Os rumores e especulações envolvendo Ferrari, Alfa Romeo e Haas no mercado de pilotos para a temporada 2023 da F1 são o assunto deste post.

Para não deixar este texto muito longo, dividi as dez escudeiras da principal categoria do automobilismo mundial em partes. Para acessar a primeira, com as especulações de Mercedes, McLaren, Aston Martin e Williams, é só clicar aqui.

E aqui o texto sobre Red Bull, AlphaTauri e Alpine.

Ferrari na F1 2023

2022 – Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr.
2023 – Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr.

Para a alegria do torcedor ferrarista, a tradicional escuderia italiana merece muitos elogios por sua atuação no mercado de pilotos.

Ao garantir Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr até o fim do campeonato de 2024, a Ferrari tirou parte da pressão que estava em cima deles para mostrar resultado, o que é muito importante, levando em conta que estamos falando de dois competidores que costumam cometer erros.

Leclerc, por exemplo, bateu sozinho enquanto liderava o GP da França e também em Imola, quando perseguia Max Verstappen na briga pela vitória. Já Sainz começou a temporada com acidentes em pistas como Melbourne e também em Imola.

Além disso, ao não precisar pensar nos pilotos para os próximos anos, a equipe pode se concentrar em reforçar outras áreas, como o estrategista…


Alfa Romeo na F1 2023

2022 – Valtteri Bottas e Guanyu Zhou
2023 – Valtteri Bottas e Guanyu Zhou (?), Theo Pourchaire (?)

Após deixar a Mercedes, onde foi escudeiro de Lewis Hamilton por cinco temporadas, Bottas se encontrou na Alfa Romeo. Com contrato até o fim de 2025, o finlandês teve uma primeira metade de campeonato bastante promissora: é o nono na tabela, com 46 pontos. Está à frente, por exemplo, de Fernando Alonso, da Alpine, e de Daniel Ricciardo, da McLaren.

Já Guanyu Zhou vem tendo uma estreia na F1 um pouco mais complicada. Nas 13 corridas realizadas até aqui, ficou marcado mesmo pelo grave acidente que sofreu na largada do GP da Inglaterra — no qual não teve culpa.

Fora isso, foi oitavo no GP do Canadá, décimo na estreia no GP do Bahrein e só. Tem só cinco pontos acumulados, cerca de 10% dos obtidos por Bottas. Para piorar, até agora, a Alfa Romeo não recebeu a enxurrada de patrocinadores vindos da China que estava esperando ao acertar com o jovem asiático.

Ainda que Zhou tenha sido prejudicado por falhas mecânicas e por se envolver em acidente dos quais geralmente não tem culpa, nem os resultados, nem a questão econômica justificam sua manutenção na segunda vaga na Alfa Romeo.

Só que o chinês tem sido elogiado pelo chefe da esquadra suíça, Fred Vasseur, e pode continuar no carro em 2023.

Com isso, quem ficaria sem vaga na F1 seria o francês Theo Pourchaire, atual vice da F2 e que defende a academia de jovens pilotos da Sauber desde que saiu do kartismo.

Seria melhor a Alfa Romeo aprender com as lições da Alpine. A escuderia francesa achava que poderia enrolar sua principal promessa por anos, até ver seu pupilo recusar a vaga de titular e se acertar com outro time. Não duvido nada que uma situação parecida possa acontecer com a Alfa.


Haas na F1 2023

2022 – Kevin Magnussen e Mick Schumacher
2023 – Kevin Magnussen e Mick Schumacher (?), Antonio Giovinazzi (?), Robert Shwartzman (?), Pietro Fittipaldi (?), Felipe Drugovich (?)

Depois de ser a pior equipe do grid em 2021, quando nem se quer pontuou, a Haas vem tendo uma temporada 2022 bem melhor. Por enquanto, soma 34 pontos, com 22 obtidos por Kevin Magnussen e 12, por Mick Schumacher.

O dinamarquês, que retornou à F1 neste ano em cima da hora devido ao início da Guerra da Ucrânia e à demissão de Nikita Mazepin, está assegurado no grid até o fim de 2023.

O mesmo não pode ser dito de Schumacher. O alemão demorou para engrenar, tendo pontuado pela primeira vez somente na décima etapa de 2022. Antes disso, ficou marcado pelos fortes acidentes sofridos em etapas como Arábia Saudita, Canadá e Mônaco.

Se Schumacher sair, a tendência da Haas é apostar em um piloto experiente. Como a esquadra americana tem uma parceria com a Ferrari, o nome mais cotado é o de Antonio Giovinazzi, que correu na F1 de 2019 a 2021 pela Alfa Romeo.

O problema é que o italiano pouco empolga. Em 60 GPs pela Alfa pontuou somente nove vezes. Neste ano, esteve na Formula E, jamais chegou no top-10 (embora corresse pela Dragon, a pior equipe do grid) e foi completamente superado por Sergio Sette Câmara, seu companheiro.

Outras opções para a Haas seria buscar algum veterano que acabe sem vaga (alô Daniel Ricciardo), promover mais algum jovem da Academia da Ferrari, como Robert Shwartzman, ou ir atrás de Felipe Drugovich, que hoje lidera a F2. Para o brasileiro ter alguma chance, precisar levar patrocínio à esquadra, ao menos na mesma quantidade que Schumacher hoje carrega.

Mas restam dúvidas se o time americano seria o melhor lugar para um piloto fazer sua estreia na F1.

Você pode clicar aqui para ver a primeira parte do post, com os rumores sobre Mercedes, McLaren, Williams e Aston Martin. E aqui para conferir o texto de Red Bull, AlphaTauri e Alpine.

Haas branca e vermelha de Kevin Magnussen fazendo curva para a direita, na frente da McLaren de Daniel Ricciardo
Kevin Magnussen foi confirmado só de última hora na F1 2022, mas já se garantiu no mercado de pilotos para a temporada 2023 – foto: fuji.tim/CC BY-SA 2.0