Buhk e ficar com a taça. Destaque também para a honrosa estreia do Bentley GT3, vice-campeão de 2014.

F-Renault Inglesaclassificação final
Depois de competir pela equipe de Cliff Dempsey na temporada passada, Pietro Fittipaldi entrou no carro da MGR com o qual Chris Middlehurst foi campeão em 2013. Com o brasileiro mais experiente, a troca não demorou pra dar resultados. Foram dez vitórias nas primeiras 13 corridas, incluindo oito consecutivas. Embora não tenha brilhado nas classificações, Pietro sobressaiu nas largadas e mostrou um bom ritmo de corrida. Assim, garantiu o título com uma rodada de antecipação. O neto de Emerson, aliás, é um raro exemplo de piloto que venceu um título no turismo – no oval de Hickory nos Estados Unidos – antes dos monopostos.

A família Fittipaldi teve muitos motivos pra comemorar em 2014
A família Fittipaldi teve muitos motivos pra comemorar em 2014

F3 Alemãclassificação final
Tendo estreado na F3 Alemã em 2009, Markus Pommer ficou no campeonato por três temporadas e depois rodou por F2, AutoGP e Porsche Supercup antes de voltar ao certame neste ano. Com muito mais experiência que os adversários e competindo pela melhor equipe do grid – a Lotus –, o alemão não decepcionou e conquistou a taça de forma dominante com 14 vitórias em 23 corridas, igualando o recorde de João Paulo de Oliveira. O único brasileiro foi Pipo Derani, que participou apenas da rodada de Sachsenring e teve um quinto lugar como melhor resultado.

Adac Mastersclassificação final
Alessio Picariello dominou a Adac Masters de tal forma em 2013 que deixou a sensação que outros jovens pilotos – como Maximilan Günther e Marvin Dienst – poderiam ter ido muito melhor se ele não estivesse no grid. Ledo engano. Os dois germânicos retornaram à categoria para mais um ano, mas não foram páreos para Mikkel Jensen. Após ter estreado no campeonato pela Lotus, o dinamarquês assinou com a Neuhauser e pagou os dividendos da aposta com dez vitórias em 24 corridas, além do título por antecipação. Günther foi o vice e Dienst, apenas o quarto.

F-Renault Alps classificação final
Com um grid recheado de pilotos talentosos, como Nyck de Vries (do programa da McLaren), Charles Leclerc (cujo empresário é Nicolas Todt), Matevos Isaakyan e George Russell, a F-Renault Alps acabou sendo a grande decepção de 2014. Com um formato engessado, com a pole para ambas as corridas sendo definida na mesma sessão classificatória, somente na última etapa do ano um piloto não conseguiu vencer as duas baterias de um mesmo fim de semana. Fora isso, o resultado do domingo era praticamente um espelho do sábado. Melhor para Nyck de Vries, que triunfou nove vezes para ficar com a taça.

Três brasileiros participaram do campeonato. Pietro Fittipaldi fechou em nono, com 43 pontos, após disputar apenas metade da temporada em decorrência de o foco principal ter sido a F-Renault Inglesa. Thiago Vivacqua tomou parte de todas as provas, mas não pontuou e Bruno Bonifacio esteve presente em três rodadas como convidado, conquistando uma vitória.

United Sportscarclassificação final
A primeira temporada da fusão entre Grand-Am e ALMS apresentou diversos problemas em decorrência da união – como a falta de desempenho dos LMP2 –, mas entregou um torneio de boas disputas. E quem levou a melhor foi Christian Fittipaldi e João Barbosa. A dupla da Action Express venceu algumas das principais corridas do ano – as 24 Horas de Daytona e a etapa de Indianápolis, além de Road America – para garantir o caneco ao desbancar o carro campeão do ano passado, o da Wayne Taylor. Oswaldo Negri (ao lado de John Pew) foi o sétimo na divisão Protótipos, enquanto Bruno Junqueira (parceiro de Duncan Ende) fechou em oitavo na LMPC.

