O ano de 2022 começou muito bem para alguns pilotos do mundo da MotoGP. Mas se você estiver pensando em Fabio Quartarato, Pecco Bagnaia, Marc Márquez ou Joan Mir, estará muito enganado. Os destaques são outros.

O primeiro é o italiano Danilo Petrucci, que deixou a categoria no fim do ano passado após defender a Tech 3 (equipe satélite da KTM) por somente uma única temporada e ter feito carreira na Ducati.

Na MotoGP, Petrucci não estava entre os pilotos mais brilhantes, mas constantemente brigava pelas primeiras colocações, principalmente em seus anos na Pramac e se a corrida estivesse sendo disputada em pista molhada.

Fora da principal categoria do motociclismo, o italiano assinou contrato com a KTM para disputar o Dakar, em sua primeira experiência no off-road. A adaptação foi bastante atribulada. Entre o fim da temporada 2021 da MotoGP e o começo do rali, o piloto quebrou o tornozelo em um treino e depois testou positivo. Sua participação no Dakar só foi confirmada de última hora.

No rali, demorou pouco para suas perfomances chamarem a atenção. No quarto estágio, terminou na terceira colocação, antes de sofrer uma punição. No dia seguinte, conquistou a vitória em um dos trechos mais difíceis, 346 km nos arredores da cidade de Riyad.

Petrucci, assim, se tornou o primeiro piloto da MotoGP a ter vencido uma especial do Dakar.

Ele só não está na luta pelo título do maior rali do mundo, porque sofreu com problemas mecânicos na moto, nos primeiros dias do evento, e tinha perdido o celular, por isso não pôde ligar para sua equipe e solicitar apoio mais rápido.

Com 1,80m de altura, Petrucci é considerado um alto para os padrões da MotoGP. Em comparação, Márquez tem 1,69m. Ou seja, significa mais peso em cima da moto, mudança no centro de gravidade e no equilíbrio do equipamento. Essa, aliás, foi uma das razões para que o italiano deixasse as competições nos autódromos. Como no rali isso não importa tanto, a tendência é que Petrucci possa continuar se destacando, principalmente conforme for acumulando experiência.

O outro piloto da MotoGP que já sentiu o gostinho de subir ao pódio em 2022 é Luca Marini.

Luca Marini, da MotoGP para as quatro rodas

O italiano participou no fim de semana das 12 Horas do Golfo, tradicional corrida de carros GT3 que acontece em Yas Marina.

Geralmente, a prova não costuma atrair os grandes nomes da modalidade, tanto que a principal atração da edição deste ano era Valentino Rossi, que iria dividir uma Ferrari com Marini, seu meio-irmão, e com Alessio Salucci, diretor esportivo da academia de Rossi.

O “Doutor” ainda não anunciou seus planos para a temporada 2022, mas já indicou que pretende disputar categorias de carro GT, então as 12 Horas do Golfo seriam uma “palhinha” do que pode vir pela frente no resto do ano.

Só que Rossi precisou ser colocado em quarentena às pressas e foi substituído pelo veterano italiano David Fumanelli na Ferrari de número 46. Sem o megacampeão da MotoGP, o trio não fez feio e terminou somente atrás das duas Mercedes que eram favoritas. Na divisão Pro-Am, ficaram com o vice-campeonato.

Será que o bom desempenho de Petrucci e Marini pode fazer com que mais pilotos da MotoGP aproveitem o intervalo entre as temporadas para participar de outras competições? Pode ser interessante, principalmente para quem não defende equipes de fábrica.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos das 12 Horas do Golfo, única das grandes categorias do automobilismo mundial a ir à pista no fim de semana.

E abaixo você pode assistir à emocionante entrevista de Danilo Petrucci após vencer o quinto estágio do Dakar 2022: