Pietro Fittipaldi colocou como prioridade em sua carreira, nos últimos anos, o posto de piloto reserva da Haas na F1.

Ninguém pode dizer que o plano deu errado. Afinal, o brasileiro fez sua estreia na principal categoria do automobilismo mundial nas duas últimas etapas da temporada passada ao substituir Romain Grosjean após o gravíssimo acidente no Bahrein.

Para 2021, o neto de Emerson Fittipaldi continuou no cargo, embora, até agora, sem oportunidades de correr.

Mas uma declaração de Gunther Steiner, chefe de equipe da Haas, durante o fim de semana do GP da Rússia, indica que o futuro de Fittipaldi pode passar por mudanças.

O dirigente afirmou que considera contratar um veterano da F1 para a função de reserva em 2022, para acelerar o processo de desenvolvimento do equipamento. Neste ano, a escuderia conta com dois estreantes, Mick Schumacher e Nikita Mazepin, que ainda não pontuaram.

Como no ano que vem acontece a estreia do novo regulamento da F1 e Schumacher e Mazepin já tiveram seus contratos renovados, contar com um piloto experiente na função de reserva pode ser fundamental para entender como o carro se comporta com as novas regras.

Do contrário, a Haas pode ficar para trás e perder ainda mais espaço em relação às demais equipes do meio do pelotão da F1. Até porque, a Williams começou a pontuar com frequência e a Alfa Romeo tem mostrado sinais de melhoras nas últimas corridas.

Entre os veteranos livres no mercado estão Nico Hulkenberg, que chegou a negociar com a Haas há alguns anos, e Daniil Kvyat. Há, ainda, a chance de Antonio Giovinazzi perder a vaga que ocupa na Alfa Romeo, e um acerto com a Haas seria facilitado por o italiano ter sido revelado pela Academia da Ferrari, e a marca de Maranello ser parceria-técnica do time americano.

Pietro Fittipaldi na Indy em 2022?

Voltando a Fittipaldi, nos últimos tempos o brasileiro até se dividiu entre a reserva da Haas e aparições esporádicas em outras categorias. Em 2021, esteve em três etapas da Indy, incluindo as tradicionais 500 Milhas de Indianápolis, pela Dale Coyne.

Fittipaldi também estava escalado para correr em Gateway, mas desistiu depois que Grosjean, um dos titulares da Coyne, optou por competir também no oval.

Caso queira permanecer na Indy em 2022, não há muitas vagas competitivas restando. A própria Coyne ainda não anunciou sua dupla, mas a tendência é que Kyle Kirkwood e Takuma Sato sejam contratados. A ECR não definiu o futuro de Conor Daly, e Sébastien Bourdais não deve continuar na Foyt e voltar à Imsa.

Além disso, o acerto de Callum Ilott, atual vice da F2 e especulado em algumas na F1 no meio do ano, com a Juncos, uma das piores equipes do grid, indica que não há muitos assentos disponíveis. E os poucos que estão abertos devem exigir que os interessados levem bastante patrocínio.

Sendo assim, fica a dúvida: onde veremos Pietro Fittipaldi em 2022? Será que o piloto brasileiro continuará buscando uma carreira nos monopostos ou seu futuro estará no endurance e/ou nas provas de GT?

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da etapa decisiva da Indy 2021 em Long Beach, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

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Pietro Fittipaldi foi um dos pilotos brasileiros na disputa das 500 Milhas de Indianápolis de 2021 – foto: rf1/divulgação