F4 Italianaclassificação final
Na estreia do primeiro campeonato seguindo as regras da FIA para a F4, ninguém foi capaz de parar Lance Stroll. Competindo com tudo do bom e do melhor por ser integrante da Academia da Ferrari em um certame apoiado pela Fiat, o canadense não deu chances aos adversários e conquistou a taça com uma rodada de antecipação, tendo vencido sete vezes em 18 corridas. Como o companheiro de equipe Brandon Maisano não pontuava por ter mais de 21 anos, Stroll ainda levou os pontos do ganhador em outras três corridas, mesmo tendo terminado em segundo. Dois brasileiros competiram na F4. João Vieira, protegido de Giancarlo Minardi (aquele) foi o sétimo, com um pódio, e Gustavo Bandeira encerrou em 18º, tendo corrido somente quatro etapas.

Ginetta Junior classificação final
Campeonato mais eclético do Reino Unido por permitir que garotos de 14 anos guiem carros top, a Ginetta Junior serve como primeiro passo no automobilismo tanto para quem sonha com os monopostos quanto para quem pensa no turismo. Enquanto o campeão Jack Mitchell (sete vitórias em 20 corridas) ainda não anunciou o que vai fazer em 2015, o atual campeão mundial de kart, Lando Norris, fechou o ano em terceiro, com quarto triunfos, e já se prepara para correr na MSA F4 no próximo ano. Pedro Cardoso disputou a primeira metade da temporada, conquistou um oitavo lugar como melhor resultado e decidiu retornar ao Brasil para correr na F-Junior.

BTCCclassificação final
Em uma temporada marcada pela polêmica envolvendo a vantagem dos carros com tração traseira, Colin Turkington fez valer o artifício presente na BMW para conquistar o bicampeonato do BTCC, desbancando os times de fábrica da MG e da Honda. O britânico venceu oito vezes em 30 provas e subiu ao pódio em outras 11 oportunidades para ficar com a taça. O campeonato ainda teve o retorno de ex-campeões famosos ao grid, como o próprio Turkington, além de Alain Menu e Fabrizio Giovanardi. Protegido de Gil de Ferran, Jack Clarke foi o 19º.

A tradicional foto com o campeão da MotoGP, Moto2 e Moto3
A tradicional foto com o campeão da MotoGP, Moto2 e Moto3

World Series by Renaultclassificação final
Com um recorde de sete vitórias em 17 corridas, Carlos Sainz Jr conseguiu fazer a carreira ressurgir após perder a vaga na Toro Rosso para Daniil Kvyat ao garantir o primeiro título da Red Bull no certame da Renault. Para isso, o espanhol precisou bater o compatriota Roberto Merhi, sendo que os dois foram especulados na Caterham na F1, provocando uma espécie de confronto direto. Merhi, na verdade, se aproveitou da falta de consistência do rival – os únicos pódios de Sainz foram justamente as vitórias – para engatar uma sequência de três triunfos e dois segundos lugares, entrando na luta pela taça. O piloto da Red Bull, porém, conseguiu se recuperar em Paul Ricard e contou com dois abandonos do adversário em Jerez para ser campeão.

No segundo ano na categoria, Pietro Fantin foi o único brasileiro no certame e obteve um pódio na primeira corrida de Moscou. Ele terminou o ano em 15º, com 34 pontos marcados e duas melhores voltas obtidas.

F-Renault Eurocupclassificação final
Bancado pela McLaren desde o kart, Nyck de Vries ainda não havia mostrado nada de especial nos monopostos Por isso, decidiu permanecer mais um ano na F-Renault Eurocup e usar a experiência para enfim deslanchar. A tática deu certo, e o holandês venceu cinco corridas para terminar com o título. A estatística mais impressionante, porém, foi o garoto ter concluído a temporada com mais que o dobro de pontos de Dennis Olsen, o segundo colocado.

