Com dez representantes, o Brasil vai para a disputa da edição de 2022 do Mundial de Kart com chances de conquistar bons resultados.

Se no ano passado Rafael Câmara era o favorito à taça, desta vez nenhum piloto brasileiro chega ao torneio tendo sobressaído tanto no restante do ano.

Mas isso não quer dizer que os representantes do país estejam fora da briga. Pelo contrário. Do veterano Matheus Morgatto a Matheus Ferreira, em seu primeiro ano na divisão OK, os brasileiros podem surpreender e repetir o desempenho de Gastão Fráguas e de Ruben Carrapatoso, até hoje os dois únicos nomes do Brasil que já foram campeões mundiais de kart.

Confira abaixo quem são os pilotos brasileiros que buscam levar o país ao degrau mais alto do pódio:

Matheus Morgatto (OK)

Será que chegou o grande momento da carreira de Morgatto? Considerado um dos veteranos do kartismo internacional, aos 18 anos de idade, o brasileiro dominou as baterias classificatórias do Mundial e chega ao último dia de competições como um dos favoritos.

As regras do Mundial são um pouco diferente do que acontece nos carros de fórmula, por exemplo. Quem vence uma bateria não marca ponto nenhum. O segundo colocado leva dois, o terceiro soma três e assim por diante. Daí, quem tiver menos pontos é quem larga na frente na pré-final.

Nas quatro baterias classificatórias, Morgatto acumulou apenas dois pontos (venceu três e foi segundo em outra). Para ter ideia do domínio do brasileiro, o vice-líder, o sueco Oscar Pedersen, somou 14.

Além da experiência, o brasileiro ainda conta com o bom equipamento da Kart Republic, marca que vem dominando o kartismo internacional nos últimos anos.

Para além do Mundial, resta ver se o brasileiro fará sua transição para os monopostos, carros de turismo ou seguirá carreira no kartismo.


Gabriel Gomez (OK)

Destaque do ano passado, quando conquistou a pole-position para o Mundial apesar de não disputar o calendário internacional completo, Gomez vem tendo um 2022 de altos e baixos.

Defendendo a equipe de fábrica da CRG e com foco na Europa, o brasileiro venceu o Italiano de Kart, disputado na mesma pista de Sarno em que acontece o Mundial. Também foi o 13º no Europeu, o melhor brasileiro na classificação, e no Champions of the Future, campeonato conhecido por ser o “open” das grandes competições, ficou um pouco mais atrás, em 18º. Além disso, tem na carreira o tricampeonato do Brasileiro de Kart.

Com 15 anos completados, resta ver se Gomez ficará mais um ano no kartismo ou se começará a pensar na transição para os monopostos em breve.


Matheus Ferreira (OK)

Integrante da academia de pilotos da Alpine, Ferreira foi um dos destaques da tomada de tempos do Mundial, na qual ficou com a segunda posição no geral.

Se no ano passado era um dos favoritos na divisão OKJunior, em 2022 Ferreira vai tendo uma adaptação um pouco mais devagar à OK. Começou o ano forte, é verdade, com o vice da WSK Winter Series, mas depois não figurou no top-5 na classificação final de nenhum outro dos grandes campeonatos do ano.

No Mundial, porém, vem andando bem. Vai largar em nono em sua pré-final, mas porque acabou somando muitos pontos devido a um abandono. Do contrário, tinha ritmo para brigar pelas primeiras filas. Se conseguir ganhar posições rapidamente, pode lutar pela taça.


Olin Galli (OK)

Veteranaço dos Brasileiros de Kart – onde já conquistou dez títulos -, Galli tem sido o companheiro de Gomez na equipe de fábrica da CRG.

Pela fabricante, disputou o Europeu, sendo o 14º colocado na classificação final, mesma posição obtida no Mundial de 2021, quando foi o melhor brasileiro na divisão OK.

Galli tem um estilo que lembra Carlos Sainz Jr., de nunca estar entre os mais cotados nos torneios internacionais, mas ter um bom ritmo de prova e conseguir avançar posições com certa facilidade.


Filippo Fiorentino (OK)

Estreante nas grandes competições internacionais neste ano, Fiorentino fez a transição da divisão OKJunior para a OK em meio à temporada 2022. Por isso, é difícil exigir qualquer resultado dele.


Miguel Costa (OKJunior)

Integrante da academia da Sauber de jovens pilotos, Costa já é um veterano do calendário internacional de competições.

Após conquistar um décimo lugar no Mundial do ano passado, quando fazia sua estreia na competição, Costa vem tendo um 2022 em que tem conseguido certa consistência de resultados.

Foi oitavo no Champions of the Future, 11º no WSK Super Master Series e 13º na WSK Euro Series. Se não fossem os problemas nas baterias classificatórias, estaria cotado para repetir o top-10 de 2021 no Mundial.


Gabriel Moura (OKJunior)

Moura surpreendeu e foi o melhor brasileiro após as baterias classificatórias, ficando com a 30ª colocação entre os 109 pilotos da divisão OKJunior. Larga em 15º em sua pré-final e tem chances de avançar à final.


Enzo Nienkotter (OKJunior)

Vindo de uma tradicional família do automobilismo de Santa Catarina, Nienkotter tem pouquíssima experiência internacional no currículo.

O filho do ex(?)- piloto Leonardo Nienkotter vem acumulando mais sucesso no Brasil, onde já foi duas vezes campeão nacional.

No Mundial, vem tendo um bom desempenho para um novato, tendo avançado para o último dia de competições e tomará parte da pré-final.


Gabriel Sano (OKJunior)

Indicado pela CBA para defender o Brasil no Troféu Academia, competição da FIA em que cada país geralmente tem um único representante, Sano vai tendo uma estreia complicada nas provas internacionais: terminou o Troféu Academia sem marcar pontos e não avançou para o último dia de corridas do Mundial.


Alfredinho Ibiapina (OKJunior)

Presença frequente nos autódromos e kartódromos desde quando era criança, Ibiapina faz sua estreia nas competições internacionais.

Agora que você conhece os brasileiros no Mundial de Kart, pode clicar aqui para ver os resultados do fim de semana nas principais categorias do automobilismo mundial, incluindo das corridas decisivas do torneio na Itália.

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Mais experiente, Gabriel Gomez vai para seu segundo Mundial de Kart – foto: bruno gorski/kgcom/divulgação