Tiago Monteiro chega para a disputa da etapa de Vila Real, em Portugal, do WTCR 2022 como o piloto mais experiente do grid. Não pela idade. Aos 45 anos, está longe dos 52 de Yvan Muller. Mas por ser o único dos 17 competidores que já tomou parte da F1 e da Indy.

Até o ano passado, o grid também com outro ex-F1, o veteraníssimo Gabriele Tarquini. Mas agora apenas Monteiro tem passagem pela principal categoria do automobilismo mundial.

Apesar de toda a experiência acumulada, 2022 vem sendo um ano complicado para ele. A Honda não tem andado bem como um todo, e o ex-F1 ocupa a 16ª posição na tabela, mas à frente do húngaro Atila Tassi, seu companheiro de equipe.

Será que correndo em casa o piloto conseguirá dar a volta por cima e conquistar um bom resultado na temporada 2022 do WTCR? Confira abaixo quem serão seus principais adversários na luta por um pódio em Vila Real.

Mikel Azcona (Hyundai)

Sedan Elantra cinza e vermelho de Mikel Azcona estacionado

Único piloto a ter ganhado corridas em cada uma das três etapas disputadas até agora na temporada 2022 do WTCR (a rodada da Alemanha foi cancelada devido a problemas nos pneus), Azcona está recebendo a grande chance de sua carreira ao ter assinado com a equipe de fábrica da Hyundai.

Aos 25 anos de idade, o espanhol fez carreira em carros de turismo e acumula dois títulos no Europeu de TCR, em 2018 e em 2021 (quando já disputava o WTCR simultaneamente).

No WTCR desde 2019, beliscou ao menos uma vitória a cada ano até aqui. Só que por andar pela Cupra, marca ibérica que não tem investido pesadamente no campeonato, acabava ficando de fora da luta pelo título. Seu melhor resultado na classificação final até agora foi o sexto posto, justamente em seu ano de estreia no mundial.

Para 2022, a Hyundai passou por uma reformulação após os fracos resultados nos dois anos anteriores e tirou Azcona da Cupra para substituir Tarquini a bordo do Elantra. Por enquanto, vem dando certo, e o espanhol é o líder da tabela com 129 pontos.


Yann Ehrlacher (Lynk & Co)

sedan azul cyan da Lynk & co de número 68, com Yann Ehrlacher, fazendo curva para a esquerda

Atual campeão do WTCR, Ehrlacher vem sendo o grande nome desde que a categoria voltou às pistas após a pausa forçada pela pandemia em 2020. Desde então, nunca brilhou (foram cinco vitórias e outros cinco pódios em 32 corridas nas duas campanhas vitoriosas), mas fez valer a consistência para conquistar as taças.

Neste ano, o francês ainda precisa ligar o modo turbo. Em três etapas até aqui, obteve um único pódio, com a segunda colocação na primeira bateria de Hungaroring. É o quinto na tabela, com 92 pontos, mas está somente três atrás da vice-liderança, por ora ocupada pelo belga Gilles Magnus, da Audi.

A Lynk & Co. nunca economizou nas ordens de equipe para garantir que um de seus pilotos fosse campeão, o que tem irritado seus adversários. Neste ano, aliás, já houve algumas inversões de posições entre os representantes da marca chinesa.

O que pode complicar para Ehrlacher é que um de seus companheiros, o uruguaio Santiago Urrutia, está mais bem classificado, ocupando a terceira colocação no campeonato, e pode acabar priorizado na hora que a Lynk & Co. for definir quem vai chegar na frente.


Esteban Guerrieri e Nestor Girolami (Honda)

Companheiros de Tiago Monteiro na Honda, geralmente os dois pilotos argentinos aparecem como principais adversários da Lynk & Co. no WTCR.

Só que neste ano a montadora japonesa como um todo vem deixando a desejar.

Entre seus representantes, Girolami é quem está na frente. Tendo triunfado na abertura do campeonato, em Pau, o argentino é o sexto colocado na tabela, com 82 pontos. Guerrieri, que foi o segundo colocado nessa mesma corrida, está mais atrás, em nono, com 67.

Será que ainda dá tempo de a Honda se recuperar e levar seus pilotos à briga pela taça?


Rob Huff (Cupra)

Detalhe do farol

Campeão do WTCC em 2012, o veterano piloto britânico tem sido um dos destaques do WTCR em 2022.

Pela Cupra, Huff vem surpreendendo. Terminou as últimas três corridas (uma em Hungaroring e duas em Aragón) na segunda colocação, o que o colocou no quarto posto na tabela, com 93 pontos.

Como Azcona mostrou em anos anteriores, a Cupra é competitiva o suficiente para brigar por pódios e vitórias. Mas falta ver se a montadora terá a consistência necessária para o piloto lutar pelo campeonato.

Agora que você conhece os principais adversários de Tiago Monteiro na temporada 2022 do WTCR, pode clicar aqui para conferir o grid completo.

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