Já estamos quase no Natal. E agora, sim, podemos dizer que a temporada da F4 Italiana está chegando ao fim. Nos dias 2 e 3 de novembro, a categoria realizou suas últimas atividades de pós-temporada, na pista de Vallelunga, e mais uma vez o brasileiro Rafael Câmara teve bom desempenho, prestes a estrear no campeonato em 2022.

A diferença em relação aos treinos em Mugello e em Misano é que dessa vez Câmara andou pela Iron Lynx, equipe satélite da Prema na F4 Italiana.

Na realidade, as duas escuderias já tinham uma parceria técnica desde 2020, e nos últimos meses a Iron Lynx acabou comprando a Prema. O foco da Iron Lynx é as corridas de longa duração, tanto que, após a aquisição, a Prema também vai estrear no endurance em 2022.

Mas quando o assunto é categorias de base rumo à F1, a Prema é quem tem maior expertise e sucesso, por isso atua como time A, enquanto a Iron Lynx, apesar de ser dona da coisa toda, é a satélite.

Ainda assim, a Iron Lynx não é ruim. Em 2021, a esquadra levou o italiano Leonardo Fornaroli à quinta colocação na F4 Italiana, com duas poles e uma vitória. Também inscreveu o carro usado pela belga Maya Weug, vencedora da seletiva Girls on Track e integrante da Academia da Ferrari.

Apesar de ter testado pela Iron Lynx em Vallelunga, não quer dizer que Câmara vá andar pela escuderia em 2022. Como a Prema não participou dos treinos desta semana, fazia sentido ele pegar uma carona no time satélite para acumular quilometragem no F4 antes de sua estreia na categoria no ano que vem.

O brasileiro, inclusive, se destacou. Foi o vice-líder na quinta-feira, terminando 0s725 atrás de Alex Dunne, o mais rápido.

Quem andou na frente nos testes da F4 Italiana em Vallelunga

Só que a quinta-feira foi um dia de pista molhada. Na sexta-feira, com o asfalto seco, todos os pilotos baixaram suas marcas, e Câmara terminou em sexto, menos de 0s4 atrás do francês Marcus Amand, o que não deixa de ser um bom resultado.

Amand, aliás, liderou o domínio da esquadra alemã US, que colocou seus representantes nas três primeiras colocações. Atrás do francês vieram Nikhil Bohra, de Cingapura, que está fazendo a transição do kartismo para os monopostos, e Dunne, que já tem experiência de ter participado de dezenas de corridas de F4 em 2021 e é um dos fortes candidatos ao título da F4 Alemã no ano que vem.

Martinius Stenshrone, protegido de Nicolas Todt, apareceu na quarta colocação no primeiro carro da Van Amersfoort. A escuderia holandesa também teve Brando Badoer (filho do ex-F1 Luca Badoer) em quinto e Eron Rexhepi em sétimo.

Em Misano e em Mugello, Emerson Fittipaldi Jr já tinha testado pelo time, mas dessa vez ele ficou de fora.

Em meio ao sanduíche da Van Amersfoort, Câmara foi o sexto.

O oitavo posto foi do “tuga” Ivan Domingues, que, assim como o brasileiro, andou pela Iron Lynx. Só que seu melhor giro ficou a quase 1s do obtido por Câmara.

Alfio Spina, piloto italiano de certo destaque no kartismo, obteve o nono posto, enquanto Victoria Blokhina foi a décima.

A competidora, aliás, é uma das quatro finalistas da segunda seletiva do Girls on Track. Por já estar testando pela F4 Italiana, pode indicar que planeja disputar a categoria em 2022 com ou sem o prêmio e a vaga na Academia da Ferrari.

A F4 Italiana 2022 deve ter um dos grid mais fortes vistos nos últimos anos, e você pode clicar aqui para conferir quem já está confirmado.

E abaixo você confere a soma dos tempos dos treinos de pós-temporada da F4 Italiana 2022 em Vallelunga (clique na imagem para ampliar, se necessário):

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