Com apenas nove carros no grid, a F4 Alemã bateu recorde negativo de participantes na rodada de Sachsenring, a quarta da temporada 2021.

Antes, o menor número de competidores tinha sido na primeira etapa de 2020, em Lausitzring, com 11 pilotos. Mas essa tinha sido a primeira prova na retomada do automobilismo no ano passado, em uma época de fronteiras fechadas e de rígidos protocolos sanitários em toda a Europa.

Situação bem diferente da vivida pela própria categoria em 2016, quando o grid facilmente passava dos 30 carros e, em alguma etapas, havia até pré-classificação, uma vez que os circuitos não comportavam tantos inscritos.

Para falar a verdade, o número tão baixo de participantes em Sachsenring foi uma surpresa. Nas duas primeiras rodadas da temporada 2021 da F4 Alemã, no Red Bull Ring e em Zandvoort, mais de 20 competidores estiveram presentes. Só que boa parte deles era formada por times como Prema, Jenzer e Iron Lynx, cujo foco está na F4 Italiana e ocasionalmente aparecem na Alemanha.

Ainda assim, mesmo sem os times que competem na Itália, a F4 Alemã tinha reunido 13 inscritos em Hockenheimring, na rodada realizada no meio de setembro.

Em relação a Hockenheimring, o grid da F4 Alemã perdeu para Sachsenring a equipe BWR, que inscreve o britânico Taylor Barnard, e dois pilotos da Van Amersfoort: Joshua Dufek e Cenyu Han, que, inclusive, já tinham subido ao pódio neste ano.

Por que tão poucos carros na F4 Alemã 2021?

Os três estiveram presentes nos treinos da F4 Italiana em Monza, no meio da semana anterior, sendo que Barnard é quem liderou a atividade.

Parte das ausências na etapa mais recente da F4 Alemã se dá justamente por esse choque de datas. Como os testes na Itália aconteceram na terça e na quarta-feira, as equipes não tinham tempo suficiente para viajar até a Alemanha e correr no fim de semana.

Além disso, pilotos e escuderias que competem nos dois países têm reclamado do calendário carregado neste fim de ano, com muitas etapas seguidas entre Alemanha e Itália. Na hora de decidir qual priorizar, o campeonato italiano tem levado a melhor.

A tendência é que o grid da F4 Alemã volte a crescer nas próximas etapas, principalmente em Hockenheimring, mas sempre dependendo da presença de pilotos e equipes vindos da Itália.

O desafio da organização, agora, é manter o campeonato relevante para 2022. Ter somente nove pilotos correndo neste fim de 2021 complica na hora de “vender” a categoria para interessados no ano que vem.

Além disso, a F4 Alemã vai precisar aprender a lidar com a concorrência da F4 Inglesa. Até este ano, o campeonato britânico usa o pacote formado por chassis Mygale e motor Ford, sendo o único no mundo com essa combinação. A partir de 2022, terá chassis produzidos pela Tatuus e motor Abarth, assim como acontece na Alemanha e na Itália.

Isto é, as equipes que participam da F4 Inglesa poderão disputar etapas dos campeonatos europeus, da mesma forma que times de Itália e Alemanha poderão seguir o caminho contrário e competir na Grã-Bretanha.

Ainda não há nenhum anúncio de equipes interessadas nesse tipo de intercâmbio para 2022. Mas com apenas nove carros no grid deste ano, a F4 Alemã não pode correr o risco de perder mais algum time para a próxima temporada.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F4 Alemã 2021 em Sachsenring, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

Vips, Drugovich, Correa, Schumacher… no auge, a F4 Alemã reunia quase 40 competidores – foto: gruppe c