Quatro brasileiros correram na categoria. Bruno Bonifacio começou o ano bem com quatro pódios seguidos – incluindo uma vitória em Spa –, mas depois só pontuou em outras três oportunidades, fechando em quinto. Victor Franzoni correu só em Nürburgring, marcando pontos graças ao nono lugar na primeira corrida. Pietro Fittipaldi foi 14º na segunda corrida de Jerez, enquanto Thiago Vivacqua foi 30º quando andou pela Fortec em Spa e 15º com a JD na rodada final.

F3 Europeia classificação final
Esteban Ocon teve um ano de altos e baixos na F3 Europeia. Mesmo competindo pela poderosíssima Prema, o francês surpreendeu ao garantir o título mesmo sendo um novato. O problema é que ele se envolveu em diversos acidentes bobos na primeira parte da temporada, o que fez as atenções se voltarem para Max Verstappen, que estava numa sequência de seis vitórias seguidas. Ocon terminou como campeão e Verstappen foi apenas o terceiro, mas tendo vencido dez vezes no ano, mais que qualquer competidor. De quebra, o holandês está garantido na F1 no ano que vem pela Toro Rosso. Felipe Guimarães disputou a primeira metade da temporada, fechando em 22º, com cinco pontos, enquanto Sergio Sette Câmara estreou no certame em Ímola, com um 14º lugar como melhor resultado.

ELMSclassificação final
A Alpine garantiu o bicampeonato da European Le Man Series com uma única vitória, mas tendo pontuado em todas as provas, sempre correndo com trio formado por Nelson Panciatici, Oli Webb e Paul-Loup Chatin. Pipo Derani disputou as duas últimas etapas da categoria pela equipe Murphy Prototypes, obtendo uma pole, um pódio e uma volta mais rápida, suficiente para 12º lugar na classificação final.

Auto GPclassificação final
Fazendo jornada dupla por também competir na GP2, Kimiya Sato venceu um campeonato com grid de qualidade duvidosa tendo triunfado em seis das sete corridas principais que participou. Mesmo ficando de fora de duas rodadas por compromissos com a GP2, o nipônico superou Tamás Pal Kiss por 14 pontos. Antonio Pizzonia correu apenas no Estoril, marcou uma volta mais rápida e subiu ao pódio no domingo, na corrida com o grid invertido.

DTMclassificação final
O DTM viveu um campeonato bastante equilibrado em 2014. Prova disso é que nenhum piloto pontuou em todas as etapas e apenas um – Vitaly Petrov – não conseguiu alcançar o top-10. O problema é que não avisaram a Marco Wittmann sobre esse equilíbrio. No segundo ano na categoria, o alemão venceu quatro vezes nas primeiras sete etapas e, como nenhum adversário teve bons resultados de forma frequente, garantiu o segundo título para a BMW com duas provas de antecipação. Augusto Farfus teve uma temporada conturbada, marcada por problemas mecânicos e acidentes, fechando em 13º, com um pódio e 39 pontos.

F4 Inglesaclassificação final
Campeonato mais equilibrado do Reino Unido, a F4 Inglesa chegou à decisão em Snetterton com seis pilotos matematicamente com chances de garantir o título. Entre eles, George Russell e Raoul Hyman, que se enroscaram em ao menos duas vezes durante o ano, fazendo com que o inglês detonasse o desafeto sul-africano. Assim, melhor para Arjun Maini, que abriu uma vantagem de 21 pontos na tabela antes da etapa final. Apesar disso, Russell conquistou uma vitória e um segundo lugar em Snetterton para se sagrar campeão.

Dois brasileiros participaram da categoria. Estreando na Europa, Gaetano Di Mauro mostrou evolução quando passou se dedicar apenas à F4 e encerrou o ano em oitavo, com uma vitória e dois pódios. Gustavo Lima também triunfou uma vez, mas ficou fora das duas últimas rodadas.

F4 Francesaclassificação final
Irmão mais novo de Marco Sorensen, Lasse Sorensen não se intimidou com o grid cheio de jovens badalados, como Dorian Boccolacci, da Lotus. Com oito vitórias e terminando apenas quatro corridas fora do pódio – mesmo com a regra do grid invertido – o dinamarquês garantiu a taça por antecipação, com Boccolacci fechando em segundo. Destaque também para o australiano Joseph Mawson, em quarto, e para o jovem mexicano Patricio O’Ward, de apenas 15 anos, o sétimo.

