Não é muito comum as equipes da Indy terem programas de jovens pilotos para descobrir primeiro os próximos talentos do campeonato americano. Mas nesta semana a Ganassi anunciou um acordo com Kyffin Simpson, de 17 anos, que em 2022 corre na Indy Lights.

Simpson será treinado pela tradicional esquadra de olho em logo logo ser promovido a um dos carros na categoria principal.

Mas fica a dúvida: será que vai dar certo?

Toda a desconfiança é porque essa não é a primeira vez que a Ganassi anuncia um programa de jovens pilotos. Em 2015, o time fechou um acordo com o canadense Devlin DeFrancesco, então considerado uma promessa do kartismo, para prepará-lo para oportunidades que pudessem se abrir tanto na Indy quanto na Nascar.

Apesar de toda a divulgação, o programa jamais foi para a frente. DeFrancesco se mandou para a Europa, onde correu de F4 e F3 antes de voltar aos EUA, em 2020. Só que aí assinou com Andretti, justamente uma das principais concorrentes da Ganassi.

Atualmente, DeFrancesco é o 24º em sua temporada de estreia na Indy, tendo obtido um 17º posto, em Barber, como melhor resultado até agora. O canadense, porém, chamou mais a atenção por ter causado diversos acidentes na etapa do Texas, sua primeira em um oval.

Os pilotos veteranos na Indy 2022

O motivo pelo qual as equipes da Indy não costumam apostar no desenvolvimento de jovens pilotos é que podem acabar atraindo competidores mais experientes e que já se provaram nas principais categorias do automobilismo mundial.

A própria Ganassi já trouxe Marcus Ericsson (ex-F1), Jimmie Johnson (ex-Nascar) e Alex Palou (ex-F3 e Super Formula). Ou seja, acaba não compensando tanto treinar um piloto nos próprios Estados Unidos.

Só que essa é uma tendência que vem mudando. Pato O’Ward, terceiro colocado na classificação final do ano passado, fez carreira nos EUA, assim como Kyle Kirkwoord, que é apontado como novo piloto da Andretti na temporada 2023 da Indy, e Rinus VeeKay, destaque da ECR e especulado em um terceiro carro da McLaren, entre outros.

Por isso, começou a fazer mais sentido que os grandes times da Indy passassem a olhar para o que acontece nas categorias de base dos EUA.

Daí a escolha por Simpson, que é considerado promissor. No ano passado, ele foi o campeão da F-Regional Americas, com sete vitórias e outros seis pódios em 18 corridas. Em que pese o grid não ser tão forte assim e ligeiramente passar dos dez competidores por etapa.

Pelo título, Simpson até ganhou uma bolsa para correr na Super Formula, mas a recusou para seguir carreira nos EUA. Atualmente, é o 11º (de 15 pilotos) na temporada 2022 da Indy Lights, com um quinto lugar, em Barber, como melhor resultado.

Ou seja, o piloto de Barbados ainda tem um longo caminho pela frente caso um dia queira defender a Ganassi na Indy.

Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos da Indy no misto de Indianápolis, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.