Alex Albon será o substituto de George Russell na Williams na temporada 2022 da F1. Sem vaga nas equipes da Red Bull e tendo um bom desempenho no DTM neste ano, parecia que o piloto tailandês ficaria fora da principal categoria do automobilismo mundial, mas agora ele se garantiu no posto que atualmente é ocupado por um de seus melhores amigos no grid.

Mas, ao falarmos do que cada um oferece à Williams, Albon e Russell não têm muito em comum.

O novo contratado da Mercedes ficou conhecido por ter um ótimo desempenho nas classificações, mas por andar para trás nas corridas.

Nas 13 primeiras corridas realizadas na temporada 2021 da F1, contando até o GP da Holanda, Russell alcançou 12,07 como posição média de largada, tendo inclusive chegado ao Q3 em duas oportunidades: em Silverstone e em Spa-Francorchamps, quando, de baixo de muita chuva, se garantiu na primeira fila do grid de forma surpreendente.

Já Albon não tem um desempenho tão bom aos sábados. É só ver o rendimento em seu ano de estreia na F1. Em 2019, ele participou de 12 corridas pela Toro Rosso, tendo impressionado e sido promovido à Red Bull no meio da temporada.

Só que o tailandês, nesse período, teve 13,0 como posição média de largada. E olha que a Toro Rosso terminou aquele campeonato com o sexto lugar nos Construtores, enquanto a Williams hoje é a oitava ou nona melhor equipe da F1. Mesmo assim, os números de Russell nas classificações vêm sendo melhores que os do amigo rubro-taurino na época.

Já, no ano passado, Albon atingiu 7,3 de posição média de largada em sua temporada completa pela Red Bull. Muito melhor que a Williams, é verdade, mas um resultado que deixou a desejar levando em conta que somente a esquadra austríaca e a Mercedes foram competitivas em 2020.

O que esperar de Alex Albon na Williams em 2022?

Para uma equipe pequena, ter seus pilotos se classificando bem é fundamental: aumenta as chances de pontuar, motiva engenheiros e mecânicos a continuar trabalhando no desenvolvimento do equipamento e, de quebra, até pode contribuir para a chegada de um patrocinador.

Foi nesse contexto que Russell conquistou seu primeiro pódio na F1, no fim de semana de só uma volta disputada na Bélgica.

Albon, por outro lado, durante sua passagem pela Toro Rosso, compensava as dificuldades em classificação com bom ritmo de prova e facilidade em ultrapassar. Foi escalando o pelotão que ele foi votado o piloto do dia no GP da China, em seu terceiro GP na F1.

Essa é uma característica mais parecida com as de Nicholas Latifi, o outro piloto da Williams na temporada 2022 da F1, que também costuma largar mais atrás, mas ganhar posições no domingo.

Só que aí eles vão depender mais da Williams para conquistar bons resultados, uma vez que vão precisar de um equipamento competitivo ou de uma estratégia certeira para fazer valer o ritmo de corrida e superar os adversários. Assim, para eles, resta ver se a evolução da esquadra de Grove vai continuar em 2022.

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George Russell se destacou pela Williams principalmente nas classificações – foto: lukas raich/own work/CC BY-SA 4.0