Maximilan Götz ficou com o título mundial nos GT
Maximilan Götz ficou com o título mundial nos GT

Porsche Supercup classificação final
Para 2014, a Porsche mudou a maneira como seleciona os pilotos à bolsa para correr na Supercup. Desde o fim do ano passado, os campeonatos locais indicam um concorrente e, no fim, a matriz alemã define o vencedor. O primeiro escolhido assim foi Earl Bamber, neozelandês vindo da Porsche asiática. Voltando à Europa após uma passagem apagada pela GP2, ele não se incomodou com a posição de novato. Venceu logo na estreia, em Barcelona, e entre a quarta etapa, em Silverstone, e a segunda corrida em Austin, só ficou fora do pódio uma vez: na primeira bateria em solo norte-americano. E isso porque ele havia se envolvido em um acidente com Kuba Giermaziak, o rival na luta pelo título. Constante e sempre rápido, Bamber garantiu a taça ao terminar em segundo nos EUA e ver o rival polonês ficar pelo meio do grid.

Euroformula Openclassificação final
Após perder o título de 2013 por causa dos descartes, Sandy Stuvik voltou com a faca entre os dentes para a Euroformula Open. Correndo pela favorita RP, venceu 11 das 16 corridas, incluindo uma sequência de sete triunfos seguidos na segunda metade da temporada. Sem adversários, o piloto se tornou o primeiro tailandês campeão de uma F3 na Europa. Destaque também para o espanhol Alex Palou, vindo do kartismo, que obteve três vitórias e perdeu o vice-campeonato por apenas um ponto. Único brasileiro no certame, Henrique Baptista foi o 20º, tendo o sexto lugar na corrida 1 de Hungaroring como melhor resultado.

Blancpain Sprint Seriesclassificação final
Um dos melhores pilotos de GT nos últimos anos, Maximilian Götz garantiu o título da BSS mesmo não tendo pontuado na rodada final, em Baku. Contando com o parceiro e xará, Maximilian Buhk, o alemão ganhou três vezes a corrida principal ao longo da temporada e viu os rivais Hari Proczyk e Jeroen Bleekemolen, da Lamborghini, terem problemas mecânicos no Azerbaijão, o que abriu caminho para a taça. Ao lado de Laurens Vanthoor, Cesar Ramos alcançou três poles, três vitórias em corrida de classificação, mas só um triunfo no evento principal – justamente em Baku – o que os relegou ao quarto lugar na tabela.

Entre os outros brasileiros, Cacá Bueno e Sergio Jimenez mostraram evolução e ficaram em sexto, com cinco pódios, embora ainda persigam a primeira vitória no certame. Matheus Stumpf sofreu com a troca constante de parceiros e foi o 18º. Valdeno Brito fechou em 20º; Nelsinho Piquet, em 24º e os gêmeos Ricardo e Rodrigo Sperafico, em 26º, tendo andando apenas na rodada final. Miguel Paludo não pontuou.

Brasileiro de Turismoclassificação final
Estreando no campeonato após o título da Sprint Race no ano passado, Guilherme Salas herdou a máquina vencedora da W2, que levou Felipe Fraga ao título de 2013, e conquistou a taça com três poles e seis vitórias. O paulista é um dos revelados pela F-Futuro que ainda conseguiram fazer – e bem – carreira no automobilismo

Super Formulaclassificação final
Durante boa parte da temporada, parecia que João Paulo de Oliveira estava no caminho de conquistar o segundo título da principal categoria de monopostos do Japão. O brasileiro havia vencido a primeira bateria em Fuji e a corrida de Motegi, além de ter conquistado duas poles e cinco voltas mais rápidas. Mas um acidente com André Lotterer, quando precisava de uma corrida de recuperação em Sugo, diminuiu as chances. Depois, JP ainda triunfou na bateria 1 da decisão em Suzuka, mas a vitória na segunda corrida foi o suficiente para que Kazuki Nakajima garantisse o bicampeonato.

Nascarclassificação final
Desde o começo da temporada, já estava claro que Kevin Harvick era o piloto a ser batido em 2014. Prova disso foram as 2137 voltas lideradas ao longo do ano, mais que qualquer outro competidor. O problema é que ele não conseguia transformar o desempenho dominante em vitórias e acabava enfrentando algum problema nos boxes ou com o equipamento. Depois de flertar com a eliminação no reformulado Chase após um acidente em Martinsville, Harvick venceu em Phoenix e em Homestead-Miami para garantir o primeiro título da carreira na Sprint Cup. Nelsinho Piquet estreou na categoria em Watkins Glen, pela pior equipe do grid, e terminou em 26º, na volta do líder.

Nationwideclassificação final
O que dizer de um campeonato em que um piloto participa de 26 etapas, vence sete e completa 25 no top-5 e outro competidor corre 11 vezes, ganha cinco e tem dez top-5, mas ambos são proibidos de marcar pontos? Essa foi a Nationwide em 2014, com domínio de Kyle Busch e Brad Keselowski. O título, porém, ficou com Chase Elliott, o melhor entre o resto. O piloto da JR Motorsports triunfou em Darlington, no Texas – contra os principais nomes da Nascar – e em Chicagoland para garantir a taça. A regularidade do garoto de apenas 18 anos também foi impressionante. Basta ver que ele teve mais vitórias e top-5 que o segundo e o terceiro colocados – Regan Smith e Elliott Sadler – somados.

Nascar Truck Seriesclassificação final
No ano passado, Matt Crafton garantiu o título da terceira divisão da Nascar graças à regularidade, com uma sequência de top-10 que durou até as últimas etapas do ano. Dessa vez, o americano deixou a cautela para trás e foi um pouco mais agressivo. Resultado: dois abandonos em 2014, mas também duas vitórias. Foi o suficiente para superar Ryan Blaney por 21 pontos. O destaque do ano, porém, acabou sendo a equipe de Kyle Busch. Competindo por ela, Darrell Wallace Jr conquistou quatro triunfos e terminou a temporada em terceiro. Já Erik Jones participou de apenas 12 corridas, mas chegou na frente em três delas. O garoto dividiu o truck de número 51 com o chefão, Kyle Busch, que acumulou outros sete primeiros lugares.

WTCCclassificação final
Para garantir a chegada da Citroën, a organização do WTCC foi obrigada a antecipar a estreia do novo pacote de regras para 2014. Assim, a montadora francesa pôde se dedicar a construir o novo bólido enquanto as demais fabricantes ainda estavam na luta pelo título do ano passado. Dessa forma, ficou fácil para os gauleses. Eles ganharam 14 das primeiras 16 corridas do ano, deixando a briga pelo campeonato entre os seus pilotos. E quem levou a melhor foi José María López. Disputando a primeira temporada completa no certame, o argentino obteve sete poles e dez vitórias – incluindo a varrida total quando correu em casa – para ficar com a taça com duas rodadas de antecipação, superando o veterano Yvan Muller e o também estreante Sébastien Loeb, megacampeão do WRC.

Super GT classificação final
Tendo vencido em Fuji, João Paulo de Oliveira – correndo ao lado de Hironobu Yasuda – chegou à decisão do campeonato, em Motegi, precisando de um novo triunfo e de uma ligeira combinação de resultados para ser campeão. O problema é que ele se envolveu em um toque com o rival na luta pelo título James Rossiter logo no começo da corrida e ambos não pontuaram. Melhor para Ronnie Quintarelli e Tsugio Matsuda, que venceram e ficaram com a taça. A terceira do italiano no campeonato. Augusto Farfus disputou a etapa de Suzuka na divisão GT300, concluindo em terceiro, ao lado de Seiji Ara e Jörg Müller.

