A temporada 2021 do DTM mal acabou (e de uma maneira bem polêmica), mas equipes e pilotos já estão pensando em 2022.

No início de mês de novembro, a Mercedes realizou o chamado treino dos novatos, quando competidores que nunca correram na categoria têm a primeira oportunidade de conhecer o equipamento. Essa era uma atividade bastante comum na época que a extinta F3 Euro fazia a preliminar do DTM e servia para avaliar justamente os jovens que estavam saindo dos monopostos. Mas havia dúvida sobre se o teste seria realizado neste ano, após achegada do regulamento GT3.

Não só foi realizado como reuniu alguns pesos-pesados. A Mercedes escalou quatro pilotos que estavam (ou estão) no caminho para a F1.

São eles: Jake Hughes, Lirim Zendeli, David Beckmann e David Schumacher.

Beckmann e Zendeli chegaram ao treino dos novatos em situação parecida. Ambos tiveram destaque em categorias de acesso da Alemanha, começaram 2021 em equipes medianas da F2 e perderam a vaga que ocupavam por falta de patrocínio.

Zendeli tinha sido campeão da F4 Alemã em 2018 e recentemente anunciou que não vai correr nas duas etapas finais da F2 pela MP, sendo substituído por Clement Novalak. No momento, ocupa a 17ª colocação no campeonato.

Já Beckmann tomou parte das duas primeiras rodadas pela Charouz, mas perdeu o posto para Enzo Fittipaldi. Ganhou sobrevida com a Campos, no carro que já foi de Gianluca Petecof e Matteo Nannini. É o 12º na tabela, com dois pódios obtidos até aqui.

O outro nome vindo da F2 é Hughes, que participou das duas últimas etapas pela HWA, tendo conquistado um quarto lugar. Apesar da pouca experiência na principal categoria de acesso da F1, o britânico é constantemente criticado por já ter 27 anos e até agora não ter ido para um campeonato profissional. O DTM, assim, pode ser uma boa oportunidade para ele.

O sobrenome Schumacher de volta ao DTM em 2022?

O último do quarteto é o que mais chama a atenção, justamente pelo sobrenome: David Schumacher.

O filho de Ralf Schumacher (que também esteve no DTM de 2008 a 2012) nem teve um ano ruim na F3 em 2021. Foi o 11º na tabela, com uma vitória e outro pódio. Só que a falta de perspectiva para um dia chegar à F1 (o primo Mick, mesmo campeão da F2, com apoio da Ferrari e de patrocinadores só teve vaga na pior equipe do grid) pode fazê-lo seguir os passos do pai e já no ano que vem se dedicar à categoria de GT3.

Para o DTM é bom, porque significa o retorno do sobrenome mais famoso do automobilismo alemão às suas pistas.

Mas o que chama a atenção nessa escalação da Mercedes é que os quatro pilotos são muito qualificados. Todos eles de certa maneira estiveram na boca de chegar à F1, o que é bastante incomum para essa atividade. Geralmente participam do treino dos novatos nomes vindos da F3 e alguns jovens descobertos em torneios menos conhecidos da Europa e da própria Alemanha.

Sinal que o grid do DTM em 2022 pode ser ainda mais forte que o deste ano.

Também estiveram no treino dos novatos Jonathan Aberdein (que já correu no DTM, mas antes da chegada do GT3), Esteban Guerrieri (do WTCR), Reema Juffali (primeira mulher da Arábia Saudita a ser pilota) e William Tregurtha (revelação do GT4).

Você pode clicar aqui para ver como o grid do DTM 2022 está sendo montado.

Ralf Schumacher passou pelo DTM após deixar a F1. Agora seu filho pode seguir os mesmos passos