A temporada 2022 da Formula E ainda não começou, mas na última semana já pudemos dar uma espiadinha no que vem por aí. A categoria de carros elétricos realizou três dias de treinos coletivos na pista de Valência, na Espanha, e testou o novo regulamento que entrará em vigor no próximo ano.

Entre as novidades estão a chamada “prorrogação” (a partir de agora, se o safety-car for acionado em uma corrida, o tempo gasto atrás do carro de segurança será acrescido no fim da prova) e o novo formato de classificação, com disputas mata-mata.

Também foi a oportunidade de ver em ação as novas pinturas de algumas equipes e os números escolhidos por cada piloto. Veja abaixo cinco curiosidades sobre eles.

1) Nada de número 1

Mais uma vez, o campeão da Formula E não quis ficar com o número 1. Vencedor de 2021, o holandês Nyck de Vries escolheu manter o 17, em sua última temporada pela Mercedes. Afinal, a montadora alemã já anunciou que vai deixar a categoria no fim de 2022 para se concentrar somente na F1.

2) Nem tudo é questão de escolha

Assim como acontece na F1, na Nascar, na MotoGP e em muitos outros campeonatos ao redor do globo, os pilotos da Formula E podem escolher o número de seus carros.

Quer dizer, quase todos os competidores têm essa chance. Três equipes, no entanto, exigem que seus representantes corram com uma numeração fixa.

A Nissan, por exemplo, tem em seus carros os números 22 e 23. Essa é uma tradição que acompanha a marca em praticamente todos os campeonatos de que toma parte. O motivo é que 23, em japonês, lê-se “ni san”, que é o próprio nome da empresa.

Já a Andretti estipula que seus pilotos usem o 27 e o 28, assim como acontece na Indy. Essa era uma exigência presente mesmo na época em que a BMW era dona da equipe.

A NIO333, para a surpresa de ninguém, determina que seus carros tenham os números 3 e 33.

Só que houve uma novidade para este ano. Até 2021, os algarismos selecionados pela NIO eram o 8 e o 88. O 8 em chinês indica boa sorte e sucesso, por isso a opção por ele.

3) O curioso caso de Maximilan Gunther

Agora que você já conhece quais são as escuderias exigentes quando o assunto é o número de seus pilotos, o que dizer de Maximilian Gunther?

O alemão até a temporada passada defendia a BMW i Andretti e, portanto, era obrigado a correr com o 28. Para este ano, foi contratado pela Nissan, tendo que ostentar o 22.

Será que algum dia ele vai poder selecionar um número para ele?

4) Mas e a Mahindra?

Alguém mais atento pode dizer que a escuderia indiana também não deixa seus representantes livres. Afinal, Alexander Sims é dono do 29 e Oliver Rowland, do 30.

Mas aí acaba sendo uma coincidência. Em 2021, por exemplo, a escuderia contava com Alex Lynn, com o 94. Antes, a esquadra alinhava Jérôme D’Ambrosio, cujo número preferido era o 64.

5) Wehrlein de volta ao número que ama

Aliás, o caso de Wehrlein indica muito bem como o mercado de pilotos da Formula E pode afetar qual algarismo é usado por cada competidor.

Desde seus anos no DTM, o alemão da Porsche ostenta o 94, uma referência ao ano em que nasceu.

Só que para as últimas etapas do campeonato de 2020, ele acertou com a Porsche e foi substituído para as corridas na Alemanha por Alex Lynn na Mahindra. Em 2021, Lynn renovou com a esquadra indiana e permaneceu com o 94, enquanto Wehrlein, ao voltar ao campeonato, precisou buscar o 99 como alternativa.

Para 2022, Lynn ficou sem vaga na Formula E e vai defender a Ganassi na Imsa. Werhlein, assim, percebeu a oportunidade e pegou o 94 de volta para ele. Quem também se deu bem com tudo isso foi Antonio Giovinazzi, novo contratado da Dragon, que poderá estrear nos carros elétricos com o 99, numeral usado por ele desde que estava no kartismo.

Agora que você conhece as curiosidades sobre os números das Formula E, pode clicar aqui para conferir o grid completo da temporada 2022.