A F1 tem um novo bicampeão
A F1 tem um novo bicampeão

F1classificação final
Desde o primeiro dia da pré-temporada ficou claro que a Mercedes era a equipe a ser batida em 2014. Não só por ter desenvolvido um motor V6 1.6 L turbo muito potente dentro das novas regras, mas também pelo carro bem-nascido. Assim, os resultados não demoraram a aparecer. Nico Rosberg venceu o GP da Austrália e Lewis Hamilton chegou na frente nas quatro etapas seguintes. Apesar disso, entre as corridas do Canadá e da Bélgica, quem mais pontuou foi Daniel Ricciardo. Mas, mesmo com os três triunfos, o australiano ficou pelo caminho, e Hamilton garantiu o bicampeonato com seis primeiros lugares nas últimas sete provas, incluindo no GP de Abu Dhabi, com pontuação dobrada.

No primeiro ano após deixar a Ferrari, Felipe Massa teve um bom desempenho pela Williams e fechou em sétimo. O brasileiro se envolveu em três acidentes em primeiras voltas, mas também subiu ao pódio em três oportunidades, tendo largado na pole na Áustria e lutado pela vitória em Abu Dhabi. Felipe Nasr foi reserva da Williams e apareceu em diversas sextas-feiras, enquanto Rubens Barrichello negociou para voltar à categoria no GP do Brasil, mas os planos foram por água abaixo graças à crise financeira da Caterham.

GP2classificação final
Disputando a quarta temporada da carreira na GP2, Jolyon Palmer iniciou 2014 como o piloto mais rápido nas classificações, o que o levou a cinco pódios seguidos. No meio do caminho, Felipe Nasr conseguiu reagir e enfim começou a vencer na categoria. O brasileiro até chegou a cortar a diferença para o antigo companheiro de equipe, principalmente após os bons duelos nas etapas da Hungria (com vantagem para o inglês) e da Bélgica (com Felipe levando a melhor). O problema é que Nasr parou de largar na primeira fila, o que permitiu não só a Palmer ser campeão por antecipação, mas a Stoffel Vandoorne – com o recorde de quatro poles seguidas – roubar o vice-campeonato. André Negrão teve uma adaptação difícil, mas pontuou frequentemente após as férias de verão e terminou em 12º, com 31 pontos.

GP3classificação final
Alex Lynn teve dois méritos na temporada 2014 da GP3. O primeiro foi largar na pole e vencer nas duas primeiras etapas do ano, em Barcelona e na Áustria. O segundo foi somar pontos importantes enquanto os rivais não conseguiam obter bons resultados de forma constante. Assim, o piloto da Red Bull nunca teve o título ameaçado. Quem mais chegou perto foi Dean Stoneman. O britânico ganhou cinco vezes, incluindo três triunfos nas últimas cinco corridas, mas aí já era tarde demais. Antes mesmo de largar para a primeira bateria de Abu Dhabi, Lynn já sabia que tinha sido campeão. Victor Carbone participou das quatro primeiras rodadas, não marcou pontos e teve o 17º lugar na Espanha como melhor resultado.

F3 Brasilclassificação final
A principal categoria do automobilismo brasileiro foi totalmente dominada por Pedro Piquet. Estreando nos monopostos pela sempre poderosa Cesário, o filho do tricampeão da F1 conquistou 11 vitórias em 16 etapas para ficar com a taça de maneira inconteste. Ele só não triunfou debaixo de chuva em Interlagos, quando acabou superado por Lukas Moraes, que garantiu o vice no retorno da equipe Prop Car ao automobilismo. Na classe Light, Vitor Baptista foi campeão ao ganhar as dez primeiras provas, com direito a três triunfos também no geral.

Brasileiro de Marcasclassificação final
Juliano Moro tem bons motivos para comemorar o ano de 2014. O ex-piloto da Stock Car e agora chefe de equipe no Brasileiro de Marcas não só viu Ricardo Maurício ser tricampeão do certame como também colocou Vicente Orige na segunda posição. O paulista ganhou três provas, incluindo a corrida em duplas, enquanto o catarinense subiu ao alto do pódio em Goiânia, quando a pontuação em dobro estava em vigor.

Uma galera que ganhou alguns títulos importantes
Uma galera que ganhou alguns títulos importantes

Stock Carclassificação final
A principal categoria do automobilismo brasileiro viveu um ano diferente em 2014. Com a mudança de regras, passando a contar com rodadas duplas, demorou um pouco para que pilotos e equipes se adaptassem. Assim, já era tarde demais quando Red Bull e RC, que dominaram o certame nos últimos anos, se encontraram. Melhor para a Full Time. A equipe garantiu o título com Rubens Barrichello vencendo a Corrida do Milhão e a etapa seguinte, em Cascavel. Além disso, o ex-piloto da F1 manteve a regularidade em ambas as baterias, somando pontos importantes para ser campeão. Destaque também para Felipe Fraga, que venceu na estreia na Stock, na corrida de duplas em Interlagos.

Mercedes Challengeclassificação final
Arnaldo Diniz Filho aproveitou a parceria com o promissor Edson Junior nas primeiras etapas para se adaptar rapidamente ao novo carro da Mercedes. Foram três vitórias na campanha, o suficiente para superar o veterano Rodrigo Hanashiro por apenas três pontos.

WECclassificação final
No ano da volta da Porsche e com a Audi dominando mais uma 24 Horas de Le Mans, quem construiu um carro imbatível foi a Toyota. Pela montadora nipônica, Anthony Davidson e Sébastien Buemi ganharam em Silverstone, Spa-Francorchamps, Fuji e Xangai e só ficaram fora do pódio no Bahrein, culminando com a taça de campeões mundiais e enfim desbancando a marca das quatro argolas. Só faltou mesmo a vitória em Le Mans – talvez mais importante que o título –, que mais uma vez ficou com André Lotterer, Benoít Tréluyer e Marcel Fässler, da Audi.

Lucas Di Grassi obteve quatro pódios e fechou em quarto, competindo ao lado do agora aposentado Tom Kristensen. Fernando Rees, com o Aston Martin da Bamboo, foi o 12º na GTE Pro. Bruno Senna correu apenas em Le Mans com a montadora inglesa, enquanto Emerson Fittipaldi voltou às pistas em Interlagos com uma Ferrari da GTE Am.

V8 Supercarsclassificação final
Se a Red Bull não fez valer o domínio dos últimos anos na F1, a história foi diferente no principal campeonato de turismo da Austrália. É verdade que Jamie Whincup teve um começo de campanha complicado, com apenas um pódio entre as etapas de Winton, Pukehoke e Barbagallo, mas o piloto do carro número 1 não se deu por vencido. Encaixou 14 vitórias – incluindo um desempenho dominante nas corridas de endurance – e garantiu a taça com uma vantagem recorde de 583 pontos para Shane van Gisbergen. Esse foi o hexacampeonato de Whincup na V8 Supercars. Menção honrosa para o jovem Scott McLaughlin, que levou a estreante Volvo à quinta colocação, com direito a dez poles.

F4 Sudamericanaclassificação final
Em um campeonato em que apenas dois pilotos participaram de todas as etapas, Bruno Baptista fez valer a regularidade – com 15 pódios em 17 corridas – para conquistar o primeiro título da carreira nos monopostos. A taça poderia até ter vindo antes se não fosse a regra da pontuação dobrada na última etapa, o que permitiu ao também brasileiro Felipe Ortiz a lutar pelo título até o fim. Lucas Kohl, Enzo Bortoleto e Rodrigo Baptista – primo do campeão – também participaram de algumas rodadas.

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4 comentários sobre “Galeria dos campeões de 2014

  1. Boa noite! Acompanho vocês há alguns meses e gostaria de Informar que um Brasileiro venceu a Categoria Novice da Classic Formula Ford Inglesa, Leandro Guedes Equipe Jesus Save. Ele foi Campeão em 2013 – Campeonato Gaúcho Fórmula 1.6 Light.
    Parabéns Publicações.

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